PLR – 2005

Fonte: IMPRENSA DO SINDIPETRO-RN

A Petrobras cumpre o compromisso assumido no ano anterior e antecipa no dia 10 de janeiro de 2006 parte da PLR referente ao lucro de 2005. Desta forma, a categoria prepara-se para mais uma campanha da PLR. Em fevereiro de 2006, a empresa anuncia mais um lucro recorde, desta vez de R$ 23,7 bilhões, um valor 40% superior ao ano passado.
Mas a campanha demora a decolar. Praticamente, só começa no dia 9 de junho, quando a Petrobras anuncia sua primeira proposta, com o piso de R$ 14.730,00 para os níveis até 245.
A proposta é rejeitada e no dia 16 de junho a empresa apresenta nova proposta, elevando o piso para R$ 15.350,00 até o nível 245, descontando desse valor a antecipação da PLR-2005 paga em janeiro. A partir do nível 246, a empresa mantém o acréscimo progressivo até o último nível da tabela salarial e a relação piso-teto em 2,6 vezes.
A diretoria do sindicato indica e a categoria rejeita a contraproposta. No dia 23 de julho de 2005, a FUP volta à Petrobras para informar o resultado das assembléias e exigir nova proposta da Petrobras. A empresa alega que o Departamento de Estatais do Ministério do Planejamento (DEST) limitou em três folhas de pagamento o provisionamento da empresa para a distribuição da PLR.
No início de julho, a Petrobras agenda reunião de negociação. Pressionada pela categoria, a Petrobras apresenta sua segunda proposta que eleva o piso para R$ 16.914,00 até o nível 246. A partir do nível seguinte a empresa mantém o acréscimo progressivo até o último nível da tabela salarial e a relação piso-teto 2,6 vezes. Com a nova proposta, os sindicatos tentam diminuir o valor entre o menor e maior valor pago para 2,5 vezes. A empresa também assume o compromisso de adiantar parte do valor da PLR-2006 do semestre.
Diante dos avanços obtidos nas negociações, os sindicatos indicam às bases a aceitação da proposta. A proposta é aceita e em julho de 2006, as entidades sindicais asseguram o piso de R$ 16,914 até o nível 246 para PLR-2005. A partir do nível seguinte, como foi acordado, houve um acréscimo progressivo até o último nível da tabela salarial. A relação piso-teto fica em 2,6 vezes.
Segundo estimativa do Dieese, os valores da PLR-2005 representam 13,4¨% dos dividendos pagos aos acionistas (no ano anterior foi de 13,08%) e cerca de 40% a mais do que o provisionamento da PLR-2004. O piso cresceu 18% em relação aos R$ 14.280 conquistado no ano anterior, apesar das mais de duas mil novas contratações feitas pela empresa e dos níveis concedidos aos trabalhadores, o que impacta diretamente a distribuição da PLR.

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