PLR – 2004


PLR – 2004

Fonte: IMPRENSA DO SINDIPETRO-RN

No dia 25 de fevereiro de 2005, as entidades sindicais cobram da Petrobras o início das negociações. Neste dia, a Petrobras divulgou o balanço financeiro referente ao exercício 2004, com lucro de R$ 17,7 bilhões (1,3% superior ao do ano anterior). As entidades sindicais querem que 25% do que for distribuído aos acionistas seja reservado para a PLR, com pagamento linear.
Mas, a campanha começou com uma novidade: o Ministério do Planejamento impôs à empresa o limite de três folhas de pagamento como montante do lucro a ser destinado à PLR. A categoria reagiu de imediato: de 21 a 25 de março realiza uma série de mobilizações, culminando no dia 31 de março com um ato nacional, com paralisação de até 24 horas, no mesmo dia em que Assembléia dos Acionistas homologou o balanço financeiro, inclusive o provisionamento da PLR.
O valor foi de R$ 660 milhões (13,08% do montante dos acionistas). A empresa seguiu a orientação do Ministério do Planejamento e reduziu em 15% o montante da PLR em comparação com o ano anterior, apesar do lucro de 2004 ter sido bastante superior. Houve uma redução de R$ 117 milhões. Mas ainda não era a proposta oficial da empresa.
O conselho consultivo da FUP deu prazo até o dia 10 de abril para a empresa apresentar sua proposta e indicou greve por tempo determinado de 18 a 25 de abril. Pressionada, no dia 12 de abril, a Petrobras apresenta sua primeira contraproposta oferecendo piso de R$ 11.250 (incluindo o adiantamento de fevereiro) e a partir do nível 242 propõe um internível de 3,6% até os maiores salários.
Ainda na primeira contraproposta, a empresa mantém o montante aprovado na assembléia dos acionistas e eleva a diferença entre o menor e o maior valor para 2,7 vezes. Apesar da entrada de cerca de sete mil novos trabalhadores (até aquele ano), a empresa não elevou o montante da PLR.
A proposta é rejeitada e a direção da empresa é informada desta decisão no dia 25 de abril. A categoria manteve o estado de greve e no dia 3 de maio a Petrobras apresenta uma nova proposta elevando o piso para R$ 12.180. A categoria rejeita novamente.
Diante da decisão da categoria de deflagrar greve por tempo determinado, a Petrobras apresenta uma terceira proposta, desta vez acatada pelos trabalhadores, com piso de R$ 14.280 ate o nível 245 e a partir seria aplicado um internível de 3,89%. Houve também o compromisso de antecipar parte da PLR-2005 em janeiro de 2006. A proposta avançou na linearidade, que ficou em 2,5 vezes a diferença entre o menor e o maior valor pago. Do ponto de vista dos valores nominais, houve elevação no piso, levando-se em conta a contratação de novos trabalhadores.

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