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CUT/DIEESE/DIESAT/MODECON/FAAPERJ

  1. CUT,   cut.org.br
  2. DIEESE,
  3. DIESAT, http://diesat.org.br/
  4. MODECON,  Modecon – Movimento em Defesa da Economia Nacional
  5. FAAPERJ – http://faaperj.com/ – FEDERAÇÂO DAS ASSOCIAÇÕES DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (FAAPERJ)

 

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Candidato ao CA 2016 – Lucas Ferreira – Perfil


Economista UERJ

Conselheiro Fiscal 2009-2012

Vários anos na CIPA, sendo vice-presidente da CIPA 2011-2012

Diretor do Sindipetro-RJ

Diretor do DIEESE

ESTATUTO SOCIAL – DIEESE


DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS
(DIEESE)

CNPJ/MF: 60.964.996/0001-87

 

SUMÁRIO

CAPÍTULO I – DENOMINAÇÃO, CONSTITUIÇÃO, DURAÇÃO E SEDE …………………………………………………………

2

CAPÍTULO II – DA CONCEPÇÃO, DOS OBJETIVOS E DAS FINALIDADES …………………………………………………..

2

CAPÍTULO III – DAS ENTIDADES ASSOCIADAS, SEUS DIREITOS E DEVERES …………………………………………..

3

SEÇÃO 1 – DA FILIAÇÃO …………………………………………………………………………………………………………………………

3

SEÇÃO 2 – DOS DIREITOS DAS ENTIDADES ASSOCIADAS ………………………………………………………………………

3

SEÇÃO 3 – DOS DEVERES DAS ENTIDADES ASSOCIADAS ……………………………………………………………………..

4

SEÇÃO 4 – DAS PENALIDADES E EXCLUSÃO DE ENTIDADES ASSOCIADAS ……………………………………………

4

CAPÍTULO IV – DOS RECURSOS FINANCEIROS E DO PATRIMÔNIO …………………………………………………………

5

CAPÍTULO V – DA ESTRUTURA DA ADMINISTRAÇÃO DO DIEESE ……………………………………………………………

6

SEÇÃO 1 – DA ASSEMBLEIA GERAL NACIONAL ………………………………………………………………………………………

6

SEÇÃO 2 – DAS ASSEMBLEIAS REGIONAIS …………………………………………………………………………………………….

8

SEÇÃO 3 – DA DIREÇÃO SINDICAL NACIONAL ………………………………………………………………………………………..

10

SEÇÃO 4 – DA DIREÇÃO EXECUTIVA ………………………………………………………………………………………………………

11

SUBSEÇÃO 4.1 – DOS CARGOS DA DIREÇÃO EXECUTIVA ……………………………………………………………………..

13

SEÇÃO 5 – DO CONSELHO FISCAL …………………………………………………………………………………………………………

15

SEÇÃO 6 – DA DIREÇÃO REGIONAL ……………………………………………………………………………………………………….

15

SEÇÃO 7 – DO CONSELHO POLÍTICO ……………………………………………………………………………………………………..

17

SEÇÃO 8 – DO DIRETOR TÉCNICO ………………………………………………………………………………………………………….

18

SEÇÃO 9 – DO SUPERVISOR TÉCNICO DO ESCRITÓRIO REGIONAL ……………………………………………………….

18

CAPÍTULO VI – DOS ESCRITÓRIOS REGIONAIS E SUBSEÇÕES ………………………………………………………………

19

CAPÍTULO VII – DAS ELEIÇÕES ………………………………………………………………………………………………………………

19

CAPÍTULO VIII – DA PERDA DO MANDATO ……………………………………………………………………………………………..

20

CAPÍTULO IX – DAS SUBSTITUIÇÕES ……………………………………………………………………………………………………..

20

CAPÍTULO X – DAS ENTIDADES MANTIDAS PELO DIEESE ………………………………………………………………………

21

SEÇÃO 1 – DA ADMINISTRAÇÃO DAS ENTIDADES MANTIDAS ………………………………………………………………..

21

SEÇÃO 2 – DA ESCOLHA E DO AFASTAMENTO DOS DIRIGENTES DAS ENTIDADES MANTIDAS NA ÁREA
EDUCACIONAL ……………………………………………………………………………………………………………………………………..

23

CAPÍTULO XI – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ……………………………………………………………………………………………

24
CAPÍTULO I – DENOMINAÇÃO, CONSTITUIÇÃO, DURAÇÃO E SEDE

Art. 1º. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) é uma
associação civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos ou econômicos, que congrega e é
constituída por entidades sindicais de trabalhadores do Brasil.

Art. 2º. O DIEESE, fundado em 22 de dezembro de 1955, tem como sede e foro a cidade de São Paulo e
seu prazo de duração é indeterminado.

Parágrafo único. Poderão ser abertos Escritórios Regionais, nos Estados e Distrito Federal, bem como
poderá ser criada Subseção individual ou coletiva, conforme disposições do Capítulo VI, ou outras
unidades para desenvolver atividades relacionadas ao seu objeto social.

CAPÍTULO II – DA CONCEPÇÃO, DOS OBJETIVOS E DAS FINALIDADES

Art. 3º. O DIEESE é um órgão unitário do Movimento Sindical Brasileiro destinado à realização de
estudos, pesquisas e atividades de educação, produção e difusão de conhecimento e informação sobre o
trabalho em um contexto multidisciplinar, tendo como instrumento de análise o método científico, a
serviço dos interesses da classe trabalhadora, sem prejuízo da diversidade das posições e enfoques
sindicais.

Art. 4º. Constituem objetivos do DIEESE:

a) realizar, patrocinar ou promover pesquisas, análises e estudos relacionados ao mundo do trabalho
e às questões relacionadas ao desenvolvimento econômico, social e regional;
b) proceder a levantamentos estatísticos e qualitativos destinados à apuração de dados relativos ao
custo, nível e padrão de vida e emprego dos trabalhadores;
c) promover a divulgação, difusão e publicação dos conhecimentos técnicos desenvolvidos e
acumulados através dos meios que se fizerem mais adequados;
d) desenvolver atividades de assessoria, consultoria e prestação de serviços ao Movimento Sindical e
outras entidades;
e) desenvolver, realizar e promover atividades culturais relacionadas à temática do mundo do
trabalho;
f) desenvolver e ministrar atividades formativas como cursos, seminários, palestras e oficinas;
g) desenvolver atividades de educação superior em níveis de especialização, graduação e pós-
graduação, podendo estruturar, manter e administrar instituições ou departamentos em consonância aos
seus objetivos institucionais.

Parágrafo único. Os objetivos descritos no caput deste artigo estão relacionados à temática do mundo do
trabalho, incluindo questões referentes a mercado de trabalho, renda, negociação coletiva, perfil
socioeconômico dos trabalhadores, qualificação social e profissional, relações e processo de trabalho,
condições de trabalho, saúde e segurança, desenvolvimento econômico, social e regional, políticas
públicas de emprego, trabalho e renda, análise macro e micro socioeconômica.
Art. 5º. Na consecução dos seus objetivos sociais, o DIEESE observará os princípios da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência, podendo realizar e manter
convênios com universidades, instituições e entidades públicas ou privadas, de âmbito nacional ou
internacional.

Art. 6º. O DIEESE não distribui, entre os seus associados, conselheiros, diretores, administradores ou
doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações
ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades ou das Entidades
Mantidas, e os aplica integralmente na consecução de seu objeto social e dos objetivos das Entidades
Mantidas.

CAPÍTULO III – DAS ENTIDADES ASSOCIADAS, SEUS DIREITOS E DEVERES

SEÇÃO 1 – DA FILIAÇÃO

Art. 7º. As entidades mencionadas no art. 1º, deste Estatuto, que desejarem ingressar como entidades
associadas do DIEESE deverão apresentar proposta devidamente preenchida na sede do Escritório
Nacional ou Regional.

Parágrafo único. A proposta deverá ser feita pela direção da entidade proponente, assinada pelo seu
representante legal, em obediência às suas exigências estatutárias, conforme procedimentos e mediante
a apresentação de documentos estabelecidos no Regimento Interno do DIEESE.

Art. 8º. A entidade associada que desejar desligar-se do DIEESE deverá fazer a necessária comunicação
por ofício ao Presidente do DIEESE.

Parágrafo único. A entidade associada será considerada desligada uma vez que esteja quite com suas
obrigações sociais perante o DIEESE.

SEÇÃO 2 – DOS DIREITOS DAS ENTIDADES ASSOCIADAS

Art. 9º. São direitos da entidade associada:

a) votar e ser votada para a composição dos órgãos dirigentes do DIEESE;
b) fiscalizar o funcionamento do DIEESE, opinando e votando nas Assembleias;
c) solicitar a elaboração de trabalhos técnicos na forma do Regimento Interno e receber as
publicações de rotina do DIEESE;
d) convocar Assembleias Extraordinárias dentro das normas previstas na lei e neste Estatuto;
e) deliberar nas Assembleias sobre assuntos pautados;
f) desligar-se do DIEESE.
SEÇÃO 3 – DOS DEVERES DAS ENTIDADES ASSOCIADAS

Art. 10. São deveres da entidade associada:

a) pagar regularmente a contribuição fixada pela Assembleia Geral Nacional, bem como os serviços e
atividades extras desenvolvidos segundo sua solicitação, conforme previsto no Regimento Interno e no
art. 16, deste Estatuto;
b) pagar regularmente as contribuições extraordinárias fixadas nas Assembleias Regionais ou
Nacionais;
c) prestigiar o DIEESE e promover a divulgação de seus objetivos, de modo a elevá-lo no conceito
público e atrair, para o seu âmbito, todas as entidades sindicais de trabalhadores e associações
profissionais brasileiras;
d) acatar as deliberações dos órgãos dirigentes do DIEESE, da Assembleia Geral Nacional e
Assembleia Regional e fazer cumprir este Estatuto;
e) participar das Assembleias e reuniões para as quais for convocada;
f) colaborar com o DIEESE em todas as suas atividades, no sentido de propiciar o desenvolvimento
dos trabalhos de pesquisa e assessoria;
g) abster-se de assumir compromissos e fazer declarações públicas em nome do DIEESE, sem que,
para isso, esteja autorizada, por escrito, pelos órgãos dirigentes do mesmo.

Parágrafo único. Nenhuma entidade associada responderá individual, solidária ou subsidiariamente pelas
obrigações do DIEESE.

SEÇÃO 4 – DAS PENALIDADES E EXCLUSÃO DE ENTIDADES ASSOCIADAS

Art. 11. A entidade associada que violar as disposições deste Estatuto estará sujeita às seguintes
penalidades:

a) advertência;
b) suspensão;
c) exclusão do quadro de associados do DIEESE, sem prejuízo das sanções previstas em lei.

§ 1º. A aplicação das penalidades previstas neste artigo será regulada pelos parágrafos subsequentes e
pelas disposições constantes do Regimento Interno do DIEESE.

§ 2º. A perda da qualidade de entidade associada será determinada pela Diretoria Executiva, devendo
ser submetida à apreciação e decisão da Direção Sindical Nacional, ad referendum da Assembleia Geral
Nacional, sendo admissível somente na hipótese de haver justa causa, assim reconhecida em
procedimento, em que fique assegurado o direito da ampla defesa e recurso.

§ 3º. Para fins deste Estatuto, são consideradas as hipóteses de violações e infrações:

I – não cumprimento de disposição estatutária ou regimental, ou ainda, de qualquer decisão de órgão
diretivo;
II – não cumprimento de quaisquer de seus deveres e obrigações previstos neste Estatuto ou em
Regimento Interno;

III – comportamento que importe em dano ou prejuízo direto ou indireto ao DIEESE, ou ainda, ofensa
grave que coloque em risco sua imagem, credibilidade ou patrimônio;
IV – prática de atos em nome do DIEESE com o intuito de tirar proveito patrimonial e/ou pessoal;
V – utilização indevida e sem autorização da Direção Sindical (Nacional, Executiva ou Regional) do
nome ou imagem do DIEESE em quaisquer eventos, atividades, negócios, obras ou programas que
estejam em desconformidade com seus objetivos institucionais.

§ 4º. Tendo a Direção Executiva tomado conhecimento da ocorrência de violação ou infração, a entidade
associada será devidamente notificada dos fatos a ela imputados, através de notificação extrajudicial,
para que apresente sua defesa prévia no prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento da
comunicação.

§ 5º. Após o decurso do prazo previsto no parágrafo anterior, independentemente da apresentação de
defesa, a representação será decidida em reunião extraordinária da Direção Executiva ou da Direção
Sindical Nacional, conforme o caso, por maioria simples de votos dos diretores presentes.

§ 6º. Aplicada a penalidade de exclusão, caberá recurso por parte da entidade associada, no prazo de 30
(trinta) dias contados da decisão, à Assembleia Geral Nacional que deliberará em última instância.

§ 7º. Uma vez excluída, qualquer que seja o motivo, não terá a entidade associada o direito de pleitear
indenização ou compensação de qualquer natureza, seja a que título for.

CAPÍTULO IV – DOS RECURSOS FINANCEIROS E DO PATRIMÔNIO

Art. 12. Constituem fontes de receita do DIEESE:

a) as contribuições regulares das entidades associadas, cuja periodicidade e valores serão definidos
na Assembleia Geral Nacional;
b) as contribuições extraordinárias definidas em Assembleias Regionais ou Nacionais;
c) os recursos advindos dos serviços prestados a entidades associadas ou não, e instituições
privadas ou públicas, nacionais ou internacionais;
d) as rendas próprias de imóveis que possua;
e) os juros bancários e outras receitas financeiras;
f) as transferências em seu favor, legados, doações e contribuições de terceiros;
g) os rendimentos resultantes das atividades relacionadas nos arts. 3º e 4º, deste Estatuto.

Art. 13. As contribuições sociais regulares a que estão sujeitas as entidades associadas do DIEESE
serão estabelecidas respeitando a capacidade de arrecadação das mesmas e conforme especificação
prevista no Regimento Interno.

Art. 14. As contribuições sociais regulares constituem a base de sustentação financeira do DIEESE.
Art. 15. Das receitas extraordinárias advindas de convênios com instituições privadas, doações contratos
de prestação de serviços ou outros, será destinado um percentual para constituição do Fundo de
Desenvolvimento Institucional do DIEESE.

Parágrafo único. A gestão e utilização do Fundo de Desenvolvimento Institucional do DIEESE dar-se-ão
de acordo com as disposições constantes no Regimento Interno.

Art. 16. As despesas feitas para realização de pesquisas, estudos ou assessoria de caráter específico
para uma ou mais entidade(s) associada(s) serão custeadas exclusivamente pelas mesmas, conforme
estabelecido no Regimento Interno.

CAPÍTULO V – DA ESTRUTURA DE ADMINISTRAÇÃO DO DIEESE

Art.17. São órgãos do DIEESE:

a) Assembleia Geral Nacional;
b) Assembleias Regionais;
c) Direção Sindical Nacional;
d) Direção Executiva;
e) Conselho Fiscal;
f) Direção Regional;
g) Conselho Político.

§ 1º. Além dos órgãos previstos no caput deste artigo, o DIEESE poderá contar com órgãos consultivos.

§ 2º. Os órgãos administrativos do DIEESE contarão com o apoio técnico do Diretor Técnico e dos
Supervisores Regionais.

SEÇÃO 1 – DA ASSEMBLEIA GERAL NACIONAL

Art. 18. A Assembleia Geral Nacional é a instância máxima de deliberação do DIEESE, sendo soberana
nas resoluções não contrárias às leis vigentes e ao presente Estatuto.

§ 1º. A Assembleia Geral Nacional será instalada, em primeira convocação, com a presença da maioria
dos representantes das entidades associadas em condições de voto ou, em segunda convocação, meia
hora após, com qualquer número, exceto previsão em contrário em lei ou neste Estatuto.

§ 2º. As deliberações das Assembleias Gerais Nacionais serão tomadas por meio de votação aberta e
maioria de votos, e somente na hipótese de haver unanimidade dos presentes, na ocasião que antecede
o ato, poderá ser utilizada outra forma de votação.
§ 3º. A convocação da Assembleia Geral Nacional deverá ser feita com 20 (vinte) dias de antecedência,
no mínimo, mediante publicação de edital em jornal, correspondência impressa ou por meio eletrônico às
entidades associadas.

§ 4º. As sessões da Assembleia Geral Nacional serão presididas pelo Presidente do DIEESE ou pelo seu
substituto.

§ 5º. O Diretor Técnico participará das Assembleias Gerais Nacionais na qualidade de responsável pela
direção técnica.

Art. 19. As Assembleias Gerais Nacionais Ordinárias serão realizadas, preferencialmente, em dezembro
para:

a) eleger, anualmente, 1/3 (um terço) dos membros da Direção Sindical Nacional e Conselho Fiscal;
b) proceder ao exame, discussão e votação do Planejamento Anual;
c) proceder ao exame, discussão e votação da Previsão Orçamentária Anual para o exercício
seguinte.

§ 1º. Para o fim de não coincidir o tempo de mandato e promover a renovação de 1/3 (um terço)
anualmente, a Assembleia elegerá membros para a Direção Sindical Nacional e Conselho Fiscal com
mandato de 1 (um) ou 2 (dois) anos, para substituir desistência, vacância de cargos ou perda de
mandato.

§ 2º. O Planejamento Anual e a Previsão Orçamentária Anual serão enviados às entidades associadas
com 20 (vinte) dias de antecedência, no mínimo, impressos ou por meio eletrônico.

Art. 20. A Assembleia Geral Nacional escolherá, entre as entidades, membros da Direção Sindical
Nacional, aquelas que comporão a Direção Executiva.

Parágrafo único. Entre as entidades, membros da Direção Executiva, a Assembleia Geral Nacional
definirá também quais assumirão os cargos de Presidente, Vice-Presidente e Secretário Nacional do
DIEESE.

Art. 21. As Assembleias Gerais Nacionais Ordinárias serão realizadas preferencialmente em junho para:

a) apreciar e aprovar o Relatório de Atividades e Balanço do ano anterior;
b) aprovar as contas do exercício anterior;
c) eleger membro da Direção Sindical Nacional do DIEESE sempre que houver vacância de cargos,
conforme previsto neste Estatuto.

Parágrafo único. O Relatório de Atividades e o Balanço do ano anterior serão enviados às entidades
associadas com 20 (vinte) dias de antecedência, no mínimo, impressos ou por meio eletrônico.

Art. 22. As Assembleias Gerais Nacionais serão convocadas extraordinariamente:
a) pelo Presidente, ou pela maioria dos integrantes da Direção Sindical Nacional, da Direção
Executiva ou do Conselho Fiscal, quando julgar necessário;
b) a requerimento de pelo menos 1/5 (um quinto) das entidades associadas que estiverem em pleno
gozo de seus direitos, as quais especificarão os motivos da convocação.

§ 1º. O Presidente não poderá opor-se à convocação da Assembleia Geral Nacional, quando efetuada
nos termos das alíneas anteriores.

§ 2º. A Assembleia Geral Nacional não poderá tratar de assunto que não esteja contido no respectivo
edital de convocação.

Art. 23. Às Assembleias Gerais Nacionais compete também:

a) fixar o valor das contribuições sociais regulares das entidades associadas;
b) apreciar e deliberar sobre contribuições extraordinárias;
c) deliberar sobre modificações ou emendas no presente Estatuto.

§ 1º. Para a deliberação prevista na alínea “c” é exigido o voto concorde da maioria dos presentes à
Assembleia Geral Nacional especialmente convocada para este fim, não podendo ela deliberar, em
primeira convocação, sem a maioria absoluta dos associados, ou em segunda convocação, meia hora
após, com qualquer número.

§ 2º. Não se aplica o disposto no parágrafo anterior para alteração do art. 82, deste Estatuto, o qual
apenas poderá ser alterado mediante decisão unânime dos presentes à Assembleia Geral Nacional
especialmente convocada para este fim, não podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem a
presença de 2/3 (dois terços) dos associados, ou em segunda convocação, meia hora após, com 1/3 (um
terço).

§ 3º. A convocação para a Assembleia Geral Nacional para deliberar sobre as modificações do Estatuto
deverá mencionar especificamente os itens que se pretende alterar, os quais importem em alterações
substanciais em seu conteúdo, bem como a proposta de novo Estatuto Social deverá ser disponibilizada
na sede da entidade.

Art. 24. Nas Assembleias Gerais Nacionais, somente poderá votar um representante de cada entidade
associada e em dia com as contribuições sociais, devendo comprovar a sua representação por meio de
carta emitida pela direção da entidade que representa.

SEÇÃO 2 – DAS ASSEMBLEIAS REGIONAIS

Art. 25. A Assembleia Regional é a instância de deliberação do DIEESE no âmbito do Escritório Regional
respectivo, sendo soberana nas resoluções não contrárias às da Assembleia Geral Nacional, às leis
vigentes e ao presente Estatuto.
§ 1º. A Assembleia Regional será instalada, em primeira convocação, com a presença da maioria dos
representantes das entidades associadas em condições de voto na base do Escritório Regional
respectivo ou, em segunda convocação, meia hora após, com qualquer número.

§ 2º. As deliberações das Assembleias Regionais serão tomadas por votação aberta e maioria de votos,
e somente na hipótese de haver unanimidade dos presentes, na ocasião que antecede o ato, poderá ser
utilizada outra forma de votação.

§ 3º. A convocação da Assembleia Regional deverá ser feita mediante correspondência às entidades
associadas, podendo também ser utilizado meio eletrônico, com 10 (dez) dias de antecedência, no
mínimo.

§ 4º. As Assembleias Regionais serão presididas pelo Coordenador da Direção Regional ou pelo seu
substituto.

§ 5º. O Supervisor Técnico do Escritório Regional participará das Assembleias na qualidade de
supervisor dos trabalhos técnicos no âmbito regional.

Art. 26. As Assembleias Regionais serão realizadas, preferencialmente, em novembro, antes da
realização da Assembleia Nacional, para:

a) proceder ao exame, discussão e votação em caráter indicativo do Planejamento Anual e Previsão
Orçamentária para o exercício seguinte do Escritório Regional, para posterior consolidação no
Planejamento Nacional;
b) eleger anualmente 1/3 (um terço) dos membros da Direção Regional.

Parágrafo único. Para o fim de não coincidir o tempo de mandato e promover a renovação de 1/3 (um
terço), anualmente, a Assembleia Regional poderá eleger membros para a Direção Regional com
mandato de 1 (um) ou 2 (dois) anos.

Art. 27. As Assembleias Regionais serão convocadas extraordinariamente:

a) pelo Coordenador da Direção Regional ou se a maioria dos integrantes da Direção Regional julgar
necessário;
b) a requerimento das entidades associadas na base do Escritório Regional, em número não inferior a
10% (dez por cento) das que estiverem em pleno gozo de seus direitos, as quais especificarão os
motivos da convocação, ficando a sua realização subordinada ao comparecimento da maioria das que a
tiverem requerido.
c) pela Direção Executiva do DIEESE.

§ 1º. O Coordenador da Direção Regional não poderá opor-se à convocação da Assembleia Regional
quando efetuada nos termos das alíneas anteriores.

§ 2º. A Assembleia Regional não poderá tratar de assunto que não esteja contido no respectivo edital de
convocação.
Art. 28. Às Assembleias Regionais compete também:

a) apresentar proposições ao Planejamento e Previsão Orçamentária Anual Nacional do DIEESE;
b) apreciar e deliberar sobre políticas a serem adotadas para a manutenção do Escritório Regional,
desde que não contrariem o presente Estatuto e nem criem nenhum outro encargo sem respectiva
receita, cuja definição é de exclusiva competência da Assembleia Geral Nacional;
c) apresentar proposições à Direção Sindical Nacional e à Assembleia Geral Nacional.

SEÇÃO 3 – DA DIREÇÃO SINDICAL NACIONAL

Art. 29. O DIEESE terá uma Direção Sindical Nacional composta de 30 (trinta) membros.

§ 1º. Os 30 (trinta) membros mencionados no caput deste artigo serão eleitos pela Assembleia Geral
Nacional dentre as entidades associadas.

§ 2º. O mandato dos 30 (trinta) membros eleitos dentre as entidades associadas será de 3 (três) anos,
iniciando-se sempre em 1º de fevereiro do ano subsequente à realização da Assembleia e terminando em
31 de janeiro do último ano de mandato.

§ 3º. Os Coordenadores Regionais participarão das reuniões da Direção Sindical Nacional do DIEESE,
com direito a voz e voto.

§ 4º. O mandato dos Coordenadores das Direções Regionais será definido conforme dispõe o art. 26,
alínea “b” e parágrafo único, deste Estatuto.

§ 5º. Em caso de impedimento pessoal, ou circunstância proveniente de eleição de nova Direção na
entidade associada, esta poderá substituir seu representante junto à Direção Sindical Nacional,
observado o § 1º do art. 19, deste Estatuto, para os representantes eleitos em Assembleia Geral
Nacional.

§ 6º. As substituições de Coordenadores serão efetuadas conforme dispõe o art. 26, parágrafo único,
deste Estatuto.

Art. 30. As reuniões da Direção Sindical Nacional serão convocadas e presididas pelo Presidente do
DIEESE ou por seu substituto legal.

§ 1º. As decisões da Direção Sindical Nacional serão tomadas por maioria de votos com a presença
mínima de 50% (cinquenta por cento) dos membros mais 1 (um) Diretor(a).

§ 2º. O Diretor Técnico terá assento nas reuniões ordinárias da Direção Sindical Nacional, sem direito a
voto.

§ 3º. Os membros do Conselho Fiscal terão assento nas reuniões ordinárias da Direção Sindical
Nacional, sem direito a voto.
Art. 31. As reuniões da Direção Sindical Nacional serão realizadas semestralmente em caráter ordinário
para:

a) apreciar relatórios da Direção Executiva;
b) avaliar e definir as linhas de ação do DIEESE.

Art. 32. As reuniões da Direção Sindical Nacional serão realizadas extraordinariamente sempre que o
Presidente ou a maioria da Direção Sindical Nacional solicitar por escrito.

Parágrafo único. O Presidente não poderá opor-se à convocação da Direção Sindical Nacional, quando
efetuada nos termos deste artigo.

Art. 33. As reuniões da Direção Sindical Nacional deverão ser convocadas por escrito, remetendo-se à
pauta da mesma.

Art. 34. Compete à Direção Sindical Nacional, além do previsto no art. 31, deste Estatuto:

a) apreciar relatórios semestrais e avaliar a atuação da Direção Executiva;
b) decidir pela abertura e fechamento de Escritório Regional, ad referendum da Assembleia Geral
Nacional;
c) nomear ou destituir, ad referendum da Assembleia Geral Nacional, o Diretor Técnico, a partir de
indicação feita pela Direção Executiva;
d) apreciar e opinar sobre o Planejamento Anual e Previsão Orçamentária Anual que, com o parecer
do Conselho Fiscal, serão submetidos à Assembleia Geral Nacional;
e) aprovar o Regimento Interno;
f) aprovar a alienação dos bens imóveis, ad referendum da Assembleia Geral Nacional.

SEÇÃO 4 – DA DIREÇÃO EXECUTIVA

Art. 35. O DIEESE terá uma Direção Executiva composta de 13 (treze) membros escolhidos anualmente
pela Assembleia Geral Nacional dentre as entidades associadas que compõem a Direção Sindical
Nacional do DIEESE, com a seguinte designação:

a) 1 (um) Presidente;
b) 1 (um) Vice-Presidente;
c) 1 (um) Secretário Nacional;
d) 10 (dez) Diretores.

§ 1º. O mandato funcional dos membros da Direção Executiva será de 1 (um) ano, iniciando-se sempre
em 1º de fevereiro e terminando em 31 de janeiro do ano subsequente, passível de recondução.

§ 2º. A Direção Executiva será assessorada pelo Diretor Técnico.

§ 3º. O Diretor Técnico terá assento nas reuniões ordinárias da Direção Executiva sem direito a voto.
§ 4º. Os Coordenadores das Direções Regionais poderão participar das reuniões da Direção Executiva
sempre que houver necessidade.

§ 5º. Em caso de vacância em cargos da Direção Executiva, caberá ao próprio órgão nomear, ad
referendum da Direção Sindical Nacional, seus substitutos, dentre os membros da Direção Sindical
Nacional do DIEESE, para cumprimento do mandato restante.

§ 6º. Em caso de impedimento para o exercício de qualquer um dos cargos da Direção Executiva, por
período superior a 90 (noventa) dias, será considerada a vacância do cargo e deverá se proceder à
substituição definitiva conforme estabelecido no parágrafo anterior.

Art. 36. As reuniões da Direção Executiva serão convocadas e presididas pelo Presidente do DIEESE ou
por seu substituto legal.

Parágrafo único. As decisões da Direção Executiva serão tomadas por maioria de votos com a presença
mínima de 5 (cinco) membros.

Art. 37. As reuniões da Direção Executiva serão realizadas mensalmente em caráter ordinário,
excetuando-se os meses nos quais houver reunião da Direção Sindical Nacional, para apreciar os
Relatórios do Diretor Técnico e avaliar a execução do orçamento, bem como todos os atos executados
nesse período.

Art. 38. As reuniões da Direção Executiva serão realizadas extraordinariamente sempre que o Presidente
convocar ou a maioria da Direção Executiva solicitar por escrito.

Parágrafo único. O Presidente não poderá opor-se à convocação da Direção Executiva, quando efetuada
nos termos deste artigo.

Art. 39. As reuniões da Direção Executiva deverão ser convocadas por escrito, remetendo-se a pauta da
mesma.

Art. 40. Compete à Direção Executiva:

a) dirigir o DIEESE, cumprindo e fazendo cumprir o presente Estatuto, o Regimento Interno, as
resoluções próprias da Direção Sindical Nacional e das Assembleias;
b) controlar a administração do patrimônio social e praticar todos os atos que visem dotar o DIEESE
dos meios necessários para atingir os objetivos e finalidades para o qual foi criado, bem como ordenar
despesas autorizadas;
c) apreciar e opinar sobre o Planejamento Anual e Previsão Orçamentária Anual que, com o parecer
do Conselho Fiscal, serão submetidos à Direção Sindical Nacional;
d) decidir pela realização de convênios e contratos propostos ou analisados pelo Diretor Técnico,
submetendo-os à Direção Sindical Nacional, caso julgue necessário;

e) garantir a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a
obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da
participação no respectivo processo decisório;
f) solicitar ao Diretor Técnico a elaboração de relatórios, pareceres, projetos de pesquisa, estudos,
convênios e contratos, para posterior apreciação;
g) aplicar as penalidades previstas no presente Estatuto;
h) executar o Planejamento e a Proposta Orçamentária anuais aprovados pela Assembleia Geral
Nacional;
i) solicitar parecer ao Diretor Técnico sobre a execução do Planejamento e do orçamento, ou sobre
quaisquer assuntos pertinentes ao DIEESE;
j) solicitar parecer ao Conselho Fiscal sobre a execução do orçamento;
k) indicar um Diretor Técnico para apreciação da Direção Sindical Nacional ou da Assembleia Geral
Nacional, conforme definido no presente Estatuto;
l) aprovar a indicação do funcionário responsável pela área administrativa e financeira que será
apresentado pelo Diretor Técnico;
m) apreciar e deliberar sobre a abertura ou encerramento de subseção ou atividades;
n) definir cargos e salários do quadro funcional do DIEESE;
o) submeter o Regimento Interno à aprovação da Direção Sindical Nacional.

Art. 41. A Direção Executiva deverá garantir, ainda, que a prestação de contas do DIEESE observe, no
mínimo:

a) os princípios fundamentais de contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade;
b) a publicidade, por qualquer meio eficaz, após o encerramento do exercício fiscal, ao relatório de
atividades e das demonstrações financeiras do DIEESE, incluindo as certidões negativas
de débitos com a Previdência Social e com o Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço – FGTS -, colocando-os à disposição para o exame de qualquer cidadão;
c) a realização de auditoria por auditores externos independentes;
d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos, que será feita
conforme determina o parágrafo único do artigo 70 da Constituição Federal.

SUBSEÇÃO 4.1 – DOS CARGOS DA DIREÇÃO EXECUTIVA

Art. 42. Ao PRESIDENTE compete:

a) representar o DIEESE ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, podendo delegar poderes;
b) requisitar informações junto ao Diretor Técnico;
c) acompanhar e solicitar informações e análise sobre a execução do Planejamento Anual e
orçamento ou de trabalhos desenvolvidos pelo DIEESE;
d) representar política e sindicalmente o DIEESE junto às entidades associadas, organismos
nacionais e internacionais, públicos ou privados, governamentais ou não;
e) representar o DIEESE perante instituições financeiras, públicas ou privadas em geral, sempre em
conjunto com o Vice-Presidente ou com o Secretário Nacional, podendo delegar poderes, com a
finalidade de abrir, movimentar e encerrar contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os

demais atos necessários à plena representação da entidade, inclusive com poderes para contratar
operações de crédito;
f) presidir as reuniões do Conselho Político.

§ 1º. O Presidente será substituído nos seus impedimentos eventuais pelo Vice-Presidente e, no
impedimento deste, pelo Secretário Nacional e, no impedimento deste, por outro membro da Direção
Executiva, indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “e” deste art. 42 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos e vedar o subestabelecimento, exigindo-se, sempre, para
exercício dos poderes, as assinaturas conjuntas de 2 (dois) procuradores.

Art. 43. Ao Vice-Presidente compete:

a) substituir o Presidente nos seus impedimentos;
b) representar o DIEESE perante instituições financeiras, públicas ou privadas em geral, sempre em
conjunto com o Presidente ou com o Secretário Nacional, podendo delegar poderes, com a finalidade de
abrir, movimentar e encerrar contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os demais atos
necessários à plena representação da entidade, inclusive com poderes para contratar operações de
crédito.

§ 1º. O Vice-Presidente será substituído nos seus impedimentos eventuais pelo Secretário Nacional e, no
impedimento deste, por outro membro da Direção Executiva indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “b” deste art. 43 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos e vedar o subestabelecimento, exigindo-se, sempre, para
exercício dos poderes, as assinaturas conjuntas de 2 (dois) procuradores.

Art. 44. Ao Secretário Nacional compete:

a) preparar a correspondência de expediente da Direção;
b) ter sob sua guarda os livros de ata e providenciar os registros das mesmas;
c) redigir, ler e assinar todas as atas das sessões das Assembleias Gerais Nacionais, da Direção
Sindical Nacional e da Direção Executiva;
d) realizar os contatos sindicais com as entidades associadas do DIEESE, com entidades e
instituições públicas ou privadas, em nome da Direção Executiva;
e) representar o DIEESE perante instituições financeiras, públicas ou privadas em geral, sempre em
conjunto com o Presidente ou com o Vice-Presidente, podendo delegar poderes, com a finalidade de
abrir, movimentar e encerrar contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os demais atos
necessários à plena representação da entidade, inclusive com poderes para contratar operações de
crédito.

§ 1º. O Secretário será substituído nos seus impedimentos eventuais por um dos demais Diretores da
Direção Executiva indicado pela mesma.
§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “e” deste art. 44 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos e vedar o subestabelecimento, exigindo-se, sempre, para
exercício dos poderes, as assinaturas conjuntas de 2 (dois) procuradores.

SEÇÃO 5 – DO CONSELHO FISCAL

Art. 45. O DIEESE terá um Conselho Fiscal composto de 6 (seis) membros, eleitos em Assembleia Geral
Nacional, entre as entidades associadas, para um mandato de 3 (três) anos, iniciando-se sempre em 1º
de fevereiro do ano subsequente à realização da Assembleia e terminando em 31 de janeiro do último
ano de mandato, obedecido o disposto na alínea “a” e § 1º, do art. 19, deste Estatuto, com a competência
de:

a) emitir pareceres sobre o orçamento e o Balanço Anual e sua execução;
b) fiscalizar a execução orçamentária do DIEESE;
c) opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais
realizadas, emitindo pareceres para os órgãos superiores da entidade.

§ 1º. O Conselho Fiscal reunir-se-á, ordinariamente, 2 (duas) vezes por ano, sempre antes das
Assembleias Ordinárias e, extraordinariamente, quantas vezes julgar necessárias.

§ 2º. As decisões do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria de votos, com a presença mínima de 4
(quatro) membros.

§ 3º. Em caso de impedimento pessoal ou circunstância proveniente de eleição de nova Direção na
entidade associada, esta poderá substituir seu representante junto ao Conselho Fiscal, observado o
previsto no § 1º, do art. 19, deste Estatuto.

SEÇÃO 6 – DA DIREÇÃO REGIONAL

Art. 46. Constituído o Escritório Regional nas condições estabelecidas por este Estatuto, o Presidente do
DIEESE convocará a Assembleia Regional para a eleição da Direção Regional.

Art. 47. A Direção Regional será composta de 4 (quatro) a 8 (oito) membros escolhidos pela Assembleia
Regional dentre as entidades associadas, para um mandato de 3 (três) anos, com renovação anual na
forma do previsto no art. 26, alínea “b” e parágrafo único, deste Estatuto.

§ 1º. Para o fim de não coincidir o tempo de mandato e promover a renovação de 1/3 (um terço),
anualmente, a Assembleia Regional poderá eleger membros com mandato de 1 (um) ou 2 (dois) anos.

§ 2º. Entre as entidades associadas eleitas para a Direção Regional, a Assembleia escolherá as que
ocuparão os cargos de Coordenador e Secretário Regional.

§ 3º. O mandato dos cargos de Coordenador Regional e de Secretário Regional será de 1 (um) ano,
iniciando-se sempre em 1º de fevereiro e terminando em 31 de janeiro do ano subsequente.
§ 4º. Em caso de impedimento pessoal, ou circunstância proveniente de eleição de nova Direção na
entidade associada, esta poderá substituir seu representante junto à Direção Sindical Regional,
observado a alínea “b” e o parágrafo único, do art. 26, deste Estatuto.

§ 5º. O mandato dos membros da Direção Regional extinguir-se-á automaticamente no caso de
desativação do Escritório Regional.

Art. 48. A Direção Regional reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por bimestre, nos meses não
coincidentes com a realização da Assembleia Regional ou Nacional e, extraordinariamente, sempre que o
Coordenador ou a maioria de seus membros convocarem.

§ 1º. As convocações para as reuniões serão encaminhadas pelo Coordenador Regional ou a maioria de
seus membros, conforme o caso, com antecedência mínima de 7 (sete) dias.

§ 2º. As decisões da Direção Regional serão tomadas pela maioria de seus membros, com a presença
mínima de 50% (cinquenta por cento) do total de membros.

Art. 49. Compete à Direção Regional:

a) implantar os Escritórios Regionais do DIEESE nos respectivos Estados ou Regiões conforme
parâmetros definidos no Regimento Interno e obedecidas as disposições deste Estatuto;
b) propor à Assembleia Regional o planejamento e previsão orçamentária regional para o exercício
seguinte;
c) executar o planejamento e orçamentos regionais;
d) debater e deliberar sobre assuntos atinentes aos Escritórios Regionais, sem ferir o presente
Estatuto, o Planejamento Nacional e Regional e as diretrizes do DIEESE;
e) cooperar com a Direção Executiva e Direção Sindical Nacional para o aprimoramento e
consecução dos fins do DIEESE;
f) captar os recursos financeiros e materiais necessários à manutenção do Escritório Regional,
conforme previsto no Regimento Interno;
g) propor à Assembleia Geral Nacional a extinção das atividades do Escritório Regional, caso não
estejam sendo atendidos os requisitos básicos necessários à existência do mesmo, conforme previsto no
Regimento Interno, procedendo ao encerramento, se for o caso;
h) fixar contribuições especiais de caráter regional;
i) apreciar a indicação do Supervisor Técnico, feita pelo Diretor Técnico.

Art. 50. Ao Coordenador da Direção Regional compete:

a) coordenar e representar sindical e politicamente o DIEESE no âmbito do Escritório Regional;
b) integrar a Direção Sindical Nacional e participar, sempre que necessário, das reuniões da Direção
Executiva;
c) convocar e dirigir as reuniões da Direção Regional e as Assembleias Regionais, observando o art.
49, deste Estatuto;

d) assinar, com o Secretário Regional, documentos bancários, contratos e outros necessários, bem
como proceder ao registro do DIEESE junto aos órgãos públicos ou delegar poderes no âmbito do
Escritório Regional;
e) representar o Escritório Regional juridicamente constituído como filial do DIEESE perante,
instituições financeiras e instituições públicas e privadas em geral, sempre em conjunto com o Secretário
Regional, podendo delegar poderes com a finalidade de abrir, movimentar e encerrar contas, emitir,
endossar e assinar cheques e praticar todos os demais atos necessários à plena representação da
entidade, excetuada a contratação de crédito.

§ 1º. O Coordenador será substituído nos seus impedimentos eventuais pelo Secretário Regional ou, no
impedimento deste, por outro membro da Direção Regional indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “e” deste art. 50 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos para a prática de atos relacionados à filial e vedar o
subestabelecimento.

Art. 51. Ao Secretário Regional compete:

a) lavrar, ler, assinar e registrar as atas das reuniões da Direção Regional e Assembleias Regionais;
b) realizar contatos sindicais, no âmbito do Escritório Regional, com as entidades associadas do
DIEESE, com entidades públicas ou privadas, em nome da Direção Regional;
c) assinar, com o Coordenador, documentos bancários, contratos e outros documentos, bem como
proceder ao registro do DIEESE junto aos órgãos públicos ou delegar poderes no âmbito do Escritório
Regional;
d) representar o Escritório Regional juridicamente constituído como filial do DIEESE perante
instituições financeiras e instituições públicas e privadas em geral, sempre em conjunto com o
Coordenador Regional por meio de procuração podendo delegar poderes, com a
finalidade de abrir, movimentar e encerrar contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os
demais atos necessários à plena representação da entidade, excetuada a contratação de crédito.

§ 1º. O Secretário Regional será substituído nos seus impedimentos por outro membro da Direção
Regional indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “d” deste art. 51 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos para a prática de atos relacionados à filial e vedar o
subestabelecimento.

SEÇÃO 7 – DO CONSELHO POLÍTICO

Art. 52. O DIEESE contará, em sua estrutura organizacional, com um Conselho Político, composto pelas
centrais sindicais associadas ao DIEESE, cada uma representada por 3 (três) pessoas indicadas por
elas.

Parágrafo único. A presidência do Conselho Político caberá ao Presidente do DIEESE
Art. 53. Ao Conselho Político compete a função de assessorar a Direção Sindical Nacional em relação
aos temas das áreas de sua atuação, tendo em vista as políticas nacionais desenvolvidas pelas centrais
sindicais.

Art. 54. As reuniões do Conselho Político deverão ocorrer, pelo menos, 2 (duas) vezes ao ano, mediante
convocação feita pela Direção Executiva.

SEÇÃO 8 – DO DIRETOR TÉCNICO

Art. 55. O Diretor Técnico será nomeado, conforme previsto neste Estatuto, para cumprir mandato de 3
(três) anos, passível de recondução, iniciando em 1º de fevereiro do ano subsequente à Assembleia que
o nomeou e encerrando em 31 de janeiro do último ano do mandato.

Parágrafo único. O Diretor Técnico será substituído nos seus impedimentos temporários, superiores a 15
(quinze) dias, por substituto interino designado pela Direção Executiva, após análise da sugestão do
substituído.

Art. 56. Ao Diretor Técnico compete:

a) coordenar todas as atividades técnicas do DIEESE;
b) responder tecnicamente pelos trabalhos, serviços e assessoria do DIEESE perante a Direção
Sindical Nacional e a Direção Executiva, às entidades associadas ou em qualquer outro fórum;
c) propor o Planejamento Anual e a Previsão Orçamentária para o exercício seguinte e executar as
atividades fins do DIEESE constantes no art. 4º, deste Estatuto;
d) prestar contas das atividades desenvolvidas e da execução do Planejamento e Orçamento Anual e
assessorar a Direção Executiva e a Direção Sindical Nacional;
e) assinar documentos administrativos e financeiros autorizados;
f) elaborar o Regimento Interno e submetê-lo à apreciação da Direção Executiva e da Direção
Sindical Nacional;
g) designar os responsáveis pelas divisões de trabalho;
h) cumprir e fazer cumprir este Estatuto, o Regimento Interno, o Manual de Normas Técnicas e as
normas e resoluções das Assembleias Gerais Nacionais, da Direção Sindical Nacional e da Direção
Executiva;
i) propor convênios e projetos;
j) propor e indicar à Direção Executiva a contratação ou demissão de funcionários;
k) designar um Supervisor Técnico para cada Escritório Regional, ad referendum da Direção
Regional;
l) propor penalidades ou afastamento de funcionários seus subordinados;
m) por designação expressa do Presidente, por meio de procuração, representar o DIEESE em juízo
ou fora dele;

SEÇÃO 9 – DO SUPERVISOR TÉCNICO DO ESCRITÓRIO REGIONAL

Art. 57. Compete ao Supervisor Técnico do Escritório Regional:
a) assessorar a Direção Regional e propor à mesma o planejamento regional respectivo;
b) supervisionar os trabalhos da equipe técnica do Escritório e das Subseções que estão no seu
âmbito;
c) executar as atividades fins constantes do art. 4º, deste Estatuto, no âmbito regional;
d) representar tecnicamente o DIEESE em âmbito regional;
e) cumprir e fazer cumprir este Estatuto, o Regimento Interno, o Manual de Normas Técnicas,
Administrativas e Financeiras e as normas e resoluções das Assembleias Gerais Nacionais, da Direção
Sindical Nacional, da Direção Executiva e da Direção Regional.

CAPÍTULO VI – DOS ESCRITÓRIOS REGIONAIS E SUBSEÇÕES

Art. 58. A partir do interesse manifestado por escrito pelas entidades associadas locais, a Direção
Sindical Nacional, instruída com parecer da Direção Executiva, poderá determinar a criação de Escritório
Regional.

Parágrafo único. Compete aos Escritórios Regionais realizar o previsto nos arts. 4º e 5º, deste Estatuto,
no âmbito do Escritório Regional.

Art. 59. A Direção Executiva, após parecer do Diretor Técnico, poderá autorizar, mediante contrato
remunerado, a instalação de Subseção individual ou coletiva, alocando técnicos para melhor assistir às
entidades associadas interessadas.

Parágrafo único. Às Subseções compete assistir às entidades associadas contratantes, mediante
assessoria, estudos e trabalhos técnicos, na forma do Regimento Interno.

CAPÍTULO VII – DAS ELEIÇÕES

Art. 60. Somente as entidades associadas em dia com suas obrigações terão direito a votar e serem
votadas nas Assembleias Regionais e Assembleias Gerais Nacionais.

Art. 61. São consideradas em dia com suas obrigações as entidades associadas que:

a) estiverem quites com os cofres do DIEESE;
b) não estiverem cumprindo nenhuma penalidade prevista nas alíneas “b” e “c“, do art. 11, deste
Estatuto.

Art. 62. Cada entidade associada terá direito a um voto através de Diretor devidamente credenciado.

§ 1º. A entidade associada presente às Assembleias Regionais ou Nacionais do DIEESE interessadas
em ingressar na Direção Regional ou Nacional do DIEESE deverá manifestar sua intenção por meio de
ofício assinado por representante legal autorizado.
§ 2º. As entidades associadas terão o prazo de 10 (dez) dias para enviar ao Escritório Regional ou
Escritório Nacional do DIEESE ofício indicando o nome de seu representante legal que ocupará o cargo
para o qual tenha sido eleita nas Assembleias Regionais ou Nacionais do DIEESE.

CAPÍTULO VIII – DA PERDA DO MANDATO

Art. 63. Os membros da Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva, da Direção Regional e do
Conselho Fiscal poderão ser suspensos ou perder seu mandato por:

a) incorrer em malversação ou dilapidação do patrimônio do DIEESE;
b) violar este Estatuto ou qualquer disposição regimental;
c) abandonar cargo na forma prevista no parágrafo único do art. 67, deste Estatuto;
d) macular a imagem do DIEESE ou hostilizar de forma ostensiva os seus objetivos.

§ 1º. Todas as suspensões ou destituições deverão ser precedidas de notificação emitida pela Direção da
respectiva instância, assegurando ao interessado pleno e amplo direito de defesa, cabendo recurso para
a Assembleia Regional ou Assembleia Geral Nacional, que deverá ocorrer no prazo máximo de 60
(sessenta) dias a partir do recebimento da notificação.

§ 2º. A perda do mandato será ratificada pela Assembleia Geral Nacional ou pela Assembleia Regional,
garantido o pleno direito de defesa.

§ 3º. Para as deliberações referentes à perda de mandato, é exigido o voto concorde de 2/3 (dois terços)
dos presentes à Assembleia Geral Nacional ou Assembleia Regional especialmente convocadas para
este fim, não podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem a maioria absoluta das entidades
associadas, ou, em segunda convocação, meia hora após, com qualquer número.

Art. 64. Na hipótese de perda de mandato, as substituições se processarão de acordo com o que dispõe
o presente Estatuto.

CAPÍTULO IX – DAS SUBSTITUIÇÕES

Art. 65. As renúncias serão comunicadas por escrito ao Presidente do DIEESE ou ao Coordenador do
Escritório Regional, conforme o caso.

Parágrafo único. Em se tratando de renúncia do Presidente do DIEESE será notificado, igualmente por
escrito, o seu substituto legal, que, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, reunirá a Direção Executiva para
dar ciência do ocorrido.

Art. 66. Se ocorrer a renúncia coletiva da Direção Executiva ou da Direção Sindical Nacional, o
presidente do DIEESE, mesmo resignatário, convocará a Direção Sindical Nacional ou a Assembleia
Geral Nacional, conforme o caso, para a escolha dos novos membros daquelas instâncias, dentro de 30
(trinta) dias.
Parágrafo único. Ocorrendo a renúncia coletiva do Conselho Fiscal ou da Direção Regional, o Presidente
do DIEESE convocará a Assembleia Geral Nacional ou Assembleia Regional, conforme o caso, para a
escolha dos novos membros daquelas instâncias, dentro de 30 (trinta) dias.

Art. 67. Em caso de abandono de mandato, proceder-se-á na forma do que dispõe o presente Estatuto.

§ 1º. O membro da Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva, do Conselho Fiscal ou da Direção
Regional que houver abandonado o mandato, não poderá ser eleito para qualquer mandato da direção da
entidade pelo prazo de 6 (seis) anos.

§ 2º. Considera-se abandono de mandato a ausência, não justificada, a 3 (três) reuniões sucessivas da
Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva, da Direção Regional ou do Conselho Fiscal.

Art. 68. Ocorrendo o falecimento de algum membro da Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva,
da Direção Regional ou do Conselho Fiscal proceder-se-á na conformidade deste Estatuto.

CAPÍTULO X – DAS ENTIDADES MANTIDAS PELO DIEESE

SEÇÃO 1 – DA ADMINISTRAÇÃO DAS ENTIDADES MANTIDAS

Art. 69. O DIEESE será responsável perante as autoridades públicas e ao público em geral por suas
Entidades Mantidas que, por não possuírem personalidade jurídica própria, são de sua exclusiva
responsabilidade, incumbindo-lhe tomar as medidas necessárias ao seu bom funcionamento, respeitando
os limites da lei, a liberdade acadêmica de seus corpos docente e discente, no caso das Entidades
Mantidas na área educacional, e a autoridade própria dos seus órgãos deliberativos e consultivos, desde
que não conflitem com o que está previsto nesse Estatuto e no Regimento Interno das Entidades
Mantidas e demais ordenamentos do DIEESE.

Parágrafo único. O DIEESE far-se-á representar por meio de membros eleitos em representação das
entidades associadas, através do Conselho de Mantenedores, conforme previsto no Regimento Interno
das Entidades Mantidas.

Art. 70. Todas as Entidades Mantidas pelo DIEESE, incluindo mas não se limitando a ESCOLA DIEESE
DE CIÊNCIAS DO TRABALHO, reger-se-ão pelo presente Estatuto, devendo compor e possuir o mesmo
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Secretaria da Receita Federal.

Art. 71. As Entidades Mantidas na área educacional pelo DIEESE gozarão de autonomia didático-
científica, de gestão, disciplinar e financeira, nos termos da Constituição Federal, da legislação
pertinente, bem como deste Estatuto e das demais normas consubstanciadas em ordenamentos
institucionais próprios.
§ 1º. A autonomia didático-científica das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste
na faculdade de:

a) estabelecer a política de ensino, pesquisa e extensão e assuntos comunitários;
b) criar, organizar, modificar e extinguir unidades desde que aprovadas pelo DIEESE;
c) criar, organizar, modificar e extinguir cursos, órgãos e setores, observadas a legislação pertinente,
as exigências e as disponibilidades do meio socioeconômico e cultural e do orçamento aprovado pelo
DIEESE;
d) estabelecer o número de vagas iniciais dos cursos novos e alterar o número das vagas dos
existentes, respeitado o número mínimo de vagas e os critérios gerais acordados com o DIEESE na
elaboração orçamentária;
e) organizar os currículos plenos de seus cursos e programas educacionais, estabelecer seu regime
escolar e didático fixando critérios para a seleção, admissão, promoção e habilitação de seus alunos,
obedecidas as determinações da legislação vigente;
f) prestar serviços de caráter científico, técnico, cultural e social; e,
g) conferir grau, diplomas, títulos e outras dignidades acadêmicas.

§ 2º. A autonomia de gestão das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste na
faculdade de:

a) reformar seu Regimento Interno, submetendo-o à aprovação do DIEESE e dos órgãos
competentes;
b) aprovar e reformar regulamentos dos órgãos colegiados de todos os níveis, dos órgãos executivos
e dos órgãos suplementares e de apoio; e,
c) dispor, respeitada a legislação específica e as normas do DIEESE, sobre pessoal docente e
técnico-administrativo, estabelecendo direitos e deveres, bem como normas de seleção, admissão,
remuneração, promoção, licença, afastamento, substituição e dispensa.

§ 3º. A autonomia disciplinar das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste na
faculdade de fixar o regime disciplinar aplicável aos corpos docente, discente e técnico-administrativo e
de aplicá-lo, obedecidas as prescrições legais e os princípios gerais do Direito.

§ 4º. A autonomia financeira das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste na
faculdade de organizar e executar o seu orçamento aprovado por este, sendo vedada a transposição
entre as alíneas de pessoal, custeio e capital sem autorização expressa daquele.

§ 5º. Os quadros de carreira, regimes de salário e de trabalho existentes, a expansão e as normas
referentes à seleção do quadro de pessoal, incluindo os corpos docente e técnico-administrativo das
Entidades Mantidas na área educacional, deverão ser aprovados pelo DIEESE.

§ 6º. O percentual, o montante empregado e a política sobre bolsas de estudos integrais ou parciais para
mensalidades de alunos e professores das Entidades Mantidas na área educacional deverão ser
aprovados pelo DIEESE.
Art. 72. Na proposta orçamentária anual da Entidade Mantenedora deverá constar um item específico
para investimentos em:

a) obras e aquisição de grandes itens necessários para o cumprimento de sua missão, em ordem de
prioridade;
b) programas e projetos de pesquisa e extensão da ESCOLA DIEESE DE CIÊNCIAS DO
TRABALHO;
c) capacitação e atualização dos corpos docente e técnico-administrativo;
d) vagas para promoção dos Planos de Carreira, quando for o caso; e,
e) aquisição de acervo bibliográfico e infraestrutura de informática e tecnologia.

Art. 73. É vedada a utilização dos bens patrimoniais e/ou recursos financeiros do DIEESE, mesmo que
alocados nas Entidades Mantidas, em operações que beneficiem direta ou indiretamente os interesses
particulares dos membros dos órgãos diretivos próprios e das unidades, ou de terceiros.

SEÇÃO 2 – DA ESCOLHA E DO AFASTAMENTO DOS DIRIGENTES DAS ENTIDADES MANTIDAS NA
ÁREA EDUCACIONAL

Art. 74. A Entidade Mantida na Área Educacional pelo DIEESE terá os seguintes órgãos acadêmicos:

a) Conselho Superior;
b) Diretoria;
c) Conselho de Cursos;
d) Conselho Técnico Científico.

Parágrafo único. O funcionamento e as competências dos órgãos serão estipulados em Regimento
Interno.

Art. 75. A Diretoria de Entidade Mantida na Área Educacional pelo DIEESE é de escolha do Conselho de
Mantenedores e homologados pelo Conselho Superior.

Parágrafo único. O mandato dos membros da Diretoria será de 3 (três) anos, podendo haver recondução
consecutiva.

Art. 76. Os mandatos de qualquer membro dos órgãos colegiados de Entidade Mantida na área
educacional se extinguirão, automaticamente, em caso de desligamento do DIEESE e/ou das Entidades
Mantidas, dentro das normas deste Estatuto, quando o mesmo tiver com essas instituições qualquer tipo
de relação trabalhista.

Art. 77. Não poderá se candidatar a membro dos órgãos colegiados das Entidades Mantidas, bem como
ser indicado a titular de gestão em nível de Diretoria, ou Coordenação, pessoa que possua cargo eletivo
nos poderes executivo e legislativo das esferas municipal, estadual, federal e distrital.
Parágrafo único. No caso de candidatura de pessoas que já sejam membros de órgãos colegiados, bem
como titulares de gestão em nível de Diretoria, ou Coordenação, será exigida sua renúncia até 15
(quinze) dias antes da formalização da indicação.

Art. 78. Os Diretores de Entidade Mantida na área educacional poderão ser afastados e/ou destituídos de
suas funções por sugestão do Conselho de Mantenedores do DIEESE, ouvido o Diretor Técnico, exigido
o voto concorde de, pelo menos, 2/3 (dois terços) de seus membros, pelas seguintes razões:

a) por atentar contra os objetivos da Entidade Mantida e/ou do DIEESE;
b) por praticar atos de improbidade;
c) por conduta desidiosa;
d) por não cumprimento das obrigações e atribuições previstas no Estatuto do DIEESE e no
Regimento Interno da Entidade Mantida;
e) por descumprimento explícito de determinações decorrentes das prerrogativas estatutárias e
regimentais do DIEESE;
f) por não cumprimento de determinações do DIEESE, aprovadas pela Assembleia Geral Nacional; e,
g) por descumprimento de normas e resoluções internas e de determinações emanadas dos órgãos
colegiados.

Parágrafo único. A destituição dar-se-á após inquérito administrativo, ou disciplinar aprovado nas formas
previstas nos ordenamentos legais, inclusive e especialmente na legislação trabalhista, podendo, por ato
do Presidente do DIEESE, ad referendum do Conselho de Mantenedores, ser imediatamente afastado
até ultimado o inquérito administrativo ou disciplinar.

Art. 79. O quadro de pessoal das Entidades Mantidas será regido pela Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e outras disposições legais e regimentais aplicáveis.

Art. 80. Não são permitidos votos por procuração em decisões das Entidades Mantidas na área
educacional.

CAPÍTULO XI – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 81. Nenhum cargo da Direção Regional, da Direção Executiva, do Conselho Fiscal ou da Direção
Sindical Nacional será remunerado.

Art. 82. A dissolução do DIEESE só poderá ser deliberada pela Assembleia Geral Nacional
especialmente convocada para esse fim, com o voto concorde de 2/3 (dois terços) dos presentes, não
podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem a maioria absoluta das entidades associadas, ou
com menos de 1/3 (um terço) nas convocações seguintes.

Parágrafo único. Em caso de dissolução do DIEESE, o respectivo patrimônio líquido será transferido à
outra pessoa jurídica sem fins lucrativos que preencha os requisitos da Lei nº
13.019/2014, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social, indicada pela Assembleia Geral
Nacional que determinar a dissolução.
Art. 83. O DIEESE contará com um Manual de Normas Técnicas e um Manual de Normas
Administrativas e Financeiras, que regerá os procedimentos técnicos na produção e difusão de
conhecimento e as regras para a gestão administrativa, de pessoal e financeira da entidade.

§ 1º. A responsabilidade pela elaboração, manutenção e aprimoramento do Manual de Normas Técnicas
é do Diretor Técnico e será feita de forma coletiva, com a contribuição da equipe do DIEESE.

§ 2º. Cabe a Direção Executiva sancionar as normas e zelar pelo seu cumprimento e aprimoramento.

Art. 84. Na data da realização da Assembleia Geral que aprovar este Estatuto, todos os mandatos dos
membros dos órgãos sociais vincendos em 31 de dezembro de 2012 ficam prorrogados para 31 de
janeiro do ano subsequente e os vincendos em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2014
ficarão prorrogados para 31 de janeiro dos anos seguintes respectivos.

São Paulo, 9 de outubro de 2012

ZENAIDE HONÓRIO

Presidente

Valéria Maria Trezza

Advogada – OAB/SP: 153.020

Estatuto Social do DIEESE


CAPÍTULO I – DENOMINAÇÃO, CONSTITUIÇÃO, DURAÇÃO E SEDE

Art. 1º. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) é uma
associação civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos ou econômicos, que congrega e é
constituída por entidades sindicais de trabalhadores do Brasil.

Art. 2º. O DIEESE, fundado em 22 de dezembro de 1955, tem como sede e foro a cidade de São Paulo e
seu prazo de duração é indeterminado.

Parágrafo único. Poderão ser abertos Escritórios Regionais, nos Estados e Distrito Federal, bem como
poderá ser criada Subseção individual ou coletiva, conforme disposições do Capítulo VI, ou outras
unidades para desenvolver atividades relacionadas ao seu objeto social.

CAPÍTULO II – DA CONCEPÇÃO, DOS OBJETIVOS E DAS FINALIDADES

Art. 3º. O DIEESE é um órgão unitário do Movimento Sindical Brasileiro destinado à realização de
estudos, pesquisas e atividades de educação, produção e difusão de conhecimento e informação sobre o
trabalho em um contexto multidisciplinar, tendo como instrumento de análise o método científico, a
serviço dos interesses da classe trabalhadora, sem prejuízo da diversidade das posições e enfoques
sindicais.

Art. 4º. Constituem objetivos do DIEESE:

a) realizar, patrocinar ou promover pesquisas, análises e estudos relacionados ao mundo do trabalho
e às questões relacionadas ao desenvolvimento econômico, social e regional;
b) proceder a levantamentos estatísticos e qualitativos destinados à apuração de dados relativos ao
custo, nível e padrão de vida e emprego dos trabalhadores;
c) promover a divulgação, difusão e publicação dos conhecimentos técnicos desenvolvidos e
acumulados através dos meios que se fizerem mais adequados;
d) desenvolver atividades de assessoria, consultoria e prestação de serviços ao Movimento Sindical e
outras entidades;
e) desenvolver, realizar e promover atividades culturais relacionadas à temática do mundo do
trabalho;
f) desenvolver e ministrar atividades formativas como cursos, seminários, palestras e oficinas;
g) desenvolver atividades de educação superior em níveis de especialização, graduação e pós-
graduação, podendo estruturar, manter e administrar instituições ou departamentos em consonância aos
seus objetivos institucionais.

Parágrafo único. Os objetivos descritos no caput deste artigo estão relacionados à temática do mundo do
trabalho, incluindo questões referentes a mercado de trabalho, renda, negociação coletiva, perfil
socioeconômico dos trabalhadores, qualificação social e profissional, relações e processo de trabalho,
condições de trabalho, saúde e segurança, desenvolvimento econômico, social e regional, políticas
públicas de emprego, trabalho e renda, análise macro e micro socioeconômica.
Art. 5º. Na consecução dos seus objetivos sociais, o DIEESE observará os princípios da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência, podendo realizar e manter
convênios com universidades, instituições e entidades públicas ou privadas, de âmbito nacional ou
internacional.

Art. 6º. O DIEESE não distribui, entre os seus associados, conselheiros, diretores, administradores ou
doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações
ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades ou das Entidades
Mantidas, e os aplica integralmente na consecução de seu objeto social e dos objetivos das Entidades
Mantidas.

CAPÍTULO III – DAS ENTIDADES ASSOCIADAS, SEUS DIREITOS E DEVERES

SEÇÃO 1 – DA FILIAÇÃO

Art. 7º. As entidades mencionadas no art. 1º, deste Estatuto, que desejarem ingressar como entidades
associadas do DIEESE deverão apresentar proposta devidamente preenchida na sede do Escritório
Nacional ou Regional.

Parágrafo único. A proposta deverá ser feita pela direção da entidade proponente, assinada pelo seu
representante legal, em obediência às suas exigências estatutárias, conforme procedimentos e mediante
a apresentação de documentos estabelecidos no Regimento Interno do DIEESE.

Art. 8º. A entidade associada que desejar desligar-se do DIEESE deverá fazer a necessária comunicação
por ofício ao Presidente do DIEESE.

Parágrafo único. A entidade associada será considerada desligada uma vez que esteja quite com suas
obrigações sociais perante o DIEESE.

SEÇÃO 2 – DOS DIREITOS DAS ENTIDADES ASSOCIADAS

Art. 9º. São direitos da entidade associada:

a) votar e ser votada para a composição dos órgãos dirigentes do DIEESE;
b) fiscalizar o funcionamento do DIEESE, opinando e votando nas Assembleias;
c) solicitar a elaboração de trabalhos técnicos na forma do Regimento Interno e receber as
publicações de rotina do DIEESE;
d) convocar Assembleias Extraordinárias dentro das normas previstas na lei e neste Estatuto;
e) deliberar nas Assembleias sobre assuntos pautados;
f) desligar-se do DIEESE.
SEÇÃO 3 – DOS DEVERES DAS ENTIDADES ASSOCIADAS

Art. 10. São deveres da entidade associada:

a) pagar regularmente a contribuição fixada pela Assembleia Geral Nacional, bem como os serviços e
atividades extras desenvolvidos segundo sua solicitação, conforme previsto no Regimento Interno e no
art. 16, deste Estatuto;
b) pagar regularmente as contribuições extraordinárias fixadas nas Assembleias Regionais ou
Nacionais;
c) prestigiar o DIEESE e promover a divulgação de seus objetivos, de modo a elevá-lo no conceito
público e atrair, para o seu âmbito, todas as entidades sindicais de trabalhadores e associações
profissionais brasileiras;
d) acatar as deliberações dos órgãos dirigentes do DIEESE, da Assembleia Geral Nacional e
Assembleia Regional e fazer cumprir este Estatuto;
e) participar das Assembleias e reuniões para as quais for convocada;
f) colaborar com o DIEESE em todas as suas atividades, no sentido de propiciar o desenvolvimento
dos trabalhos de pesquisa e assessoria;
g) abster-se de assumir compromissos e fazer declarações públicas em nome do DIEESE, sem que,
para isso, esteja autorizada, por escrito, pelos órgãos dirigentes do mesmo.

Parágrafo único. Nenhuma entidade associada responderá individual, solidária ou subsidiariamente pelas
obrigações do DIEESE.

SEÇÃO 4 – DAS PENALIDADES E EXCLUSÃO DE ENTIDADES ASSOCIADAS

Art. 11. A entidade associada que violar as disposições deste Estatuto estará sujeita às seguintes
penalidades:

a) advertência;
b) suspensão;
c) exclusão do quadro de associados do DIEESE, sem prejuízo das sanções previstas em lei.

§ 1º. A aplicação das penalidades previstas neste artigo será regulada pelos parágrafos subsequentes e
pelas disposições constantes do Regimento Interno do DIEESE.

§ 2º. A perda da qualidade de entidade associada será determinada pela Diretoria Executiva, devendo
ser submetida à apreciação e decisão da Direção Sindical Nacional, ad referendum da Assembleia Geral
Nacional, sendo admissível somente na hipótese de haver justa causa, assim reconhecida em
procedimento, em que fique assegurado o direito da ampla defesa e recurso.

§ 3º. Para fins deste Estatuto, são consideradas as hipóteses de violações e infrações:

I – não cumprimento de disposição estatutária ou regimental, ou ainda, de qualquer decisão de órgão
diretivo;
II – não cumprimento de quaisquer de seus deveres e obrigações previstos neste Estatuto ou em
Regimento Interno;

III – comportamento que importe em dano ou prejuízo direto ou indireto ao DIEESE, ou ainda, ofensa
grave que coloque em risco sua imagem, credibilidade ou patrimônio;
IV – prática de atos em nome do DIEESE com o intuito de tirar proveito patrimonial e/ou pessoal;
V – utilização indevida e sem autorização da Direção Sindical (Nacional, Executiva ou Regional) do
nome ou imagem do DIEESE em quaisquer eventos, atividades, negócios, obras ou programas que
estejam em desconformidade com seus objetivos institucionais.

§ 4º. Tendo a Direção Executiva tomado conhecimento da ocorrência de violação ou infração, a entidade
associada será devidamente notificada dos fatos a ela imputados, através de notificação extrajudicial,
para que apresente sua defesa prévia no prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento da
comunicação.

§ 5º. Após o decurso do prazo previsto no parágrafo anterior, independentemente da apresentação de
defesa, a representação será decidida em reunião extraordinária da Direção Executiva ou da Direção
Sindical Nacional, conforme o caso, por maioria simples de votos dos diretores presentes.

§ 6º. Aplicada a penalidade de exclusão, caberá recurso por parte da entidade associada, no prazo de 30
(trinta) dias contados da decisão, à Assembleia Geral Nacional que deliberará em última instância.

§ 7º. Uma vez excluída, qualquer que seja o motivo, não terá a entidade associada o direito de pleitear
indenização ou compensação de qualquer natureza, seja a que título for.

CAPÍTULO IV – DOS RECURSOS FINANCEIROS E DO PATRIMÔNIO

Art. 12. Constituem fontes de receita do DIEESE:

a) as contribuições regulares das entidades associadas, cuja periodicidade e valores serão definidos
na Assembleia Geral Nacional;
b) as contribuições extraordinárias definidas em Assembleias Regionais ou Nacionais;
c) os recursos advindos dos serviços prestados a entidades associadas ou não, e instituições
privadas ou públicas, nacionais ou internacionais;
d) as rendas próprias de imóveis que possua;
e) os juros bancários e outras receitas financeiras;
f) as transferências em seu favor, legados, doações e contribuições de terceiros;
g) os rendimentos resultantes das atividades relacionadas nos arts. 3º e 4º, deste Estatuto.

Art. 13. As contribuições sociais regulares a que estão sujeitas as entidades associadas do DIEESE
serão estabelecidas respeitando a capacidade de arrecadação das mesmas e conforme especificação
prevista no Regimento Interno.

Art. 14. As contribuições sociais regulares constituem a base de sustentação financeira do DIEESE.
Art. 15. Das receitas extraordinárias advindas de convênios com instituições privadas, doações contratos
de prestação de serviços ou outros, será destinado um percentual para constituição do Fundo de
Desenvolvimento Institucional do DIEESE.

Parágrafo único. A gestão e utilização do Fundo de Desenvolvimento Institucional do DIEESE dar-se-ão
de acordo com as disposições constantes no Regimento Interno.

Art. 16. As despesas feitas para realização de pesquisas, estudos ou assessoria de caráter específico
para uma ou mais entidade(s) associada(s) serão custeadas exclusivamente pelas mesmas, conforme
estabelecido no Regimento Interno.

CAPÍTULO V – DA ESTRUTURA DE ADMINISTRAÇÃO DO DIEESE

Art.17. São órgãos do DIEESE:

a) Assembleia Geral Nacional;
b) Assembleias Regionais;
c) Direção Sindical Nacional;
d) Direção Executiva;
e) Conselho Fiscal;
f) Direção Regional;
g) Conselho Político.

§ 1º. Além dos órgãos previstos no caput deste artigo, o DIEESE poderá contar com órgãos consultivos.

§ 2º. Os órgãos administrativos do DIEESE contarão com o apoio técnico do Diretor Técnico e dos
Supervisores Regionais.

SEÇÃO 1 – DA ASSEMBLEIA GERAL NACIONAL

Art. 18. A Assembleia Geral Nacional é a instância máxima de deliberação do DIEESE, sendo soberana
nas resoluções não contrárias às leis vigentes e ao presente Estatuto.

§ 1º. A Assembleia Geral Nacional será instalada, em primeira convocação, com a presença da maioria
dos representantes das entidades associadas em condições de voto ou, em segunda convocação, meia
hora após, com qualquer número, exceto previsão em contrário em lei ou neste Estatuto.

§ 2º. As deliberações das Assembleias Gerais Nacionais serão tomadas por meio de votação aberta e
maioria de votos, e somente na hipótese de haver unanimidade dos presentes, na ocasião que antecede
o ato, poderá ser utilizada outra forma de votação.
§ 3º. A convocação da Assembleia Geral Nacional deverá ser feita com 20 (vinte) dias de antecedência,
no mínimo, mediante publicação de edital em jornal, correspondência impressa ou por meio eletrônico às
entidades associadas.

§ 4º. As sessões da Assembleia Geral Nacional serão presididas pelo Presidente do DIEESE ou pelo seu
substituto.

§ 5º. O Diretor Técnico participará das Assembleias Gerais Nacionais na qualidade de responsável pela
direção técnica.

Art. 19. As Assembleias Gerais Nacionais Ordinárias serão realizadas, preferencialmente, em dezembro
para:

a) eleger, anualmente, 1/3 (um terço) dos membros da Direção Sindical Nacional e Conselho Fiscal;
b) proceder ao exame, discussão e votação do Planejamento Anual;
c) proceder ao exame, discussão e votação da Previsão Orçamentária Anual para o exercício
seguinte.

§ 1º. Para o fim de não coincidir o tempo de mandato e promover a renovação de 1/3 (um terço)
anualmente, a Assembleia elegerá membros para a Direção Sindical Nacional e Conselho Fiscal com
mandato de 1 (um) ou 2 (dois) anos, para substituir desistência, vacância de cargos ou perda de
mandato.

§ 2º. O Planejamento Anual e a Previsão Orçamentária Anual serão enviados às entidades associadas
com 20 (vinte) dias de antecedência, no mínimo, impressos ou por meio eletrônico.

Art. 20. A Assembleia Geral Nacional escolherá, entre as entidades, membros da Direção Sindical
Nacional, aquelas que comporão a Direção Executiva.

Parágrafo único. Entre as entidades, membros da Direção Executiva, a Assembleia Geral Nacional
definirá também quais assumirão os cargos de Presidente, Vice-Presidente e Secretário Nacional do
DIEESE.

Art. 21. As Assembleias Gerais Nacionais Ordinárias serão realizadas preferencialmente em junho para:

a) apreciar e aprovar o Relatório de Atividades e Balanço do ano anterior;
b) aprovar as contas do exercício anterior;
c) eleger membro da Direção Sindical Nacional do DIEESE sempre que houver vacância de cargos,
conforme previsto neste Estatuto.

Parágrafo único. O Relatório de Atividades e o Balanço do ano anterior serão enviados às entidades
associadas com 20 (vinte) dias de antecedência, no mínimo, impressos ou por meio eletrônico.

Art. 22. As Assembleias Gerais Nacionais serão convocadas extraordinariamente:
a) pelo Presidente, ou pela maioria dos integrantes da Direção Sindical Nacional, da Direção
Executiva ou do Conselho Fiscal, quando julgar necessário;
b) a requerimento de pelo menos 1/5 (um quinto) das entidades associadas que estiverem em pleno
gozo de seus direitos, as quais especificarão os motivos da convocação.

§ 1º. O Presidente não poderá opor-se à convocação da Assembleia Geral Nacional, quando efetuada
nos termos das alíneas anteriores.

§ 2º. A Assembleia Geral Nacional não poderá tratar de assunto que não esteja contido no respectivo
edital de convocação.

Art. 23. Às Assembleias Gerais Nacionais compete também:

a) fixar o valor das contribuições sociais regulares das entidades associadas;
b) apreciar e deliberar sobre contribuições extraordinárias;
c) deliberar sobre modificações ou emendas no presente Estatuto.

§ 1º. Para a deliberação prevista na alínea “c” é exigido o voto concorde da maioria dos presentes à
Assembleia Geral Nacional especialmente convocada para este fim, não podendo ela deliberar, em
primeira convocação, sem a maioria absoluta dos associados, ou em segunda convocação, meia hora
após, com qualquer número.

§ 2º. Não se aplica o disposto no parágrafo anterior para alteração do art. 82, deste Estatuto, o qual
apenas poderá ser alterado mediante decisão unânime dos presentes à Assembleia Geral Nacional
especialmente convocada para este fim, não podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem a
presença de 2/3 (dois terços) dos associados, ou em segunda convocação, meia hora após, com 1/3 (um
terço).

§ 3º. A convocação para a Assembleia Geral Nacional para deliberar sobre as modificações do Estatuto
deverá mencionar especificamente os itens que se pretende alterar, os quais importem em alterações
substanciais em seu conteúdo, bem como a proposta de novo Estatuto Social deverá ser disponibilizada
na sede da entidade.

Art. 24. Nas Assembleias Gerais Nacionais, somente poderá votar um representante de cada entidade
associada e em dia com as contribuições sociais, devendo comprovar a sua representação por meio de
carta emitida pela direção da entidade que representa.

SEÇÃO 2 – DAS ASSEMBLEIAS REGIONAIS

Art. 25. A Assembleia Regional é a instância de deliberação do DIEESE no âmbito do Escritório Regional
respectivo, sendo soberana nas resoluções não contrárias às da Assembleia Geral Nacional, às leis
vigentes e ao presente Estatuto.
§ 1º. A Assembleia Regional será instalada, em primeira convocação, com a presença da maioria dos
representantes das entidades associadas em condições de voto na base do Escritório Regional
respectivo ou, em segunda convocação, meia hora após, com qualquer número.

§ 2º. As deliberações das Assembleias Regionais serão tomadas por votação aberta e maioria de votos,
e somente na hipótese de haver unanimidade dos presentes, na ocasião que antecede o ato, poderá ser
utilizada outra forma de votação.

§ 3º. A convocação da Assembleia Regional deverá ser feita mediante correspondência às entidades
associadas, podendo também ser utilizado meio eletrônico, com 10 (dez) dias de antecedência, no
mínimo.

§ 4º. As Assembleias Regionais serão presididas pelo Coordenador da Direção Regional ou pelo seu
substituto.

§ 5º. O Supervisor Técnico do Escritório Regional participará das Assembleias na qualidade de
supervisor dos trabalhos técnicos no âmbito regional.

Art. 26. As Assembleias Regionais serão realizadas, preferencialmente, em novembro, antes da
realização da Assembleia Nacional, para:

a) proceder ao exame, discussão e votação em caráter indicativo do Planejamento Anual e Previsão
Orçamentária para o exercício seguinte do Escritório Regional, para posterior consolidação no
Planejamento Nacional;
b) eleger anualmente 1/3 (um terço) dos membros da Direção Regional.

Parágrafo único. Para o fim de não coincidir o tempo de mandato e promover a renovação de 1/3 (um
terço), anualmente, a Assembleia Regional poderá eleger membros para a Direção Regional com
mandato de 1 (um) ou 2 (dois) anos.

Art. 27. As Assembleias Regionais serão convocadas extraordinariamente:

a) pelo Coordenador da Direção Regional ou se a maioria dos integrantes da Direção Regional julgar
necessário;
b) a requerimento das entidades associadas na base do Escritório Regional, em número não inferior a
10% (dez por cento) das que estiverem em pleno gozo de seus direitos, as quais especificarão os
motivos da convocação, ficando a sua realização subordinada ao comparecimento da maioria das que a
tiverem requerido.
c) pela Direção Executiva do DIEESE.

§ 1º. O Coordenador da Direção Regional não poderá opor-se à convocação da Assembleia Regional
quando efetuada nos termos das alíneas anteriores.

§ 2º. A Assembleia Regional não poderá tratar de assunto que não esteja contido no respectivo edital de
convocação.
Art. 28. Às Assembleias Regionais compete também:

a) apresentar proposições ao Planejamento e Previsão Orçamentária Anual Nacional do DIEESE;
b) apreciar e deliberar sobre políticas a serem adotadas para a manutenção do Escritório Regional,
desde que não contrariem o presente Estatuto e nem criem nenhum outro encargo sem respectiva
receita, cuja definição é de exclusiva competência da Assembleia Geral Nacional;
c) apresentar proposições à Direção Sindical Nacional e à Assembleia Geral Nacional.

SEÇÃO 3 – DA DIREÇÃO SINDICAL NACIONAL

Art. 29. O DIEESE terá uma Direção Sindical Nacional composta de 30 (trinta) membros.

§ 1º. Os 30 (trinta) membros mencionados no caput deste artigo serão eleitos pela Assembleia Geral
Nacional dentre as entidades associadas.

§ 2º. O mandato dos 30 (trinta) membros eleitos dentre as entidades associadas será de 3 (três) anos,
iniciando-se sempre em 1º de fevereiro do ano subsequente à realização da Assembleia e terminando em
31 de janeiro do último ano de mandato.

§ 3º. Os Coordenadores Regionais participarão das reuniões da Direção Sindical Nacional do DIEESE,
com direito a voz e voto.

§ 4º. O mandato dos Coordenadores das Direções Regionais será definido conforme dispõe o art. 26,
alínea “b” e parágrafo único, deste Estatuto.

§ 5º. Em caso de impedimento pessoal, ou circunstância proveniente de eleição de nova Direção na
entidade associada, esta poderá substituir seu representante junto à Direção Sindical Nacional,
observado o § 1º do art. 19, deste Estatuto, para os representantes eleitos em Assembleia Geral
Nacional.

§ 6º. As substituições de Coordenadores serão efetuadas conforme dispõe o art. 26, parágrafo único,
deste Estatuto.

Art. 30. As reuniões da Direção Sindical Nacional serão convocadas e presididas pelo Presidente do
DIEESE ou por seu substituto legal.

§ 1º. As decisões da Direção Sindical Nacional serão tomadas por maioria de votos com a presença
mínima de 50% (cinquenta por cento) dos membros mais 1 (um) Diretor(a).

§ 2º. O Diretor Técnico terá assento nas reuniões ordinárias da Direção Sindical Nacional, sem direito a
voto.

§ 3º. Os membros do Conselho Fiscal terão assento nas reuniões ordinárias da Direção Sindical
Nacional, sem direito a voto.
Art. 31. As reuniões da Direção Sindical Nacional serão realizadas semestralmente em caráter ordinário
para:

a) apreciar relatórios da Direção Executiva;
b) avaliar e definir as linhas de ação do DIEESE.

Art. 32. As reuniões da Direção Sindical Nacional serão realizadas extraordinariamente sempre que o
Presidente ou a maioria da Direção Sindical Nacional solicitar por escrito.

Parágrafo único. O Presidente não poderá opor-se à convocação da Direção Sindical Nacional, quando
efetuada nos termos deste artigo.

Art. 33. As reuniões da Direção Sindical Nacional deverão ser convocadas por escrito, remetendo-se à
pauta da mesma.

Art. 34. Compete à Direção Sindical Nacional, além do previsto no art. 31, deste Estatuto:

a) apreciar relatórios semestrais e avaliar a atuação da Direção Executiva;
b) decidir pela abertura e fechamento de Escritório Regional, ad referendum da Assembleia Geral
Nacional;
c) nomear ou destituir, ad referendum da Assembleia Geral Nacional, o Diretor Técnico, a partir de
indicação feita pela Direção Executiva;
d) apreciar e opinar sobre o Planejamento Anual e Previsão Orçamentária Anual que, com o parecer
do Conselho Fiscal, serão submetidos à Assembleia Geral Nacional;
e) aprovar o Regimento Interno;
f) aprovar a alienação dos bens imóveis, ad referendum da Assembleia Geral Nacional.

SEÇÃO 4 – DA DIREÇÃO EXECUTIVA

Art. 35. O DIEESE terá uma Direção Executiva composta de 13 (treze) membros escolhidos anualmente
pela Assembleia Geral Nacional dentre as entidades associadas que compõem a Direção Sindical
Nacional do DIEESE, com a seguinte designação:

a) 1 (um) Presidente;
b) 1 (um) Vice-Presidente;
c) 1 (um) Secretário Nacional;
d) 10 (dez) Diretores.

§ 1º. O mandato funcional dos membros da Direção Executiva será de 1 (um) ano, iniciando-se sempre
em 1º de fevereiro e terminando em 31 de janeiro do ano subsequente, passível de recondução.

§ 2º. A Direção Executiva será assessorada pelo Diretor Técnico.

§ 3º. O Diretor Técnico terá assento nas reuniões ordinárias da Direção Executiva sem direito a voto.
§ 4º. Os Coordenadores das Direções Regionais poderão participar das reuniões da Direção Executiva
sempre que houver necessidade.

§ 5º. Em caso de vacância em cargos da Direção Executiva, caberá ao próprio órgão nomear, ad
referendum da Direção Sindical Nacional, seus substitutos, dentre os membros da Direção Sindical
Nacional do DIEESE, para cumprimento do mandato restante.

§ 6º. Em caso de impedimento para o exercício de qualquer um dos cargos da Direção Executiva, por
período superior a 90 (noventa) dias, será considerada a vacância do cargo e deverá se proceder à
substituição definitiva conforme estabelecido no parágrafo anterior.

Art. 36. As reuniões da Direção Executiva serão convocadas e presididas pelo Presidente do DIEESE ou
por seu substituto legal.

Parágrafo único. As decisões da Direção Executiva serão tomadas por maioria de votos com a presença
mínima de 5 (cinco) membros.

Art. 37. As reuniões da Direção Executiva serão realizadas mensalmente em caráter ordinário,
excetuando-se os meses nos quais houver reunião da Direção Sindical Nacional, para apreciar os
Relatórios do Diretor Técnico e avaliar a execução do orçamento, bem como todos os atos executados
nesse período.

Art. 38. As reuniões da Direção Executiva serão realizadas extraordinariamente sempre que o Presidente
convocar ou a maioria da Direção Executiva solicitar por escrito.

Parágrafo único. O Presidente não poderá opor-se à convocação da Direção Executiva, quando efetuada
nos termos deste artigo.

Art. 39. As reuniões da Direção Executiva deverão ser convocadas por escrito, remetendo-se a pauta da
mesma.

Art. 40. Compete à Direção Executiva:

a) dirigir o DIEESE, cumprindo e fazendo cumprir o presente Estatuto, o Regimento Interno, as
resoluções próprias da Direção Sindical Nacional e das Assembleias;
b) controlar a administração do patrimônio social e praticar todos os atos que visem dotar o DIEESE
dos meios necessários para atingir os objetivos e finalidades para o qual foi criado, bem como ordenar
despesas autorizadas;
c) apreciar e opinar sobre o Planejamento Anual e Previsão Orçamentária Anual que, com o parecer
do Conselho Fiscal, serão submetidos à Direção Sindical Nacional;
d) decidir pela realização de convênios e contratos propostos ou analisados pelo Diretor Técnico,
submetendo-os à Direção Sindical Nacional, caso julgue necessário;

e) garantir a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a
obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da
participação no respectivo processo decisório;
f) solicitar ao Diretor Técnico a elaboração de relatórios, pareceres, projetos de pesquisa, estudos,
convênios e contratos, para posterior apreciação;
g) aplicar as penalidades previstas no presente Estatuto;
h) executar o Planejamento e a Proposta Orçamentária anuais aprovados pela Assembleia Geral
Nacional;
i) solicitar parecer ao Diretor Técnico sobre a execução do Planejamento e do orçamento, ou sobre
quaisquer assuntos pertinentes ao DIEESE;
j) solicitar parecer ao Conselho Fiscal sobre a execução do orçamento;
k) indicar um Diretor Técnico para apreciação da Direção Sindical Nacional ou da Assembleia Geral
Nacional, conforme definido no presente Estatuto;
l) aprovar a indicação do funcionário responsável pela área administrativa e financeira que será
apresentado pelo Diretor Técnico;
m) apreciar e deliberar sobre a abertura ou encerramento de subseção ou atividades;
n) definir cargos e salários do quadro funcional do DIEESE;
o) submeter o Regimento Interno à aprovação da Direção Sindical Nacional.

Art. 41. A Direção Executiva deverá garantir, ainda, que a prestação de contas do DIEESE observe, no
mínimo:

a) os princípios fundamentais de contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade;
b) a publicidade, por qualquer meio eficaz, após o encerramento do exercício fiscal, ao relatório de
atividades e das demonstrações financeiras do DIEESE, incluindo as certidões negativas de débitos com
a Previdência Social e com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS -, colocando-os à
disposição para o exame de qualquer cidadão;
c) a realização de auditoria por auditores externos independentes;
d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos, que será feita
conforme determina o parágrafo único do artigo 70 da Constituição Federal.

SUBSEÇÃO 4.1 – DOS CARGOS DA DIREÇÃO EXECUTIVA

Art. 42. Ao PRESIDENTE compete:

a) representar o DIEESE ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, podendo delegar poderes;
b) requisitar informações junto ao Diretor Técnico;
c) acompanhar e solicitar informações e análise sobre a execução do Planejamento Anual e
orçamento ou de trabalhos desenvolvidos pelo DIEESE;
d) representar política e sindicalmente o DIEESE junto às entidades associadas, organismos
nacionais e internacionais, públicos ou privados, governamentais ou não;
e) representar o DIEESE perante instituições financeiras, públicas ou privadas em geral, sempre em
conjunto com o Vice-Presidente ou com o Secretário Nacional, podendo delegar poderes, com a
finalidade de abrir, movimentar e encerrar contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os

demais atos necessários à plena representação da entidade, inclusive com poderes para contratar
operações de crédito;
f) presidir as reuniões do Conselho Político.

§ 1º. O Presidente será substituído nos seus impedimentos eventuais pelo Vice-Presidente e, no
impedimento deste, pelo Secretário Nacional e, no impedimento deste, por outro membro da Direção
Executiva, indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “e” deste art. 42 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos e vedar o subestabelecimento, exigindo-se, sempre, para
exercício dos poderes, as assinaturas conjuntas de 2 (dois) procuradores.

Art. 43. Ao Vice-Presidente compete:

a) substituir o Presidente nos seus impedimentos;
b) representar o DIEESE perante instituições financeiras, públicas ou privadas em geral, sempre em
conjunto com o Presidente ou com o Secretário Nacional, podendo delegar poderes, com a finalidade de
abrir, movimentar e encerrar contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os demais atos
necessários à plena representação da entidade, inclusive com poderes para contratar operações de
crédito.

§ 1º. O Vice-Presidente será substituído nos seus impedimentos eventuais pelo Secretário Nacional e, no
impedimento deste, por outro membro da Direção Executiva indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “b” deste art. 43 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos e vedar o subestabelecimento, exigindo-se, sempre, para
exercício dos poderes, as assinaturas conjuntas de 2 (dois) procuradores.

Art. 44. Ao Secretário Nacional compete:

a) preparar a correspondência de expediente da Direção;
b) ter sob sua guarda os livros de ata e providenciar os registros das mesmas;
c) redigir, ler e assinar todas as atas das sessões das Assembleias Gerais Nacionais, da Direção
Sindical Nacional e da Direção Executiva;
d) realizar os contatos sindicais com as entidades associadas do DIEESE, com entidades e
instituições públicas ou privadas, em nome da Direção Executiva;
e) representar o DIEESE perante instituições financeiras, públicas ou privadas em geral, sempre em
conjunto com o Presidente ou com o Vice-Presidente, podendo delegar poderes, com a finalidade de
abrir, movimentar e encerrar contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os demais atos
necessários à plena representação da entidade, inclusive com poderes para contratar operações de
crédito.

§ 1º. O Secretário será substituído nos seus impedimentos eventuais por um dos demais Diretores da
Direção Executiva indicado pela mesma.
§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “e” deste art. 44 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos e vedar o subestabelecimento, exigindo-se, sempre, para
exercício dos poderes, as assinaturas conjuntas de 2 (dois) procuradores.

SEÇÃO 5 – DO CONSELHO FISCAL

Art. 45. O DIEESE terá um Conselho Fiscal composto de 6 (seis) membros, eleitos em Assembleia Geral
Nacional, entre as entidades associadas, para um mandato de 3 (três) anos, iniciando-se sempre em 1º
de fevereiro do ano subsequente à realização da Assembleia e terminando em 31 de janeiro do último
ano de mandato, obedecido o disposto na alínea “a” e § 1º, do art. 19, deste Estatuto, com a competência
de:

a) emitir pareceres sobre o orçamento e o Balanço Anual e sua execução;
b) fiscalizar a execução orçamentária do DIEESE;
c) opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais
realizadas, emitindo pareceres para os órgãos superiores da entidade.

§ 1º. O Conselho Fiscal reunir-se-á, ordinariamente, 2 (duas) vezes por ano, sempre antes das
Assembleias Ordinárias e, extraordinariamente, quantas vezes julgar necessárias.

§ 2º. As decisões do Conselho Fiscal serão tomadas por maioria de votos, com a presença mínima de 4
(quatro) membros.

§ 3º. Em caso de impedimento pessoal ou circunstância proveniente de eleição de nova Direção na
entidade associada, esta poderá substituir seu representante junto ao Conselho Fiscal, observado o
previsto no § 1º, do art. 19, deste Estatuto.

SEÇÃO 6 – DA DIREÇÃO REGIONAL

Art. 46. Constituído o Escritório Regional nas condições estabelecidas por este Estatuto, o Presidente do
DIEESE convocará a Assembleia Regional para a eleição da Direção Regional.

Art. 47. A Direção Regional será composta de 4 (quatro) a 8 (oito) membros escolhidos pela Assembleia
Regional dentre as entidades associadas, para um mandato de 3 (três) anos, com renovação anual na
forma do previsto no art. 26, alínea “b” e parágrafo único, deste Estatuto.

§ 1º. Para o fim de não coincidir o tempo de mandato e promover a renovação de 1/3 (um terço),
anualmente, a Assembleia Regional poderá eleger membros com mandato de 1 (um) ou 2 (dois) anos.

§ 2º. Entre as entidades associadas eleitas para a Direção Regional, a Assembleia escolherá as que
ocuparão os cargos de Coordenador e Secretário Regional.

§ 3º. O mandato dos cargos de Coordenador Regional e de Secretário Regional será de 1 (um) ano,
iniciando-se sempre em 1º de fevereiro e terminando em 31 de janeiro do ano subsequente.
§ 4º. Em caso de impedimento pessoal, ou circunstância proveniente de eleição de nova Direção na
entidade associada, esta poderá substituir seu representante junto à Direção Sindical Regional,
observado a alínea “b” e o parágrafo único, do art. 26, deste Estatuto.

§ 5º. O mandato dos membros da Direção Regional extinguir-se-á automaticamente no caso de
desativação do Escritório Regional.

Art. 48. A Direção Regional reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por bimestre, nos meses não
coincidentes com a realização da Assembleia Regional ou Nacional e, extraordinariamente, sempre que o
Coordenador ou a maioria de seus membros convocarem.

§ 1º. As convocações para as reuniões serão encaminhadas pelo Coordenador Regional ou a maioria de
seus membros, conforme o caso, com antecedência mínima de 7 (sete) dias.

§ 2º. As decisões da Direção Regional serão tomadas pela maioria de seus membros, com a presença
mínima de 50% (cinquenta por cento) do total de membros.

Art. 49. Compete à Direção Regional:

a) implantar os Escritórios Regionais do DIEESE nos respectivos Estados ou Regiões conforme
parâmetros definidos no Regimento Interno e obedecidas as disposições deste Estatuto;
b) propor à Assembleia Regional o planejamento e previsão orçamentária regional para o exercício
seguinte;
c) executar o planejamento e orçamentos regionais;
d) debater e deliberar sobre assuntos atinentes aos Escritórios Regionais, sem ferir o presente
Estatuto, o Planejamento Nacional e Regional e as diretrizes do DIEESE;
e) cooperar com a Direção Executiva e Direção Sindical Nacional para o aprimoramento e
consecução dos fins do DIEESE;
f) captar os recursos financeiros e materiais necessários à manutenção do Escritório Regional,
conforme previsto no Regimento Interno;
g) propor à Assembleia Geral Nacional a extinção das atividades do Escritório Regional, caso não
estejam sendo atendidos os requisitos básicos necessários à existência do mesmo, conforme previsto no
Regimento Interno, procedendo ao encerramento, se for o caso;
h) fixar contribuições especiais de caráter regional;
i) apreciar a indicação do Supervisor Técnico, feita pelo Diretor Técnico.

Art. 50. Ao Coordenador da Direção Regional compete:

a) coordenar e representar sindical e politicamente o DIEESE no âmbito do Escritório Regional;
b) integrar a Direção Sindical Nacional e participar, sempre que necessário, das reuniões da Direção
Executiva;
c) convocar e dirigir as reuniões da Direção Regional e as Assembleias Regionais, observando o art.
49, deste Estatuto;

d) assinar, com o Secretário Regional, documentos bancários, contratos e outros necessários, bem
como proceder ao registro do DIEESE junto aos órgãos públicos ou delegar poderes no âmbito do
Escritório Regional;
e) representar o Escritório Regional juridicamente constituído como filial do DIEESE perante,
instituições financeiras e instituições públicas e privadas em geral, sempre em conjunto com o Secretário
Regional, podendo delegar poderes com a finalidade de abrir, movimentar e encerrar contas, emitir,
endossar e assinar cheques e praticar todos os demais atos necessários à plena representação da
entidade, excetuada a contratação de crédito.

§ 1º. O Coordenador será substituído nos seus impedimentos eventuais pelo Secretário Regional ou, no
impedimento deste, por outro membro da Direção Regional indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “e” deste art. 50 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos para a prática de atos relacionados à filial e vedar o
subestabelecimento.

Art. 51. Ao Secretário Regional compete:

a) lavrar, ler, assinar e registrar as atas das reuniões da Direção Regional e Assembleias Regionais;
b) realizar contatos sindicais, no âmbito do Escritório Regional, com as entidades associadas do
DIEESE, com entidades públicas ou privadas, em nome da Direção Regional;
c) assinar, com o Coordenador, documentos bancários, contratos e outros documentos, bem como
proceder ao registro do DIEESE junto aos órgãos públicos ou delegar poderes no âmbito do Escritório
Regional;
d) representar o Escritório Regional juridicamente constituído como filial do DIEESE perante
instituições financeiras e instituições públicas e privadas em geral, sempre em conjunto com o
Coordenador Regional, podendo delegar poderes, com a finalidade de abrir, movimentar e encerrar
contas, emitir, endossar e assinar cheques e praticar todos os demais atos necessários à plena
representação da entidade, excetuada a contratação de crédito.

§ 1º. O Secretário Regional será substituído nos seus impedimentos por outro membro da Direção
Regional indicado pela mesma.

§ 2º. Os mandatos conferidos com base na alínea “d” deste art. 51 deverão ser outorgados por meio de
procuração com poderes e prazo definidos para a prática de atos relacionados à filial e vedar o
subestabelecimento.

SEÇÃO 7 – DO CONSELHO POLÍTICO

Art. 52. O DIEESE contará, em sua estrutura organizacional, com um Conselho Político, composto pelas
centrais sindicais associadas ao DIEESE, cada uma representada por 3 (três) pessoas indicadas por
elas.

Parágrafo único. A presidência do Conselho Político caberá ao Presidente do DIEESE
Art. 53. Ao Conselho Político compete a função de assessorar a Direção Sindical Nacional em relação
aos temas das áreas de sua atuação, tendo em vista as políticas nacionais desenvolvidas pelas centrais
sindicais.

Art. 54. As reuniões do Conselho Político deverão ocorrer, pelo menos, 2 (duas) vezes ao ano, mediante
convocação feita pela Direção Executiva.

SEÇÃO 8 – DO DIRETOR TÉCNICO

Art. 55. O Diretor Técnico será nomeado, conforme previsto neste Estatuto, para cumprir mandato de 3
(três) anos, passível de recondução, iniciando em 1º de fevereiro do ano subsequente à Assembleia que
o nomeou e encerrando em 31 de janeiro do último ano do mandato.

Parágrafo único. O Diretor Técnico será substituído nos seus impedimentos temporários, superiores a 15
(quinze) dias, por substituto interino designado pela Direção Executiva, após análise da sugestão do
substituído.

Art. 56. Ao Diretor Técnico compete:

a) coordenar todas as atividades técnicas do DIEESE;
b) responder tecnicamente pelos trabalhos, serviços e assessoria do DIEESE perante a Direção
Sindical Nacional e a Direção Executiva, às entidades associadas ou em qualquer outro fórum;
c) propor o Planejamento Anual e a Previsão Orçamentária para o exercício seguinte e executar as
atividades fins do DIEESE constantes no art. 4º, deste Estatuto;
d) prestar contas das atividades desenvolvidas e da execução do Planejamento e Orçamento Anual e
assessorar a Direção Executiva e a Direção Sindical Nacional;
e) assinar documentos administrativos e financeiros autorizados;
f) elaborar o Regimento Interno e submetê-lo à apreciação da Direção Executiva e da Direção
Sindical Nacional;
g) designar os responsáveis pelas divisões de trabalho;
h) cumprir e fazer cumprir este Estatuto, o Regimento Interno, o Manual de Normas Técnicas e as
normas e resoluções das Assembleias Gerais Nacionais, da Direção Sindical Nacional e da Direção
Executiva;
i) propor convênios e projetos;
j) propor e indicar à Direção Executiva a contratação ou demissão de funcionários;
k) designar um Supervisor Técnico para cada Escritório Regional, ad referendum da Direção
Regional;
l) propor penalidades ou afastamento de funcionários seus subordinados;
m) por designação expressa do Presidente, por meio de procuração, representar o DIEESE em juízo
ou fora dele;

SEÇÃO 9 – DO SUPERVISOR TÉCNICO DO ESCRITÓRIO REGIONAL

Art. 57. Compete ao Supervisor Técnico do Escritório Regional:
a) assessorar a Direção Regional e propor à mesma o planejamento regional respectivo;
b) supervisionar os trabalhos da equipe técnica do Escritório e das Subseções que estão no seu
âmbito;
c) executar as atividades fins constantes do art. 4º, deste Estatuto, no âmbito regional;
d) representar tecnicamente o DIEESE em âmbito regional;
e) cumprir e fazer cumprir este Estatuto, o Regimento Interno, o Manual de Normas Técnicas,
Administrativas e Financeiras e as normas e resoluções das Assembleias Gerais Nacionais, da Direção
Sindical Nacional, da Direção Executiva e da Direção Regional.

CAPÍTULO VI – DOS ESCRITÓRIOS REGIONAIS E SUBSEÇÕES

Art. 58. A partir do interesse manifestado por escrito pelas entidades associadas locais, a Direção
Sindical Nacional, instruída com parecer da Direção Executiva, poderá determinar a criação de Escritório
Regional.

Parágrafo único. Compete aos Escritórios Regionais realizar o previsto nos arts. 4º e 5º, deste Estatuto,
no âmbito do Escritório Regional.

Art. 59. A Direção Executiva, após parecer do Diretor Técnico, poderá autorizar, mediante contrato
remunerado, a instalação de Subseção individual ou coletiva, alocando técnicos para melhor assistir às
entidades associadas interessadas.

Parágrafo único. Às Subseções compete assistir às entidades associadas contratantes, mediante
assessoria, estudos e trabalhos técnicos, na forma do Regimento Interno.

CAPÍTULO VII – DAS ELEIÇÕES

Art. 60. Somente as entidades associadas em dia com suas obrigações terão direito a votar e serem
votadas nas Assembleias Regionais e Assembleias Gerais Nacionais.

Art. 61. São consideradas em dia com suas obrigações as entidades associadas que:

a) estiverem quites com os cofres do DIEESE;
b) não estiverem cumprindo nenhuma penalidade prevista nas alíneas “b” e “c“, do art. 11, deste
Estatuto.

Art. 62. Cada entidade associada terá direito a um voto através de Diretor devidamente credenciado.

§ 1º. A entidade associada presente às Assembleias Regionais ou Nacionais do DIEESE interessadas
em ingressar na Direção Regional ou Nacional do DIEESE deverá manifestar sua intenção por meio de
ofício assinado por representante legal autorizado.
§ 2º. As entidades associadas terão o prazo de 10 (dez) dias para enviar ao Escritório Regional ou
Escritório Nacional do DIEESE ofício indicando o nome de seu representante legal que ocupará o cargo
para o qual tenha sido eleita nas Assembleias Regionais ou Nacionais do DIEESE.

CAPÍTULO VIII – DA PERDA DO MANDATO

Art. 63. Os membros da Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva, da Direção Regional e do
Conselho Fiscal poderão ser suspensos ou perder seu mandato por:

a) incorrer em malversação ou dilapidação do patrimônio do DIEESE;
b) violar este Estatuto ou qualquer disposição regimental;
c) abandonar cargo na forma prevista no parágrafo único do art. 67, deste Estatuto;
d) macular a imagem do DIEESE ou hostilizar de forma ostensiva os seus objetivos.

§ 1º. Todas as suspensões ou destituições deverão ser precedidas de notificação emitida pela Direção da
respectiva instância, assegurando ao interessado pleno e amplo direito de defesa, cabendo recurso para
a Assembleia Regional ou Assembleia Geral Nacional, que deverá ocorrer no prazo máximo de 60
(sessenta) dias a partir do recebimento da notificação.

§ 2º. A perda do mandato será ratificada pela Assembleia Geral Nacional ou pela Assembleia Regional,
garantido o pleno direito de defesa.

§ 3º. Para as deliberações referentes à perda de mandato, é exigido o voto concorde de 2/3 (dois terços)
dos presentes à Assembleia Geral Nacional ou Assembleia Regional especialmente convocadas para
este fim, não podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem a maioria absoluta das entidades
associadas, ou, em segunda convocação, meia hora após, com qualquer número.

Art. 64. Na hipótese de perda de mandato, as substituições se processarão de acordo com o que dispõe
o presente Estatuto.

CAPÍTULO IX – DAS SUBSTITUIÇÕES

Art. 65. As renúncias serão comunicadas por escrito ao Presidente do DIEESE ou ao Coordenador do
Escritório Regional, conforme o caso.

Parágrafo único. Em se tratando de renúncia do Presidente do DIEESE será notificado, igualmente por
escrito, o seu substituto legal, que, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, reunirá a Direção Executiva para
dar ciência do ocorrido.

Art. 66. Se ocorrer a renúncia coletiva da Direção Executiva ou da Direção Sindical Nacional, o
presidente do DIEESE, mesmo resignatário, convocará a Direção Sindical Nacional ou a Assembleia
Geral Nacional, conforme o caso, para a escolha dos novos membros daquelas instâncias, dentro de 30
(trinta) dias.
Parágrafo único. Ocorrendo a renúncia coletiva do Conselho Fiscal ou da Direção Regional, o Presidente
do DIEESE convocará a Assembleia Geral Nacional ou Assembleia Regional, conforme o caso, para a
escolha dos novos membros daquelas instâncias, dentro de 30 (trinta) dias.

Art. 67. Em caso de abandono de mandato, proceder-se-á na forma do que dispõe o presente Estatuto.

§ 1º. O membro da Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva, do Conselho Fiscal ou da Direção
Regional que houver abandonado o mandato, não poderá ser eleito para qualquer mandato da direção da
entidade pelo prazo de 6 (seis) anos.

§ 2º. Considera-se abandono de mandato a ausência, não justificada, a 3 (três) reuniões sucessivas da
Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva, da Direção Regional ou do Conselho Fiscal.

Art. 68. Ocorrendo o falecimento de algum membro da Direção Sindical Nacional, da Direção Executiva,
da Direção Regional ou do Conselho Fiscal proceder-se-á na conformidade deste Estatuto.

CAPÍTULO X – DAS ENTIDADES MANTIDAS PELO DIEESE

SEÇÃO 1 – DA ADMINISTRAÇÃO DAS ENTIDADES MANTIDAS

Art. 69. O DIEESE será responsável perante as autoridades públicas e ao público em geral por suas
Entidades Mantidas que, por não possuírem personalidade jurídica própria, são de sua exclusiva
responsabilidade, incumbindo-lhe tomar as medidas necessárias ao seu bom funcionamento, respeitando
os limites da lei, a liberdade acadêmica de seus corpos docente e discente, no caso das Entidades
Mantidas na área educacional, e a autoridade própria dos seus órgãos deliberativos e consultivos, desde
que não conflitem com o que está previsto nesse Estatuto e no Regimento Interno das Entidades
Mantidas e demais ordenamentos do DIEESE.

Parágrafo único. O DIEESE far-se-á representar por meio de membros eleitos em representação das
entidades associadas, através do Conselho de Mantenedores, conforme previsto no Regimento Interno
das Entidades Mantidas.

Art. 70. Todas as Entidades Mantidas pelo DIEESE, incluindo mas não se limitando a ESCOLA DIEESE
DE CIÊNCIAS DO TRABALHO, reger-se-ão pelo presente Estatuto, devendo compor e possuir o mesmo
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Secretaria da Receita Federal.

Art. 71. As Entidades Mantidas na área educacional pelo DIEESE gozarão de autonomia didático-
científica, de gestão, disciplinar e financeira, nos termos da Constituição Federal, da legislação
pertinente, bem como deste Estatuto e das demais normas consubstanciadas em ordenamentos
institucionais próprios.
§ 1º. A autonomia didático-científica das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste
na faculdade de:

a) estabelecer a política de ensino, pesquisa e extensão e assuntos comunitários;
b) criar, organizar, modificar e extinguir unidades desde que aprovadas pelo DIEESE;
c) criar, organizar, modificar e extinguir cursos, órgãos e setores, observadas a legislação pertinente,
as exigências e as disponibilidades do meio socioeconômico e cultural e do orçamento aprovado pelo
DIEESE;
d) estabelecer o número de vagas iniciais dos cursos novos e alterar o número das vagas dos
existentes, respeitado o número mínimo de vagas e os critérios gerais acordados com o DIEESE na
elaboração orçamentária;
e) organizar os currículos plenos de seus cursos e programas educacionais, estabelecer seu regime
escolar e didático fixando critérios para a seleção, admissão, promoção e habilitação de seus alunos,
obedecidas as determinações da legislação vigente;
f) prestar serviços de caráter científico, técnico, cultural e social; e,
g) conferir grau, diplomas, títulos e outras dignidades acadêmicas.

§ 2º. A autonomia de gestão das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste na
faculdade de:

a) reformar seu Regimento Interno, submetendo-o à aprovação do DIEESE e dos órgãos
competentes;
b) aprovar e reformar regulamentos dos órgãos colegiados de todos os níveis, dos órgãos executivos
e dos órgãos suplementares e de apoio; e,
c) dispor, respeitada a legislação específica e as normas do DIEESE, sobre pessoal docente e
técnico-administrativo, estabelecendo direitos e deveres, bem como normas de seleção, admissão,
remuneração, promoção, licença, afastamento, substituição e dispensa.

§ 3º. A autonomia disciplinar das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste na
faculdade de fixar o regime disciplinar aplicável aos corpos docente, discente e técnico-administrativo e
de aplicá-lo, obedecidas as prescrições legais e os princípios gerais do Direito.

§ 4º. A autonomia financeira das Entidades Mantidas pelo DIEESE na área educacional consiste na
faculdade de organizar e executar o seu orçamento aprovado por este, sendo vedada a transposição
entre as alíneas de pessoal, custeio e capital sem autorização expressa daquele.

§ 5º. Os quadros de carreira, regimes de salário e de trabalho existentes, a expansão e as normas
referentes à seleção do quadro de pessoal, incluindo os corpos docente e técnico-administrativo das
Entidades Mantidas na área educacional, deverão ser aprovados pelo DIEESE.

§ 6º. O percentual, o montante empregado e a política sobre bolsas de estudos integrais ou parciais para
mensalidades de alunos e professores das Entidades Mantidas na área educacional deverão ser
aprovados pelo DIEESE.
Art. 72. Na proposta orçamentária anual da Entidade Mantenedora deverá constar um item específico
para investimentos em:

a) obras e aquisição de grandes itens necessários para o cumprimento de sua missão, em ordem de
prioridade;
b) programas e projetos de pesquisa e extensão da ESCOLA DIEESE DE CIÊNCIAS DO
TRABALHO;
c) capacitação e atualização dos corpos docente e técnico-administrativo;
d) vagas para promoção dos Planos de Carreira, quando for o caso; e,
e) aquisição de acervo bibliográfico e infraestrutura de informática e tecnologia.

Art. 73. É vedada a utilização dos bens patrimoniais e/ou recursos financeiros do DIEESE, mesmo que
alocados nas Entidades Mantidas, em operações que beneficiem direta ou indiretamente os interesses
particulares dos membros dos órgãos diretivos próprios e das unidades, ou de terceiros.

SEÇÃO 2 – DA ESCOLHA E DO AFASTAMENTO DOS DIRIGENTES DAS ENTIDADES MANTIDAS NA
ÁREA EDUCACIONAL

Art. 74. A Entidade Mantida na Área Educacional pelo DIEESE terá os seguintes órgãos acadêmicos:

a) Conselho Superior;
b) Diretoria;
c) Conselho de Cursos;
d) Conselho Técnico Científico.

Parágrafo único. O funcionamento e as competências dos órgãos serão estipulados em Regimento
Interno.

Art. 75. A Diretoria de Entidade Mantida na Área Educacional pelo DIEESE é de escolha do Conselho de
Mantenedores e homologados pelo Conselho Superior.

Parágrafo único. O mandato dos membros da Diretoria será de 3 (três) anos, podendo haver recondução
consecutiva.

Art. 76. Os mandatos de qualquer membro dos órgãos colegiados de Entidade Mantida na área
educacional se extinguirão, automaticamente, em caso de desligamento do DIEESE e/ou das Entidades
Mantidas, dentro das normas deste Estatuto, quando o mesmo tiver com essas instituições qualquer tipo
de relação trabalhista.

Art. 77. Não poderá se candidatar a membro dos órgãos colegiados das Entidades Mantidas, bem como
ser indicado a titular de gestão em nível de Diretoria, ou Coordenação, pessoa que possua cargo eletivo
nos poderes executivo e legislativo das esferas municipal, estadual, federal e distrital.
Parágrafo único. No caso de candidatura de pessoas que já sejam membros de órgãos colegiados, bem
como titulares de gestão em nível de Diretoria, ou Coordenação, será exigida sua renúncia até 15
(quinze) dias antes da formalização da indicação.

Art. 78. Os Diretores de Entidade Mantida na área educacional poderão ser afastados e/ou destituídos de
suas funções por sugestão do Conselho de Mantenedores do DIEESE, ouvido o Diretor Técnico, exigido
o voto concorde de, pelo menos, 2/3 (dois terços) de seus membros, pelas seguintes razões:

a) por atentar contra os objetivos da Entidade Mantida e/ou do DIEESE;
b) por praticar atos de improbidade;
c) por conduta desidiosa;
d) por não cumprimento das obrigações e atribuições previstas no Estatuto do DIEESE e no
Regimento Interno da Entidade Mantida;
e) por descumprimento explícito de determinações decorrentes das prerrogativas estatutárias e
regimentais do DIEESE;
f) por não cumprimento de determinações do DIEESE, aprovadas pela Assembleia Geral Nacional; e,
g) por descumprimento de normas e resoluções internas e de determinações emanadas dos órgãos
colegiados.

Parágrafo único. A destituição dar-se-á após inquérito administrativo, ou disciplinar aprovado nas formas
previstas nos ordenamentos legais, inclusive e especialmente na legislação trabalhista, podendo, por ato
do Presidente do DIEESE, ad referendum do Conselho de Mantenedores, ser imediatamente afastado
até ultimado o inquérito administrativo ou disciplinar.

Art. 79. O quadro de pessoal das Entidades Mantidas será regido pela Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e outras disposições legais e regimentais aplicáveis.

Art. 80. Não são permitidos votos por procuração em decisões das Entidades Mantidas na área
educacional.

CAPÍTULO XI – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 81. Nenhum cargo da Direção Regional, da Direção Executiva, do Conselho Fiscal ou da Direção
Sindical Nacional será remunerado.

Art. 82. A dissolução do DIEESE só poderá ser deliberada pela Assembleia Geral Nacional
especialmente convocada para esse fim, com o voto concorde de 2/3 (dois terços) dos presentes, não
podendo ela deliberar, em primeira convocação, sem a maioria absoluta das entidades associadas, ou
com menos de 1/3 (um terço) nas convocações seguintes.

Parágrafo único. Em caso de dissolução do DIEESE, o respectivo patrimônio líquido será transferido à
outra pessoa jurídica sem fins lucrativos que preencha os requisitos da Lei nº 13.019/2014,
preferencialmente que tenha o mesmo objeto social, indicada pela Assembleia Geral Nacional que
determinar a dissolução.
Art. 83. O DIEESE contará com um Manual de Normas Técnicas e um Manual de Normas
Administrativas e Financeiras, que regerá os procedimentos técnicos na produção e difusão de
conhecimento e as regras para a gestão administrativa, de pessoal e financeira da entidade.

§ 1º. A responsabilidade pela elaboração, manutenção e aprimoramento do Manual de Normas Técnicas
é do Diretor Técnico e será feita de forma coletiva, com a contribuição da equipe do DIEESE.

§ 2º. Cabe a Direção Executiva sancionar as normas e zelar pelo seu cumprimento e aprimoramento.

São Paulo, 17 de Junho de 2015

Quem é o DIEESE


http://www.dieese.org.br/materialinstitucional/quemSomos.html

Quem somos

O que é o DIEESE

O DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, é uma criação do movimento sindical brasileiro. Foi fundado em 1955 para desenvolver pesquisas que fundamentassem as reivindicações dos trabalhadores.

Ao longo de 50 anos de história, a instituição conquistou credibilidade, nacional e internacionalmente. Reconhecido como instituição de produção científica, O DIEESE atua nas áreas de:

  • assessoria
  • pesquisa
  • educação

Os eixos temáticos que orientam toda a produção da entidade são:

  • emprego
  • renda
  • negociação coletiva
  • desenvolvimento
  • políticas públicas

Visando ao aprofundamento de estudos relacionados a seus eixos temáticos, além dos trabalhos regularmente desenvolvidos para o movimento sindical, o DIEESE realiza projetos em parceria com órgãos governamentais e entidades da sociedade civil, nacionais e internacionais.

Unidades de trabalho

O DIEESE é uma entidade de abrangência nacional. Toda a produção da entidade é estruturada a partir de três tipos de unidades de trabalho, localizadas em vários Estados e no Distrito Federal.

Escritórios

É no Escritório Nacional, localizado em São Paulo, que o DIEESE articula toda a sua produção técnica. Nesta unidade trabalham a coordenação técnica da instituição e grande parte das equipes de assessoria, pesquisa e educação.

Os Escritórios Regionais do DIEESE são unidades criadas para desenvolver regionalmente os trabalhos de assessoria, pesquisa e educação e atender às entidades locais filiadas. em todo o país.

Subseção

As subseções são unidades do DIEESE em entidades sindicais filiadas à instituição, a pedido de suas direções. Têm como objetivo produzir estudos, pesquisas e análises para subsidiar a ação sindical. Há subseções do DIEESE em entidades de trabalhadores da educação, alimentação, de bancários, metalúrgicos, petroquímicos, comerciários, petroleiros, eletricitários, engenheiros, industriários e funcionários públicos, em diversas unidades da Federação.

 

Assessoria à negociação coletiva

A assessoria à negociação coletiva é um momento importante da ação sindical na luta por melhores salários, emprego e condições de trabalho. O DIEESE assessora as entidades filiadas no processo de negociação coletiva, realizando diversos trabalhos técnicos e participando de atividades.

Entre os produtos e serviços da área de assessoria destacam-se:

  • estudos
  • participação em mesas de negociação
  • participação em eventos
  • RAN – Rede de Apoio à Negociação

Estudos

Desempenho dos diversos setores, análises de balanço de empresas, estudos salariais e outros trabalhos são parte da produção técnica do DIEESE voltada para assessorar o movimento sindical nas negociações coletivas. Geralmente produzidos por solicitação das entidades sócias, os estudos fornecem argumentos que qualificam a ação dos dirigentes sindicais e contribuem para a obtenção de resultados mais favoráveis aos trabalhadores nas negociações.

Participação em mesas de negociação

Técnicos da instituição acompanham dirigentes e comissões sindicais às mesas de negociação. Anualmente, o DIEESE participa de cerca de 1.000 rodadas de negociação. O serviço está disponível para todos os sócios do Departamento. As entidades com subseções têm direito a acompanhamento permanente do processo negocial, realizado pelo técnico responsável. As demais podem solicitá-lo aos escritórios regionais.

Participação em eventos

O DIEESE está presente em todo o processo de negociação. Os técnicos da instituição participam de reuniões de planejamento ou avaliação de campanhas salariais, oficinas, assembléias, congressos, ministram palestras sobre temas da conjuntura econômica e trabalhista ou do cotidiano sindical e sobre questões relacionadas a emprego, remuneração e processo de negociação.

Rede de Apoio à Negociação Coletiva

Graças à experiência de muitos anos de negociação, o DIEESE oferece um serviço nacional, na internet, no qual disponibiliza seus bancos de dados, permite aos dirigentes e assessores sindicais registrarem informações relacionadas a suas negociações e estabelece a comunicação entre várias entidades e setores. Trata-se da Rede de Apoio à Negociação Coletiva . RAN, serviço exclusivo dos sócios do DIEESE, que permite:

  • acessar a base de dados do DIEESE: acordos, greves, salários, preços, entre outros
  • acessar ou solicitar o envio de trabalhos técnicos produzidos pelo Departamento
  • acessar uma base de dados atualizada diariamente sobre negociações coletivas
  • registrar as negociações das quais participa
  • trocar informações com outros negociadores sindicais

Pesquisa

Pesquisas Permanentes

Desde sua fundação, o DIEESE desenvolve pesquisas e indicadores permanentes que têm como objetivo gerar informações sobre renda, custo de vida e mercado de trabalho e contribuir com os trabalhadores para o conhecimento e a compreensão da realidade. Desta produção destacam-se pesquisas de preço, de emprego e desemprego e as sindicais:

  • ICV – Índice do Custo de Vida no Município de São Paulo, calculado mensalmente
  • Cesta Básica Nacional, realizada mensalmente nas 16 capitais onde o DIEESE possui escritórios
  • PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada em 5 regiões metropolitanas e no Distrito Federal
  • SACC-DIEESE – Sistema de Acompanhamento das Contratações Coletivas
  • SAS – Sistema de Acompanhamento de Salários
  • SAG – Sistema de Acompanhamento de Greves

Pesquisas Especiais

Para dar respostas às necessidades do movimento sindical e reunir conhecimento sobre temas de interesse dos trabalhadores, o DIEESE realiza estudos com duração determinada, recortes específicos, enfoque em uma região, um setor, um tema ou em todos esses aspectos. O trabalho é parte do planejamento da instituição e pode ser realizado para atender a demandas específicas das entidades sindicais filiadas.

São exemplos desta produção:

  • perfis de categoria
  • estudos setoriais
  • estudos regionais
  • pesquisas temáticas

Pesquisa na internet – MeuSalário

O DIEESE, em projeto com as centrais sindicais brasileiras e entidades de outros países, está viabilizando o antigo sonho de comparar salários e condições de trabalho internacionalmente. O sistema funciona na internet, no sitewww.meusalario.org.br. No ar em vários países, o site disponibiliza uma pesquisa on line, um verificador salarial, que permite comparação de salários, e matérias sobre temas relacionados a trabalho. Além disso, o site possibilita a realização pelo DIEESE de pesquisas de perfis de categorias.

Educação

Formação Sindical

Desde os anos 70, a partir de demanda sindical, o DIEESE investe no trabalho de formação sindical. A concepção metodológica adotada visa construir o conhecimento de forma coletiva, com a troca de experiências e o estudo do conhecimento socialmente produzido. O objetivo é qualificar a luta e a ação sindical.

Atualmente, no trabalho de formação, o DIEESE prioriza seus eixos de atuação (emprego, renda e negociação coletiva).

Programa de Capacitação em Negociação

As atividades de formação do DIEESE estão articuladas no Programa de Capacitação em Negociação (PCN).

O Programa tem como objetivo desenvolver habilidades e conhecimentos dos dirigentes sindicais que negociam. A organização de cada seminário ou oficina responde à maneira como o problema é apresentado pelos dirigentes. Nas atividades são privilegiados:

  • a análise da realidade
  • o planejamento e a organização da ação
  • a elaboração de estratégias
  • a formulação de propostas
  • a avaliação e monitoramento de resultados
  • ao avanço conceitual da prática da mediação

 

Dieese: negociações salariais têm resultados melhores


 

SÃO PAULO – As negociações dos reajustes salariais das 245 categorias profissionais com data-base no primeiro semestre de 2009 apresentaram resultados levemente melhores aos do mesmo período do ano passado. Segundo pesquisa realizada a partir de dados reunidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 76,7% das negociações salariais registraram aumento dos vencimentos acima da inflação medida em 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na primeira metade de 2008, as negociações registraram resultados menores, já que 72,2% haviam conseguido reajustes superiores ao INPC.

Entre as categorias que registraram reajuste inferior ao INPC, o porcentual foi de 7,3% durante as negociações conduzidas no primeiro semestre de 2009, um índice inferior aos 13,1% que não conseguiram repor a inflação nos acordos de reajustes formalizados na primeira metade do ano passado.

Segundo o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, a indústria não apresentou o mesmo desempenho de reajustes do obtido no primeiro semestre do ano passado porque, de janeiro a julho de 2009, 82,7% das categorias do setor manufatureiro conseguiram reajuste superior ao INPC, marca abaixo dos 84,7% do primeiro semestre de 2008. “Alguns fatores podem explicar essa redução. Um deles é que a indústria registrou forte rotatividade de janeiro a julho, especialmente em função dos efeitos da crise no País”, disse Oliveira.

De acordo com o secretário de imprensa e comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Carlos Rogério Nunes, boa parte dos dirigentes do setor cometeu excessos nas demissões realizadas no início deste ano, pois temiam uma retração muito forte da economia brasileira em 2009. “No fundo, ocorreu um terrorismo empresarial”, disse Nunes.

Na avaliação de Oliveira, embora o número total de categorias que conseguiu reajustes acima do INPC no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2008, tenha subido um pouco, houve um aumento expressivo de demissões. Isso permitiu que as empresas concedessem aumentos ao setores profissionais sem necessariamente aumentar seus gastos com a folha de pagamento. “Não ocorreu aumento da massa salarial dos trabalhadores que atuam no setor formal”, afirmou Oliveira. “Além disso, os ganhos reais obtidos foram muito inferiores, no geral, à produtividade que as empresas conquistaram com seus funcionários.”

RICARDO LEOPOLDO – Agencia Estado

PROJETO DO NÚCLEO PETROLEIRO


Autor: Edson Almeida

 1.0 Exposição de Motivos
2.0 Como operacionalizar o Núcleo Petroleiro.
3.0 A Evolução da Força de Trabalho
4.0 Você inserido e atuando no projeto.
5.0 Bandeiras de Luta e projetos emergenciais.
6.0 A Vindoura desunificação Sindical com os Químicos.
7.0 Perspectivas do Núcleo Petroleiro.
8.0 As oposições até agora e o necessário apoio político.
9.0 O que cada um pode fazer.

Até o Sucesso! 

 

 

 

 

 

PROJETO DO NÚCLEO PETROLEIRO.

 

 

 

1.0 Exposição de Motivos
2.0 Como operacionalizar o Núcleo Petroleiro.
3.0 A Evolução da Força de Trabalho
4.0 Você inserido e atuando no projeto.
5.0 Bandeiras de Luta e projetos emergenciais.
6.0 A Vindoura desunificação Sindical com os Químicos.
7.0 Perspectivas do Núcleo Petroleiro.
8.0 As oposições até agora e o necessário apoio político.
9.0 O que cada um pode fazer.

Até o Sucesso!

 

 

 

“Quem não gosta de política é governado por quem gosta. Se a maioria desinteressar-se, azar da democracia, pois será governada pela minoria” (Frei Betto)

 

 

 

“O pior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam.”

Arnold Toynbee, historiador inglês. 

 

 

 

Ao longo dos últimos anos temos convivido praticamente com o mesmo grupo político e sindical que controla os trabalhadores dando pouco ou nenhum espaço para os trabalhadores se posicionarem e até democraticamente se oporem ao que lhes prejudicam e na verdade as coisas acabam sem IMPOSTAS com um discurso de democracia e em “nome da unidade” 

 

 

 

Vários exemplos podemos citar o PCAC 2007 como o que mudou toda a nossa vida profissional e não houve nenhum estudo ou grande debate para esclarecer a base petroleira embora paguemos o DIEESE não houve um maior interesse, pois a política e outros interesses sempre falaram mais alto.

Como o trabalhador é visto?
a) Sem capacidade de se organizar e mudar a sua realidade.
b) Apenas interessado em dinheiro e nas demandas monetárias como a PLR.
c) Totalmente desinteressado por qualquer tipo de política.
d) Não querem perder tempo com sindicato e não acreditam em mais nada.
e) Acham que quem está com a máquina sindical pode tudo e não é obrigado a prestar contas a ninguém.

 

 

 

NÃO SOMOS APENAS UMA CATEGORIA ELEITOREIRA E PASSIVA E SINDICATO É PARA DEFENDER OS INTERESSES DO TRABALHADOR O TRABALHADOR SERVE APENAS PARA CONTRIBUIR E PAGAR A CONTA! 

 

 

 

E fica uma lição: 

 

 

 

GRANDES DECISÕES NÃO PODEM SER TOMADAS APENAS NUMA ASSEMBLÉIA CANSATIVA NO TREVO DA RESISTÊNCIA, SEM UMA DISCUSSÃO TÉCNICA MAIS APROFUNDADA E UM ESTUDO TÉCNICO PARA O TRABALHADOR AVALIAR OS IMPACTOS NA SUA CARREIRA. 

 

 

 

CONCLUSÃO: Aprovando ou não, temos que engolir tudo que nos é imposto por falta de organização, estrutura e de uma alternativa de luta e debate sobre o que nos aflige enquanto trabalhador, ainda que o trabalhador seja diretor sindical, se não retiradas as ferramentas de trabalho e o diretor tem suas ações impedidas com a aquiescência da direção da empresa.

TODA ENTIDADE, SISTEMA PRECISA SE RENOVAR, MENOS A DIRETORIA DO NOSSO SINDICATO!
EXEMPLO DE RENOVAÇÃO CONSTANTE: 

 

 

 

Recentemente o grande e talentoso

 

 

 

Tropicália, admitiu necessitar de renovação e oxigenação de idéias e se uniu à banda CÊ formada por 3 jovens e lançou o álbum

 

 

 

PERGUNTA-SE Acaso o genial Caetano Veloso deixará de ser um talento internacional por admitir precisar se renovar? Ou será reconhecido mais ainda como uma personalidade atualizada e desprovida de vaidades e apegos ao poder? E por isso mesmo respeitado.

 

 

 

 

 

Depois de levar um tombo em Brasília, cantando ‘Força Estranha’, o cantor Caetano Veloso volta hoje a Salvador para relembrar a já conhecida força do público baiano, que costuma lotar seus shows. O santo-amarense apresentará seu novo CD, , lançado recentemente. O palco também é velho conhecido: a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (Campo Grande), onde Caê e a banda Cê começam a tocar a partir das 18h30. Ingressos: R$ 60 e R$ 30. 

 

 

 

 

 

AUSÊNCIA DE DEMOCRACIA E DEBATES SOBRE O QUE INTERESSA Á

COMUNIDADE PETROLEIRA: 

 

 

 

 

 

Alguma vez a categoria opinou ou decidiu sobre os seguintes assuntos? 

 

 

 

1 – Escolha do melhores candidatos a Conselheiro da Petros.
2 – Escolha dos candidatos de base a comporem a chapa do Sindicato.
3 – Escolha de candidatos a vereadores, deputados estaduais e federais apoiados pelo Sindicato.
3 – Os itens mais prioritários do Acordo Coletivo/PLR a serem explorados durante o ano.
4 – Quais são os diretores sindicais que o trabalhador quer que sejam liberados para fazerem o trabalho na base.
5 – A prestação de contas do Sindicato divulgada na internet para os trabalhadores verem em que está sendo gasto o dinheiro da categoria.
6 – Uma ouvidoria eleita democraticamente pela base para acompanhar as críticas, denúncias e sugestões.
7 – As ações jurídicas para o resgate dos diretos dos trabalhadores que foram perdidos durante esses anos e sem nenhuma cobrança por parte dos nossos representantes.
8 – E em dezenas de outros exemplos podemos constatar que por falta de uma estrutura organizada para fazer o contraponto, nos submetemos ditatorialmente ao que é imposto pelos nossos representantes.

9 – Campanhas de interesse da Categoria.
10 – A Devolução do imposto Sindical aos trabalhdores.

 

 

 

2.0 Como operacionalizar o Núcleo Petroleiro.

 

 

 

Para operacionalizar o Núcleo Petroleiro precisamos da união, disposição, organização, fé e trabalho das lideranças de base para gestar esse projeto e multiplicá-lo pela força de trabalho.

Algumas proposições:
1- Criação do Núcleo Petroleiro com personalidade Jurídica.
2- Criação de um SITE do Núcleo Petroleiro.
3- Criação de um BLOG interativo.
4- Contratação de uma assessoria Jurídica para orientação dos nossos interesses.
5- Criação de uma estrutura com boletim semanal eletrônico e impresso.
6- Democratizar as informações e debates e teremos reuniões quinzenais e assembléias quando os assuntos forem relevantes para a categoria.
7- Inserir nos debates e estreitar a relação com os demais atores da indústria do petróleo que são os trabalhadores, diretos e terceirizados e as comunidades no entorno das atividades da Petrobrás igualmente vitimas de uma gama de problemas.

 

 

 

 

 

*Temos vários colegas na categoria que podem ajudar com as suas habilidades técnicas para atingirmos esses objetivos como por exemplo construção do SITE e BLOG .

 

 

 

 

 

3.0 A Evolução da Força de Trabalho.

 

 

 

 

 

Vivemos uma fase de grande expansão da s atividades da Petrobrás e com o ingresso de milhares de jovens com um nível cultural muito bom e continuamos com aqueles velhos discursos e jargões sindicais da década de 80 e enquanto isso o mundo muda diariamente e o Capital aprimora os seus mecanismos de dominação e retirada de direitos dos trabalhadores.

Percebe-se claramente a desatualização e a falta de sintonia entre os anseios da categoria e o que as nossas entidades tanto a nível superior e nacional, como a nível local, que na realidade não passam de correias de transmissão do partido político a que pertencem a sua direção. 

 

 

 

 

 

EXEMPLO NEGATIVO RECENTE NA RLAM

– Há poucos anos idealizamos uma entidade ( AEPETRO

) para congregar os trabalhadores e que fracassou por ter se tornado uma correia de transmissão do P C do B e PSTU

além de estar a serviço dos interesses pessoais dos seus donos, o
 

 

 

 

 

que nada acrescentou para a categoria, muito pelo contrário, serviu para os trabalhadores aumentarem a desconfiança e pensar que todos são iguais e nivelados por baixo, o que efetivamente não é verdade e exemplos assim só dificultam a vida do trabalhador e a possibilidade de

organização da categoria.

 

 

 

 

 

 

3.1 A Força da categoria Petroleira.

 
 

 

 

 

 

Através da categoria petroleira e da máquina do maior sindicato do NORTE-NORDESTE vários projetos político-pessoais foram viabilizados de eleição de governador, prefeitos, vários deputados federais estaduais e vereadores e tudo isso só foi possível pela imensa força da categoria petroleira

que paradoxalmente é incapaz de fazer com que as suas entidades representativas façam minimamente o seu papel em defesa do trabalhador. Está faltando um espaço alternativo de debates e construção de idéias e um contra-ponto construído pelos próprios trabalhadores.

 
 

 

 

 

 

A FORÇA DA UNIÃO ATÉ NA BIBLIA.

 
 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa”.

 

Eclesiastes, 4:12 

 

 

 

 

 

“Quando a gente sonha sozinho, não passa de um sonho. Quando a gente sonha junto, é a realidade que começa”

Dom Hélder Câmara 

 

 

 

 

 

4.0 Você inserido e atuando no projeto.

 
 

 

 

 

 

Todos que estão enxergando que há muito tempo estamos passando por graves problemas de representação e os sinais da decadência e da necessidade de mudança são claros: saída de CINCO sindicatos da FUP, REPACTUAÇÃO, PCAC 2007, a PLR que nunca foi linear, a ANISTIA da greve de 1995 que não anistiou quase ninguém, o resultado da a recente eleição da PETROS, e uma

política e gestão de RH nociva e agressiva ao trabalhador que não é contestada de nenhuma maneira pelas entidades sindicais que se encontram paralisadas e ficadas apenas num projeto políticopartidário.

A Inexistência de diálogo e de mudanças numa estrutura sindical com suas direções sindicais envelhecidas e auto-suficientes e que respaldados Por conchavos políticos e uma relação perniciosa com a gerência da empresa, não quer brigar mais por nada, portanto se vc enxerga assim também,

lute junto para mudarmos essa realidade, ou aceite as perdas de direito e uma aposentadoria futura totalmente comprometida.

Não há espaço para mudanças de estruturas já viciadas . 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poderíamos mudar o mundo,

 
 

 

 

 

 

 

 

4.0 Bandeiras de Luta e projetos emergenciais. 

 

 

 

 

 

Diante de tantos problemas que sofre a nossa categoria temos que eleger prioridades e algumas estão na pauta emergencial.

 
 

 

 

 

 

a) Implementar a campanha  

Aposentadoria Especial “Um direito a Ser Garantido” 

 

 

 

 

 

b) Reunir os nossos não-repactuantes numa só entidade e juridicamente os proteger de investidas futuras aos seus direitos.

c) Atuação jurídica coletiva para frear a retirada dos nossos direitos iniciando as ações pelo PCAC-2007 e feriados do turno.

 
 

 

 

 

 

d) Discussão sobre o futuro do nosso sindicato aposto a

 

desunificação com os

 

 

 

 

 

químicos.

e) Estudo e ação jurídica contra o limite de idade da Petros.

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

5.0A Vindoura desunificação Sindical com os Químicos. 

 

 

 

 

 

A Unificação dos petroleiros com outras categorias nunca foi bem vista pelos trabalhadores e ao reabrirmos esse debate pela desunificação se não tivermos organizados para esse debate ficaremos

na mesma condição pois os diretores continuarão a fazer as mesmas práticas e concepções de antes e será como trocar seis por meia dúzia!

Qual a mudança que virá fruto da presença das mesmas pessoas? O que falta é uma entidade séria e que esclareça aos trabalhadores e efetivamente à luz dos estatutos das entidades cobre a correta utilização do dinheiro pago pelo trabalhador e que resgate a confiança dos trabalhadores com a sua entidade.

 

 

 

 

 

 

Quem roubou nossa coragem?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando O Sol Bater Na Janela Do Teu Quarto 

 

 

 

 

 

Legião Urbana 

 

 

 

 

 

Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá

 

 

 

Até bem pouco tempo atrás, “E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão;  

 

 

 ‘Zii e Zie’ com grande sucesso.

 

 REZAR  na cartilha do grupo político do Sindicato infelizmente mesmo com prejuízos para a categoria petroleira sãoCAETANO VELOSO  de 66 anos, um dos expoentes da 

PCAC-2007