PLR – 2003

Fonte: IMPRENSA DO SINDIPETRO-RN

Com o anúncio do lucro de R$ 17,725 bilhões, o maior já alcançado pela empresa e o melhor resultado de uma empresa brasileira até então, a diretoria do sindicato inicia em abril de 2004 o processo de negociação da PLR-2003. Já nas Demonstrações Financeiras divulgadas pela Petrobras, o valor reservado à PLR indicava a necessidade de muita luta. A empresa reafirmava o provisionamento de R$ 777 milhões valor equivalente a 13,8% dos R$ 5,6 bilhões de dividendos dos acionistas e menos do que os 14,4% que a categoria tinha recebido no ano anterior.

Ao mesmo tempo em que reduz a parte do lucro destinado à PLR, a direção da empresa dobra o valor dos dividendos, de R$ 2,8 bilhões para R$ 5,6 bilhões. Em relação ao lucro líquido, o montante aos acionistas equivale a 32,2%.

A Petrobras demora muito para iniciar a negociação da PLR-2003. E quando inicia, apresenta a novidade de dividir em duas parcelas os 60% restantes dos R$ 777 milhões provisionados. Queria pagar em julho o mesmo valor que já tinha sido adiantado em janeiro de 2004 e saldar o restante no início de 2005, mantendo os mesmos critérios de distribuição. A diretoria do sindicato indicou e a categoria rejeitou a proposta.

No final de junho, a direção da Petrobras apresentou nova proposta de PLR, mas esta pouco alterava a anterior. Mantinha o parcelamento da PLR e propunha acrescentar ao que for pago em julho entre R$ 415 e R$ 1.125, obedecendo à mesma tabela praticada no adiantamento de janeiro. O restante seria saldado na última parcela (janeiro de 2005), mantendo o montante de R$ 777 milhões.

Ou seja, a direção da Petrobras trocava seis por meia dúzia, elevando em menos de 10% a parcela de julho e diminuindo a diferença que sobrar para janeiro, o que continuava não contemplando aos trabalhadores. Novamente, a diretoria do sindicato orienta a categoria para rejeitar a proposta.

A rejeição da categoria faz a direção da Petrobras apresentar uma terceira contraproposta, na qual retira o parcelamento, porém mantém o mesmo provisionamento e a mesma forma de distribuição. Não avança no sentido de aumentar a linearidade. A categoria resiste e conquista piso de R$ 15 mil. O percentual destinado à PLR em relação ao valor reservado aos dividendos dos acionistas atinge 13,76%.

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