Esperar grandes acontecimentos gera ansiedade e desânimo

ARTIGO DE ESPECIALISTA – ATUALIZADO EM 25/07/2016

foto especialista Patrícia Regina Alves
Todos os dias somos “bombardeados” com informações destrutivas que nos atingem por todos os lados. Ligamos a TV e lá estão elas, seja através dos comerciais que nos impulsionam ao consumo inconsciente ou do noticiário que pouco mostra de ações efetivas e benéficas para a coletividade. Saímos às ruas e nos deparamos com uma avalanche publicitária, panfletos e mais panfletos entregues nas ruas e jogados dois passos a diante, se mostram em acúmulos de lixos espalhados pelo chão. Carros de som que tumultuam nossos ouvidos. Buzinas disparadas, vendedores ambulantes aos gritos e lojistas com seus locutores aos microfones, disputam os clientes que caminham em meio a multidão. A poluição sonora e visual é tanta que se não andamos em duplas, conversando aos gritos pelas ruas, lá estamos sozinhos, com nossos fones de ouvido, alheios aos acontecimentos externos, marcando o passo da caminhada rumo ao destino.

Diante desta pintura moderna e caótica, penso como é difícil evitar o estresse, a ansiedade, a angústia, o medo, a claustrofobia. Penso em como viver com simplicidade e qualidade de vida seja difícil para a maioria das pessoas e eu me incluo nesta estatística.
Como resistir ao fast food e depois vencer a culpa pelo ganho de peso e perda da saúde?
Como se olhar no espelho e manter em alta a estima se o padrão de beleza imposto é difícil de alcançar?
Como dizer boas palavras e manter uma conversa agradável quando os ouvidos só tiveram notícias de catástrofes, guerras e maledicências?
Como ter pensamentos bons, se a mente atordoada só consegue pensar na violência e nos números da guerra massatemente noticiados?
Como ser protagonista da própria vida se somos impotentes frente as intempéries das relações sociais?
Como ser feliz, vivendo com simplicidade e sendo grato pelo que se tem, pelo que se é?

Esta é a principal resposta que precisamos encontrar para sermos felizes, tendo paz de espírito, equilíbrio e qualidade de vida. Você certamente sabe, mas vale lembrar, que ser feliz não deve ser sinônimo de atingir metas distorcidas de beleza e de consumo, de manter relações tumultuosas e infrutíferas que causam dor e sofrimento por status ou conveniência. Que, acreditar que olhares de cobiça ou inveja e relacionamentos fúteis justificam uma vida vazia regada a tarjas pretas.

Sabe aquela frase: “O dia em que eu tiver tal coisa, ser de tal jeito…serei feliz”. Triste ilusão. Pois, seguindo esta filosofia, a vida passará e você não viveu. O tempo passará e você envelheceu. E quando se der conta, talvez a amargura, a frustração e a tristeza, já tenham dominado seu ser.

Por isso, insisto e quando escrevo estas palavras, também as escrevo para mim, pois, afinal, também estou susceptível aos ditames da moda e de uma sociedade com valores distorcidos. Mas acredito que temos uma força inerente que nos move à transformação e se quisermos, podemos alcançar nossos sonhos, desde que o transformemos em metas e planejemos o caminho.

Acredito que vislumbrar desejos, sejam eles de consumo, beleza ou profissionais, é sadio desde que para isso não deixemos de viver o presente, percebendo e agradecendo as pequenas conquistas, mesmo que aparentemente ínfimas diante do sonho maior.

Penso que viver com simplicidade, inclui agradecer todas as manhãs pelas oportunidades que recebemos, pela nossa saúde, pelas pessoas que nos querem bem. Pelos conselhos e olhares de cumplicidade que recebemos das pessoas que realmente importam e se importam conosco.
Entretanto, todo este discurso não é tarefa fácil de alcançar, mas precisamos tentar. Talvez evitando expectativas grandiosas seja um bom começo. Refletir sobre nossos ideais, valores, sobre o que realmente importa seja a chave para esta mudança de paradigma, de postura, de filosofia de vida.

Qual precisará ser o seu “gatilho”? O que precisa acontecer em sua vida para que você a transforme e seja simplificadamente feliz? Reflita. Exercite o corpo e a mente, caminhando, lendo bons livros, conversando com os amigos, respirando ar puro, rindo e sorrindo para a vida.

Se estas atitudes não funcionarem, você pode ainda, buscar o apoio dos florais de Bach que poderão ajudá-lo em seu processo de autoconhecimento e autotransformação. Mas, lembrem-se que, os florais de Bach devem ser escolhidos baseados na personalidade e não em sintomas. Aqui, comentarei cinco essências que poderão ser úteis neste processo:

Crab Apple: para ajudar a melhorar a autoestima. Esta essência nos ajuda a enxergarmos as coisas nas proporções exatas e a transformar o que não gostamos em nossa aparência.

Clematis: para ajudar a assumirmos uma postura de ação frente ao que desejamos, tendo criatividade e praticidade. Agindo no aqui e agora.

Rock Rose: para nos ajudar a enfrentarmos com coragem os perigos e situações imprevisíveis da vida.

Rock Rose: para nos ajudar a enfrentarmos com coragem os perigos e situações imprevisíveis da vida.

Cherry Plum: para ajudar a controlar as compulsões, permitindo ter autocontrole físico, mental e emocional.

Vine: para ajudar a termos uma postura de entendimento diante das situações a que não se tem controle.

No mais, tente manter ainda, mesmo que pareça difícil, uma atitude mental positiva que o ajude a relaxar, oxigenar o cérebro, a transpor a ponte dos obstáculos. Mas, por favor, não desista, de ser feliz.

Abraços, Luz e até nossa próxima conversa.

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