Michel Foucault


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Michel Foucault
Foucault5.jpg
Michel Foucault
Nascimento 15 de outubro de 1926
Poitiers França
Morte 25 de junho de 1984 (57 anos)
ParisFrança
Nacionalidade francês
Influências
Influenciados
Magnum opus As Palavras e as Coisas
Escola/tradição Pós-estruturalismomodernismopós-modernismo
Principais interesses psicologiafilosofia políticafilosofia da histórialinguagem
Ideias notáveis BiopoderBiopolíticasociedade disciplinarepistemeheterotopia

Michel Foucault (pronúncia francesa:IPA[miʃɛl fuko]); Poitiers15 de outubro de 1926 — Paris25 de junho de 1984) foi um filósofohistoriador das ideiasteórico socialfilólogo e crítico literário. Suas teorias abordam a relação entre poder e conhecimento e como eles são usados ​​como uma forma de controle social por meio de instituições sociais. Embora muitas vezes seja citado como um pós-estruturalista e pós-modernista, Foucault acabou rejeitando esses rótulos, preferindo classificar seu pensamento como uma história crítica da modernidade. Seu pensamento foi muito influente tanto para grupos acadêmicos, quanto para ativistas.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Poitiers, na França, em uma família de classe média-alta, Foucault foi educado no Lycée Henri-IV e tinha uma tensa relação com seu pai, que chegou a interná-lo aos 22 anos de idade acusando-o de ser louco, após tentativa de suicídio.[2] Na idade adulta, Foucault entrou para a Escola Normal Superior de Paris, onde ele desenvolveu seu interesse por filosofia e teve influência de seus tutores, Jean Hyppolite e Louis Althusser.[3]

Depois de vários anos como diplomata cultural no exterior, ele retornou à França e publicou seu primeiro grande livro, A História da Loucura. Após trabalhar entre 1960 e 1966 na Universidade de Clermont-Ferrand, ele produziu duas publicações mais significativas, O Nascimento da Clínica e As Palavras e as Coisas, que exibiu seu crescente envolvimento com o estruturalismo, um movimento teórico na antropologia social, do qual ele distanciou-se mais tarde. Essas três primeiras obras foram exemplos de uma técnica historiográfica que Foucault estava desenvolvendo e que ele chamou de “arqueologia”.[carece de fontes]

De 1966 a 1968, Foucault lecionou na Universidade de Túnis, na Tunísia, antes de retornar para a França, onde se tornou chefe do departamento de filosofia de uma nova universidade experimental, a Paris VIII. Em 1970, ele foi admitido no Collège de France, onde permaneceu até sua morte. Ele também tornou-se ativo em alguns grupos de esquerda envolvidos em campanhas anti-racistas, contra violações aos direitos humanos pela luta por uma reforma penal. Ele passou a publicar A Arqueologia do SaberVigiar e Punir e História da Sexualidade. Nestes livros, ele desenvolveu métodos arqueológicos e genealógicos que enfatizavam os jogos de poder na evolução do discurso na sociedade. Foucault morreu em Paris por conta de problemas neurológicos agravados por HIV/AIDS; ele foi a primeira figura pública francesa que morreu por causa desta doença, sendo que seu parceiro Daniel Defert criou a fundação da caridade AIDES em sua memória.[4]

Temas[editar | editar código-fonte]

Foucault é conhecido pelas suas críticas às instituições sociais, especialmente à psiquiatria, à medicina, às prisões, e por suas ideias sobre a evolução da história da sexualidade, suas teorias gerais relativas ao poder e à complexa relação entre poder e conhecimento, bem como por estudar a expressão do discurso em relação à história do pensamento ocidental.[5] Têm sido amplamente discutidas a imagem da “morte do homem”, anunciada em As Palavras e Coisas, e a ideia de subjetivação, reativada no interesse próprio de uma forma ainda problemática para a filosofia clássica do sujeito. Parece então que mais do que em análises da “identidade”, por definição, estáticas e objetivadas, Foucault centra-se na vida e nos diferentes processos de subjetivação.[carece de fontes]

Filiação filosófica[editar | editar código-fonte]

Se seu trabalho é muitas vezes descrito como pós-moderno ou pós-estruturalista por comentadores e críticos contemporâneos, ele foi mais frequentemente associado com o movimento estruturalista, especialmente nos primeiros anos após a publicação de As Palavras e as Coisas. Inicialmente aceitou a filiação; posteriormente, ele marcou a sua distância à abordagem estruturalista, explicando que ao contrário desta última, não tinha adaptado uma abordagem formalista. Ele aceitou não ver o rótulo de pós-modernista aplicado ao seu trabalho, dizendo que preferia discutir como se dá a definição de modernidade em si. Sua filiação intelectual pode estar relacionada ao modo como ele próprio definiu as funções do intelectual não garante certos valores, mas em questão de ver e dizer, seguindo um modelo de resposta intuitiva para o “intolerável”.[carece de fontes]

Pan-óptico, desenho de Jeremy Bentham, 1791

As teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a própria opinião de si mesmo, um pós-moderno. Os primeiros trabalhos (História da LoucuraO Nascimento da ClínicaAs Palavras e as CoisasA Arqueologia do Saber) seguem uma linha pós-estruturalista, o que não impede que seja considerado geralmente como um estruturalista devido a obras posteriores como Vigiar e Punir e a História da Sexualidade. Além desses livros, são publicadas hoje em dia transcrições de seus cursos realizados no Collège de France e inúmeras entrevistas, que auxiliam na introdução ao pensamento deste autor.[carece de fontes]

Michel Foucault é mais conhecido por ter destacado as formas de certas práticas das instituições em relação aos indivíduos. Ele destacou a grande semelhança nos modos de tratamento dado ou infligidos aos grandes grupos de indivíduos que constituem os limites do grupo social: os loucos, prisioneiros, alguns grupos de estrangeiros, soldados e crianças. Ele acredita que, em última análise, eles têm em comum o fato de serem vistos com desconfiança e excluídos por uma regra em confinamento em instalações seguras, especializadas, construídas e organizadas em modelos semelhantes (asilos, presídios, quartéis, escolas), inspirados no modelo monástico; instalações que ele chamou de “instituições disciplinares”.[6]

Em 1971, Michel Foucault, Jean-Marie Domenach e Pierre Vidal-Naquet criaram um grupo chamado Groupe d’information sur les prisons, que tinha como objetivo investigar e trazer a público a situação do sistema penitenciário francês.[7]

História da loucura[editar | editar código-fonte]

Na grande maioria das suas obras, Michel Foucault esforçou-se por se limitar a problemas concretos (a loucura, a prisão, a clínica psiquiátrica), num contexto geográfico e historicamente bem determinado (a França, a Europa ou o Ocidente; no fim do século XVIII, na Grécia antiga, dentre outros). No entanto, as suas observações permitem extrair conceitos que ultrapassam esses limites de tempo e espaço. Elas conservam, assim, uma grande atualidade. Por isso, muitos intelectuais – em várias áreas do conhecimento – podem se referir a Foucault atualmente. É, por exemplo, estudando a mutação das técnicas penais no final do século XVIII que ele pôde analisar a emergência de uma nova forma de subjetividade constituída pelo poder: o que se observa nas margens se constrói no centro.[carece de fontes]

Mas esse olhar histórico deve ser bem entendido. “A história, segundo Foucault nos cerca e nos delimita; ela não diz o que somos, mas do que estamos nos diferenciando; ela não estabelece nossa identidade, mas a dissipa em proveito do outro que somos. Em resumo, a história é o que nos separa de nós mesmos.” [8]

ontologia de Foucault é uma experiência, um exercício sobre os limites do nosso presente, a experimentação dos nossos limites, a forma paciente da “nossa impaciência pela liberdade”, o que explica o seu interesse pelo tema da relação de poder entre o institucional e o indivíduo – e por uma certa ideia da subjetivação. Esse poder funda a constituição de saberes e é, por sua vez, fundado por eles: é a noção de “saber-poder”.[carece de fontes]

“Não há relações de poder sem a constituição correlata de um campo de saber, nem há saber que não suponha e constitua, ao mesmo tempo, relações de poder… Portanto, essas relações de “poder-saber” não devem ser analisadas a partir de um sujeito de conhecimento, que seria livre ou não em relação ao sistema de poder; ao contrário, é preciso considerar que o sujeito que conhece, os objetos a conhecer e as modalidades de conhecimento são, de fato, efeitos dessas implicações fundamentais do poder-saber e de suas transformações históricas. Em resumo, não é a atividade do sujeito de conhecimento que produziria um saber útil ou resistente ao poder, mas o poder-saber, os processos e as lutas que o perpassam e pelas quais ele é constituído, que determinam as formas e as áreas possíveis do conhecimento”.[carece de fontes]

Em defesa da sociedade[editar | editar código-fonte]

Nesta ontologia de revisão, simultaneamente genealógica e arqueológica, o trabalho sobre problemas pouco específicos são inseparáveis dos das “formações discursivas” (As palavras e as Coisas, A Arqueologia do Conhecimento e A Ordem dos discursos), como o significado de racismo, além de seus significados particularizados, é inseparável do advento das ciências humanas – que nos diz: “Temos de defender a sociedade” (19751976).[carece de fontes]

O lema da Ordem do discurso – “Desafiando o nosso compromisso com a verdade, restituir ao discurso seu caráter de evento; finalmente eliminar a soberania do significante” – aplica-se também como uma advertência contra os perigos da psicologização bi problematização—face do próprio relatório e do presente. Problematização não é a continuação da espécie ou origem, mas “bolsas de unificação, nós de totalização, processos, arquiteturas, sempre relativa, nas palavras de Gilles Deleuze em que Foucault foi, intelectualmente como embora, pessoalmente, fechar.[carece de fontes]

No segundo semestre de 1970, ele estava tão interessado no que parecia uma nova forma de exercício do poder (de vida), ele chamou de “biopoder” (um conceito tirado e desenvolvido por François EwaldGiorgio AgambenJudith Revel e Antonio Negri, entre outros), indicando quando, não em torno da vida do século XVIII – apenas biológico, mas entendida como toda a vida: a de indivíduos e povos como a sexualidade, como afeta, alimentos como a saúde, a recreação como produtividade econômica – como entre os mecanismos de poder e se torna uma questão-chave para a política:[carece de fontes]

“O homem há milênios, permaneceu o que era para Aristóteles: um animal vivo, e mais capaz de existência política, o homem moderno é um animal cuja política coloca sua vida para estar vivo está em questão.”[carece de fontes]

No início de 1980, em suas palestras no Collège de FranceDu Gouvernement des vivants (em português, ‘Do Governo dos Vivos’ [9]), Foucault inicia uma nova linha de investigação: os atos que o sujeito pode e deve operar livremente em si para chegar à verdade. Este novo eixo, o conhecimento do domínio irredutível de domínio e de poder, é chamado de “regime de verdade” e pode isolar a parte livre e decisão deliberada do sujeito na sua própria actividade. Os exercícios cristão ascético fornecem o primeiro campo de exploração desses sistemas na sua diferença com os exercícios ascéticos greco-romanos. Seu pensamento visa ligar em conjunto, sem confundí-las, estas três áreas: conhecimento, poder e discurso.[carece de fontes]

Collège de France

Sua obra, a partir da perspectiva do todo, aparece como uma vasta história dos limites estabelecidos no âmbito da empresa, que define o limite no qual um é louco, doente, criminal, desviante. As divisões internas da empresa têm uma história, fez em formação lenta e constantemente questionada, esses limites. Ambos os lados dessas áreas de exclusão e inclusão irão fornecer “formas de subjetividade” diferentes, e assim o assunto é uma concreção histórica e política, e não uma droga típica livre, como pretende a tradição e o senso comum: não percebo a mim mesmo como os critérios que se formou pela história. O poder não é uma autoridade exercida sobre questões de direito, mas acima de tudo um poder imanente na sociedade, que se reflecte na produção de normas e valores.[carece de fontes]

O problema político é, portanto, aquele que investe sobre o corpo aparelhos de micropoder e, silenciosamente, inventam formas de dominação, mas que pode também oferecer a oportunidade para novas possibilidades de vida. “Não há relação de poder entre sujeitos livres”, ele gostava de dizer. Assim, Foucault, o utilitário em sua relação recíproca de docilidade, abre um vasto campo de considerações para além do utilitarismo, do lado da indústria, trabalho, produtividade, criatividade, autonomia, autogoverno.[carece de fontes]

“O problema de uma vez políticos, éticos, sociais e filosóficos que enfrentamos hoje não é para tentar libertar o indivíduo do Estado e suas instituições, mas libertar-nos, nós, Estado e do tipo de individualização que se refere. Temos que promover novas formas de subjetividade.”[carece de fontes]

O Sujeito e o Poder[editar | editar código-fonte]

Recebido no desejo de conhecer a hipótese repressiva para explicar as mudanças de atitudes e comportamentos no campo da sexualidade, o ceticismo sobre a verdadeira extensão da liberação sexual, mas ainda atraídos pelos Estados Unidos (estada em Berkeley) e descobrindo novas formas relacionais que ele tem em suas últimas entrevistas, em relação à sua história de homossexualidade discutidos sexualidade (mas raramente a sua própria) e, mais genericamente, emocional e estabelecer tal seu nome, uma distinção entre o amor e a paixão que ele não teve tempo de explicar mais detalhadamente. O problema do desejo e objecto de controle são o cerne da questão da subjetividade desenvolvido pela então que alguns se permitem chamar o “segundo” Foucault, o de “cuidado” de si (1984) emancipado o sistema disciplinar.[carece de fontes]

Foucault (1979) renega os modos tradicionais de analisar o poder e procura realizar suas análises não de forma dedutiva e sim indutiva, por isso passou a ter como objeto de análise não categorias superiores e abstratas de análise tal como questões do que é o poder, o que o origina e tantos outros elementos teóricos, voltando-se para elementos mais periféricos do sistema total, isto é, passou-se a interessar-se pelos locais onde a lei é efetivada realmente. Hospitais psiquiátricos, forças policiais, etc. são os locais preferidos do pensador para a compreensão das forças reais em ação e com quais devemos realmente nos preocupar, compreender e buscar renovar constantemente.[carece de fontes]

Segundo este pensamento, devemos compreender que a lei é uma verdade “construída” de acordo com as necessidades do poder, em suma, do sistema econômico vigente, sistema, atualmente, preocupado principalmente com a produção de mais-valia econômica e mais-valia cultural, tal como explicado por Guattari (1993). O poder em qualquer sociedade precisa de um delimitação formal, precisa ser justificado de forma abstrata o suficiente para que seja introjetado psicologicamente, a nível macrossocial, como uma verdade a priori, universal. Desta necessidade, desenvolvem-se as regras do direito, surgindo, portanto, os elementos necessários para a produção, transmissão e oficialização de “verdades”. “O poder precisa da produção de discursos de verdade (p.180), como diria Foucault (1979). O poder não é fechado, ele estabelece relações múltiplas de poder, caracterizando e constituindo o corpo social e, para que não desmorone, necessita de uma produção, uma acumulação, uma circulação e um funcionamento de um discurso sólido e convincente. “Somos obrigados pelo poder a produzir verdade”, nos confessa o pensador, “somos obrigados ou condenados a confessar a verdade ou encontrá-la (…) Estamos submetidos à verdade também no sentido em que ela é a lei, e produz o discurso da verdade que decide, transmite e reproduz, pelo menos em parte, efeitos de poder (p.180).”[carece de fontes]

Pontos importantes[editar | editar código-fonte]

Para Foucault, nos séculos XVIII e XIX, a população torna-se um objeto de estudo e de gestão política. Passagem da norma da lei. Numa sociedade centrada sobre a lei, mudou para uma empresa de gestão centrada no padrão. Esta é uma consequência da grande revolução liberal.[carece de fontes]

Conceito de micro-geração de forças de discurso para controlar quem está na norma ou não.[carece de fontes]

Conceito de biopoder: o poder de morrer e deixar viver foi substituído pelo biopoder que é Viver e deixar morrer, do estado de bem-estar: segurança social, seguros, etc.[carece de fontes]

Figura do panóptico (projeto arquitetônico de prisão inventado por Jeremy Bentham e destinada a garantir que todos os prisioneiros possam ser vistos a partir de uma torre central) como um paradigma da evolução da nossa sociedade, ou o que já é bastante (ver o conceito deleuziano de “sociedade de controle”, na discussão com a obra de Foucault).[carece de fontes]

As relações de poder permeiam toda a sociedade. Um discurso diz que o paradigma da sociedade da guerra civil, em que todas as interações sociais são versões derivadas da guerra civil. Podemos inverter a proposta de Clausewitz e dizer que a política é a continuação da guerra por outros meios.[carece de fontes]

Conceito grego de Cuidado de Si, como base para a ética.[carece de fontes]

Recepção[editar | editar código-fonte]

A filosofia de Foucault influenciou (como ele foi influenciado por) movimentos de protesto na França e no mundo anglo-saxão desde 1970 (o movimento antipsiquiatria de prisioneiros mediante o movimento feminista).[10]

Este vasto campo capas de Estudos de Gênero (Judith ButlerDavid HalperinLeo Bersani) e análise da subjetivação da “minoria” (Didier Eribon) na história do direito e arqueologia dos “outros” do Estado de bem-estar (François EwaldPaolo de Nápoles) e / ou teorias sociais (sobre ética seu lado: Bruno Karsenti Mariapaola Fimiani) ou social (no seu lado político: Paul RabinowEric Fassin), através da revisão da economia política (Giorgio AgambenAntonio NegriJudith RevelMaurizio Lazzarato).[carece de fontes]

E, apesar de alguns mal-estar da sociologia, enquanto que o método permite que o sociólogo que visa a abordagem de Foucault concepção construtivista fundamental nesse sentido, como o indivíduo é criado no “social”.[carece de fontes]

A concepção de que Foucault defendeu intelectuais contra os poderes, avançando figura do ‘intelectual específico’, e sua relação com o marxismo, continuam a alimentar a controvérsia.[carece de fontes]

“O heroísmo de identidade política teve seu dia. Isto é, estamos a procura, e como a extensão dos problemas com que se debate a forma de participar e saiu sem ficar presa. Experiência com … em vez de voluntários com … As identidades são definidas pelas trajetórias … trinta anos de experiência nos levam “para confiar em qualquer revolução, ainda que pode” compreender cada revolta “… dispensa da forma vazia de uma revolução universal deve, sob pena do capital total, acompanhado por uma lágrima conservadorismo. E com tudo o mais urgente que a sociedade está ameaçada em sua existência por esse conservadorismo seja pela inércia inerente ao seu desenvolvimento. “[carece de fontes]

Portanto a análise das relações de poder não devem ser centradas no estudo dos seus mecanismos gerais e seus efeitos constantes, e sim realizar sua análise pelos “elementos periféricos” do sistema do poder. Devemos estudar onde estão as “práticas reais e efetivas; estudar o poder em sua face externa, onde ele se relaciona direta e imediatamente com aquilo que podemos chamar provisoriamente de seu objeto (…) onde ele se implanta e produz efeitos reais (…) como funcionam as coisas ao nível do processo de sujeição ou dos processos contínuos e ininterruptos que sujeitam corpos, dirigem gestos, regem os comportamentos.[11]

“Trata-se (…) de captar o poder em suas extremidades, em suas últimas ramificações (…) captar o poder nas suas formas e instituições mais regionais e locais, principalmente no ponto em que ultrapassando as regras de direito que o organizam e delimitam (…) Em outras palavras, captar o poder na extremidade de cada vez menos jurídica de seu exercício (FOUCAULT, M. “Soberania e disciplina”. In: Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979, p.182).”

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Doença Mental e Psicologia (1954)
  • História da loucura na idade clássica (1961)
  • Gênese e Estrutura da Antropologia de Kant (1961)
  • O Nascimento da clínica (1963)
  • As palavras e as coisas (1966)
  • Arqueologia do saber (1969)
  • A ordem do discurso (1970)
  • Aulas Sobre a Vontade de Saber (19701971)
  • Teorias e instituições penais (19711972)
  • A sociedade punitiva (19721973)
  • Isso não é um cachimbo (1973)
  • Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão (org.) (1973)
  • O poder psiquiátrico (19731974)
  • Os anormais (19741975)
  • Vigiar e punir (1975)
  • Em defesa da sociedade (19751976)
  • História da sexualidade (1976-?):
    • I – A vontade de saber (1976)
    • II – O uso dos prazeres (1984)
    • III – O Cuidado de Si (1984)
    • IV – Os prazeres da carne (publicado em francês em 2017)
  • Segurança, território e população (19771978)
  • Nascimento da biopolítica (19781979)
  • Microfísica do Poder (1979)
  • Do governo dos vivos (19791980)
  • Subjetividade e verdade (19801981)
  • A hermenêutica do sujeito (19811982)
  • O que é um autor? (1983)
  • Le gouvernement de soi et des autres (1983)
  • Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité (1984)
  • O Governo de Si e dos Outros IIA Coragem da Verdade (1.983-1.984) (ISBN 978-85-7827-476-4)
  • A Verdade e as Formas Jurídicas (1996) – trata-se de conjunto de conferências pronuciadas em 1973.
  • Coleção Ditos e escritos (10 volumes com textos de diferentes anos):
    • I – Problematização do Sujeito: Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise
    • II – Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento
    • III – Estética – Literatura e Pintura, Música e Cinema
    • IV – Estratégia, Poder-Saber
    • V – Ética, Sexualidade, Política
    • VI – Repensar a Política
    • VII – Arte, Epistemologia, Filosofia e História da Medicina
    • VIII – Segurança, Penalidade e Prisão
    • IX – Genealogia da Ética Subjetividade e Sexualidade
    • X – Filosofia, Diagnóstico do Presente e Verdade
  • The Foucault Reader (ed. P. Rabinow), 390 pp. New York: Pantheon. 1984.

Referências

  1. Ir para cima James Miller, James The Passion of Michel Foucault . New York: Simon and Schuster, 1993.
  2. Ir para cima «Michel Foucault: uma das mentes mais brilhantes do século XX». Consultado em 15 de agosto de 2015
  3. Ir para cima | Os Múltiplos discursos da vida de Foucault
  4. Ir para cima James Miller, James The Passion of Michel Foucault . New York: Simon and Schuster, 1993.
  5. Ir para cima | Os Múltiplos discursos da vida de Foucault
  6. Ir para cima James Miller, James The Passion of Michel Foucault . New York: Simon and Schuster, 1993.
  7. Ir para cima The Funambulist.net History prison information group by Michel Foucault, Jean Marie-Domenach, Pierre Vidal Naquet
  8. Ir para cima Gilles Deleuze“La vie comme œuvre d’art”In Pourparlers, Minuit, 1990, p.130.
  9. Ir para cima Do governo dos vivos. Curso no Collège de France, 1979-1980 (aulas de 09 e 30 de janeiro de 1980) Tradução, transcrição e notas de Nildo Avelino (e-Book), 2009.
  10. Ir para cima James Miller, James The Passion of Michel Foucault . New York: Simon and Schuster, 1993.
  11. Ir para cima .Foucault. Microfísica do Poder. 1979, p.182

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FOUCAULT, M. “Soberania e disciplina”. In: Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
  • GUATTARI, F.; ROLNIK, S. “Cultura: um conceito reacionário?”. In: Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, 1996.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Rabindranath Tagore


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Disambig grey.svg Nota: Se procura por outras acepções, veja Tagore (desambiguação).
Rabindranath Tagore Medalha Nobel
Nascimento 7 de maio de 1861
Calcutá
Morte 7 de agosto de 1941 (80 anos)
Calcutá
Nacionalidade indiano
Prémios Medalha do prêmio Nobel Nobel de Literatura (1913)
Magnum opus Chitra: peça em 1 acto
Assinatura
Rabindranath Tagore Signature.svg

Rabindranath Tagore (em bengaliরবীন্দ্রনাথ ঠাকুর7 de maio de 1861 – 7 de agosto de 1941), alcunha Gurudev, foi um polímata bengali. Como poeta, romancista, músico e dramaturgo, reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. Como autor de Gitânjali, que em português se chamou “Oferenda Lírica”[1] e seus “versos profundamente sensíveis, frescos e belos”,[2] sendo o primeiro não-europeu a conquistar, em 1913, o Nobel de Literatura,[3] Tagore foi talvez a figura literária mais importante da literatura bengali. Foi um destacado representante da cultura hindu, cuja influência e popularidade internacional talvez só poderia ser comparada com a de Gandhi, a quem Tagore chamou ‘Mahatma‘ devido a sua profunda admiração por ele.

Um brâmane pirali[4][5][6][7] de Calcutá, Tagore já escrevia poemas aos oito anos.[8] Com a idade de dezesseis anos, publicou sua primeira poesia substancial sob o pseudônimo Bhanushingho(“Sun Lion”)[9][10] e escreveu seus primeiros contos e dramas em 1877. Tagore condenava a Índia britânica e apoiou sua independência. Seus esforços resistiram em seu vasto conjunto de regras e na instituição que ele fundou, Universidade Visva-Bharati.

Tagore modernizou a arte bengali desprezando as rígidas formas clássicas. Seus romances, histórias, canções, danças dramáticas e ensaios falavam sobre temas políticos e pessoais. Gitanjali (Ofertas de Música), Gora (Enfrentamento Justo) e Ghare-Baire (A Casa e o Mundo) são suas mais conhecidas obras. Seus versos, contos e romances foram aclamados por seu lirismo, coloquialismo, naturalismo e contemplação. Tagore era talvez o único literato que escreveu hinos dos dois países: Bangladesh e Índia: Hino nacional de Bangladesh e Jana Gana Mana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Na Inglaterra, em 1879.

Tagore e Mrinalini Devi, 1883.

O mais novo de treze filhos sobreviventes, Tagore nasceu na mansão Jorasanko em Calcutá, filho de pais Tagore Debendranath (1817-1905) e Sarada Devi (1830-1875).[11] Os patriarcas da família Tagore eram os bramosfundadores da fé Adi Darma. Ele foi educado na maior parte do tempo por criados, uma vez que sua mãe morreu quando ele tinha poucos anos de vida e seu pai viajava muito.[12] Tagore frequentou pouco o ensino regular, preferindo perambular pela mansão ou por devaneios próximos: BolpurPanihati e outros.[13][14] Após sua iniciação upanaiana aos onze anos, Tagore deixou Calcutá em 14 de fevereiro de 1873 para uma viagem pela Índia com seu pai por vários meses. Eles visitaram o estado de seu pai, e pararam em Amritsarantes de chegar à estação do monte Himalaia de Dalhousie. Lá, o jovem “Rabi” leu biografias e foi educado em casa em história, astronomia, ciência moderna e sânscrito e analisou a poesia de Kālidāsa.[15][16] Finalizou grandes obras em 1877, inclusive uma série de dez canções (publicadas pela Visva Bharati University no vol. 21 de sua obra musical completa), cujos textos foram escritos no estilo maithili iniciado séculos antes por Vidyapati. Publicado sob pseudônimo, os estudiosos aceitaram-nas como as obras perdidas de Bhānusiṃha, um poeta Vaiṣṇava do século XVII recém-descoberto.[17] Escreveu “Bhikharini” (1877), “A Mulher Pedinte”, o primeiro conto em língua bengali[18][19] e Sandhya Sangit (1882) – incluindo o famoso poema “Nirjharer Swapnabhanga” ( “O Vigor da Cachoeira”).

Estudou Direito na Inglaterra de 1878 a 1880. Retornando ao país em 1890 para administrar propriedades agrícolas da família, dedica-se ao desenvolvimento da agricultura e a projetos de saúde e educacionais. Com formação filosófica, chega a criar uma escola em 1901, dedicada ao ensino das culturas e filosofias ocidentais e orientais. Sua obra poética compreende uma coleção de três mil poemas em língua bengali sobre temas religiosos, políticos e sociais.

A obra em prosa, orientada por preocupações humanistas, é extensa. Inclui oito novelas, 50 ensaios e contos.

Como músico, compôs cerca de duas mil canções num estilo próprio conhecido como “rabindra-sangita”, no qual fundiu a música clássica indiana (sobretudo a hindustani) com as tradições folclóricas de diferentes partes da Índia, mas sobretudo de sua terra natal, Bengala. No campo da música pode-se afirmar que foi um inovador, já que procurou expressar musicalmente as cores e sutilezas de seus versos inspirados. Segundo Arnold Bake “em suas composições, Tagore trouxe de volta o sentido do significado e da importância das palavras, afastando-a dos floreios e ornamentos para o seu próprio bem”.[20] Assim, enquanto na música clássica hindustani as palavras possuem um papel subsidiário e o raga se desenvolve através de improvisações que por vezes tornam o texto incompreensível, no estilo de Tagore as regras de prosódia são sempre seguidas e os ornamentos vocais são discretos, para que o sentido do texto não deixe de ser compreendido. Essa foi aliás uma das preocupações do jovem Rabindranath que já em 1881, recém-chegado da Inglaterra, ansiava por um maior entrelaçamento entre poesia e música, tal como demonstrou em sua palestra “Songit o Bhab” (Música e Emoção), publicada posteriormente numa coletânea de artigos sobre música intitulada “Pensamento Musical”(Songit Cinta).

No campo de sua produção literária, o volume de poesias mais conhecido é Oferenda Poética (19131915). Seus últimos trabalhos, entre eles Cantos Musicais (1910), são classificados dentro do Simbolismo.

Tagore participou do movimento nacionalista indiano e era amigo pessoal de Mahatma Gandhi que o chamou de Sentinela da Índia. Como escritor, tornou-se famoso na Índia já nos primeiros anos de carreira, alcançando notoriedade no Ocidente quando da publicação de seus textos traduzidos para o inglês, muitos deles pelo próprio autor. Tagore ganhou a admiração de escritores como William Butler Yeats, que assinou a apresentação de seu livro Gitangali em sua edição britânica.

Em 1913, torna-se o primeiro escritor asiático a ser agraciado com o Nobel de Literatura. Renuncia, em 1919, como forma de protesto contra a política britânica em relação ao Punjab, ao título de Sir concedido a ele pela Coroa Britânica em 1915.

Principais obras[editar | editar código-fonte]

Rabindranath Tagore e o Mahatma Gandhi.

Contos e romances
  • Gora (1910)
  • Ghare-Baire (1916) [A Casa e o Mundo]
  • Yogayog (1929) [Crosscurrents]
Poesia
  • Manasi (1890) [The Ideal One]
  • Sonar Tari (1894) [The Golden Boat]
  • Gitanjali (1910) [Song Offerings]
  • Raja (1910) [The King of the Dark Chamber]
  • Dakghar (1912) [The Post Office]
  • Gitimalya (1914) [Wreath of Songs]
  • Achalayatan (1912) [The Immovable]
  • Gardener (1913)
  • Balaka (1916) [The Flight of Cranes]
  • Fruit-Gathering (1916)
  • The Fugitive (1921)
  • Muktadhara (1922) [The Waterfall]
  • Raktakaravi (1926) [Red Oleanders]

Referências

  1. Ir para cima Conforme tradução de Bráulio Prego, quem primeiro traduziu Tagore para o vernáculo, em 1914.
  2. Ir para cima The Nobel Prize in Literature 1913, The Nobel Foundation, consultado em 14 de agosto de 2009
  3. Ir para cima O’Connell, K. M. (2008), Red Oleanders (Raktakarabi) por Rabindranath Tagore—A New Translation and Adaptation: Two Reviews”Parabaas, acessado em 29-11-2009
  4. Ir para cima Datta, P. K. (2003), “Introduction”, Rabindranath Tagore’s The Home and the World: A Critical Companion, Orient Longman, p. 2, ISBN 81-7824-046-7
  5. Ir para cima Kripalani, Krishna (1971), «Ancestry», Tagore: A LifeISBN 8-1237-1959-0, Orient Longman, pp. 2–3
  6. Ir para cima Kripalani, Krishna (1980), Dwarkanath Tagore 1st ed. , pp. 6, 8 Parâmetro desconhecido |reprint= ignorado (ajuda)
  7. Ir para cima Thompson 1926, p. 12
  8. Ir para cima Some Songs and Poems from Rabindranath TagoreISBN 0-8569-2055-X, East-West Publications, 1984, p. xii
  9. Ir para cima Thompson 1926, pp. 27–28
  10. Ir para cima Dasgupta, T. (1993), Social Thought of Rabindranath Tagore: A Historical Analysis, Abhinav Publications, p. 20, ISBN 81-7017-302-7
  11. Ir para cima Dutta & Robinson 1995, p. 37
  12. Ir para cima Thompson 1926, p. 20
  13. Ir para cima Thompson 1926, pp. 21–24
  14. Ir para cima Das, S (2 de agosto de 2009), Tagore’s Garden of Eden, consultado em 14 de agosto de 2009[…] o jardim em Panihati onde o menino Rabindranath junto com sua família se refugiou durante algum tempo durante uma epidemia de dengue. Essa foi a primeira vez que o poeta de 12 anos deixou sua casa em Chitpur para ficar cara-a-face com a natureza e a vegetação em uma aldeia de Bengala.
  15. Ir para cima Dutta & Robinson 1995, pp. 55–56
  16. Ir para cima Stewart & Twichell 2003, p. 91
  17. Ir para cima Stewart & Twichell 2003, p. 3
  18. Ir para cima Chakravarty 1961, p. 45
  19. Ir para cima Dutta & Robinson 1997, p. 265
  20. Ir para cima Bake 1961, p. 88

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • Chakravarty, A. (editor) (1961), A Tagore ReaderISBN 978-0807059715, Beacon Press
  • Dutta, K.; Robinson, A. (1995), Rabindranath Tagore: The Myriad-Minded ManISBN 0-312-14030-4, Saint Martin’s Press
  • Dutta, K. (editor); Robinson, A. (editor) (1997), Rabindranath Tagore: An AnthologyISBN 0-312-16973-6, Saint Martin’s Press
  • Stewart, T. (editor, translator); Twichell, C. (editor, translator) (2003), Rabindranath Tagore: Lover of GodISBN 1-55659-196-9, Copper Canyon Press
  • Thompson, E. (1926), Rabindranath Tagore: Poet and DramatistISBN 1-4067-8927-5, Read
  • Bake, A.; Chatterjee, R. (editor) (1990), Rabindranath Tagore’s Music, Calcutta: Ram Mohun Library

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Livro revela a ESCANDALOSA VIDA SEXUAL de Gandhi: Gandhi: Naked Ambition (Gandhi: a ambição nua)


Written By Beraká – o blog da família on domingo, 10 de julho de 2016 | 10:57

O livro escrito pelo historiador britânico Jad Adams, conta sobre a vida de Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido como Mahatma, a grande alma. Apesar do voto de castidade, heroi da independência da Índia dormia com jovens nuas.O novo livro deve causar polêmica na Índia; historiador conta que Gandhi tinha o costume de reter o esperma, que considerava fonte da energia espiritual

No mais novo livro sobre Mahatma Gandhi, herói da independência da Índia, revela que o famoso voto de abstinência sexual não impedia que ele dormisse com jovens nuas, ao lado das quais testava sua integridade na renúncia ao prazer.O livro acaba de ser publicado no Reino Unido e chegará em breve às livrarias da Índia.O perfil da intimidade de Gandhi foi elaborado a partir de seus escritos e dos depoimentos de pessoas próximas. O livro pode causar polêmica na Índia onde ele é praticamente considerado um santo, 60 anos após sua morte. Jad Adam disse que uma das coisas surpreendentes que descobriu sobre Gandhi é a quantidade de vezes ele que escreveu sobre sexo.



Vemos que havia uma sexualidade perfeitamente normal na primeira parte de sua vida. Mas o que me interessou é que a partir de um momento, ele decide que é uma boa ideia ser casto. Seis anos mais tarde Gandhi faz votos [de abstinência] e os coloca em prática, porém é a partir dai que o seu relacionamento com o sexo se torna estranho.

De acordo com o livro, Gandhi se banhava às vezes com adolescentes, era massageado nu e dividia a cama com uma ou várias seguidoras. O historiador disse que não há provas de que ele tenha quebrado os votos de abstinência, apesar desta definição de Gandhi ser bastante restrita e confusa.

Ele se refere à penetração, mas define o sexo de uma maneira tão restrita que deixa de lado atividades muito sensuais que muitas pessoas qualificariam de sexuais.Jad Adams acredita que Gandhi esperava que as mulheres o estimulassem sexualmente para poder demonstrar sua resistência.

Manu Nayar, irmã de Sushila, secretária particular do pai da nação indiana, foi uma das mulheres. As mulheres dos homens que frequentavam seu ashram eram chamadas às vezes para dividir as noites, apesar de não terem o direito de dormir com os maridos.Para o autor do livro, estas práticas eram uma forma de strip-tease, nas quais se podia ver e brincar, mas não tocar.O livro também conta que Gandhi  tinha o costume de reter o esperma, que considerava fonte da energia espiritual.

O costume não foi seguido por seus simpatizantes políticos. O primeiro-ministro Jawaharlal Nehru os considerava anormais.A mulher de Gandhi, com quem se casou quando tinha 13 anos, teria aceitado, de boa ou má vontade, a abstinência de Mahatma, assim como os experimentos sexuais.

Gandhi com as suas sobrinhas com quem alegadamente dormia por vezes nu

GANDHI E AS CRIANÇAS

Este guru da atualidade dos progressistas, realmente tinha práticas um pouco estranhas. Entre alguns votos que decidiu fazer estava o de castidade, e pouco a pouco o sexo transformou-se num dos temas principais dos seus discursos, demonstrando uma certa obsessão por ele. Uma obsessão que alcança um nível doentio quando descobres que para aprender a controlar o seu celibato dormia nu com meninas – eventualmente, as suas sobrinhas – para ver se podia aguentar-se. Sempre assegurou que não houve penetração – claro, o que é que ia dizer? – mas não nos enganemos, todos sabemos perfeitamente que o sexo não é só penetração – ele próprio dizia que a prova consistia em sentir e ver o corpo nu, e ainda assim evitar cair em tentação – , e que coisas como o auto-controle não se alcançam do dia para a noite, o que nos faz pensar que talvez tenha havido um período de “tentativa e erro” – em que o erro é ter relações sexuais com crianças – antes de alcançar esse suposto controle. Igualmente, mesmo que não tivessem relações nem se tocassem, não deixa de ser repugnante que dormisse com adolescentes menores de idade.Para isto se utilizava de mulheres jovens virgens ou recém-casadas tomadas de cobaias, todas elas do seu círculo íntimo de discípulos , o que faz lembrar as práticas sexuais dos líderes de algumas seitas.

GANDHI SIMPATIZANTE DO NAZISMO

Para além das miúdas, o Gandhi também gostava de outras coisas, como de braços em riste e da superioridade racial ária. Sempre se justificou o apoio de Gandhi a Hitler e Mussolini porque este os considerava inimigos do imperialismo. Tanto a sua visita a Mussolini em Roma – onde expressou a sua admiração pelo ditador italiano e foi convidado de honra no desfile das Juventudes Fascistas –, como aquilo da carta que escreveu ao Hitler, (do qual se despede como ” Seu sincero amigo”), ou quando o aclamava, e rejeitava tanto o imperialismo britânico como o sionismo, demonstraram que era uma pessoa que tinha muito interiorizados os pilares do nazismo e do fascismo.

Gandhi abraça uns balillas, a secção infantil e juvenil do Partido Nacional Fascista italiano

Mas acima de tudo, tinha resquícios racista até justificáveis pelo hindusimo: considerava que os africanos eram povos inferiores, e na verdade, essa foi a razão pela qual iniciou a sua luta para acabar com a discriminação dos indianos na África do Sul, durante a primeira década do século XX, para que não fossem equiparados a uma raça que ele considerava inferior. Acreditava que os indianos estavam ao mesmo nível das raças dos brancos, por descender da mesma raça ária, e portanto faziam parte da mesma irmandade racial.

Nos seus apontamentos fala de sobre como acreditava na raça da mesma maneira que os sul africanos, e que por isso deviam ser os brancos a governar o país, e que deixar entrar crianças negras nas escolas para crianças indianas era injusto para as segundas, porque os negros estavam apenas um grau acima dos animais, etc. Uma imagem muito diferente daquela que nos entra pelos olhos todos os dias pela propaganda progressista.

GANDHI O VIOLENTO ?

Se há um aspecto que define Gandhi é o seu pacifismo e a sua luta contra a violência. O mito que se criou à sua volta – mesmo antes da sua morte – considerava que o que engrandeceu a sua luta foi que evitou o confronto brutal com os britânicos – embora haja quem acredite que mitificá-lo tenha sido uma estratégia dos impérios para que as colónias iniciassem esse tipo de resistência, e não se lançassem às armas. Mas se aprofundar o estudo de sua vida, se constata que ele não foi assim tão pacifista, pelo menos no que diz respeito aos paquistaneses e às mulheres.Durante a guerra entre o Paquistão e a Índia, que aconteceu depois da independência, Gandhi pôs de lado a não-violência e o pacifismo para apoiar a Índia numa guerra que nalguns lugares foi uma autêntica limpeza étnica, e tudo por causa de uma bandeira.

No que diz respeito às mulheres, além de usa-las como cobaias de suas experiências sexuais, Gandhi maltratava fisicamente a sua mulher – e também os seus filhos. Deixou-a morrer de pneumonia porque a proibiu de usar penicilina (visto que a considerava indigna), pois ele era apologista de que a medicina tradicional indiana era superior à ocidental.

11 Controvérsias Sobre Mahatma Ghandi

Mohandas Karamchand Gandhi, herói da independência da Índia, através do seu movimento pacifista, é uma das figuras mais reverenciadas pela história, principalmente pelos progressistas de plantão, ávidos por novidades, de uma vida gloriosa da nação, aquele em que procuram a paz e sabedoria há décadas. Ele é conhecido como “Mahatma”, ou “grande alma”, um título reservado apenas para os mais justos e mais venerados dos homens.

Então, novamente, é importante notar também que ele era apenas um ser  humano e que todo ser humano erra. Ao longo dos anos, os historiadores e críticos têm encontrado certas peculiaridades controversas da vida deste homem. O que se estranha da parte dos progressistas, é querem divinizar demais Gandhi, escondendo suas falhas e humanizar demais a Cristo, colocando-o quase no mesmo nível de Gandhi.

1)- A Sua Vida Sexual

“Gandhi foi gay?”, questionaram vários jornais em todo o mundo, quando a correspondência privada entre ele e um ex-associado, Hermann Kallenbach, veio à tona em 2013. Gandhi e Kallenbach viveram juntos entre 1907-1909 na África do Sul. As cartas de Gandhi para Kallenbach continham afirmações como “Meu querido”, para Kallenbach e eram assinadas “O seu superior da casa.”Os críticos, é claro, observaram que as histórias anteriores sobre travessuras sexuais de Gandhi figuravam quase escandalosamente em círculos históricos e políticos. O homem era famoso por dormir com outras mulheres. Em muitos casos, estas mulheres eram casadas, extremamente novas, ou com ambas. Como a sua sobrinha-neta, de 18 anos, e Abha, a mulher de seu sobrinho-neto, de 16 anos, dormia nua ao lado dele. Em algumas noites, ele teria ambos totalmente nus na sua cama. De certa forma, essa prática deixou o Gandhi fora de auto-controle. As opiniões variam quanto à forma de ver esses atos. Eles eram aceitáveis, ou eram simplesmente perversões de um velho sujo? Será que Gandhi usava a sua posição para explorar sexualmente mulheres jovens?

2)- Um Marido Muito Estranho

Como mencionado, as perversões sexuais de Gandhi eram, segundo ele, um meio de resistir à tentação carnal. No entanto, também praticava o celibato no seu casamento (Prática não Cristã para os casados). A Kasturba, a sua esposa de mais de duas décadas, foi-lhe negado sexo por anos, depois de ter os seus filhos. Os críticos também apontaram como Gandhi havia maltratado a sua esposa. Em alguns casos, tinha proibido Kasturba de manter presentes que foram feitos por ela. No início da sua vida de casados, Gandhi teria comparado a sua esposa a uma vaca. Gandhi disse que não suportava olhar para o rosto de Kasturba, porque dava a impressão de uma “vaca mansa” que tentava dizer alguma coisa.Em 1943, quando Kasturba contraíu uma doença e teve uma hemorragia, Gandhi supostamente escreveu-lhe: “A minha luta não é meramente política. É religiosa e, portanto, muito pura. Não importa muito se a pessoa morre ou vive. Espero e esperamos que você também vá pensar da mesma forma e não será infeliz.” Gandhi também proibiu os médicos de darem penicilina à sua esposa, argumentando que era um medicamento estrangeiro e afirmando que: “Se Deus quiser, ele vai mantê-la cá”. A sua esposa teria morrido a 22 de Fevereiro de 1944, depois de meses de sofrimento.

No entanto, quando Gandhi contraiu malária, resistiu a princípio à ideia de tomar quinino para o seu tratamento. No entanto, posteriormente com o agravamento da enfermidade,permitiu que os médicos administrassem medicamentos químicos da medicina tradicional para sua cura e o mesmo vir de fato a sobreviver, o que se certa forma, mostra uma incoerência no tratamento dele dado a sua esposa.

3)- A sua relação conturbada de pai com seu filho Harilal

Gandhi teve uma amarga discussão com o seu filho mais velho, Harilal.O jovem desejou ter uma vida própria, que o grande Mahatma não compreendia. Ele queria que os seus filhos seguissem os seus passos, contra os seus próprios desejos. Para Gandhi, o seu filho mais velho refletiu a sua falta de disciplina e sentido na vida quando tinha sido mais jovem. Para Harilal, a ideologia do seu pai era uma “ilusão”, uma “iluminação chamada erroneamente.” Harilal tinha escrito para o já mencionado Hermann Kallenbach, dizendo-lhe como o seu pai se tinha simplesmente esquecido que tinha uma família.

Harilal viria a converter-se ao islamismo e a denunciar o seu pai em público; Enquanto isso, Gandhi achou por bem negar Harilal, até mesmo instruindo outros membros da família a não compartilhar nada com seu filho. Quando um filho mais novo deu ao seu irmão mais velho, um pouco de dinheiro, Gandhi praticamente o baniu. Apesar dos apelos de membros da família para os dois consertarem o seu relacionamento, não era para ser.

Após o assassinato do seu pai, um Harilal despenteado juntou-se ao cortejo fúnebre. Dizia-se que ele estava num estado tão mau que, a princípio, a sua família não o reconheceu. Harilal morreu apenas alguns meses após o seu pai.Mais histórias da relação tensa entre pai e filho têm persistido. Uma dessas histórias envolve Gandhi a acusar Harilal de violar a própria filha em 1935 e, posteriormente, dizer que preferia ver o filho morrer do que beber álcool. Claro, isso aconteceu décadas depois de Harilal ter cortado os seus laços com a sua família e o relacionamento tinha chegado a um ponto de ebulição. E na realidade Harilal não violou a sua filha, mas sim a sua irmã-de-lei, o que também são se justifica.

4)- Visualizações Sobre a Educação e o Progresso

O desacordo grave que Gandhi teve com o seu filho Harilal foi sobre o tema da educação. Harilal queria ser advogado, assim como o seu pai. O conceito de “seguir os seus passos” de Gandhi era menos sobre a sua antiga profissão e mais sobre a sua visão do futuro. Na verdade, Gandhi tinha negado a educação aos seus filhos por causa das suas opiniões políticas.Gandhi poderia ter enviado os seus filhos para escolas exclusivas que teriam prontamente aceite, devido à posição social de Gandhi. Ele também poderia tê-los matriculado em escolas dirigidas por missionários cristãos. Em vez disso, ele simplesmente rejeitou essas ideias, porque acreditava que “as crianças não devem ser separadas dos seus pais.” Ele também não queria os seus filhos internados em escolas que haviam rejeitado anteriormente outras crianças indianas. Da mesma forma, viu essas instituições de ensino como sendo inclinadas para o Ocidente e, portanto, prejudiciais à sua postura de pró-independência nacionalista.

Gandhi também defendia o conceito de “desaprender”, afirmando em 1909 que” a salvação da Índia consiste em desaprender o que aprendeu durante os últimos 50 anos. O ferrovias, telégrafos, hospitais, advogados, médicos, todos.” Jawaharlal Nehru, que se tornou o primeiro primeiro-ministro da Índia, em 1947, discordou veementemente. As inclinações socialistas de Gandhi eram, em certo sentido, enraizadas na herança da cultura e da tradição, mas isso também pode ter sido um extremo.

5)- Tem Culpa na Divisão da Índia e do Paquistão?

Vários críticos e historiadores acreditam que as desgraças que a Índia, Paquistão e Bangladesh sofreram nas últimas décadas podem ser responsabilizadas exclusivamente sobre Mahatma Gandhi. Devido à sua atitude de apaziguamento e crenças de que os hindus e os muçulmanos poderiam encontrar um terreno comum e reconciliar-se. Foi um esforço louvável, mas alguns críticos acreditam que tais ações deixaram os muçulmanos chegar ao poder e permitiram que Muhammad Ali Jinnah reivindicasse o Paquistão em 1947. Finalmente, uma visão bastante rebuscada detida por teorias da conspiração, é que Mahatma Gandhi era um peão Illuminati. De acordo com este conto entrelaçado, Gandhi era um maçom empregado por MI6 e o seu papel principal era montar a partição da Índia. Este evento deveria culminar numa série de conflitos através dos quais a “Nova Ordem Mundial” iria criar o “Governo Mundial” para restaurar a paz. Soa familiar?

6)- Discriminação Racial

Uma estátua para homenagear as contribuições de Mahatma Gandhi para a sociedade Sul-Africano, revelou-se, em Joanesburgo, em 2003, e desencadeou uma onda de controvérsia. Era suposto ter representado a oposição de Gandhi ao racismo e ao preconceito no país durante a sua estadia lá a partir do final de 1800 até ao início de 1900. Em vez disso, os críticos foram lembrados das muitas vezes em que Gandhi tinha realmente feito comentários racistas em público.Gandhi dirigiu uma reunião pública em 1896, dizendo que:

“Os europeus procuravam degradar índios para o nível de “kaffir cru”, natives da África. “Kaffir” também é um termo depreciativo. Para Gandhi, a única ocupação que os africanos nativos conheciam era caçar, a sua única ambição era a de recolher o gado para comprar uma esposa e a sua única alegria na vida era passá-la em “indolência e nudez.”

Gandhi também considerou os nativos incrivelmente preguiçosos, pensando que eles não eram tão trabalhadores como os indianos e que praticamente evitavam o trabalho por completo. Gandhi lutou por um registo prejudicial dos trabalhadores indianos, embora aceitasse que o mesmo acontecia com as pessoas negras. Gandhi, em muitas publicações, exaltou as virtudes dos seus colegas indianos e humilhantemente ridicularizou pessoas negras. Gandhi afirmou que os nativos deram pouco benefício ao país, devido a sua prosperidade em relação aos índianos. Da mesma forma, ele acreditava que os negros não eram bons cidadãos, ao passo que a “classe dos menores indianos” era muito mais respeitável.

7)- A Rebelião Bambatha

Um evento adicional fornece-nos um vislumbre do passado: A Rebelião Bambatha de 1906. Zulus protestaram contra as taxas impostas pelos britânicos após o fim da Guerra Boer. Os britânicos responderam com um massacre de milhares de Zulus. Entre 3000-4000 Zulus foram mortos, 7.000 foram presos e 4.000 foram violentamente açoitados. As perdas britânicas totalizaram apenas 25 homens.

O papel de Gandhi durante o conflito foi altamente controverso. Antes de recrutar voluntários para lutar na “terra de ninguém” durante a Primeira Guerra Mundial, tinha realmente incomodado os britânicos para recrutar índios como parte do exército contra os Zulus. Isto foi em parte devido ao seu objetivo de ganhar o favor dos senhores britânicos e, de fato, ajudar a legitimar a cidadania dos índios. Os críticos também insistiram que isso foi motivado pelo racismo. Gandhi comandou um destacamento de voluntários que levavam os feridos em macas, embora sentisse que essa atividade era um desperdício de homens. Gandhi queria que os índios tivessem a “oportunidade de uma formação completa para a guerra real”.

8)- A Morte de William Francis Doherty

Um outro livro intitulado : Gandhi – Behind the Mask of Divinity, descreve um certo incidente que envolve Gandhi e uma viúva americana, Annette Doherty, esposa do engenheiro William Francis Doherty. Ela foi reclamar o corpo do seu marido, morto durante um motim de apoiantes de Gandhi a 19 de Novembro de 1921 e, posteriormente, reuniu-se com o líder político famoso. Durante aquele dia fatídico, o Sr. Doherty estava no seu caminho para o trabalho quando os manifestantes de repente se lançaram sobre ele, arrancando-lhe os olhos e deixando-o quase morto. Por mais de uma hora e meia, Doherty esteve na rua sob o sol escaldante, cego e a morrer, antes de ser levado a um hospital, onde morreu em poucos minutos.

Mais tarde, na reunião da Sra Doherty com Gandhi evidenciou uma reviravolta ainda altamente disputada no escandaloso evento.De acordo com o seu depoimento, ela inicialmente reuniu-se com um dos representantes de Gandhi, que estava preocupado com a constatação pública americana sobre um assassinato. O emissário teria pedido para ela dizer um preço para se manter o silêncio sobre o assunto. Mais tarde, quando a viúva se encontrou com o próprio Gandhi, ela disse-lhe que ele e o seu movimento tiveram a simpatia do público norte-americano e que não queria mais detalhes a emergir que pudessem levar a um tratamento prejudicial.

9)- Sua política de NÃO VIOLÊNCIA sugeriu a rendição aos Invasores (Japão e Inglaterra), e deixar a Índia entregue a Anarquia

As batalhas esquecidas de Imphal e Kohima eram em grande parte não celebradas na Índia, apesar da bravura dos índios na defesa da sua terra natal contra o ataque japonês. Isso ocorreu devido a II Guerra Mundial impulsionar a Índia a lutar por uma potência europeia e não pela sua própria sobrevivência. Gandhi fez a sua parte na solidificação desta opinião durante as décadas seguintes. A sua jogada ousada durante os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial era lançar uma campanha massiva de desobediência civil para com os Ingleses: “Fique quieta Índia. Não importa que os japoneses já estejam na sua porta…”

Gandhi, assim como tinha feito durante a agonia da sua esposa, preferia que o destino da Índia fosse deixado para Deus. Se não pudesse ser deixado para um poder divino, então Gandhi preferia que fosse deixado à anarquia mesmo. Gandhi sentiu que a Índia poderia, eventualmente, resolver os seus próprios problemas. Os críticos ao longo dos anos tornaram-se horrorizados com este ponto de vista, porque Gandhi, talvez estivesse fora do contato com a realidade, sem conseguir ver quanta morte e destruição a anarquia traria ao país.

Gandhi sentia que os japoneses deviam ocupar a Índia como quisessem. Ele também queria que os colegas indianos vissem na não-violência  e na  não-cooperação um modo de tornar os invasores também,  indesejados. Render-se em face do inimigo não se limitou aos japoneses; Gandhi também disse que a Grã-Bretanha deveria render-se aos nazistas. Ele alegou que a não-violência deveria ser estendida ao ponto de convidar “Herr Hitler e Mussolini” para tomar posse da “bela ilha, com os seus muitos prédios bonitos.”

10)- Favorável ao suicídio de Judeus em Massa

Como é que vamos traçar a linha entre o movimento da não-violência honrosa e da morte intencional e sem sentido?.

Nas suas cartas a Adolf Hitler, Gandhi suplicou-lhe para evitar ir para a guerra. Gandhi abordou o Fuhrer como “Caro amigo,” usando bondade e compaixão para deixar Hitler saber o erro dos seus caminhos. Ele estava otimista, mas como alguns críticos têm apontado, isso beirava a loucura total. A forma mais extrema de não-violência que Gandhi tinha, era querer que os judeus da Europa fossem para a prática. Ele acreditava que a desobediência civil contra Hitler teria reforçado a sua causa; ele teria que “despertar o mundo.”

Um biógrafo perguntou a Gandhi se os judeus deveriam ter cometido suicídio em massa. Gandhi disse: “Sim, isso teria sido heróico”. Apesar do conhecimento das atrocidades cometidas durante o Holocausto, Gandhi respondeu dizendo que “os judeus deveriam ter-se oferecido voluntariamente para a faca do açougueiro; deveriam ter-se atirado ao mar a partir de penhascos.” Quanto ao porquê de um ato tão horrível ser necessário, Gandhi respondeu que, “se os judeus tivessem seguido os seus conselhos, as suas mortes teriam sido mais significativas…”

11)- Desprezado Pelo Prémio Nobel da Paz

Mahatma Gandhi foi indicado cinco vezes para o Prémio Nobel da Paz em 1937, 1938, 1939, 1947 e 1948. Não lhe foi concedido nessas cinco ocasiões. Razões não faltam a respeito do porque o prémio lhe fora devidamente negado:

a)- O comité disse ter concluído que “ele era um nacionalista indiano”,ou seja,  “que era um líder e político comum, a defender tão somente os interesses de sua nação e de sua ideologia pessoal.”

b)- A avaliação mais detalhada afirmou que Gandhi não era “nenhum político real ou defensor do direito internacional, não era portanto primariamente um trabalhador humanitário universalista e não era um organizador do Congresso Internacional da Paz.”

CONCLUSÃO:

Como a maioria dos ídolos e personagens trabalhadas de forma mítica,Gandhi não era mais que uma farsa que se transformou num mito por morrer antes do tempo assassinado, o que favoreceu ainda mais o mito, e por cair nas graças das pessoas certas, que se ocuparam de vendê-lo como um produto muito bem remodelado .Por isso, por favor, deixem de partilhar a sua cara, a suas frases, e de reivindicar as suas ideias como as de um ser perfeito, a humanidade e a verdade que permanece e liberta agradecem.

O Karma, O Pecado Não Existe


Karma ou Carma é o termo do sânscrito, que aplica que a cada ação envolve uma reação − a lei da causa e efeito. Assim, nossas ações têm consequências, podendo ser positivas, benéficas, como negativas ou maléficas − tudo depende da energia que envolveu essas mesmas ações.

Com o passar dos anos, percebemos que as pessoas recebem, de fato, o mal que fizeram antes a outras pessoas. Foi natural observar em milênios passados que existia um retorno dos atos. E como o homem lança sobre Deus tudo o que não compreende, natural até imaginá-Lo como um implacável juiz dos exércitos. Alguém que vigia todos os nossos atos, imputando separadamente a cada um de seus filhos a devolução dos seus delitos, no sentido de corrigir suas criações ignorantes, onde deveriam aprender pelo amor ou pela dor.
Os representantes religiosos apregoam a nossa imperfeição, que somente Deus é Perfeito. Porém, se somos imperfeitos, como podemos entender, falar, sobre e em nome da Perfeição? Poderia a imperfeição compreender a Perfeição?

Nas pregações, são repassadas mensagens canalizadas, ou mediúnicas… etc. por vezes do próprio Deus, ou de seus mensageiros celestes. Essas afirmam que Deus é Perfeito, que ama incondicionalmente a sua criação, que não tem por que perdoar a alguém pelo fato de também não julgar a ninguém. Sendo assim, como pode existir o karma e o pecado? Alguém concebe a Perfeição, o amor universal castigando sua criação, sabendo de antemão que ela é imperfeita?

O mais contraditório é crer no AMOR PERFEITO, ou seja, DEUS permitir suas criações queimarem num fogo eterno, e criar seres voltados unicamente para o mal, no intuito de punir, testar, tentar suas criações ainda imperfeitas, etc. Há lógica em que erros sejam consertados com erros parecidos?
Na atualidade, bilhões de pessoas seguem esse Deus vingativo, julgando serem os escolhidos, aqueles que serão salvos. Estarão esses em sã consciência seguindo a verdade Real?

A série “A Harpa Sagrada” recorre ao bom senso das criaturas, ao esclarecer que o saber primitivo a respeito do Carma, do pecado, apregoado durante milênios sobre a face da Terra, é equivocado. Devido a isso, a maioria dos seres humanos não alcança suas iluminações e o mundo se encontra nessa atual conjuntura.

Se desde a mais tenra infância nossas mentes fossem voltadas para um Deus de Amor Universal, ao invés de um, punitivo, a realidade, com certeza, seria outra. Estaríamos voltados para um Deus perfeito, e nossas ações seguiriam pelo mesmo caminho. Não está escrito que tudo se encontra na mente do homem?
Custamos a aceitar a não existência cármica ou do pecado como castigo de Deus, quando em 1992 ascendeu em nossa mente, porque a lei de causa e efeito estava muito bem esquematizada em nosso entendimento. É fácil aceitar: “Fez, tem de pagar”, por sermos imperfeitos, e estarmos num mundo de sentidos mais físicos e longe do alcance da percepção do conhecimento real. Quem segue a crença de um Deus punitivo possui tendências psicológicas direcionadas no castigo, no mal, na imperfeição. Com certeza, em seu íntimo se compraz ao verificar alguém pagando por seus erros, porque esse é o cumprimento da lei do Deus que seguem.

Na série ”A Harpa Sagrada” indicamos a todos o que seja a verdadeira libertação da humanidade. As nossas explicações sobre a perfeição possuem maior lógica e sensatez do que as explicações existentes. Isso acontece porque experienciamos o AMOR UNIVERSAL “ALGUMAS VEZES”, E POR ALGUNS INSTANTES, e sabemos que nesse encontram-se reunidos TODOS os bons sentimentos do mundo. Ele é o bem supremo, qualquer falha no amor incondicional – com a criação de leis punitivas, castigos − macularia sua Perfeição. A essência do seu amor encontra-se além do êxtase, ou da alegria extremada que, por vezes, sentimos.

Muitos na Terra, que se julgam os escolhidos, afirmam não conseguirem ser felizes enquanto comungam junto à dor da humanidade. Foi nos transmitido que a dor, a pena, a comiseração, o sofrer junto à humanidade − como muitos pregam sentir − não pode elevar a humanidade, porque são forças análogas. No comungar do Amor Universal, alcançamos a frequência Deus. Somente estando nessa frequência podemos ajudar, porque essa se encontra acima da frequência, das imperfeições, humanas; apenas aquilo que se encontra acima, consegue elevar aquilo se encontra abaixo. Não é assim a evolução, galgar até a *perfeição? Abram suas mentes, e se nossas palavras estiverem desprovidas de uma razão perfeita, cósmica, nos rendemos. (*perfeição no nosso estagio, são graus cada vez mais elevados a serem conquistados)

No comungar do Amor Universal podemos tudo, mas esse tudo só nos leva a socorrer, a elevar a frequência daqueles que se encontram sucumbidos. Nesse sentir, só conseguimos desejar bem ao mundo inteiro, não pedimos nada para nós naquele momento, porque sentindo esse amor somos plenos, não nos falta nada. Por isso, já disseram: “Eu e o Pai, somos um.”

O Karma não existe como castigo de Deus. O fato é que SOMOS UM ACÚMULO SOBREPOSTO de forças eletromagnéticas naturais (…), e estamos ligados por uma força de coesão ascendente, imersos dentro de uma mesma força eletromagnética, embora bem maior: DEUS.
João Batista já disse: Tudo se encontra imerso em Deus: “NELE, somos, nos movemos e existimos…”

Hoje, as descobertas científicas com próteses, cirurgias ultra-uterinas, células-tronco etc. amenizam a dor humana; contudo, essas descobertas poderiam estar mais avançadas, não tivessem sido impedidas por tantos séculos. Muitos seres humanos poderiam estar livres de suas mazelas atuais − que muitos julgam castigos, por que o entendimento da humanidade também já poderia ser outro.

A ciência também já provou: TUDO E TODOS VIBRAMOS DENTRO DE GRAUS OU FREQUÊNCIAS ELETROMAGNÉTICAS. Muito em breve, será possível medir o grau de frequência eletromagnética de cada criatura. Na serie, ”A Harpa Sagrada”, isso é possível e muito mais.

Os cientistas da Nasa reconhecem que tudo o que existe é composto por forças eletromagnéticas em graus diferenciados. Nesse TUDO, nós estamos incluídos. Assim, dentro dessas frequências, atraímos situações ou pessoas semelhantes. Religiosos, bêbados, cientistas, jogadores, cantores, artistas, bem como acontecimentos de medo etc., tudo se encontra ligado dentro de semelhanças atrativas. O pensamento é vida, um grau eletromagnético de vibração aceita por cada um, que acaba criando situações presentes e futuras.

Acidentes fatais, ou não de carro, por exemplo, seriam resgates, e quantos estariam envolvidos nesses resgates? Se sim, quantos teriam culpa? Quem inventou o carro? Aquele que teve a ideia de seguir por tal caminho? Dos pais que colocaram no mundo os filhos imprudentes que provocaram o acontecido? De quem inventou o cinto de segurança, etc.? Ou se tudo oscila dentro de vibrações, as criaturas são levadas, atraídas, conduzidas a tais acontecimentos, segundo as vibrações internas que carregam, dessas ou de outras vivências.

Muitos dizem que tudo é pensamento, é lei de atração, mas podemos acrescentar, sem medo de errar, que tudo é vibração, seguindo uma frequência eletromagnética. O nosso pensamento funciona como um imã, e se perpetuarmos nosso entendimento na culpa, no fez tem de pagar ou expiação continuaremos indefinidamente aprisionados na imperfeição.
Quando tudo isso for compreendido, as existências serão plenas de descobertas cada vez maiores, porque cada um aprenderá, desde cedo, a ser mais consciente seguindo apenas os bons sentimentos. E cada um aprenderá de maneira irrefutável, ou seja, científica − do que é capaz, e que deve dar o máximo de si. Quanto mais se elevarem seguindo um Deus que é apenas Perfeição e Amor universal, abraçarão igualmente a perfeição e mais receberão, e recebendo mais, crescem de forma perfeita. A ideia de justiça kármica nada mais é do que uma vingança disfarçada. Aquele que segue esse Deus da desforra se não mudar, dificilmente alcançará a perfeição real.
Quando os homens deixarem de ser loucos, e enxergarem os pecados, o karma como algo que deva anulado, por que são nossa imperfeição ainda, e fixar na perfeição que almejam, exaltando as qualidades, as superações humanas, o mal vai desaparecer da face da Terra. Os homens devem conscientizar-se de que foram, são, e serão o que pensam, o que propagam. Deus deu ao homem a razão crescente, para que chegássemos a ELE. Essa simples pagina poderá mudar não apenas o nosso futuro, mas de toda a humanidade. As mudanças para as grandes questões da humanidade se encontram nas coisas mais simples, porque somente essas se encontram ao alcance de todos. O caminho para a Perfeição é o da simplicidade.
A série “A Harpa Sagrada” repassa, conceitos óbvios para os simples de coração, mas grandes nas pegadas rumo ao amor universal.

“O mistério em qualquer mundo será sempre buscado, porque é dele que renascem as novas engrenagens universais” (A Harpa Sagrada)

A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia. (ALBERT EINSTEIN)

AS SETE LEIS ESPIRITUAIS DO SUCESSO


INDICE
AGRADECIMENTOS
INTRODUÇÃO

  1. A LEI DA POTENCIALIDADE PURA
  2. A LEI DA DáDIVA
  3. A LEI DO DARMA OU DA CAUSA-EFEITO
  4. A LEI DO MENOR ESFORÇO
  5. A LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO
  6. A LEI DO DESPRENDIMENTO
  7. LEI DO *DARMA+ OU DA FINALIDADE DA VIDA

SUMARIO E CONCLUSÃO
ACERCA DO AUTOR

Introdução

Embora este livro se intitule As Sete Leis Espirituais do Sucesso, também se poderia
chamar As Sete Leis Espirituais da Vida, porque se trata aqui dos mesmos princípios
que a natureza aplica para criar tudo o que faz parte da existência material -tudo o que
podemos ver, ouvir, cheirar, saborear ou tocar.

No meu livro Como Alcançar Prosperidade: A Consciência da Riqueza no Campo de
Todas as Possibilidades, estabeleci os passos para alcançar a consciência da riqueza,
baseando-nos num verdadeiro conhecimento dos movimentos da natureza. As Sete Leis
Espirituais do Sucesso constituem a essência dessa a aprendizagem. Quando essa
sabedoria se incorpora na nossa consciência, dá-nos a capacidade de criar uma riqueza
ilimitada com um mínimo de esforço e permite-nos realizar com êxito todos os nossos
projetos.

O sucesso na vida poderia definir-se como a constante expansão da felicidade e a
progressiva realização de objetivos meritórios. O sucesso consiste na capacidade de
realizarmos os nossos desejos com um mínimo de esforço. E, no entanto, o sucesso,
incluindo a criação de riqueza, foi sempre considerado um processo que exige um
trabalho árduo e muitas vezes pensa-se que ele só se alcança à custa dos outros.
Necessitamos de uma abordagem mais espiritual do sucesso e da prosperidade, que
consiste no fluxo abundante de todas as coisas boas para nós. Com a sabedoria e a
prática da lei espiritual, colocamo-nos em harmonia com a natureza e somos capazes de
criar com despreocupação, alegria e amor.

Há muitos aspectos do sucesso; a riqueza material constitui apenas uma componente.
Para além disso, o sucesso consiste numa viagem, não constitui um destino. Acontece
que a abundância material, em todas as suas formas de expressão, constitui uma das
coisas que torna a viagem mais agradável. Mas o sucesso também requer uma boa
saúde, energia e entusiasmo pela vida, fazer amizades, liberdade criativa, estabilidade
emocional e psicológica, sensação de bem-estar e paz de espírito.

Mesmo possuindo a experiência de todas estas coisas, não nos sentiremos realizados,
se não acalentarmos dentro de nós as sementes da divindade. Na realidade, somos feitos de divindade, embora encoberta, e os deuses e deusas em embrião, que se encontram
dentro de nós, procuram materializar-se plenamente. O verdadeiro sucesso consiste,
portanto, na experiência do miraculoso. Consiste no desdobramento da divindade
dentro de nós. Constitui a percepção da divindade para onde quer que vamos, em tudo
aquilo que observamos -nos olhos de uma criança, na beleza de uma flor, no vôo de
uma ave. Quando começarmos a entender a nossa vida como a miraculosa expressão da
divindade -não ocasionalmente, mas sempre então compreenderemos o verdadeiro
significado do sucesso.

Antes de definirmos as sete leis espirituais, vamos começar por perceber o conceito
de lei. A lei consiste no processo pelo qual o não-manifesto se torna manifesto;
constitui o processo pelo qual o observador se torna no observado; constitui o processo
pelo qual aquele que vê se transforma naquilo que é visto; consiste no processo pelo
qual o sonhador manifesta o sonho.

Toda a criação, tudo o que existe no mundo físico, constitui o resultado do não-
manifesto transformando-se a si próprio em manifesto. Tudo aquilo que observamos
provém do desconhecido. O nosso corpo físico, o nosso universo físico -tudo e
qualquer coisa de que nos apercebamos através dos sentidos -consiste na transformação do não-manifesto, do desconhecido e do invisível em manifesto, conhecido e visível.

O universo físico não é mais do que o Eu voltando-se para Si Próprio para se realizar
a Si Próprio como alma, espírito e matéria física. A consciência em movimento
exprime-se sob a forma dos objeto do universo na eterna dança da vida.

A fonte de toda a criação é a divindade (ou a alma); o processo da criação consiste na divindade em movimento (ou o espírito); e o objeto da criação consiste no universo
físico (que inclui o corpo físico).

Estes três componentes da realidade – alma, espírito e corpo, ou observador, processo
de observação e observado -constituem essencialmente a mesma coisa. Todos provêm
do mesmo local: o campo da potencialidade pura, que pertence ao campo do não-
manifesto puro.

Na verdade, as leis físicas do universo constituem todo este processo da divindade
em movimento, ou da consciência em movimento. Quando compreendemos estas leis e as aplicamos nas nossas vidas, podemos criar tudo o que quisermos, porque as leis que a natureza aplica para criar uma floresta, uma galáxia, uma estrela, ou um corpo humano,
são as mesmas que nos podem trazer a realização dos nossos mais Profundos desejos.

Agora vamos passar para As Sete Leis Espirituais do Sucesso e ver como as
podemos aplicar nas nossas vidas.

A LEI DA potencialidade é A fonte de toda a criação que consiste na consciência pura.
Ou seja, a potencialidade pura procurando exprimir o não-manifesto através do
manifesto e, quando percebemos que o nosso verdadeiro Eu é potencialidade pura,
aliamo-nos ao poder que manifesta tudo no universo.
No princípio Não havia existência nem não-existência,
Todo este mundo era feito de energia não-manifesta…
O Uno respirava, sem movimentos, através do seu próprio poder Nada mais havia…
Hino da Criação, Rig Veda.
A primeira lei espiritual do sucesso é a Lei da Potencialidade Pura. Esta lei baseia-se no fato de sermos, no nosso estado essencial, consciência pura. A consciência pura é
potencialidade pura; constitui o campo de todas as possibilidades e da criatividade
infinita. A consciência pura constitui a nossa essência espiritual. A sabedoria pura, o
silêncio infinito, o equilíbrio perfeito, a invencibilidade, a simplicidade e a beatitude
constituem outros atributos da consciência pura. Esta é a nossa natureza essencial. A nossa natureza essencial é constituída por potencialidade pura. Quando descobre a sua
natureza essencial e sabe
quem de fato é, nesse conhecimento de si próprio encontra a capacidade para realizar
todos os sonhos, porque nós somos a possibilidade eterna, o potencial imensurável de
tudo o que foi, é e será. A Lei da Potencialidade Pura também se podia chamar a Lei da Unidade, porque subjacente à infinita diversidade da vida se encontra a unidade de uma
alma total e universal. Não há separação entre nós e este campo de energia. O campo da potencialidade pura é o nosso próprio Eu. E quanto mais possuirmos a experiência
da nossa verdadeira natureza, mais próximo nos encontramos do campo da
potencialidade pura.

A experiência do Eu, ou *auto-referência+, significa que o nosso ponto de referência
interior é constituído pela nossa própria alma e não pelos objetos da nossa experiência.
O oposto da auto-referência constitui a referência ao objeto. No plano da referência ao objeto, estamos sempre a procurar a aprovação dos outros. O nosso pensamento e o nosso comportamento são sempre em função de uma resposta. Por isso se baseiam no medo.

No plano da referência ao objeto, também sentimos uma necessidade intensa de
controlar as coisas. Sentimos uma necessidade intensa de poder externo. A necessidade
de aprovação, a necessidade de controlar as coisas e a necessidade de poder externo

baseiam-se no medo. Esta espécie de poder não representa o poder da potencialidade
pura, nem o poder do Eu, nem um poder real. Quando experimentamos o poder do Eu,

o medo desaparece, deixamos de ter uma necessidade de controlo compulsiva e
deixamos de lutar pela aprovação e pelo poder externo.
No plano da referência ao objeto, o nosso ponto de referência interior é o nosso ego.
Mas o ego não constitui aquilo que de fato somos. O ego representa a nossa auto-
imagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos. A nossa
máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-
se através do poder que exerce, porque vive no medo.

O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas
coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no
entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos
os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas.

Esta constitui a diferença essencial entre a referência ao objeto e a auto-referência.
No plano da auto-referência possuímos a experiência do nosso verdadeiro eu, que não
teme nenhum desafio, respeita todas e não se sente inferior a ninguém. O auto poder constitui, portanto, o verdadeiro poder.

Mas o poder baseado na referência ao objeto representa um poder falso. Sendo um
poder baseado no ego, apenas dura enquanto o objeto de referência se encontra presente.
Se uma pessoa tiver determinado título -se for presidente de um país ou presidente de
uma corporação -ou se tiver muito dinheiro, o poder de que desfruta desaparece no
momento em que perde o título, o trabalho, o dinheiro. O poder baseado no ego só dura
enquanto durarem essas coisas. Logo que o título, o trabalho, o dinheiro
desaparecerem, também o poder desaparece.

O autopoder, pelo contrário, é permanente, porque se baseia no conhecimento do Eu.
E o autopoder apresenta algumas características importantes. Atrai as pessoas para nós
e também atrai até nós as coisas que desejamos. Magnetiza as pessoas, as situações, e
as circunstâncias, de modo a apoiarem os nossos desejos. Também se chama a isto
apoio das leis da natureza. É o apoio da divindade; um apoio que provém do fato de nos
encontrarmos em estado de graça. Este poder faz com que sintamos alegria em nos
sentirmos ligados às outras pessoas e elas também sintam alegria em se encontrarem
ligadas a nós. Passamos a ter um poder de atração uma atração que se baseia no
verdadeiro amor.
Como podemos aplicar a Lei da Potencialidade Pura, ao campo de todas as
possibilidades, às nossas vidas? Se quiser desfrutar dos benefícios do campo da
potencialidade pura, se quiser aproveitar ao máximo a criatividade inerente à
consciência pura, tem de ter acesso a ela. Uma das formas de ter acesso a este campo é
através da prática diária do silêncio, meditação e não-julgamento. Passar tempo no
meio da natureza também constitui uma forma de acesso às qualidades inerentes a este
campo: criatividade infinita, liberdade e beatitude.

A prática do silêncio significa que a pessoa se compromete a reservar algum tempo
para Ser apenas. A experiência do silêncio significa que a pessoa se retira
periodicamente da atividade da palavra. Nesses períodos, a pessoa também se retira de
atividades como ver televisão, ouvir rádio, ou ler um livro. Se nunca tomarmos a
oportunidade de experimentar o silêncio, o nosso diálogo interior será sempre
turbulento. Reserve com alguma freqüência um tempo para o silêncio. Ou mantenha
apenas a regra de guardar silêncio por um certo período de tempo, todos os dias Poderia
experimentar duas horas por dia, ou se lhe parecer demasiado, experimente apenas
durante uma hora de cada vez. E de vez em quando, tente a experiência do silêncio

durante um período extenso de tempo, como um dia inteiro, dois dias, ou mesmo uma
semana inteira. O que acontece quando se entrega a esta experiência do silêncio? No
princípio, o seu diálogo interior torna-Se ainda mais turbulento. Sente uma enorme
necessidade de dizer qualquer coisa. Conheci pessoas que ficavam quase loucas no
primeiro e no segundo dia em que iniciavam um período de silêncio. De repente, as
pessoas parecem sentir-se pressionadas e ansiosas. Mas se persistirem na experiência, o
seu diálogo interior começará a tornar-se sereno. E depressa o silêncio se torna
profundo. Isto acontece porque depois de algum tempo, o espírito rende-se; percebe
que não vale a pena andar para cá e para lá, se você -o Eu, a alma, aquele que escolhe –
se decidiu por não falar, durante um certo período.
Assim, quando o diálogo interior se acalma com o tempo, começamos a experimentar a
serenidade do campo da potencialidade pura.

A prática periódica do silêncio, do modo que for mais conveniente para si, constitui
uma forma de experimentar a Lei da Potencialidade Pura. Outra, é fazer todos os dias
algum tempo de meditação. O ideal seria reservar pelo menos trinta minutos para
meditar, de manhã, e outros trinta à tarde. Através da meditação, terá a experiência do
campo do silêncio puro e do conhecimento puro. No campo do silêncio puro encontra-se
o campo da correlação in finita, o campo do poder organizador infinito, o princípio
primeiro da criação, onde todas as coisas se ligam umas às outras de modo inseparável.

Na quinta lei espiritual, a Lei da Intenção e do Desejo, verá como pode introduzir um
ligeiro impulso de Intenção neste campo, e a criação dos seus desejos surgirá,
espontânea. Mas primeiro tem de fazer a experiência da serenidade. A serenidade
constitui o primeiro requisito para podermos manifestar os nossos desejos, porque é na
serenidade que reside a nossa ligação ao campo da Potencialidade pura, onde uma
infinidade de pormenores se organiza para nós.
imagine que atira uma pedra pequena para as águas paradas de uma lagoa e fica a ver as
ondas que provocou na água. Depois de algum tempo, quando as ondas se acalmam,
talvez atire outra pedra pequena. É exatamente aquilo que faz quando entra no campo
do silêncio puro e introduz a sua intenção. Nesse silêncio, até a mais leve intenção
produz ondas no princípio subjacente da consciência universal, que estabelece as
ligações de todas as coisas umas com as outras. Mas se não passar pela serenidade da
consciência, se o seu espírito for como um oceano turbulento, pode atirar lá para dentro

o Empire State Buíldíng, que nada acontecerá. Na Bíblia, encontramos a expressão
*Adquire serenidade e reconhece-me como Deus. Isto só se pode realizar através da
meditação.
Outra forma de chegar ao campo da potencialidade pura é através da prática do não-julgamento. O julgamento representa a constante avaliação das coisas como certas ou erradas, boas ou más. Quando se está sempre a avaliar, a classificar, a rotular, a
analisar, cria-se uma imensa turbulência no nosso diálogo interior. Essa turbulência
dificulta o fluxo de energia entre nós e o campo da potencialidade pura. Fechamos
assim a *abertura+ entre os pensamentos.
A abertura constitui a nossa ligação ao campo da potencialidade pura. Constitui o
estado de conhecimento puro, aquele espaço silencioso entre os pensamentos, aquela
serenidade interior que nos liga ao verdadeiro poder. E quando fechamos a abertura,
fechamos a nossa ligação ao campo da potencialidade pura e da criatividade infinita.

Há uma oração em A Course in Míracles, onde se diz *Hoje não julgarei nada do que
ocorrer”. O não-julgamento cria um silêncio no nosso espírito. Portanto, é uma boa
idéia começar o dia com esse propósito. E durante o dia, recorde-se desse propósito
sempre que se aperceber de que está a fazer um julgamento. Se lhe parecer demasiado

difícil manter este procedimento durante todo o dia, pode apenas decidir para si próprio:
*Durante as próximas duas horas não vou fazer julgamentos sobre nada. ou *Durante a
próxima hora vou Praticar o não-julgamento. Depois, vai aumentando a Pouco e pouco o tempo de duração da experiência.
Através do silêncio, da meditação e do não-julgamento, terá acesso à Lei da
potencialidade Pura. Quando Começar a praticá-la, pode acrescentar um terceiro
componente a essa prática -passar, com regularidade, algum tempo em comunhão com
a natureza. Passar tempo com a natureza permite-lhe adquirir o sentido da interação
harmoniosa de todos os elementos e forças e dar-lhe sentido de unidade com tudo na
vida. A ligação com a inteligência da natureza, quer se trate de um rio, uma floresta,
uma montanha, um lago, ou a beira-mar, também o ajudará a entrar no campo da
potencialidade pura.

Deve aprender a relacionar-se com a mais íntima essência do seu ser. Essa
verdadeira essência encontra-se para além do ego. Não teme nada; é livre; é imune à
crítica; não teme nenhum desafio. Não é inferior a ninguém, não é superior a ninguém e
é plena de magia, mistério e encantamento.

Reconhecer a sua verdadeira essência também lhe trará um conhecimento interior
daquilo que se representa, o espelho das suas relações com os outros, pois todas as
relações constituem um reflexo da sua relação consigo próprio. Por exemplo, a culpa,
medo e insegurança no que respeita ao dinheiro e ao sucesso, ou a qualquer outra coisa, representa um reflexo da culpa, medo e insegurança que constituem aspectos básicos da
sua personalidade. Nenhum dinheiro ou sucesso poderá resolver estes problemas
básicos da sua existência; apenas a intimidade com o Eu lhe trará uma verdadeira cura.
E quando se basear no conhecimento do seu verdadeiro eu -quando de fato
compreender a sua verdadeira natureza -nunca se sentirá culpado, amedrontado, ou
inseguro acerca de dinheiro, prosperidade, ou realização dos seus desejos, porque
compreenderá que a essência de toda a riqueza material é constituída por energia vital, é
potencialidade pura. E a pura potencialidade constitui a sua natureza intrínseca.

Quanto mais próximo estiver da sua verdadeira natureza mais espontaneamente
receberá pensamentos criativos, porque o campo da potencialidade pura também
constitui o campo da criatividade infinita e do conhecimento puro. Como Franz Kafka,

o filósofo e poeta austríaco disse: *Não é necessário sair do seu quarto. Fique sentado à
sua mesa e escute. Nem sequer precisa de escutar, espere apenas. Nem precisa de
esperar, aprenda a tornar-se tranqüilo, sereno e solitário. O mundo virá naturalmente
oferecer-se-lhe, para através de si se revelar. Não poderá deixar de fazê-lo; desdobrar-
se-á em êxtase aos seus pés.
A prosperidade do universo -a prodigalidade e abundância do universo -constitui
uma expressão do espírito criativo da natureza. Quanto mais sintonizados estivermos
com o espírito da natureza, mais fácil será o nosso acesso à sua imensa e infinita
criatividade. Mas primeiro terá de ultrapassar a turbulência do seu diálogo interior para
estabelecer a ligação com esse espírito abundante, próspero, infinito e criativo. E assim
cria a possibilidade de uma atividade dinâmica, que ao mesmo tempo é acompanhada
pela serenidade do espírito criativo, eterno e imenso. Esta peculiar combinação do
espírito silencioso, imenso e infinito com o espírito individual, dinâmico e ilimitado,
constitui o equilíbrio perfeito da serenidade e do movimento simultâneos, que podem
criar tudo aquilo que se quiser. Esta coexistência de opostos -serenidade e dinamismo
ao mesmo tempo torna-nos independentes de situações, circunstâncias, pessoas e coisas.

Quando tivermos serenidade para reconhecer esta peculiar coexistência de opostos,
aliamo-nos ao mundo da energia -a sopa quântica, a não-substância não-material que

constitui a fonte do mundo material. Esse mundo de energia é fluido, dinâmico,
elástico, mutável, sempre em movimento. E, no entanto, também é imutável, sereno,
tranqüilo, eterno e silencioso.
A serenidade, por si, constitui a potencialidade da criatividade; o movimento, por si,
constitui a criatividade restrita a um determinado aspecto da sua expressão. mas a
combinação de movimento e serenidade permite-lhe libertar a sua criatividade em todas
as direções para onde quer que o poder da sua atenção o conduza.

Para onde quer que o movimento e a ação o conduzam, não deixe que a sua
serenidade interior o abandone. Assim, o movimento caótico à sua Volta nunca
ensombrará o seu acesso ao depósito de criatividade, o campo da potencialidade pura.
de todos os tempos da vida, o campo da criatividade pura é o da criatividade ilimitada.

Pratico o não-julgamento. Começo o dia com o pensamento, COMO APLICAR A LEI

seguinte. propósito: *Hoje não farei nenhum julgamento DA
POTENCIALIDADE PURA sobre nenhuma coisa+ e durante todo o dia esforço-
me por não fazer nenhum julgamento.
Ponho em prática a Lei da Potencialidade Pura, seguindo estes passos:
1 Entro em contato com o campo da potencialidade pura, reservando todos os dias
algum tempo para praticar o silêncio, para Ser apenas. Para além disso, sento-me
sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes por dia, durante cerca de trinta
minutos de manhã e trinta minutos de tarde.

2 Todos os dias reservo algum tempo para comungar com a natureza e para testemunhar
em silêncio a inteligência que existe em todas as coisas vivas. Sento-me, em silêncio e
contemplo o pôr do Sol, escuto o som do oceano ou de um rio, ou aspiro apenas o
perfume de uma flor. No êxtase do meu próprio silêncio e através da comunhão com a
natureza, desfrutarei da vibração da LEI DA DáDIVA
O universo opera através da troca dinâmica… dar e receber constituem diferentes
aspectos do fluxo de energia do universo.
E se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo
circulará nas nossas vidas.
A vida renovada volta sempre a esse frágil vaso tantas e tantas vezes esvaziado. Nessa
pequena flauta de cana que te acompanhou por montanhas e vales tocaste sempre novas
melodias. As tuas dádivas infinitas chegam às minhas minúsculas mãos. O tempo passa
e tu continuas a fluir e há sempre espaço para receber as tuas dádivas.

Rabindranath Tagore, Gitanjali

segunda lei espiritual do sucesso é a Lei da Dádiva. A Esta lei também se podia
chamar A Lei de Dar e Receber, pois o universo opera através da troca dinâmica. Nada
é estático. O nosso corpo mantém-se em troca Constante e dinâmica com o corpo do
universo; o nosso Espírito mantém uma interação dinâmica com o espírito do cosmos; a
nossa energia constitui uma expressão da energia cósmica. O fluxo da vida constitui
apenas a interação harmoniosa de todos os elementos e forças que estruturam o Campo
da existência. Essa interação harmoniosa de elementos e forças da vida funciona como
a Lei da Dádiva. Como o nosso corpo, o nosso espírito e o universo vivem da troca
constante e dinâmica, fazer parar a circulação da energia é como parar o fluxo do
sangue. Quando o sangue deixa de fluir, começa a formar grumos, a coagular, a
estagnar. Por isso se deve dar e receber, para que a riqueza e a prosperidade -ou tudo
aquilo que quiser continuem a circular nas nossas vidas.

A prosperidade provém da afluência, palavra cuja raíz *affluere+, significa *fluir para+.
O termo *afluência+ significa *fluir com abundância. O dinheiro constitui de fato um
símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como resultado
dos serviços que prestamos ao universo. O termo inglês *currency, aplicado ao dinheiro
em circulação revela bem a natureza fluente da energia. A palavra *currency. vem da
palavra latina *currere+, que significa *Correr+ ou fluir.

Portanto, se pararmos a circulação do dinheiro, se a nossa única intenção for guardar e
acumular dinheiro, também faremos com que ele deixe de voltar a circular nas nossas
vidas, já que o dinheiro constitui energia vital.
Para que essa energia continue a chegar até nós, temos de a manter em circulação.
Como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e
estrangular a sua própria força vital. A circulação mantém-no vivo. Todas as relações
implicam dar e receber. O dar engendra o receber e o receber engendra o dar. Aquilo
que sobe também desce; aquilo que vai também volta. Na realidade, receber representa
a mesma coisa que dar, pois dar e receber constituem diferentes aspectos do fluxo de
energia do universo. E se pararmos qualquer destes fluxos, estamos a interferir com a
inteligência da natureza.

Em cada semente encontra-se a promessa de milhares de florestas. Mas a semente não
deve ser guardada; deve fazer oferta da sua inteligência ao solo fértil. Através da
dádiva, a sua energia oculta flui para a manifestação material. Quanto mais der, mais
receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida. Na
verdade, tudo o que na vida tem valor multiplica-se quando se dá. Aquilo que não se
multiplica através da dádiva não merece ser dado nem recebido. Se, no ato de dar,
sentir que perdeu alguma coisa, a dádiva não foi feita com sinceridade e nada se
multiplicará. Se der de Má vontade, não haverá nenhuma energia nessa dádiva. A
intenção que se encontra por trás do ato de dar e receber é o mais importante. A
intenção deve ser sempre para gerar alegria para quem dá e para quem recebe, para que
a felicidade constitua o apoio e o suporte da vida E portanto gera o progresso. O retorno
é diretamente proporcional à dádiva, se esta for incondicional e feita com amor. Por isso

o ato de dar tem de ser feito com alegria. É preciso que o seu estado de espírito seja de
alegria no próprio ato de dar. Assim a energia que se encontra por trás da dádiva
multiplica-se muitas vezes.
Na verdade, a prática da Lei da dádiva é muito simples: se quer alegria, dê alegria
aos outros; se quer amor, aprenda a dar amor; se quer atenção e apreço, aprenda a dar
atenção e apreço; se quer prosperidade material, ajude os outros a tornarem-se prósperos
no aspecto material. O modo mais fácil para obter aquilo que queremos é de fato ajudar
os outros a obterem aquilo que querem. Este princípio aplica-se da mesma forma a
indivíduos, corporações, sociedades e nações. Se quiser que a vida o abençoe com
todas as coisas boas, aprenda abençoar os outros, em silêncio, com todas as coisas boas
da vida.

Até a idéia de dar, a idéia de abençoar, ou uma simples oração têm o poder de afetar
os outros. Isto acontece porque o nosso corpo, reduzido ao seu estado essencial
constitui um feixe localizado de energia e informação implica energia, que se
manifestam sob a forma de pensamento. Portanto, somos feixes de pensamento num
universo pensante. E o pensamento possui o poder de transformar.

A vida consiste na eterna dança da consciência, que se exprime pela troca dinâmica
de impulsos de inteligência entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o corpo humano
e o corpo universal, entre o espírito humano e o espírito cósmico.

Quando aprendemos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos
a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital, que constitui a eterna vibração
da vida.
O melhor meio para pôr em prática a Lei da Dádiva é dar início a todo o processo de
circulação, que consiste em tornar a decisão de dar qualquer coisa a cada pessoa com
quem contatamos. Não tem de ser sob a forma de coisas materiais; pode ser uma flor,
um cumprimento, uma Oração, Na verdade, as mais poderosas formas de dar não são
Materiais. O carinho, a atenção, o afeto, o apreço e o amor constituem algumas das
mais preciosas dádivas que se podem oferecer e não custam nada. Quando encontrar
alguém pode, em silêncio, fazer recair uma bênção sobre essa pessoa, desejando-lhe
felicidade, alegria e prazer. Este tipo de dádiva silenciosa revela-se muito poderoso.

Uma das coisas que me ensinaram em criança, e que eu depois também ensinei aos
meus filhos, foi o nunca ir a casa de ninguém sem levar qualquer coisa. Nunca visitar
ninguém sem levar uma oferta. Pode perguntar: *Como posso dar alguma coisa aos
outros em certas alturas, se não tenho o suficiente para mim? Pode, leve uma flor.
Pode levar um bilhete ou um postal que diga qualquer coisa acerca dos seus sentimentos
pela pessoa que está a visitar. Pode fazer um cumprimento ou uma oração.

Tome a decisão de dar, para onde quer que vá, ou quem quer que vá visitar. Na
medida em que der, também receberá. Quanto mais der, maior será a sua fiança nos
efeitos miraculosos desta lei. E quanto mais receber, mais aumentará a sua capacidade
para dar.

A nossa verdadeira natureza consiste na prosperidade e na abundância; somos
naturalmente prósperos, porque a natureza provê todas as necessidades e desejos. Não
nos falta nada, porque a nossa natureza se baseia na potencialidade pura e nas
possibilidades infinitas. Portanto, aceitemos a prosperidade como inerente à nossa
natureza, independentemente de termos pouco ou muito dinheiro, pois o campo da
potencialidade pura constitui a fonte de toda a riqueza. É a consciência que sabe como
realizar todas as necessidades, incluindo alegria, amor, prazer, paz, harmonia e
sabedoria. Se procurar primeiro estas coisas, não só para si, mas também para os
outros, tudo o resto lhe chegará espontaneamente.

3 Comprometo-me a manter a riqueza a circular na minha vida, dando e recebendo as
mais preciosas dádivas da vida: dádivas de carinho, afeto, apreço e amor. COMO
APLICAR A LEI DA Dádiva
sempre que encontrar alguém, desejar-lhe-ei, em silêncio, felicidade, alegria e prazer.
…………………
Ponho em prática a Lei da Dádiva, seguindo os passos:

1 onde quer que vá, ou seja quem for que vá encontrar, levo comigo uma oferta. A
oferta pode ser Um cumprimento, uma flor ou uma oração. Hoje vou oferecer qualquer
coisa a todos aqueles com quem contatar e, assim darei início ao processo de fazer
circular alegria, riqueza e prosperidade na minha vida e nas vidas dos outros.

2 Hoje receberei com gratidão todas as dádivas que a vida me ofertar. Receberei as
dádivas da natureza: a luz do Sol, o canto das aves, as chuvas de Outono, as primeiras

neves do Inverno. Também espero receber dos outros dádivas, sejam elas sob a forma
de dinheiro, um cumprimento ou uma oração.

A LEI DO DARMA -OU DA CAUSA-EFEITO

Toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie… aquilo
que semeamos é aquilo que colhemos.
E quando escolhemos ações que trazem aos outros felicidade e sucesso, o fruto do nosso

darma será de felicidade e sucesso.
o darma constitui a eterna afirmação da liberdade humana…
pensamentos, as nossas palavras e obras formam
envolvemos.
as malhas
os
da rede com
noque
ssos
nos
Swami Vivekananda

Terceira lei espiritual do sucesso é a Lei do Darma. A*Darma+ significa a ação e a
sua conseqüência; constitui ao mesmo tempo causa e efeito, porque toda a ação gera
uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie. Não há nada de novo na
Lei do Darma. Todos já ouvimos a expressão *Colherás aquilo que semeares+. Como
é óbvio, se queremos criar felicidade nas nossas vidas, temos de aprender a semear as
sementes da felicidade. Portanto, o darma implica a ação da escolha consciente.

Nós somos acima de tudo sujeitos dotados da possibilidade infinita de escolher. Em
todos os momentos da nossa existência, encontramo-nos naquele campo de todas as
Possibilidades que nos dá acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas dessas
escolhas são feitas conscientemente, outras fazem-se inconscientemente. Mas a melhor
forma de compreender e aproveitar ao máximo a aplicação da Lei do Darma é adquirir o
conhecimento consciente das escolhas que se fazem em cada momento.

Quer isto lhe agrade ou não, todas as coisas que lhe acontecem no momento presente
resultam das escolhas que fez no passado. infelizmente, muitos de nós fazemos escolhas
das quais não temos consciência, por isso não as vemos como escolhas. No entanto, Se
eu o insultasse, o mais provável seria você fazer a escolha de ficar ofendido. Se eu lhe
fizesse um cumprimento, o mais provável seria você sentir-se satisfeito oi lisonjeado.
Mas pense bem nisto: Não deixa de ser uma escolha.

Eu poderia ofendê-lo e insultá-lo e você poderia escolher não ficar ofendido. Eu
poderia fazer-lhe o cumprimento e você também poderia escolher não se lisonjear por
isso.

Por outras palavras, a maioria de nós apesar de sermos sujeitos dotados de uma
infinita possibilidade de escolha tornamo-nos feixes de reflexos condicionados nos
quais as pessoas e as circunstâncias desencadeiam, efeitos de comportamento
previsíveis. Esses reflexos condicionados funcionam como os reflexos de Pavlov.
pavlov ficou conhecido por ter demonstrado que, se dermos a um cão qualquer coisa de
comer sempre que tocarmos uma campainha, em breve o cão começara a salivar só de
ouvir o som da campainha, porque faz a associação de um estímulo com o outro.

A maioria de nós, como resultado do condicionamento, responde de formas
repetitivas e previsíveis aos estímulos do ambiente. As nossas rações parecem ser
automaticamente desencadeadas pelas pessoas e pelas circunstâncias e esquecemo-nos
de que elas não deixam de ser escolhas que estamos sempre a fazer em cada momento
da nossa existência. Apenas fazemos essas escolhas inconscientemente.

Se olhar para trás por um instante e reparar nas escolhas que faz no momento em que
as faz, só pelo simples ato de testemunhar as suas escolhas transporta todo o processo
do âmbito do inconsciente para o âmbito do consciente. Este processo de escolha
consciente e observada transmite-nos um grande poder.

Sempre que fizer uma escolha, qualquer escolha pergunte duas coisas a si mesmo:
em primeiro lugar, Quais são as conseqüências desta escolha que estou a fazer?+ o seu
coração logo lhe dará a resposta; em segundo lugar, Esta escolha que estou a fazer trará
alegria, a mim e aos que me rodeiam?+ Se a resposta for sim, mantenha a escolha. Se a
resposta for não, se a escolha trouxer angústia, a si ou aos que o rodeiam, diga não a
essa escolha. É tão simples como isto.

Só há uma escolha, entre toda a infinidade de escolhas que pode fazer em cada
segundo, que trará ao mesmo tempo felicidade para si e para os que o rodeiam. E
quando fizer essa escolha, daí resultará uma forma de comportamento que designaremos
por ação carreta espontânea. A ação carreta espontânea consiste na ação carreta raticada
no momento certo. Constitui a resposta certa para todas as situações à medida que elas
ocorrem. É a ação que lhe dá suporte, a si e a todos os que estiverem sob a influência
dela.

O universo possui um mecanismo muito interessante para nos ajudar a fazer
espontaneamente as escolhas carretas. Esse mecanismo encontra-se ligado às sensações
do corpo. O nosso corpo sofre dois tipos de sensações: sensação de conforto e sensação
de desconforto, Sempre que fizer uma escolha consciente. Consulte o seu corpo e
pergunte-lhe: *Se e isto, o que é que vai acontecer? Se o seu corpo der uma mensagem
de conforto, encontra-se perante a escolha carreta. Se o seu corpo emitir uma
mensagem de desconforto, encontra-se perante a escolha errada. Para algumas pessoas,
a mensagem de conforto e desconforto situa-se na área do plexo solar, mas para a
maioria das pessoas situa-se na área do coração. Em consciência, volte a sua atenção
para o coração e pergunte-lhe o que deve fazer. Depois espere pela resposta, uma
resposta física sob a forma de sensação. Pode ser o mais leve grau do sentir -mas está
lá, no seu corpo.

Apenas o coração sabe a resposta carreta. A maioria das pessoas pensa que o
coração é piegas e sentimental. Mas não é. O coração é intuitivo, holístico, contextual e
relacional. Não possui uma orientação de ganho-perda. Bate no computador cósmico –

o campo da potencialidade pura, da sabedoria pura e do poder organizador infinito -e
toma tudo em conta. Por vezes pode não parecer racional, mas o coração possui uma
capacidade de computador que mostra muito mais exatidão e precisão do que tudo o que
se pode encontrar dentro dos imites do pensamento racional.
Pode utilizar a Lei do Darma para produzir dinheiro e Prosperidade, e para que todas
as coisas boas fluam para si sempre que quiser. Mas primeiro tem de estar bem
consciente de que o seu futuro é gerado pelas escolhas que fizer em cada momento da
sua vida. Se fizer isto com regularidade, aproveitará ao máximo a Lei do Darma.
Quanto mais trouxer as suas escolhas para o plano do conhecimento consciente, mais
escolhas ratas espontâneas fará -tanto para si como para aqueles que o rodeiam.

O que podemos fazer acerca do darma. do passado e como o influenciar a ele agora?
Há três coisas que pode fazer acerca do darma do passado. Uma é pagar as suas dívidas
de darma. A maioria das pessoas escolhe fazer isso inconscientemente, claro. Também
pode fazer essa escolha. Muitas vezes, o pagamento dessas dívidas implica muito
sofrimento, mas a Lei do Darma afirma q1 nenhuma dívida no universo fica por pagar.
O sistema colítabilístico do universo é perfeito e todas as coisas constituem uma
constante troca de energia para lá e para cá.

A segunda coisa que pode fazer é transformar o seu darma numa experiência melhor.
Este constitui um processo muito interessante, através do qual se interroga asim mesmo,
enquanto paga a sua dívida de darma: posso eu aprender com esta experiência? Por que
está isto a acontecer-me? Que mensagem quer o universo transmitir-me? Como posso
tornar esta experiência útil para os outros seres humanos?

Fazendo isto, procura a semente da oportunidade e depois liga-a ao seu darma, a sua
finalidade na vida, de que falaremos na Sétima Lei Espiritual do Sucesso. Isto he
permite transmutar o darma para uma forma de expressão diferente.

Por exemplo, se partir uma perna quando estiver a fazer desporto, pode perguntar a si
próprio: O que posso aprender com esta experiência? Que mensagem quer o universo
dar-me? Talvez a mensagem seja que você está a precisar de abrandar, e ser mais
cuidadoso Ou atento ao seu corpo, para a próxima vez. E se o seu darma for ensinar aos
outros aquilo que aprendeu, perguntando como posso eu tornar esta experiência útil para
mim e para os outros seres humanos?, talvez decida partilhar aquilo que aprendeu,
escrevendo um livro sobre como praticar desportos com segurança. Ou Pode conceber
uns sapatos especiais ou um apoio especial para a perna, de modo a prevenir o tipo de
acidente que lhe ocorreu.
Assim, ao mesmo tempo que paga a sua dívida de darma, também converte a
adversidade num bem que lhe pode trazer riqueza e realização. Esta é a forma de
transmutar o seu darma numa experiência positiva. Na verdade, não se libertou dele,
mas conseguiu pegar num dos seus aspectos e transformá-lo num darma novo e
positivo.

A terceira forma de lidar com o darma é transcendê-lo. Transcender o darma é
tornar-se independente dele. A forma de transcender o darma consiste na experiência da
abertura, do Eu, da Alma. É como lavar uma peça de roupa suja numa corrente de água.
Cada vez que a lava, limpa-a de algumas nódoas. Se continuar a lavá-la repetidas vezes,
de cada vez vai ficando um pouco mais limpa. Consegue lavar ou transcender as
sementes do seu darma entrando na abertura e voltando a sair. Claro que isto se faz
através da prática da meditação.

Todas as ações consistem em aspectos do darma. Tomar uma chávena de café
consiste num aspecto do darma. Essa ação gera memória e a memória possui, a
capacidade ou a potencialidade para gerar desejo. E o desejo gera de novo ação. O
software operacional da nossa alma é constituído por darma, memória e desejo
A nossa alma consiste num feixe de consciência que possui as sementes do darma, da
memória e do desejo. Ganhando consciência destas sementes de manifestação, torna-se
gerador de realidade consciente. se um sujeito consciente das escolhas que faz, começa
a gerar ações que são evolucionárias para si e para aqueles que o rodeiam. Isso é tudo o
que precisa de fazer.

Se o darma for evolucionário -tanto para o Eu como para todos os que são afetados
pelo Eu, o fruto do darma será de felicidade e sucesso.

COMO APLICAR A LEI DO DARMA

Ponho em prática a Lei do Darma, seguindo os passos:

1 Hoje vou observar cada escolha que fizer. E através da simples observação dessas
escolhas, trago-as para o campo do meu conhecimento consciente. Reconhecerei que a
melhor forma de me preparar para todos os momentos do futuro consiste em ser
plenamente consciente no presente.

2 Sempre que fizer uma escolha, farei duas perguntas a mim próprio: Que
conseqüências advirão desta escolha que estou a fazer? e *Esta escolha trar-me-á
realização e felicidade, a mim e aos que por ela serão afetados?

3 Depois pedirei conselho ao meu coração e deixar-me-ei conduzir pela sua mensagem
de conforto. Se a escolha significar conforto, admiro totalmente a ela. Se a escolha
implicar desconforto, paro e observo as conseqüências da minha ação, por meio da
minha visão interior. Este conselho dá-me a possibilidade de fazer escolhas
espontâneas e carretas para mim e para todos aqueles que me rodeiam.

A LEI DO MENOR ESFORÇO

A inteligência da natureza funciona com um mínimo de esforço. com despreocupação,
harmonia e amor. E quando aproveitamos as forças da harmonia, a alegria e o amor
críamos sucesso e felicidade com um mínimo de esforço. Um ser integral conhece sem
agir, vê sem olhar e realiza sem fazer.

Lao Tzu,

A quarta lei espiritual do sucesso é a Lei do Menor Esforço. Esta lei baseia-se no
fato de a inteligência Ia natureza funcionarem com um mínimo de esforço e, total
despreocupação. Este constitui o principio da mais reduzida ação, da não resistência.
Constitui, portanto, o princípio da harmonia e do amor. Quando aprendemos esta lição
da natureza, realizamos os nossos desejos com facilidade.

Se observarmos a natureza em ação, veremos como o esforço despendido é mínimo.
A relva não se esforça Para crescer, cresce apenas. Os peixes não se esforçam para
nadar, mas nadam. As flores não tentam florescer, apenas florescem. As aves não
tentam voar, mas voam. É intrínseco à natureza. A terra não se esforça para girar em
torno do seu eixo; faz parte da natureza. O estado de beatitude faz parte da
natureza dos bebés. Brilhar faz parte da natureza do sol. Brilhar e cintilar faz parte da
natureza das estrelas. Pertence à natureza humana fazer com que os sonhos se
manifestem sob a forma física, com um mínimo de esforço.

Na ciência védica, a ancestral filosofia da índia, que é conhecida como o principio da
economia de esforço, ou *faça menos e realize mais+. Acaba por Ir, dar a um estado
em que não faz nada e realiza tudo. Isto significa que existe apenas uma tênue idéia e a
manifestação dessa idéia surge sem esforço. Aquilo que vulgarmente se designa por
*milagre+, na verdade constitui uma expressão da Lei do Menor Esforço.

A inteligência da natureza funciona sem esforço, de fricção, com espontaneidade. É
não-linear; é intuiticalística e estimulante. E quando uma pessoa se encontra em
harmonia com a natureza, quando já, adquiriu conhecimento do seu verdadeiro Eu, pode
aplicar a lei do Menor Esforço.

Despendemos o menor esforço quando as ações são motivadas pelo amor, porque a
natureza é estruturada pela energia do amor. Quando procuramos poder e controlo em
relação às outras pessoas, quando procuramos dinheiro ou poder, oriçamos a energia de
que desfrutamos.
para satisfazer o ego, gastamos energias atrás de uma ilusão de felicidade, em vez de
desfrutarmos da felicidade do momento. Quando procuramos dinheiro apenas para
nosso lucro pessoal interrompemos o nosso fluxo de energia. e interferimos na
expressão da inteligência da natureza. Mas quando as nossas ações são motivadas pelo

amor, a nossa energia multiplica-se e acumula excesso de energia que possuímos e, que
pode ser canalizada para criar aquilo que quisermos, incluindo riqueza ilimitada.

Pense no seu corpo físico como um instrumento de controlo de energia: ele pode
gerar, armazém ar e despender energia. Se souber como gerar, armazenar e desprender
energia de modo eficiente, poderá criar toda a riqueza que quiser. A atenção dirigida
para o ego consome uma grande parte da energia. Quando o nosso Ponto de referência
interior é o ego, quando procuramos Poder e controlo em relação às outras pessoas ou a
aprovação dos outros, desperdiçamos as nossas energias.

Quando essa energia se encontra liberta, pode ser canalizada e aplicada, de modo a
criar tudo o que quisermos. Quando a alma constitui o nosso ponto de referência
interior, quando nos tornamos imunes à crítica e deixamos de temer desafios, podemos
aproveitar o poder do amor e utilizar a energia de forma criativa, no sentido da
prosperidade e da evolução.

Em The Art of Dreamíng, Don Juan diz a Carlos Castaneda *… gastamos a maior
parte da nossa energia para preservarmos a nossa importância. Se fôssemos capazes de
perder alguma dessa importância, duas coisas extraordinárias aconteceriam. Primeiro,
libertaríamos a nossa energia do esforço para mantermos a idéia ilusória da nossa
grandeza; segundo, ganharíamos energia suficiente para captar um relance da verdadeira
grandeza do universo.

A Lei do Menor Esforço possui três componentes, três coisas que pode fazer para
pôr em prática este princípio de faça menos e realize mais+. O primeiro componente é a
capacidade de aceitação. A capacidade de Aceitação requer apenas que estabeleça a
seguinte regra: *Hoje vou aceitar as pessoas, as situações, as circunstâncias e os
acontecimentos tal como eles ocorrerem. isto significa que sabemos que aquele
momento foi aquilo que devia ser, e como deveria ser. Esse momento pelo qual está a
passar agora constitui o culminar de todos os momentos que viveu no passado. Esse
momento é como é, porque todo o universo é como é.

Quando luta contra esse momento, está de fato a lutar contra todo o universo. Em
vez disso, pode tomar a decisão de hoje não lutar contra todo o universo, lutando contra
esse momento. Isso significa que a sua aceitação desse momento é total e completa.
Aceita as coisas como elas são, não como gostaria que fossem na altura. É importante
perceber isto. Pode desejar que no futuro as coisas sejam diferentes, mas nesse
momento tem de aceitar as coisas como elas são.

Quando se sentir frustrado ou aborrecido por uma pessoa ou situação, lembre-se de
que não está a reagir a essa pessoa ou a essa situação, mas aos seus sentimentos acerca
da pessoa ou da situação. Esses são os seus sentimentos e os seus sentimentos não são
da responsabilidade dos outros. Quando reconhecer e compreender isto na totalidade,
encontra-se preparado para aceitar a responsabilidade por aquilo que sente e para
modificar os seus sentimentos. E se conseguir aceitar as coisas como são, encontra-se
preparado para se responsabilizar pela sua situação e por todas as ocorrências que lhe
parecem problemas.

isso conduz-nos ao segundo componente da Lei do Menor Esforço: responsabilidade.
O que significa responsabilidade? A responsabilidade significa não culpar ninguém,
nem a si próprio, pela sua situação. Depois de ter aceite determinada circunstância,
ocorrência, ou problema, a responsabilidade significa a capacidade de ter uma resposta
criativa à situação tal como ela se apresenta no momento.

Se conseguir isto, todas as famosas situações problemáticas poderão tornar-se uma
oportunidade para a criação de coisas novas e boas, e todas as pessoas atormentadoras e

tiranas lhe servirão para aprender mais a realidade e constituir uma interpretação. E se
Escolher interpretar a realidade desta forma, aproveitará muitos ensinamentos e terá
muitas oportunidades d evoluir.
Sempre que tiver de enfrentar alguém tirano ou atormentador, um professor, um amigo,
ou um adversário (todos significam a mesma coisa) lembre-se disto: *Este momento é
aquilo que deveria ser. Sejam quais forem as relações que tenha trazido para a sua vida,
serão sempre aquelas de que necessita no momento que passa. Há Um significado
oculto por trás de tudo o que acontece, e esse significado oculto serve a nossa evolução.

O terceiro componente da Lei do Menor Esforço é o distanciamento, o que significa
que o seu conhecimento se deve estruturar através do distanciamento e que deverá
renunciar à necessidade de convencer ou persuadir os outros dos seus pontos de vista.
Se observar as pessoas à sua volta, verá que elas passam noventa e nove por cento do
tempo a defender os seus pontos de vista. Se renunciar à necessidade de defender os
seus pontos de vista, por meio dessa renúncia ganhará acesso a imensas quantidades de
energia que antes tinham sido desperdiçadas.

Quando se torna defensivo, culpabiliza os outros e não aceita render-se ao momento
presente, a sua vida encontra resistência. Sempre que encontrar resistência, o melhor é
reconhecer que se forçar a situação, apenas aumentará a resistência. Não deve manterse
rígido como os altos carvalhos que a tempestade quebra e derruba. Em vez disso,
deve ser flexível como o junco que dobra durante a tempestade, mas sobrevive.
Desista de todo de defender os seus pontos de vista. Se não tiver nenhum ponto de vista
para defender, não dará ocasião a que surjam argumentos. Se praticar isto com
consistência, se deixar de lutar e resistir, experimentará a plenitude do presente, que
constitui uma dádiva. Alguém disse um dia: O passado é história, o futuro, um mistério,
este momento é uma dádiva. Por isso este momento se chama presente.

Se aproveitar o presente e formar com ele uma unidade, fundindo-se nele, sentirá um
fogo, um brilho, uma centelha de êxtase vibrando em todos os seres vivos sensitivos.
Quando começamos a sentir esta exultação da alma em todos os seres vivos, quando nos
começamos a familiarizar com essa sensação, a alegria nasce dentro de nós, liberta-nos
das terríveis amarras e obstáculos criados pelas pessoas defensivas, ressentidas e
angustiadas. Só então sentiremos alegria, despreocupação, prazer e liberdade.

Dotado desta liberdade simples e cheia de alegria, O seu coração sabe sem dúvida
que você terá as coisas que deseja quando quiser, porque os seus desejos provêm do
plano da felicidade, não do plano da ansiedade e do medo. Não precisa de se justificar;
reserve apenas a sua intenção para si próprio e conhecerá a realização, o deleite, a
alegria, a liberdade e a autonomia em todos os momentos da sua vida.

comprometa-se a seguir o caminho da não-resistência. Este constitui o caminho
através do qual a inteligência da natureza se desdobra espontaneamente, sem fricção e
sem esforço. Quando conseguir a delicada combinação aceitação, responsabilidade e
distanciamento, sentirá o fluir da vida, sem nenhum esforço.

Se nos mantivermos abertos a todos os pontos de vista, se não nos prendermos com
rigidez a um único, os nossos sonhos e desejos fluem com os desejos da natureza.
Então podemos libertar as nossas intenções, com distanciamento, e esperar pela altura
própria para os nossos desejos se tornarem realidade. Podemos ter a certeza de que
quando chegar a altura própria, eles se manifestarão. Esta é a Lei do Menor Esforço.

COMO APLICAR A LEI DO MENOR ESFORÇO

Ponho em prática a Lei do Menor Esforço, seguindo estes passos:

1 Terei de praticar a Aceitação. Hoje aceito pessoas, situações, circunstâncias e
acontecimentos, tal como eles ocorrerem. Reconhecerei que este momento é aquilo que
deveria ser, porque todo o universo é como deveria ser. Não lutarei contra todo o
universo, lutando contra o momento presente. A minha aceitação é total e completa.
Aceito as coisas como elas são no momento, Não como eu gostaria que fossem.

2 Depois de ter aceite as coisas como elas são, aceitarei a Responsabilidade pela minha
situação e por todas as ocorrências que me aparecem. Sei que aceitar a responsabilidade
significa não culpar ninguém, nem nada, pela minha situação (incluindo eu próprio).
Também sei que em cada problema se encontra oculta uma oportunidade e o fato de me
manter atento às oportunidades permite-me aceitar o momento que passa e torná-lo
melhor.

3 Hoje o meu conhecimento refere-se ao Distanciamento. Renuncio à necessidade
de defender os meus pontos de vista. Não sentirei necessidade de convencer nem de
persuadir os outros a aceitarem os meus pontos de vista. Permanecerei aberto a todos os
pontos de vista e não me prenderei com rigidez a nenhum deles.

A LEI DA Intenção E DO DESEJO

Todas as intenções e todos os desejos contêm
a sua própria possibilidade de realização. no campo
da potencialidade pura, a intenção e o desejo
possuem um poder organizador infinito. E quando introduzimos uma intenção no solo
fértil da potencialidade pura, pomos esse poder
organizador infinito a trabalhar para nós.

No princípio era o desejo; que constituía a primeira semente do espírito, os sábios,
meditando do fundo do coração, descobriram com o seu conhecimento a ligação entre o
existente e o não-existente.
O Hino da Criação, Ríg Veda

A quinta lei espiritual do sucesso consiste na Lei da Intenção e do Desejo. Esta lei
baseia-se no fato de a energia e a informação existirem em toda a parte da natureza. Na
verdade, ao nível do campo quântico, não há nada senão energia e informação. O
campo quântico constitui apenas outra designação para o campo da consciência e da
potencialidade puras. E o campo quântico é influenciado pela intenção e pelo desejo.
Vejamos este processo em pormenor. Se reduzirmos aos seus componentes
essenciais uma flor, u arco-íris, uma árvore, uma folha de relva, um corpo humano,
veremos que são constituídos por energia e informação. Todo o universo, na sua
natureza essencial, representa o movimento da energia e informação. A única diferença
entre um ser humano e uma árvore é o conteúdo da informação e a energia dos
respectivos corpos.

No plano material tanto o ser humano como a árvore são constituídos pelos mesmos
elementos reciclados: basicamente, carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, e outros

elementos em menores quantidades. Poderia adquirir esses elementos numa loja de
hardware por pouco dinheiro. Portanto, aquilo que faz a diferença entre o ser humano e
a árvore não é o carbono, nem o hidrogênio, nem o oxigênio. Na verdade, o ser humano
e a árvore realizam trocas constantes de oxigênio um com o outro. A verdadeira
diferença entre os dois reside na energia e na informação.

No sistema da natureza, nós somos uma espécie privilegiada. Possuímos um sistema
nervoso capaz de reconhecer o conteúdo de energia e informação do campo localizado
que dá origem ao nosso corpo físico, Possuímos a experiência subjetiva desse campo,
sob a forma dos nossos próprios pensamentos, sentimentos, emoções, desejos,
memórias, instintos, impulsos e Crenças. E também possuímos a experiência objetiva
desse campo, através do corpo físico -e por meio do corpo físico, temos a experiência
desse campo sob a forma do mundo, Mas tudo constitui a mesma substância. Por isso os
profetas antigos diziam *Eu sou isso, tu és isso e isso é tudo o que existe.+.

o nosso corpo não se encontra separado do corpo do universo, pois no plano dos
mecanismos quânticos não existem fronteiras bem definidas. Somos como linhas
ondulantes, ondas, Autuações, convulções, remoinhos, perturbações localizadas no
imenso campo quântico. o imenso campo quântico, o universo, constitui uma extensão
do nosso corpo.
O sistema nervoso humano não só reconhece a informação e a energia do seu próprio
campo quântico como também pode conscientemente modificar o conteúdo e a
informação que origina o seu corpo físico, já que a consciência humana é infinitamente
flexível, devido ao seu maravilhoso sistema nervoso. Podemos conscientemente mudar

o conteúdo de in formação e energia do nosso Próprio corpo mecânico quântico e assim
influenciar o conteúdo de energia e informação da extensão do nosso Corpo -o nosso
ambiente, o nosso mundo -e provocar nele a manifestação das coisas.
Essa transformação consciente realiza-se através de duas qualidades inerentes à
consciência: a atenção e a intenção. A atenção transmite energia e a intenção transmite
forma. Damos força a todas as coisas da nossa vida às quais aplicamos a nossa atenção.
As coisas às quais não aplicamos a nossa atenção enfraquecem, desintegram-se e
desaparecem. A intenção, por sua vez, desencadeia a transformação da energia e da
informação. A intenção organiza a sua própria realização.

A qualidade da intenção aplicada ao objeto da atenção orquestra uma infinidade de
ocorrências espaço-temporais que conduzem ao efeito pretendido, desde que sigamos as
outras leis espirituais do sucesso. Isto acontece porque, no solo fértil da atenção, a
intenção possui um poder organizador infinito. Este poder organizador infinito significa

o poder de organizar uma infinidade de ocorrências espaço-temporais, todas ao mesmo
tempo. Podemos ver a expressão deste poder organizador infinito em cada folha de
relva, em cada flor de macieira, em cada célula do nosso corpo. Encontramo-lo em tudo
o que está vivo.
No sistema da natureza, todas as coisas se encontram ligadas umas ás outras. A
marmota sai de baixo da terra e sabemos que a Primavera está a chegar. Em certas
Épocas do ano, as aves começam a emigrar para locais determinados. A natureza
constitui uma sinfonia. E essa sinfonia é orquestrada em silêncio no plano primordial
da criação.

o corpo humano constitui outro bom Exemplo dessa sinfonia. Uma simples célula
do corpo humano realiza cerca de seis trilhões de coisas por segundo e tem de saber o
que estão a fazer todas as outras células ao mesmo tempo. O corpo humano pode ao
mesmo tempo tocar música, matar germes, fazer um bebê, recitar poesia e controlar o
movimento das estrelas, pois o campo da correlação infinita faz parte do seu campo de
informação.

O sistema nervoso da espécie humana possui uma característica notável, um ser
capaz de comandar o poder organizador infinito, através da intenção consciente. A
intenção, na espécie humana, não se encontra fechada ou presa numa rede rígida de
energia e informação. Possui uma flexibilidade infinita. Por outras palavras, se não
violarmos as outras leis da natureza, através da intenção Poderemos literalmente
comandar as leis da natureza, de forma a realizarmos os nossos sonhos e desejos.

Podemos pôr o computador cósmico, com o seu infinito Poder organizador, a
trabalhar para nós. Podemos, entrar no campo primordial da criação, introduzir nele
uma intenção e só pelo fato de termos introduzido essa intenção estamos a ativar o
campo da correlação infinita.

A intenção constitui a base de suporte do fluxo fácil, espontâneo e corrente da
potencialidade pura, procurando o manifesto para exprimir o não-manifesto. O nosso
único cuidado deverá ser utilizar a intenção para o benefício da espécie humana. Isso
acontecerá espontaneamente, se cumprirmos as Sete Leis Espirituais do Sucesso.
A intenção constitui o verdadeiro poder por trás do desejo. A intenção, só por si, é
muito poderosa, pois ela consiste no desejo, sem a preocupação do resultado. O desejo,
só por si, é fraco, já que para a maioria das pessoas o desejo consiste na atenção ligada à
preocupação. A intenção consiste no, desejo, cumprindo estritamente todas as outras
leis, mas em especial a Lei do Desprendimento, que constitui a Sexta Lei Espiritual do
Sucesso.

A intenção combinada com o desprendimento conduz a um conhecimento do
momento presente centrado na vida. E quando a ação se realiza no âmbito do
conhecimento do momento presente, torna-se mais eficaz. A nossa intenção dirige-se
ao futuro, mas a nossa atenção encontra-se no presente, a nossa intenção para o futuro
virá a manifestar-se, porque é no presente que se cria o futuro. Devemos aceitar o
presente tal como é. Aceitemos o presente e criemos intenções para o futuro. o futuro
constitui algo que podemos sempre criar através da intenção desprendida, mas nunca
devemos lutar contra o presente.

O passado, o presente e o futuro representam propriedades da consciência. O
passado constitui a recordação, a memória-o futuro representa antecipação; o presente
representa conhecimento. Portanto, o tempo constitui o movimento do pensamento.
Tanto o passado como o futuro nascem na imaginação; apenas o presente, que
representa conhecimento, se pode dizer real e eterno. Pode dizer-se que o presente é: A
potencialidade da relação espaço-tempo, da matéria e da energia. Constitui um eterno
campo de possibilidades da manifestação de forças abstratas, quer seja a luz, o calor, a
eletricidade, O Magnetismo ou a gravidade. Essas forças não se situam no passado nem
no futuro. Apenas são.

A nossa interpretação dessas forças abstratas da-nos a experiência da forma e do
fenômeno concreto. As interpretações rememorativas das forças abstratas geram a
experiência do passado; as interpretações antecipadoras das mesmas forças abstratas
criam o futuro. Elas constituem as qualidades da atenção na consciência. Quando essas
qualidades se libertam do peso do passado, a ação no presente torna-se solo fértil para a
criação do futuro.

A intenção, baseada nesta liberdade despreocupada do presente, serve de catalisador
para a mistura carreta de matéria, energia e ocorrências espaço-temporais, de modo a
criar tudo aquilo que desejar.

Se possuir um conhecimento do presente centrado na vida, os obstáculos
imaginários, que constituem mais de noventa por cento dos obstáculos conhecidos

desintegram-se e desaparecem. Os restantes cinco a dez por cento dos obstáculos
conhecidos podem transmutar-se em oportunidades com uma intenção dirigida.

A intenção dirigida constitui a qualidade da atenção que se caracteriza pela firmeza
inflexível do seu objetivo. A intenção dirigida significa que aplicamos a nossa atenção,
no sentido de obter o resultado que desejamos, com uma firmeza de objetivos tão
inflexível, que recusamos em absoluto qualquer obstáculo que possa consumir e dissipar
a qualidade focalizada da nossa atenção. Na nossa consciência, dá-se uma exclusão
total e completa de todos os obstáculos. Somos capazes de manter uma serenidade
inabalável, ao mesmo tempo que nos entregamos ao nosso objetivo com uma paixão
intensa. É este o poder simultâneo do conhecimento desaprendido e da intenção
focalizada e dirigida.

Aprenda a aproveitar o poder da intenção e criará tudo o que desejar. Também pode
obter resultados, através de um grande esforço e sofrimento mas isso tem custos, que
podem ir desde o stress até ao ataque cardíaco, ou ao Comprometimento das funções do
seu sistema imunológico. É muito melhor cumprir as cinco regras se guintes da Lei da
Intenção e do Desejo. Seguindo estas cinco regras para realizar os seus desejos, a
intenção gerará o seu próprio poder:

1 Deslize pela abertura. Isto significa concentrar-se no espaço silencioso entre os
pensamentos, entrar no Silêncio -um nível do Ser que constitui o seu estado essencial.

2 Depois de estabelecido nesse estado do Ser, liberte as suas intenções e desejos. Na
própria abertura, não há pensamentos nem intenções, mas quando sair da abertura, na
junção entre a abertura e um pensamento, a intenção é introduzida. Se tiver diversos
objetivos, escreva-os e focalize neles a sua intenção, antes de entrar na abertura. Se
desejar uma carreira de sucesso, por exemplo, entre na abertura com essa intenção e a
intenção já lá estará, como uma tênue luz de conhecimento. Ao libertar as suas
intenções e desejos na abertura, está a plantá-las no solo fértil da potencialidade pura,
espere que floresçam quando chegar a estação. Não deve escavar para ver se as
sementes dos seus desejos estão a crescer, nem deve prender-se muito para ver como
elas se vão desenvolver. A única coisa que deve fazer é libertá-las.

3 Mantenha-se no estado de auto-referência. Isto significa que deve manter-se no plano
do conhecimento do seu verdadeiro Eu -a sua alma, a sua ligação ao campo da
potencialidade pura. Também significa que não deve olhar para si próprio através dos
olhos do mundo, Ou deixar-se influenciar pelas opiniões e críticas dos outros.
Um bom meio para manter esse estado de auto-referência é guardar os seus desejos para
si próprio; não os partilhe com mais ninguém, a menos que sejam pessoas que tenham 1
exatamente os mesmos desejos que o leitor e estejam muito ligadas a si..

4 Renuncie à preocupação com os resultados. Isto significa que não se deve prender
muito à expectativa de um resultado específico, mas sim viver com o conhecimento da
incerteza. Significa que deve desfrutar todos os momentos da sua vida, mesmo
desconhecendo os resultados.

5 Deixe os pormenores ao cuidado do universo. As suas intenções e os seus desejos,
depois de libertos na abertura, possuem um poder organizador infinito. Confie no poder
organizador infinito da intenção. Ele organiza-lhe todos os detalhes.

Lembre-se de que a sua verdadeira natureza é pura alma. Mantenha sempre a
consciência da sua alma, onde quer que vá, liberte com suavidade os seus desejos, e o
universo cuidará por si dos pormenores.
Não deixarei nenhum obstáculo consumir e dissipar a qualidade da minha atenção no
momento presente. Aceitarei o presente tal como é, e deixarei que o futuro se revele.
COMO APLICAR A LEI através dos meus desejos e intenções mais profundos e da
Intenção, E Dos Desejos mais queridos.
Ponho em prática a Lei da Intenção e do Desejo, seguindo estes passos:

1 Faço uma lista de todos os meus desejos. Trago sempre comigo esta lista, para onde
quer que vá. Leio sempre esta lista antes de entrar em silêncio e meditação. Também a
leio antes de ir dormir, à noite. Volto a lê-la ao acordar de manhã.

2 Entrego e submeto esta lista de desejos ao movimento da criação, confiando que
quando as coisas não parecerem conformes aos meus desejos há uma razão para isso e
que o plano cósmico possui para mim desígnios ainda mais grandiosos do que aquilo
que eu alguma vez imaginei.

3 Lembro-me de que devo praticar o conhecimento do momento presente em todas as
minhas ações.

6 A LEI DO DESPRENDIMENTO

No desprendimento se revela o conhecimento da incerteza. No conhecimento da
incerteza se revela a libertação do passado, do conhecido, da prisão da circunstância do
passado.
E pela nossa vontade de entrar no desconhecido, no campo de todas as possibilidades,
entregamo-nos ao espírito criativo que orquestra a dança do universo.

Como dois pássaros de ouro empoleirados na mesma árvore, como amigos íntimos,

o ego e o Eu habitam o mesmo corpo-o primeiro come os frutos doces e amargos
da árvore da vida, enquanto o último observa com desprendimento.
-Mundaka Upaniskad

A sexta lei espiritual, do sucesso consiste na Lei do Desprendimento. A Lei do
Desprendimento diz-nos que para, adquirirmos qualquer coisa no universo físico temos
de renunciar à nossa ligação a ela. Isto não significa que desistamos da intenção de
criar o desejo. Não devemos desistir da intenção, nem devemos desistir do desejo.
Devemos desistir da nossa ligação ao resultado. Esta atitude é muito poderosa. No
momento em que renunciamos à ligação ao resultado, combinando ao mesmo tempo
intenção dirigida e desprendimento, teremos aquilo que desejamos. Tudo o que
quisermos pode adquirir-se através do desprendimento, já que este se baseia na fé
inquestionável, no poder do nosso verdadeiro Eu.
Por outro lado, a ligação ao resultado baseia-se no medo e na insegurança -e a
necessidade de segurança baseia-se no fato de não conhecermos o nosso verdadeiro Eu.
A fonte de riqueza, de abundância ou de qualquer outra coisa do mundo físico encontrase
no Eu; é a consciência que sabe como realizar todas as necessidades. Tudo o mais
constitui um símbolo: carros, casas, contas bancárias, roupas e aviões. Os símbolos são

transitórios; vêm e vão. Procurar obter estes símbolos é o mesmo que preferir o mapa
ao território. Provoca ansiedade; acaba por nos fazer sentir ocos e vazios por dentro,
porque estamos a trocar o nosso Eu pelos símbolos do nosso Eu.

A ligação ao resultado significa consciência da pobreza, pois esta ligação prende-se
sempre aos símbolos. O desprendimento significa consciência da riqueza, pois ele traz-
nos a liberdade para criar. Só com um envolvimento desprendido se pode obter alegria
e prazer. Só assim obtemos os símbolos de riqueza, com espontaneidade e sem esforço.
Sem o desprendimento, tornamo-nos prisioneiros de necessidades mundanas
desesperadas e impossíveis, preocupações triviais, desespero passivo e tristeza. Marcas
distintivas de uma existência quotidiana medíocre e da consciência da pobreza.

A verdadeira consciência da riqueza consiste na capacidade para obtermos aquilo
que queremos, quando quisermos, e com um mínimo de esforço. Para chegar a esta
experiência tem de se basear no conhecimento da incerteza. Na incerteza encontrará a
liberdade para criar tudo o que quiser.

As pessoas estão sempre à procura de segurança, mas será que a busca da segurança
constitui uma coisa muito efêmera. Mesmo a ligação ao dinheiro constitui um sinal de
insegurança. Pode dizer: *Quando eu possuir X milhões de escudos, estarei seguro.
Serei economicamente independente e poderei reformar-me. Nessa altura, hei-de fazer
tudo aquilo que de fato quero fazer.+ Mas isso nunca acontece -nunca acontece.

Aqueles que procuram segurança perdem-na para sempre e nunca a encontram. É
uma atitude ilusória e efêmera, pois a segurança nunca pode vir apenas do dinheiro. A
ligação ao dinheiro gerará sempre insegurança, independentemente da quantidade de
dinheiro que tivermos no banco. Na verdade, algumas das pessoas mais inseguras são
as que mais dinheiro têm.

O desejo de segurança constitui uma ilusão. Nas antigas tradições de sabedoria, a
solução para todo este dilema encontra-se no conhecimento da insegurança, ou no
conhecimento da incerteza. Isto significa que o desejo de segurança e certezas, na
verdade, constituem uma ligação ao conhecido. E o que é o conhecido? O conhecido é

o nosso passado. o conhecido não é mais do que a prisão do condicionamento do
passado. Não há evolução aqui absolutamente nenhuma. E quando não há evolução,
surge a estagnação, a entropia, a desordem e a decadência.
A incerteza, por sua vez, constitui o solo fértil da criatividade e da liberdade puras.
A incerteza significa entrar no desconhecido em cada momento da nossa existência. O
desconhecido constitui o campo de todas as possibilidades, sempre vivas, sempre novas,
sempre abertas à criação de novas manifestações. Sem a incerteza e o desconhecido, a
vida consiste apenas na repetição obsoleta e desgostosa de memórias. Tornamo-nos
vítimas do passado -aquilo que vivemos ontem é o que nos atormenta hoje.

Renuncie à sua ligação com o conhecido, entre no desconhecido e entrará no campo
de todas as possibilidades. O conhecimento da incerteza constitui um elemento da
vontade de entrar no desconhecido. Isto significa que, em cada momento da sua vida,
terá emoção, aventura, mistério. Terá a experiência da alegria de viver a magia, a
celebração, a alegria e a exultação do seu próprio espírito.

Todos os dias pode procurar a emoção daquilo que virá a ocorrer no campo de todas
as possibilidades. Quando tiver a experiência da incerteza, encontra-se no caminho
certo, por isso não desista. Não precisa de ter uma idéia rígida e completa daquilo que
vai fazer na semana seguinte ou no próximo ano, pois se tiver idéias bem definidas
acerca do que vai acontecer e se ficar muito preso a elas, fechará um grande número de
possibilidades.

Uma característica do campo de todas as possibilidades consiste na correlação
infinita. o campo pode orquestrar uma infinidade de ocorrências espaço-temporais para
chegar ao resultado pretendido. Mas quando nos deixamos prender, a nossa intenção
fecha-se num estado de espírito rígido e perdemos a fluidez, a criatividade e a
espontaneidade inerentes ao campo. Quando nos deixamos prender, retiramos ao desejo
a sua infinita flexibilidade e fluidez, encerrando-o numa moldura fixa, que interfere com
todo o processo de criação.

A Lei do Desprendimento não interfere com a Lei da Intenção e do Desejo. Com a
definição de um objetivo Mantemos a intenção de seguir em determinada direção,
mantemos o nosso objetivo. Mas entre o ponto A e o ponto B há uma infinidade de
possibilidades. Tendo interiorizado o elemento da incerteza, podemos mudar de direção
em qualquer momento, se encontrarmos um ideal mais elevado ou uma coisa mais
emocionante. Também nos encontramos menos dispostos a forçar as soluções para os
problemas e isso permite-nos manter-nos atentos às oportunidades.

A Lei do Desprendimento acelera todo o processo de evolução. Quando
compreender esta lei, não se sentirá compelido a forçar soluções. Quando força
soluções ou problemas, apenas cria novos problemas. Mas se aplicar a atenção na
incerteza e observar a incerteza enquanto espera, atento, que a solução surja do caos e
da confusão, aquilo que surgir será qualquer coisa fabulosa e muito estimulante.

Este estado de atenção, encontrar-se preparado no presente, no campo da incerteza,
liga-se ao seu objetivo e à sua intenção e permite-lhe aproveitar a oportunidade. O que
é a oportunidade? Encontra-se em cada problema que tiver na vida. O menor problema
que tiver na vida constitui a semente para uma oportunidade de um benefício maior.
Depois de ter percebido isso, abre um grande número de possibilidades e mantém vivos

o mistério, a dúvida, a emoção e a aventura.
Pode ver cada problema da sua vida como uma oportunidade para um benefício
maior. Pode manter-se atento às oportunidades baseando-se no conhecimento da
incerteza. Se estiver preparado e a oportunidade surgir, a solução aparecerá
espontaneamente.

Aquilo que daqui advém designa-se muitas vezes por *boa sorte+. A boa sorte
consiste apenas no encontro entre a oportunidade e a pessoa que se encontra preparada
para ela. Quando as duas se juntam com a observação atenta do caos, surge uma
solução, que constituirá um benefício evolucionário para a pessoa e para todos aqueles
que a rodeiam. Esta constitui a receita perfeita para o sucesso e baseia-se na Lei do
Desprendimento, que é o melhor caminho para a liberdade.
Entro no campo de todas as possibilidades e antecipo a emoção que pode ocorrer se eu
me mantiver aberto às escolhas. Ao entrar no campo de uma infinidade de escolhas
Ponho em prática a Lei do Desprendimento, seguindo todas as possibilidades,
experimento toda a alegria, com estes passos: aventura, magia e mistério da vida.

Hoje vou praticar o desprendimento. Darei a mim próprio e aos que me rodeiam
a liberdade de sermos como somos. Não imporei idéias rígidas sobre como as coisas
deviam ser. Não forçarei soluções para os problemas, pois isso criaria novos
problemas. Participarei em tudo com um envolvimento desprendido.

2 Hoje interiorizo a incerteza como um ingrediente essencial da minha experiência. A
minha boa vontade para aceitar a incerteza fará com que as soluções surjam,
espontâneas, dos problemas, da confusão, da desordem e do caos. Quanto mais incertas
as coisas parecem, mais seguro me sentirei, porque a incerteza é uma fonte inesgotável.

A LEI DO DARMA OU DA FINALIDADE DA VIDA

Todas as pessoas possuem uma finalidade na vida…

uma dádiva singular ou um talento especial para oferecer aos outros. E quando pomos

o nosso talento especial ao serviço dos outros, experimentamos o êxtase e a exultação
do nosso espírito, que é a finalidade suprema da vida.
Quando trabalhamos somos como flautas e, ao nosso coração o murmúrio das horas
soa como música.
E o que é trabalhar com amor? É tecer o pano com os fios do coração, como se
estivéssemos a tecer a roupa
do nosso bem-amado…

Kahlil Gibran, O Profeta

A sétima lei espiritual do sucesso consiste na Lei do Darma. Darma é um termo de
sânscrito que significa finalidade na vida. A Lei do Darma diz-nos que nos
manifestamos sob a forma física para cumprir uma finalidade. A divindade constitui a
essência do campo da potencialidade pura e, o divino toma a forma humana para
cumprir uma finalidade.

Segundo esta lei, todos temos um talento específico e uma forma singular de o
exprimirmos. Há qualquer coisa que conseguimos fazer melhor do que qualquer outra
pessoa no mundo e, cada talento específico com a sua forma singular de se exprimir,
também requer necessidades especiais. Quando essas necessidades se combinam com a
expressão criativa do nosso talento, gera-se a centelha que dá prosperidade. Exprimir os
seus talentos para realizar aquilo que é necessário cria riqueza e abundância ilimitadas.

Se ensinássemos isto às crianças desde pequenas, veríamos o efeito que teria na vida
delas. Na verdade, fiz a experiência com os meus filhos. Repeti-lhes muitas e muitas
vezes que havia uma razão para cada um de nós se encontrar neste mundo e que eles
teriam de descobrir a razão por que existiam. Eles começaram a ouvir isto a partir dos
quatro anos. Também os ensinei a meditar mais ou menos a partir dessa idade e disselhes:
*Nunca, mas nunca se preocupem em ganhar a vossa vida. Se não forem capazes
de ganhar a vossa vida quando crescerem, eu hei -de sustentar-vos, portanto não se
preocupem com isso. Não quero que se esforcem por obter bons resultados na escola.
Não quero que se esforcem por obter as melhores notas ou por ir para os melhores
colégios. Aquilo que quero e que se interroguem acerca de como podem servir a
Humanidade e quais serão os vossos talentos especiais. Porque cada um de vós possui
um talento especial, que ninguém mais possui e cada um de vós tem uma maneira
especial de exprimir esse talento, que também ninguém mais possui.+ Eles acabaram
por vir a freqüentar as melhores escolas, obtiveram as melhores notas, e mesmo na
universidade são estudantes especiais, porque já são economicamente independentes,
pois a vida deles focaliza-se naquilo que devem dar para cumprir a razão da sua
existência aqui. E esta é a Lei do Darma.

A Lei do Darma possui três componentes.

O primeiro diz-nos que cada um de nós se encontra aqui para descobrir o seu verdadeiro
Eu, para descobrir por si próprio que o seu verdadeiro Eu é espiritual, que na essência
somos seres espirituais manifestando-se sob uma forma física. Não somos seres

humanos que têm experiências espirituais ocasionais, ao contrário, somos seres
espirituais que têm experiências humanas ocasionais.

Cada um de nós encontra-se aqui para descobrir o seu eu superior, ou o seu eu
espiritual. Esse constitui o primeiro requisito da Lei do Darma. Temos de descobrir por
nós mesmos o deus ou a deusa em embrião, que existe dentro de nós e deseja revelar-se,
para podermos exprimir a nossa divindade.

O segundo componente da Lei do Darma consiste em exprimirmos os nossos talentos
especiais. A Lei do Darma diz-nos que todo o ser humano possui um talento especial.
Todos possuímos um talento, cuja expressão é de tal modo singular, que não existe mais ninguém vivo no planeta que possua esse talento ou essa forma de o exprimir. Isto
significa que há uma coisa específica que cada um de nós sabe fazer melhor do que
qualquer outra pessoa no mundo. Quando está a fazer isso, perde a noção do tempo.
Quando exprime esse talento especial que possui ou, em muitos casos, os diversos
talentos especiais, a expressão desse talento é transportada para o conhecimento do
eterno.

O terceiro componente da Lei do Darma consiste na vontade de servir a Humanidade.
Servir os outros seres humanos e perguntar *Como posso eu ajudar? Como posso ajudar
aqueles que me rodeiam?+ Pondo a capacidade de exprimir o seu talento especial ao
serviço da Humanidade, estará a aplicar totalmente a Lei do Darma. E se juntar a isto a
experiência da sua própria espiritualidade, o campo da potencialidade pura, é impossível
que não tenha acesso à abundância ilimitada, porque esta constitui a verdadeira forma
de alcançar a abundância.
Esta abundância não é temporária; é permanente, devido ao seu talento especial, à sua
forma de o exprimir, aos serviços que presta e à dedicação que mostra pelos outros seres
humanos, atitude que adquiriu, perguntando: *Como posso eu ajudar?+, em vez de: *O
que posso eu obter?+ A questão *O que posso eu obter?+ constituí o diálogo interior do
ego. Perguntar *Como posso eu ajudar? . + constitui o diálogo interior da alma. A
alma representa o domínio do conhecimento onde experimentamos a nossa
universalidade. Através da simples substituição, no nosso diálogo interior, da pergunta
*O que posso eu obter?+ pela outra *Como posso eu ajudar?+, passamos logo do plano
do nosso ego para o domínio da nossa alma. Embora a meditação constitua a forma
mais útil de entrar no domínio da alma, a simples mudança do nosso diálogo interior
para *Como posso eu ajudar?+ também nos dá acesso a alma, esse domínio do
conhecimento onde experimentamos a nossa universalidade.

Se quiser aproveitar ao máximo a Lei do Darma, terá de se comprometer a seguir
algumas regras.

A primeira regra é: Vou tentar descobrir o meu eu superior, que se encontra para além
do meu ego, através da prática espiritual.

A segunda regra é: Vou descobrir os meus talentos especiais e, depois de os descobrir,
vou entrar em estado de felicidade, pois o processo de felicidade ocorre quando adquiro

o conhecimento do eterno. Nesse momento, entro em estado de beatitude.
A terceira regra é: Vou perguntar a mim mesmo quais as minhas melhores qualidades
para servir a Humanidade. Vou responder a essa pergunta e depois pôr em prática a
atitude. Vou utilizar os meus talentos especiais para servir as necessidades dos outros

seres humanos, vou combinar essas necessidades com o meu desejo de ajudar e servir os
outros.

Sente-se e faça uma lista das respostas a estas duas perguntas: Pergunte a si mesmo
se o dinheiro não fosse uma preocupação para si e se tivesse todo o tempo e dinheiro do
mundo, o que faria? se pensa que continuaria a fazer aquilo que faz no momento, isso
significa que se encontra em darma, porque tem uma paixão por aquilo que faz –
exprime os seus talentos especiais. Depois, pergunte a si mesmo: *Quais as minhas
melhores qualidades para servir a Humanidade?+ Responda à pergunta e ponha a
atitude em prática.
Descubra a sua divindade, encontre o seu talento especial, utilize-o para servir a
Humanidade e gerará toda a riqueza que quiser. Quando as suas expressões criativas
responderem às necessidades dos outros seres humanos, a riqueza fluirá
espontaneamente do não-manifesto para o manifesto, do âmbito da alma para o âmbito
da forma. Começará a experimentar a vida como uma miraculosa expressão da
divindade, não ocasionalmente, mas sempre. E conhecerá a verdadeira felicidade e o
verdadeiro significado do sucesso, o êxtase e a exultação da sua própria alma.

COMO APLICAR A LEI DO DARMA+ OU DA FINALIDADE DA VIDA

Ponho em prática a Lei do Darma, seguindo estes passos:

1 Hoje vou dar toda a atenção e amor ao deus ou deusa em embrião que se oculta no
mais fundo da minha alma. Darei toda a atenção à minha alma interior que dá vida ao
meu corpo e ao meu espírito. Vou tentar despertar para a profunda serenidade que
existe dentro do meu coração. A consciência da eternidade e do Ser eterno
acompanhar-me-á sempre durante a minha experiência temporal.

2 Faço uma lista dos meus talentos especiais. Depois faço uma lista de todas as coisas
de que gosto de fazer quando exprimo os meus talentos especiais. Exprimindo os meus
talentos especiais e utilizando-os ao serviço da Humanidade, perco a noção do tempo e
crio abundância na minha vida, assim como na vida dos outros.

3 Pergunto a mim mesmo todos os dias *Como posso eu servir? e *Como posso eu
ajudar?. As respostas a estas questões vão permitir-me ajudar e servir os outros seres
humanos com amor.

SUMARIO E CONCLUSÃO

Quero conhecer os pensamentos de Deus… o resto são pormenores.

Albert Einstein

O espírito universal coreografa tudo o que acontece em bilhões de galáxias, com uma
exatidão cheia de elegância e uma inteligência inflexível. A sua inteligência é
primordial e suprema e penetra todas as fibras da existência: desde a mais pequena à
maior, desde o átomo ao cosmos. Tudo o que existe constitui uma expressão desta
inteligência. E esta inteligência opera através das Sete Leis Espirituais. Se observar
uma célula do corpo humano, verá que o seu funcionamento constitui a expressão destas
leis. Todas as células, quer sejam do estômago, do coração ou do cérebro têm a sua

origem na Lei da Potencialidade. O ADN constitui um exemplo perfeito da
potencialidade pura; de fato, ele representa a expressão material da potencialidade pura.
O mesmo ADN exprime-se de formas diferentes, conforme as células a que pertence, de
modo a poder responder às exigências específicas de cada célula em se articular.
As células também funcionam por meio da Lei da Dádiva. Uma célula mantém-se viva
e saudável, quando se encontra num estado de estabilidade e equilíbrio. Este provem do
estado de equilíbrio é da realização e harmonia, mas mantém-se através de uma
constante atividade de dar e receber. Cada célula tem algo para dar a todas as outras e
constitui suporte de todas as outras, ao mesmo tempo que é apoiada por todas as outras.
As células encontram-se sempre num estado de fluência dinâmica e o fluxo nunca se
interrompe. Na verdade, o fluxo constitui a própria essência da vida da célula. E só
mantendo esse fluxo de dar, a célula pode receber e assim continuar a sua vibrante
existência.

A Lei do Darma é executada com toda a delicadeza e rigor por cada célula, pois a
capacidade de dar a resposta mais apropriada e exata para cada situação que ocorre faz
parte da própria inteligência da célula.
A Lei do Menor Esforço também é primorosamente executada por cada célula do corpo:
cumpre a sua tarefa, de modo bastante eficiente, quando o corpo se encontra desperto.
Mas em repouso, Através da Lei da Intenção e do Desejo, cada intenção de cada célula
aproveita o poder organizador infinito da inteligência da natureza. Mesmo uma simples
intenção, como metabolizar uma molécula de açúcar, desencadeia logo uma sinfonia de
ocorrências no corpo, em que determinadas quantidades de hormônios devem ser
segregados em determinados momentos para que a molécula de açúcar se converta em
pura energia criativa.

E, claro, cada célula exprime a Lei do Desprendimento, pois o seu funcionamento
encontra-se desligado do efeito das suas intenções. As células não cometem lapsos nem
enganos, pois o seu comportamento constitui uma função do conhecimento do momento
presente, centrado na vida.

As células também exprimem a Lei do Darma. Cada célula deve descobrir a sua
própria origem, o seu eu superior; deve servir as outras células e exprimir os seus
talentos especiais. As células do coração, do estômago, as células imunológicas, todas
têm origem num eu superior, no campo da potencialidade pura. E como se encontram
diretamente ligadas a esse computador cósmico, exprimem os seus talentos especiais
através de um mínimo de esforço e do conhecimento do eterno. Só exprimindo os seus
talentos especiais, elas podem manter a sua integridade e a integridade de todo o corpo.
O diálogo interior de cada célula do corpo humano consiste na pergunta *Como posso
eu, ajudar?+. As células do coração querem ajudar ás células imunológicas, as células
imunológicas querem ajudar as células dos pulmões e do estômago, as células do
cérebro escutam e ajudam todas as outras. Cada célula do corpo humano possui uma
única função: ajudar todas as outras.

Examinando o comportamento das células do nosso próprio corpo, observamos a
mais extraordinária e eficaz expressão das Sete Leis Espirituais. Encontramo-nos
perante o gênio da inteligência da natureza. Temos aqui os pensamentos de Deus -o
resto são pormenores.

As Sete Leis Espirituais do Sucesso constituem princípios poderosos que lhe permitem
atingir o autodomínio. Se aplicar a sua atenção a estas leis e praticar as regras indicadas
neste livro, verá que será Capaz de fazer manifestar-se tudo aquilo que quiser -toda a
prosperidade, dinheiro e sucesso que desejar. Também vai ver que a sua vida se torna

mais feliz e abundante em todos os aspectos, pois estas leis também constituem as leis
espirituais que fazem com que a vida valha a pena ser vivida.

Na vida quotidiana, a aplicação destas leis obedece a uma seqüência natural, que
pode ajudá-lo a lembrar-se delas. A Lei da Potencialidade Pura pratica-se através do
silêncio, da meditação, do não-julgamento, da comunhão com a natureza, mas é ativada
por meio da Lei da Dádiva. Aqui o princípio consiste em aprender a dar aquilo que
deseja para si. Assim ativa a Lei da Potencialidade Pura. Se deseja prosperidade, ajude
os outros a serem prósperos; se procura dinheiro, dê dinheiro aos outros; se procura
amor, apreço e afeto, aprenda a dar aos outros amor, apreço e afeto.

Através das suas ações, quando aplica a Lei da Dádiva, ativa a Lei do Darma. Pode
criar um bom darma e um bom darma torna a vida fácil. Verá que não precisa de
despender grandes esforços para realizar os seus desejos, o que conduz logo à
compreensão da Lei do Menor Esforço. Quando tudo parece surgir com facilidade e
sem esforço e os seus desejos continuam a realizar-se, começa a perceber
espontaneamente a Lei da Intenção e do Desejo. A realização dos seus desejos com um
mínimo de esforço torna quase natural para si a prática da Lei do Desprendimento.

Por fim, como começa a perceber todas as leis anteriores, passa a focalizar-se na sua
verdadeira finalidade na vida, chegando assim à Lei do Darma. Por meio da aplicação
desta lei, em que exprime os seus talentos especiais e realiza as necessidades dos outros
seres humanos, começa a poder criar tudo aquilo que quiser, sempre que quiser. Tornase
despreocupado e feliz e a sua vida passa a constituir a expressão do amor ilimitado.

Paramos por algum tempo para nos encontrarmos uns com os outros, para nos
amarmos, para partilharmos. Este momento é precioso, mas passageiro. Constitui um
pequeno parêntese na eternidade. Se o partilharmos com carinho, alegria e amor,
criaremos abundância e felicidade uns para os outros. E assim este momento terá valido
a pena.

Com os viajantes que realizam uma viagem cósmica às partículas etéreas, girando e
dançando nos turbilhões e remoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas as expressões
da vida são efêmeras, momentâneas, transitórias. Gautama Buda, fundador do budismo,
disse um dia:
A nossa existência é tão passageira como as nuvens de Outono.
Assistir ao nascimento e morte dos seres é como observar os movimentos de uma dança.
uma vida é como o relâmpago no céu, Corre como a água que jorra da íngreme
montanha.

ACERCA DO AUTOR

Deepak Chopra é um famoso especialista no campo da medicina do corpo e do
espírito e do potencial humano. Ele foi o autor dos best-sellers: Creating Affluence
(Como Alcançar Prosperidade), The Way of the Wzzard, Ageless Body, Timeless Mind,
Quantum Healing e The Return of Merlin, assim como de inúmeros programas áudio e
vídeo, dedicados à saúde e ao bem-estar. Os seus livros encontram-se traduzidos em
mais de vinte línguas e ele tem dado diversas conferências por toda a América do Norte,
América do Sul, índia, Europa, Japão e Austrália. Atualmente, é o Diretor Executivo do
Centro Chopra para o Bem-Estar em La Jolla, Califórnia. GLOBAL NETWORK FOR
SPIRITUAL SUCCESS

POST OFFICE BOX 1001

DEL MAR, CALIFORNIA 92014

Caro amigo:

Em As Sete Leis Espirituais do Sucesso, descrevo as virtudes e os princípios
associados que me ajudaram, e a muitos outros, a obter a satisfação espiritual e o
sucesso material. Escrevo para o convidar a juntar-se a mim, e talvez a milhões de
outras pessoas espalhadas pelo mundo, na Global Network For Spiritual Success, que se
baseará na prática diária desses princípios. A participação na Rede está aberta a toda
a gente que queira praticar As Sete Leis Espirituais. Eu achei muito compensador
concentrar-me numa lei em cada dia da semana, começando no Domingo com a Lei da
Potencialidade Pura e terminando no Sábado com a Lei do Darma. Se concentrar a sua
atenção numa lei espiritual, transformará completamente a sua vida, como eu
transformei a minha, e se diversas pessoas em conjunto aplicarem a sua atenção na
mesma lei em cada dia, em breve teremos um grupo importante de pessoas de sucesso
que poderiam transformar a vida no planeta Terra.
já há alguns grupos de amigos de todas as partes do mundo que começaram a
concentrar-se numa lei em cada dia. Como eu fiz com a minha equipa de trabalho e
com os meus amigos, sugiro que forme um grupo de reflexão com a família, com
amigos ou com colegas de trabalho que possam encontrar-se uma vez por semana para
discutirem as suas experiências com as leis espirituais. Se as experiências forem
dramáticas, o que por vezes acontece, pode escrevê-las e enviá-las para mim. Para fazer
parte da Global Network For Spiritual Success, basta-lhe enviar um envelope com o seu
nome, direção , e um selo, para o apartado indicado acima. Nós enviamos-lhe um
pequeno cartão, que pode trazer na carteira, com as sete leis e um formulário para
preencher e fornecemos-lhe informações sobre o nosso trabalho na Rede.

A entrada para a Rede representa a realização de um dos meus mais queridos sonhos.
Se entrar na Global Network e praticar As Sete Leis Espirituais, tenho a certeza de que
conseguirá obter, felicidade espiritual e realizar os seus desejos. Não posso desejar-lhe
melhor bênção.
Com amizade e os meus melhores votos,

Deepak Chopra

Leonardo Boff


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Leonardo Boff

Leonardo Boff

Nome completo Genézio Darci Boff
Nascimento 14 de dezembro de 1938 (79 anos)
Concórdia Santa Catarina
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Márcia Monteiro da Silva Miranda
Ocupação teólogo, filósofo, escritor, professor, ecologista
Gênero literário Teologia
Movimento literário Teologia da Libertação
Magnum opus Igreja: carisma e poder
Religião católico
Página oficial
www.leonardoboff.com
Galeria de Livro - Leonardo Boff

Galeria de Livro, em forma de imagem, na entrado do Centro de Cultura, em Concórdia-SC, sua terra natal.

Centro de Cultura

Centro Cultura de Concórdia – SC

Leonardo Boffpseudônimo de Genézio Darci Boff (Concórdia14 de dezembro de 1938), é um teólogoescritor e professor universitário brasileiro, expoente da Teologia da Libertação no Brasil e conhecido internacionalmente por sua defesa dos direitos dos pobres e excluídos.[1][2][3][4]

Foi membro da Ordem dos Frades Menores (franciscanos) e atualmente é professor emérito de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.[1] Seu trabalho atual está relacionado principalmente às questões ambientais.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Leonardo Boff ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1959 e foi ordenado sacerdote em 1964. Em 1970, doutorou-se em Filosofia e Teologia na Universidade de MuniqueAlemanha. Ao retornar ao Brasil, ajudou a consolidar a Teologia da Libertação no país. Lecionou Teologia Sistemática e Ecumênica no Instituto Teológico Franciscano em Petrópolis (RJ) durante 22 anos. Foi editor das revistas Concilium (1970-1995) (Revista Internacional de Teologia), Revista de Cultura Vozes (1984-1992) e Revista Eclesiástica Brasileira (1970-1984).

Seus conceitos teológicos sobre a doutrina Católica com respeito à hierarquia da Igreja, expressos no livro Igreja, Carisma e Poder, renderam-lhe um processo junto à Congregação para a Doutrina da Fé, então dirigida por Joseph Ratzinger, depois Papa Bento XVI. O documento final desse processo foi assinado pelo próprio Cardeal Ratzinger e conclui que “as opções aqui analisadas de Frei Leonardo Boff são de tal natureza que põem em perigo a sã doutrina da fé, que esta mesma Congregação tem o dever de promover e tutelar” .[5] Em 1985, foi condenado a um ano de “silêncio obsequioso“, perdendo sua cátedra e suas funções editoriais na Igreja Católica. Em 1986, recuperou algumas funções, mas sempre sob observação de seus superiores. Em 1992, ante novo risco de punição, desligou-se da Ordem Franciscana e pediu dispensa do sacerdócio. Sem que esta dispensa lhe fosse concedida, uniu-se, então, à educadora popular[6] e militante dos direitos humanos Márcia Monteiro da Silva Miranda, divorciada e mãe de seis filhos, com quem mantinha uma relação amorosa em segredo desde 1981.[7] Boff afirma que nunca deixou a Igreja: “Continuei e continuo dentro da Igreja e fazendo teologia como antes”, mas deixou de exercer a função de padre dentro da Igreja,.[8][9]

Sua reflexão teológica abrange os campos da ÉticaEcologia e da Espiritualidade, além de assessorar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e movimentos sociais como o MST. Trabalha também no campo do ecumenismo.

Sua reflexão teológica nasceu da necessidade de dar resposta a perguntas como:

  1. Como anunciar a morte e ressurreição de Jesus a indígenas que estão sendo exterminados?
  2. Como anunciar a Boa Nova da Salvação às populações exploradas?

Por isso, empregou o método da “dupla mediação”, típico dos teólogos da libertação, pois recorre às ciências humanas e sociais para uma melhor compreensão da realidade, descobrir os mecanismos de opressão que ameaçam a vida dos pobres e para libertar a teologia de sua falsa neutralidade social, de sua suposta neutralidade política e de sua aparente indiferença ética, e também utiliza a hermenêutica para o estudo e interpretação dos textos fundadores do cristianismo, procurando analisar o contexto e o conteúdo desses textos, descobrir o seu significado original e investigar seu significado atual a luz dos novos desafios.[10]

Em 1993 foi aprovado em concurso público como professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde é atualmente professor emérito.

Foi professor de Teologia e Espiritualidade em vários institutos do Brasil e exterior. Como professor visitante, lecionou nas seguintes instituições: de Universidade de Lisboa (Portugal), Universidade de Salamanca (Espanha), Universidade Harvard (Estados Unidos), Universidade de Basel (Suíça) e Universidade de Heidelberg (Alemanha). É doutor honoris causa em Política pela universidade de Turim, na Itália, em Teologia pela universidade de Lund na Suécia e nas Faculdades EST – Escola Superior de Teologia em São Leopoldo (Rio Grande do Sul). Boff fala fluentemente alemão.

Sua produção literária e teológica é superior a 60 livros, entre eles o best-seller A Águia e a Galinha. A maioria de suas obras foram publicadas no exterior.

Atualmente, viaja pelo Brasil dando palestras sobre os temas abordados em seus livros, participando também de encontros da Agenda 21.

Vive em Petrópolis (RJ) com sua companheira, a educadora popular Márcia Miranda.

Metodologia[editar | editar código-fonte]

A metodologia empregada por Boff não tem como ponto de partida a revelação, nem dogmas, mas a realidade social. Por isso, o primeiro passo é a análise crítica da realidade: que ele chama de “leitura sócio-analítica estrutural”, trata-se de uma leitura crítica e dialética, que pretende desmascarar os mecanismos de opressão, propor alternativas de transformação e traduzir de modo mais adequado as exigências libertadoras da fé.

O segundo passo é a mediação hermenêutica ou leitura teológica da realidade a partir da prática libertadora que se move na perspectiva da libertação dos pobres e oprimidos, e, portanto, busca descobrir as esperanças e as aspirações histórica-salvíficas e também os obstáculos para a realização do Reino de Deus na história humana, além disso, é feita uma leitura crítico-libertadora da tradição cristã, reconhecendo a dimensão objetiva desse movimentos de libertação que trabalha para a transformação integral.

O terceiro momento é a mediação prática. Sua teologia pretende ser militante, comprometida e libertadora, ressalvando que a prática da teologia da libertação não se reduz ao puro ativismo externo, que não busca mudar as pessoas. O objetivo final desta metodologia é a salvação na forma de libertação integral. Os conceitos de salvação e libertação empregados por Boff não são reducionistas. A salvação anunciada pelo cristianismo é, para Boff, um conceito totalizador que não se limita às libertações econômicas, sociais e ideológicas, porém, tal salvação está ligada à luta por essas libertações. A salvação definitiva e escatológica se antecipa por meio das libertações parciais intrahistóricas em todos os níveis da realidade e está aberta à plenitude que somente se pode alcançar no Reino de Deus.[10]

Cristologia[editar | editar código-fonte]

Em 1972, Boff publicou “Jesus Cristo Libertador”, onde apresenta um Jesus livre de visões pietistas e voltado aos interesses dos mais pobres. Depois publicou “Jesus Cristo e a libertação do homem”. Boff, sustenta uma cristologia que proclama Jesus como libertador da América Latina.

A cristologia de Boff se caracteriza pela primazia dos elementos antropológicos sobre os eclesiológicos e dos elementos sociais sobre os individuais. Boff valoriza os aspectos humanos de Jesus e sua relevância libertadora, destaca que a originalidade de Jesus se manifesta quando este corrige os ensinamentos de seus antepassados, em oposição ao sistema e à dimensão meramente subjetiva da fé. Boff apresenta o Reino de Deus como uma utopia e a práxis de Jesus como um processo de libertação, historificação do Reino, corporificação do amar a Deus e a conversão como exigência para a libertação que resulta em transformações dos relacionamentos em todos os níveis.

Boff sustenta que existe uma vinculação entre a paixão de Cristo e o sofrimento humano. Segundo Boff, A paixão de Cristo não tem como função legitimar a necessidade do sofrimento nem a aceitação resignada da existência do mal; sua função é denunciar os mecanismos geradores de sofrimento e convidar a lutar contra a dor e suas causas. A morte de Jesus não é um momento fatal, nem um ato de resignação, e muito menos uma exigência de Deus; mas o resultado da práxis de conflito que Jesus teve com os poderosos de seu tempo. A ressurreição é apresentada como realização da utopia humana e antecipação da libertação definitiva.

Influenciado inicialmente por Teilhard de Chardin, Boff elaborou uma cristologia transcendental e cósmica. Para os cristãos, a realidade histórica (passado, presente e futuro) está “cristificada”, ou seja, inserida no mistério de Cristo.

A libertação ocorre por meio do seguimento de Jesus, o que significa continuar sua obra e, desse modo, alcançar a plenitude.[10]

Comunidades Eclesiais de Base[editar | editar código-fonte]

Boff vê a Igreja como o Povo de Deus na aventura da humanidade comprometido com os pobres e organizado em comunidades eclesiais de base. Boff é um crítico das estruturas eclesiásticas de dominação da Igreja Católica Romana que supervalorizariam a instituição, a doutrina, os dogmas, os ritos, o clero e os sacramentos. Além disso, tais estruturas rejeitariam o pluralismo doutrinal, ético e organizativo; e imporiam a uniformização, a divisão discriminatória entre: Igreja discente e Igreja docente; clérigos e leigos; hierarquia e povo de Deus.

Além disso, Boff defende uma estrutura eclesial fundada nos carismas, que seria capaz de conservar um elevado grau de integração, de evitar as atuais formas de dominação e de impedir que espíritos pouco evangélicos se apropriassem do poder sagrado em um ato de autoritarismo e de simonia.

Segundo Boff, as comunidades eclesiais de base seriam um novo modo de ser Igreja e de experimentar a salvação comunitariamente, o lugar de encontro do povo oprimido e crente. Seriam capazes de “reinventar a Igreja” e por em marcha una verdadeira “eclesiogênesis” a partir da fé do povo. O movimento comunitário de base seria uma ruptura com o monopólio do poder religioso e social, e a inauguração de um novo processo de estruturação da Igreja e da sociedade com uma divisão distinta do trabalho tanto social como eclesiástico.

Por outro lado, Boff ressalva que as comunidades de base não seriam antagônicas à Igreja-instituição, nem teriam a intenção de converter-se em uma Igreja paralela, nem poriam em perigo a comunhão eclesial e nem conduziriam à ruptura com a hierarquia.

Boff procurou construir pontes entre a teologia, a práxis e a espiritualidade, demonstrando que são interdependentes e não realidades autônomas. Ele sustenta que a espiritualidade estaria na base da reflexão teológica, que seria a sua raiz; que a práxis libertadora dos cristãos seria uma experiência espiritual de encontro com o “Senhor dos pobres”; que a espiritualidade libertadora se traduziria em “santidade política e militante”, que resultaria na luta contra as próprias paixões e contra os mecanismos de exploração e de destruição da comunidade. Os cristãos deveriam ser “contemplativos na libertação.[10]

Teologia da libertação em perspectiva ecológica[editar | editar código-fonte]

Boff é considerado um pioneiro na incorporação das bandeiras ecológicas à teologia da libertação. Nesse contexto, questiona a suposta força emancipadora do paradigma técnico-científico, critica a concepção de “progresso infinito”, tendo em vista que os recursos naturais são limitados. Portanto, propõe o paradigma “cosmocêntrico”, que entende a realidade de maneira unitária/holística, como condição necessária para a sobrevivência do planeta e da humanidade. Nesse novo paradigma o ser humano não faria uma competição com a natureza, mas um haveria um diálogo simétrico entre dois “sujeitos” e não entre sujeito e objeto, tendo em vista que esta perspectiva teológica, entende que o ser humano e a natureza se situam no mesmo plano, pois são criação e imagem de Deus.

Boff propõe uma teologia da libertação em perspectiva ecológica que possa oferecer respostas à questão da pobreza, que destrói o tecido vital de milhões de seres humanos; e à questão da violência contra a terra, que gera um desequilíbrio no planeta, ameaçado pela depredação “selvagem” do suposto modelo “civilizado” de desenvolvimento. Ele entende que o grito do pobre e o grito da terra não são clamores independentes, mas um mesmo e único clamor, e nesse contexto lembra o teor de Romanos 8:19-25.[10]

Ética libertadora integral e inclusiva[editar | editar código-fonte]

Outro aspecto das reflexões de Boff passa pela elaboração de uma ética libertadora integral e inclusiva, que se importe com todas as dimensiones do ser humano e da natureza, nesse contexto, defende a necessidade de um novo pacto ético entre os seres humanos que leve em conta aspectos sociais e ecológicos, que teria como objetivo preservar o futuro comum do planeta e da humanidade, que seria ameaçado pela depredação ambiental e a injustiça estrutural. Esse pacto exigiria pensar não apenas em nós mas, também nas gerações futuras. Sua obra mais emblemática neste terreno ético é a trilogia: “Virtudes públicas para outro mundo possível”, onde propõe uma globalização com rosto humano. Boff vê as crises como oportunidades para uma transição para um novo paradigma de vida caracterizada pelo sentido planetário e cósmico da existência humana. Boff enaltece as seguintes virtudes: hospitalidade, convivência, respeito, tolerância, cuidado, comer e beber juntos, e viver em paz:

  1. A hospitalidade seria uma virtude necessária em tempos de crises migratórias. A hospitalidade seria um direito e um dever de todos, mais do que isso, um imperativo ético que deveria ser praticado de maneira incondicional. Nessa perspectiva, a hospitalidade inclui a acolhida generosa, a escuta atenta, a negociação honesta, a renúncia desinteressada, a responsabilidade consciente, a transformação inteligente e deve resultar em políticas sociais de acolhida aos imigrantes, de inclusão daquele que é diferente.
  2. A convivência seria a virtude central da atual fase planetária e deveria ser entendida em sua dupla dimensão: psicossocial e cósmica. Essa virtude permitira conviver com os diferentes em um mundo interplanetário, intercultural, interreligioso e interétnico. A tolerância e o respeito seriam dois aspectos fundamentais da “virtude da convivência”;
  3. O cuidado, definido como uma relação amorosa com a realidade seria uma virtude ligada à essência do ser humano. Trata-se de uma virtude que ativaria a sensibilidade dos seres humanos em relação aos seus semelhantes e a tudo que nos rodeia. Essa virtude incluiria o reconhecimento do outro, a preocupação pelo outro, o sentir com o outro, além disso, essa virtude nos levaria ter uma atitude cuidadosa com o planeta. Sem essa virtude, nos desumanizamos;
  4. A virtude de “comer e beber juntos” tem um conteúdo material e relaciona-se com a dimensão “anímica” do ser humano. “Comer e beber” (comensalidade) seria mais que um direito e um dever de todos os seres humanos; seria um imperativo moral que não admitiria exceções nem exclusões. A fome e a desnutrição de milhões de seres humanos seriam crimes de lesa humanidade e um escândalo social, tendo em vista que teríamos meios e recursos técnicos para alimentar a todos os habitantes do planeta. Boff defende a agricultura orgânica, é um dos críticos dos transgênicos e manifesta preocupação com a crescente escalssez de recursos hídricos;
  5. Concretizar a virtude do “viver em paz” não seria tarefa fácil, pois a violência está dentro de cada um de nós e uma atitude pacífica exige una pedagogia interior da não violência, que se expresse na linguagem e nas atitudes. Além da violência interior, vivemos imersos em um meio social violento (a violência patriarcal, a violência cultural, a violência da economia capitalista e a violência originária do cosmos). Enquanto se mantiverem ativas estas formas de violência e existam pessoas famintas e falta de solidariedade, não poderia haver paz no mundo. Entretanto, Boff acredita que a paz seria possível e necessária.[10]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Alguns teólogos divergem quanto à base da teologia de Leonardo Boff. Dentre estes, destaca-se seu irmão Frei Clodovis Boff, professor da PUC de Curitiba, que, em 2007, publicou um artigo denominado “Teologia da Libertação e volta ao fundamento[11]“, no qual afirmou que o engano fatal consiste em colocar o pobre como primeiro princípio operativo da teologia, substituindo-o a Deus e a Jesus Cristo. “Desde este engano de princípio só podem derivar-se efeitos funestos. Quando o pobre adquire o estado de primum epistemológico, o que acontece com a fé e sua doutrina a nível de teologia e de pastoral? O resultado inevitável é a politização da fé, sua redução a instrumento para a libertação social”.[12][13]

Leonardo Boff apresentou uma resposta à Clodovis, em maio de 2008, por meio de um artigo denominado “Pelos pobres contra a estreiteza do método”.[14] Lembrou Leonardo que foi Jesus mesmo, o Juiz Supremo quem se identificou com os pobres: «todas as vezes que fizestes a um destes meus irmãos menores, foi a mim que o fizestes» (Mateus 25:40). Achou “sintomático e perturbador que o texto de Mateus 25:31-46, tão central para a teologia e particularmente para Teologia da Libertação, não seja citado nenhuma vez por Clodovis”.[14]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

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Encontre fontes: Google (notíciaslivros e acadêmico)
  • Prêmio conferido a Jésus Christ Libérateur. Paris, Du Cerf, como livro religioso do ano na França (1988)[15]
  • Prêmio conferido a The Lord’s Prayer. Quezon City, como livro religioso do ano nas Filipinas (1984)
  • Herbert Haag Preis Freiheit in der Kirche, prêmio pela liberdade na Igreja, de LucernaSuíça (1985)[16]
  • Prêmio conferido a Passion of Christ, Passion of the World. New York, Orbis Books, como livro religioso do ano nos USA (1987)
  • Prêmio Internacional Alfonso Comin, concedido pela fundação Alfonso Comin e pela prefeitura de Barcelona, por seu trabalho comunitário e em prol dos direitos dos empobrecidos e marginalizados (1987)[17]
  • Prêmio dos editores de livros religiosos em idioma alemão pelo conjunto de sua obra traduzida para o alemão em Frankfurt (1988)
  • Prêmio Thomas Morus Medaille der Thomas Morus Gesellschaft pela firmeza da consciência (Standfestigkeit des Gewissens) (1992)
  • Prêmio Nacional de Direitos Humanos (1992)
  • Prêmio Sergio Buarque de Holanda (Biblioteca Nacional – Ministério da Cultura), para a obra Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres. S.Paulo, Ed. Atica, como ensaio social do ano (1994)
  • Prêmio Right Livelihood (Correto Modo de Vida), conhecido como o Nobel alternativoEstocolmoSuécia (2001).[18]
  • Doutor Honoris Causa da Escola Superior de Teologia, instituição da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, em pelo seu compromisso ecumênico a partir do diálogo com a teologia protestante e à reflexão entre teologia e ecologia (2008).

Obras selecionadas[editar | editar código-fonte]

Para uma lista completa, clique aqui; para uma lista de artigos e monografias clique aqui
  • O evangelho do Cristo Cósmico. Petrópolis: Vozes, 1971.
  • O caminhar da igreja com os oprimidos – Do vale das lágrimas à terra prometida. Rio de Janeiro: Codecri, 1981.
  • América Latina: Da conquista à nova evangelização. São Paulo: Ática. 1992
  • Ecologia: Grito da Terra, Grito dos Pobres, São Paulo: Ática, 1995.
  • Casamento entre o céu e a terra. Rio de Janeiro: Salamandra, 2001.
  • A Águia e a Galinha. Petrópolis: Vozes, 2002.
  • Experimentar Deus. A transparência de todas as coisas, Campinas: Verus, 2002.
  • São José, a personificação do Pai. Campinas: Verus, 2005.
  • Igreja: carisma e poder. Ensaios de uma eclesiologia militante. São Paulo: Record, 2005.
  • Ética da vida. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
  • A força da ternura. Pensamentos para um mundo igualitário, solidário, pleno e amoroso. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.
  • Masculino e Feminino. Experiências vividas. Rio de Janeiro: Record, 2007.
  • Homem: Satã ou Anjo Bom. Rio de Janeiro: Record, 2008.
  • Ecologia, Mundialização, Espiritualidade. Rio de Janeiro: Record, 2008.
  • O Evangelho do Cristo cósmico. A busca da unidade do Todo na ciência e na religião. Rio de Janeiro: Record, 2008.
  • Eclesiogênese: a reinvenção da Igreja. Rio de Janeiro: Record, 2008.
  • Meditação da Luz – O caminho da simplicidade. Petrópolis (RJ): Vozes, 2009.
  • Saber cuidar. Petrópolis: Vozes, 2011.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b NETO, DIOGO GONZAGA TORRES. ESCRITOS INTERDISCIPLINARES O conhecimento em Boaventura de Sousa Santos. [S.l.]: Lulu.com. ISBN 9781329539655
  2. Ir para cima Aguiar, Ricardo Schinaider; Vogt, Carlos. “Teologia da Libertação: uma teologia da periferia e dos excluídos.”
  3. Ir para cima Camurça, Marcelo. «Teologia da Libertação: uma teologia da periferia e dos excluídos»ComCiência (146): 0–0. ISSN 1519-7654
  4. Ir para cima «Teologia da Libertação: origem e desenvolvimento»seer.pucgoias.edu.br. Consultado em 27 de janeiro de 2016
  5. Ir para cima Notificação sobre o livro Igreja, Carisma e Poder Site do Vaticano
  6. Ir para cima Boff e o líder católico. Revista Isto é Online de 16/05/2007
  7. Ir para cima Confissões amorosas de um padre, Revista da Folha 21/11/1993, página 17 jornal Folha de S. Paulo
  8. Ir para cima Entrevista ao jornal O Tempo
  9. Ir para cima Frei Betto: Leonardo Boff, místico da terra. Página Amai-vos, acessada em 7 de janeiro de 2009.
  10. ↑ Ir para:a b c d e f La Teologia de La Liberacion Juan Jose Tamayo, em espanhol, acesso em 08 de abril de 2016.
  11. Ir para cima Volta ao fundamento: réplica de Clodovis Boff, acesso em 09 de abril de 2016.
  12. Ir para cima Irmãos Boff divididos por controvérsia sobre o futuro da Teologia da Libertação, ACI Digital, acessado em 25 de fevereiro de 2013
  13. Ir para cima Teologia da Libertação e volta ao fundamento, de Fr. Dr. Clodovis M. Boff, OSM, Adital, acessado em 25 de fevereiro de 2013
  14. ↑ Ir para:a b Pelos pobres contra a estreiteza do método. Um artigo de Leonardo Boff , acesso em 09 de abril de 2016.
  15. Ir para cima SILVA, Bruno Marques. Fé, razão e conflito. A trajetória intelectual de Leonardo Boff. Universidade Federal Fluminense, 2007, p.26s
  16. Ir para cima «Herbert Haag-Stiftung Für Freiheit in der Kirche» (em alemão). Consultado em 21 de fevereiro de 2013
  17. Ir para cima «Premio Internacional Alfonso Comín» (em espanhol). Fundació Alfons Comín. Consultado em 21 de fevereiro de 2013
  18. Ir para cima «Leonardo Boff (Brazil)» (em inglês). The Right Livelihood Award. Consultado em 21 de fevereiro de 2013

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Guimarães, J: Leituras críticas sobre Leonardo Boff. Editora: EFPA e Editora UFMG, 2008. ISBN 9788576430650.
  • VILELA, D. M. Utopias esquecidas. Origens da Teologia da Libertação. São Paulo: Fonte Editorial, 2013. ISBN 9788566480276

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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