Relação com o Governo e a Sociedade
8. Nas relações com a Sociedade, o Governo e o Estado, o Sistema Petrobras compromete-se a:
 

8.1. atuar de modo a contribuir decisivamente para o desenvolvimento econômico, tecnológico, ambiental, social, político e cultural do Brasil e dos países onde atua;

8.2. exercer influência social, em todos os meios, como parte do exercício de sua responsabilidade econômica, ambiental, social, política e cultural para com o Brasil e os países em que atua;

8.3. contribuir com o poder público na elaboração e execução de políticas públicas gerais e de programas e projetos específicos comprometidos com o desenvolvimento sustentável;

8.4. valorizar o envolvimento e o comprometimento dos seus empregados, em debates e elaboração de propostas, tendo em vista a viabilização e fortalecimento de projetos de caráter social, em ações articuladas com órgãos públicos e privados, governamentais e não-governamentais;

8.5. estimular a conscientização social e o exercício da cidadania ativa por parte de todos os seus empregados, por meio de seu exemplo institucional e pelo desenvolvimento de programas de educação para a cidadania;

8.6. estimular e patrocinar projetos de desenvolvimento de pesquisas e tecnologia para o desenvolvimento sustentável, interagindo ativamente com a comunidade acadêmica e científica;

8.7. interagir em parceria com instituições de ensino, para a melhoria da qualificação da mão-de-obra no setor de petróleo, gás natural e energia;

8.8. recusar quaisquer práticas de corrupção e propina, mantendo procedimentos formais de controle e de conseqüências sobre eventuais transgressões;

8.9. recusar apoio e contribuições para partidos políticos ou campanhas políticas de candidatos a cargos eletivos;

8.10. acatar e contribuir com fiscalizações e controles do poder público.

Um comentário sobre “Relação com o Governo e a Sociedade

  1. Eu gostaria muito de postar no meu blog apenas assuntos “lights”, preferencialmente ligados à arte em um aspecto bem amplo, desde literatura, música, esporte, pintura até mesmo à área política, que não deixa de ser uma grande arte… Infelizmente, o meu senso crítico e as vicissitudes que se apresentam em minha vida, não me deixam calar…

    O inverno úmido do Rio de Janeiro é o pior veneno para a minha saúde, e como ocorrem todos os anos, eu passei os últimos quinze dias com todas as “ites” que alguém possa imaginar: renite, bronquite, sinusite, e a preocupação de não se tornar uma “pneumunite”. Durante esses últimos quinze dias eu me consultei com três especialistas em doenças alérgico-respiratórias, e após ingerir dois tipos de antibióticos, cortisona, expectorantes, descongestionantes e antialérgicos, consegui de sábado para domingo, ter uma noite de sono tranqüila.

    Dizem que alegria de podre dura pouco, e dessa vez a doença se consumou em outra pessoa da família… Ontem, a minha querida madrinha, que no passado já foi minha babá, e que hoje se soma seus noventa anos de idade foi internada por causa de mais uma isquemia cerebral. Quando meu irmão me ligou eu entrei em pânico, porque o meu primeiro impulso era o de sair para ampará-la, como sempre, mas meu estado de saúde, ainda em convalescência, e a má notícia, provocou-me uma súbita asma. Solicitei-lhe que tomasse as devidas providências no meu lugar, mas passei o Domingo pendurada ao telefone acompanhando o processo…

    Após o dia inteiro sentada em uma cadeira no corredor da emergência do Hospital Lourenço Jorge, meu irmão disse-me que ela já havia realizado o exame de sangue, e que pelo resultado das proteínas, havia feito outra isquemia, mas o diagnóstico só poderia ser confirmado com o resultado de uma tomografia, que não é realizada no hospital. Às quase 20h00minh, após ter permanecido o dia inteiro dobrada sobre uma cadeira de ferro, deitaram a velhinha em uma cama, e ela ficou internada na tal “Grande Emergência”.

    Lembrei-me que há quatros anos, ela teve o mesmo problema, e eu a levei para o hospital Miguel Couto. As dificuldades na rede pública são sempre as mesmas, e eu tive um enorme desgaste para conseguir com que a minha Bá tivesse atendimento. Eu sabia que não iria conseguir dormir enquanto não a visse, então eram quase 22h00minh, e eu resolvi me vestir como se fosse para o Pólo Norte, e me despenquei para o Hospital Lourenço Jorge.

    O hospital estava praticamente fechado, e assim que parei o carro para solicitar informação, o segurança se aproximou da janela e perguntou-me, o que eu queria. Expliquei-lhe todo o ocorrido, e o mesmo me mandou telefonar para a recepção do hospital para obter informação sobre a paciente.

    Bem, talvez outra pessoa tivesse ido embora, mas eu, não. Insisti que gostaria de ver a paciente, porque ela não se encontrava na UTI, e que pelo estatuto do idoso eu teria o direito de vê-la, e assisti-la. O infeliz que mal sabia falar o português engoliu a arrogância, e mandou-meeu obter as informações no balcão de vidro, na recepção da emergência, e já me advertindo que eu não iria conseguir vê-la, apenas no horário de visita.

    Dirigi-me a tal recepção, e a atendente entrou no computador, e disse-me que ela estava na grande emergência, e que para ter qualquer outra informação eu teria que voltar no dia seguinte às 12h00minh. Então eu olhei para ela, e com o tom de voz bem suave, questionei-lhe: – Saberia me dizer se ela ainda está viva? Ela entrou novamente no computador, e verificou a idade da Bá, chamou-me em um canto, e disse que iria me levar lá dentro para vê-la. Eu havia levado cobertor e roupa de cama, porque sei como são os hospitais públicos, mas não me deixaram entrar com nada.

    Já havia me deparado “n” vezes com aquele quadro, mas creio que a cada ano a situação está pior. A tal Grande Emergência nada mais é que um amontoado de doentes, que além das enfermarias, ocupam os corredores do recinto em toda a sua extensão, até no chão. De longe eu reconheci a cabecinha negra coberta pelos fios brancos, e lá estava ela, em cima de uma maca, rente à parede do corredor, como tantos outros velhinhos. Ao me vir ela chorou, e creio que tenha ficado mais tranqüila, porque sempre fui o seu “porto seguro”. Disse-me que estava com frio, e que há pouco um rapaz, que era o auxiliar de enfermagem, havia lhe dado um lençol para se cobrir. Ainda bem que ela estava bem agasalhada, e que ainda não haviam tirado as suas roupas. Passou-se dez minutos, e o segurança veio para me acompanhar até a saída.

    Durante o pouco tempo em que estive no recinto, contei apenas dois auxiliares de enfermagem que deveriam estar monitorando mais de 100 (cem) pacientes. Uma enfermeira que trajava um jaleco vermelho, que se destacava dos demais, permanecia sentada, lixando as unhas, dentro de sua baia. Uma médica rondava os leitos com sua prancheta, e com a nítida expressão de depressão e cansaço. Eu procurava alguém que pudesse me passar informações, e olhar por ela, mas diante daquele quadro, eu pedi a Deus que aliviasse tanta dor e sofrimento, e já não pedia apenas pela minha Bá…

    O tema de políticas públicas no Brasil já está tão desgastado, que eu apenas consigo vê-lo como o descaso da vida humana. O que mais me causa revolta, é porque eu trabalhei com PPA e LDO, quando estive no Governo Federal, na década de 90, e que na época havia verba suficiente destinada a suprir a saúde pública com qualidade.

    Há quatro anos passados, quando passei por situação semelhante, mas no Hospital Miguel Couto, eu me indignei, esbravejei, chamei os responsáveis, chamei a imprensa, fiz várias denúncias nos órgãos competentes, e a única coisa que eu consegui foi com que fizessem todos os exames que ela precisava, em um tempo hábil, pelo menos isso, mas e as outras pessoas que permaneceram mudas e desoladas? Talvez no futuro bem próximo não precisassem mais de atendimentos, ou se aposentados, nem do próprio benefício do INSS…

    Voltando ao passado, recordo-me que até meados da década de 70, não se ouvia nem falar em planos de saúde particulares, e que as melhores instituições de ensino eram as públicas. O Estado fornecendo saúde, educação e segurança, as pessoas viviam com uma melhor qualidade de vida, e com salários mais baixos. É certo que nesse ínterim houve um enorme crescimento populacional, o aumento do êxodo rural, e uma revolução política, técnico e econômica, mas quem ganhou com tudo isso nessas últimas décadas? Não é necessário ser nenhum gênio para perceber o que houve com o Brasil nessas últimas décadas, e o massacre às classes menos favorecidas, retirando deles o direito à dignidade humana.

    E o país continua crescendo… PARA QUEM?

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