Como identificar a premissa e a conclusão de um argumento


Escrito por Cathryn Whitehead | Traduzido por Alexandre Lima
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Como identificar a premissa e a conclusão de um argumento
Argumentos simples têm duas premissas e uma conclusão (argumentation image by iMAGINE from Fotolia.com)

Um discussão não é apenas uma luta verbal ou uma briga. Na lógica e no debate, um discussão é um conjunto de instruções com base na comunicação persuasiva, que inclui um pedido, chamada da conclusão e afirmações que sustentam a conclusão, chamada premissa. Ao analisar um argumento, você tem que determinar qual afirmação é a conclusão e quais são as premissas. Às vezes, a conclusão que o orador está tentando persuadi-lo a aceitar está clara, mas em outros casos você tem que verificar as palavras-chave e até mesmo declarações que não foram ditas explicitamente mas que foram assumidas como verdade, servindo de suporte para a conclusão.

Nível de dificuldade:
Moderado

O que você precisa?

  • Papel e caneta

  • Lista de palavras-chave

Instruções

  1. 1

    Encontre a conclusão primeiro ao verificar a afirmação que compõe a ideia principal. Pergunte a si mesmo qual pensamento a pessoa que apresentou esse argumento quer que você tenha. A conclusão é muitas vezes a primeira ou a última declaração de um argumento e às vezes é repetida para enfatizar que é o ponto principal. Anote as frases em um pedaço de papel e descobra a sua relação com as outras. Saiba as palavras-chave que são suscetíveis a serem utilizadas em uma conclusão. As palavras-chave incluem, entre outras: por esse motivo, portanto, para que, para, em seguida, por conseguinte, como um resultado, e em conformidade.

  2. 2

    Procure por frases que ofereçam evidências, anedotas, explicações, argumentos e citações de autoridades que apoiem a conclusão. As premissas são proposições apontadas para apoiar uma conclusão, e podem ser identificadas por palavras-chave, que incluem: de acordo com, considerando, por, se, considerando que, na verdade, por, uma vez que, apesar de tudo e devido. O contexto em que as palavras-chave são usadas determinam se elas são ou não pistas para identificar premissas e conclusões.

  3. 3

    Identifique a falta de uma premissa. Ao apresentar um argumento, alguns oradores assumem certas premissas como fatos ou conhecimento comum que não precisa ser declarado. Se a premissa parece estar faltando, você pode ter que tentar deduzir qual afirmação eles não fizeram que poderia dar suporte à conclusão da discussão. Traduza perguntas retóricas de uma discussão em sentenças declarativas.

Abordagem descritiva x abordagem prescritiva


Escrito por Christina Lee | Traduzido por Nehme Abdallah
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Abordagem descritiva x abordagem prescritiva
Prescritivismo e descritivismo são duas escolas de ética em filosofia (The antique philosopher image by Sergey Galushko from Fotolia.com)

Moral descritiva e prescritiva conotam duas medidas diferentes de moral em ética. A ética fornece os parâmetros em quais os humanos se esforçam para viver “a vida boa”. Quando um indivíduo está vivendo um dilema, ele recorre aos preceitos de ética para obter auxílio.

Moral descritiva

A Enciclopédia de Filosofia de Stanford explica que a moral descritiva está nas regras específicas impostas na sociedade. Por exemplo, regras como “não mentir” e “não roubar” são descritivas. Elas claramente delineiam comportamentos inaceitáveis para membros de uma sociedade específica. Ainda é explicado no livro que os teóricos de ética descritiva entendem a moral como um comportamento que é específico para cada sociedade, os quais evitam fazer comentários generalizados que se apliquem à toda humanidade.

Moral prescritiva

A abordagem prescritiva supõe que a moralidade universal pode ser alcançada por todas as sociedades humanas, e que todas as sociedades recebem preceitos éticos simplesmente por seguir um procedimento filosófico. Assim, essa abordagem moralista acredita que todas as “pessoas racionais” podem obter preceitos éticos. Immanuel Kant foi um famoso filósofo prescritivo, conhecido por sua ideia de que qualquer ser humano pode fazer um julgamento moral se considerar que a ação que deseja realizar é conveniente para ser reproduzida por toda a humanidade.

Além do prescritivismo e do descritivismo

Filósofos do séc. XX tentaram ir além do debate entre essas duas abordagens. Por exemplo, Martin Heidegger argumentou na defesa da filosofia como estudo do ser, ao invés de um estudo de ética. Influenciado por Heidegger, Michel Focault emprega julgamento moral e ativismo em sua escrita, mas mesmo assim contraria a ideia de que ética deve ser o objeto de estudo da filosofia. Mesmo enchendo seu livro com críticas morais, ele ainda assim evita ditar regras que seriam benéficas para toda a população de uma sociedade ou da humanidade como um todo.

Como escrever uma declaração de visão para uma empresa


Escrito por Ehow Contributor | Traduzido por Andrea B. Balieiro
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Como escrever uma declaração de visão para uma empresa
Escreva a declaração de visão de uma empresa

A declaração de visão é uma lista breve dos ideais e metas que a sua empresa se ​​esforça para alcançar. Sua declaração de visão ajuda a motivar os seus colaboradores para cumprir um objetivo comum e, ao menso tempo, prova aos investidores ou acionistas que você está indo na direção certa. O processo de escrever essa declaração requer um olhar mais introspectivo sobre por que a empresa existe.

Como descrever a diferença entre ética pessoal e profissional


Escrito por Helen Anderson | Traduzido por Bruno Belli Sinder
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Como descrever a diferena entre ética pessoal e profissional
Ética pessoal e profissional diferem em alguns pontos chaves (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Ética é uma vertente da filosofia, voltada para questões sobre certo e errado acerca das condutas humanas. Ela é formada por costumes, crenças e valores pessoais, e produz reações descritas como “instintivas”. Valores sociais, religiosos e institucionais também influenciam os princípios da ética, moldando conceitos como justiça, liberdade e respeito. A ética estrutura a maneira como as pessoas tomam decisões, e, no ambiente de trabalho, dilemas podem surgir quando éticas pessoais conflitam com profissionais. Para evitar esse conflito ético, é importante diferencia entre ética pessoas e profissional.

Nível de dificuldade:
Moderado

Instruções

  1. 1

    Defina ética pessoal. Major General Gerry E. White, autoridade em ética, descreve ética pessoal como sendo convicções profundas que se desenvolvem a partir da família, comunidade, educação e experiência. A ética pessoal estrutura decisões e atitudes, além de providenciar um guia para ações morais. Em um artigo escrito para a empresa de consultoria ética, Crossroads, o autor Larry Colero descreve ética pessoal como um conjunto de benevolência, respeito, confiabilidade, ser justo, não tirar vantagem e prevenir o mal.

  2. 2

    Defina ética profissional. O trabalho costuma envolver as pessoas em novos padrões éticos para que possam realizar suas tarefas. Algumas disciplinas, como direito, medicina e agentes da lei, tem seus próprios códigos de ética, que ditam o comportamento padrão do profissional. Embora o trabalho não obrigue a pessoa a deixar de lado sua ética pessoal, é necessário que ela adote novos padrões. Ética profissional inclui imparcialidade, confidencialidade, divulgação e fidelidade às responsabilidades profissionais.

  3. 3

    Examine onde as éticas pessoais e profissionais são diferentes e similares. Observe as distinções e sobreposições entre as duas áreas, e considere a razão para diferentes situações recorrerem a diferentes princípios éticos. Determinar diferenças claras pode lhe ajudar a evitar conflitos potenciais, além de trazer a tona os valores pessoais que não são discutíveis.

  4. 4

    Crie um cenário como exemplo. Para compreender plenamente as diferenças entre ética pessoal e profissional, crie um cenário que ilustre as distinções. Por exemplo, um advogado que aceita um caso e é proibido de discutir os detalhes, conforme dita a ética de sua profissão. Em caso, entretanto, ela está acostumada a contar tudo ao seu parceiro, conforme os padrões da sua ética pessoal. Nesse caso, no entanto, ela deve se segurar e não contar nada para seu parceiro. Criar um situação hipotética também ajuda a descrever como as éticas pessoal e profissional podem necessitar de alguns ajustes e compromissos para garantir princípios maiores.

Como elaborar um plano de comunicação organizacional


Escrito por Chirantan Basu | Traduzido por Fabiana Silva
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Como elaborar um plano de comunicação organizacional
Para que os planos de comunicação sejam eficazes, os comunicadores precisam ser respeitados (Paul Sutherland/Digital Vision/Getty Images)

Os planos de comunicação, sejam para uso interno ou externo, devem fomentar confiança. Eles devem auxiliar uma comunicação eficaz entre a direção e os funcionários e transmitir as mensagens-chave para os colaboradores externos da organização – fornecedores, clientes e investidores. Ouça cada um dos interessados, entenda suas preocupações, anote suas perguntas e, em seguida, crie um plano de comunicação adaptado a essas necessidades. As mensagens podem ser diferentes, de acordo com cada organização, mas a elaboração desses documentos envolve algumas etapas que são básicas.

Nível de dificuldade:
Desafiante

Instruções

  1. 1

    Faça uma avaliação das necessidades de comunicação. Documente-as de forma detalhada, incluindo as áreas particularmente sensíveis e as possíveis reações do público. Por exemplo, ao preparar um plano de comunicação para o iminente encerramento de uma instalação, entenda o impacto que essa decisão pode ter sobre os trabalhadores e a comunidade local como parte da avaliação das necessidades.

  2. 2

    Defina de modo resumido e claro os objetivos do seu plano de comunicação. Eles devem ser específicos, realistas e mensuráveis. Por exemplo, se a empresa está prestes a anunciar uma fusão, as metas podem ser especificadas da seguinte forma: “Assegure que todos os funcionários da empresa, acionistas e analistas financeiros estejam cientes da justificativa. Organize uma coletiva de imprensa conjunta com a diretoria das duas companhias no dia em que o acordo formal for fechado. Publique todos os detalhes relevantes da fusão no site de relações com os investidores”.

  3. 3

    Faça uma análise do público-alvo para adaptar sua mensagem. No exemplo do encerramento da empresa, haveria duas mensagens: uma para os funcionários que serão diretamente afetados e outra para a comunidade em geral. Para fusões, as empresas frequentemente agendam de duas a três apresentações conjuntas: uma para os meios de comunicação, uma para os analistas financeiros (que depois constará na análise financeira detalhada) e uma terceira para os funcionários das respectivas organizações.

  4. 4

    Decida sobre a mensagem. Uma comunicação ideal deve conter um ou dois pontos-chave, caso contrário ela pode se tornar confusa. Nos dois exemplos dados, a mensagem principal seria a justificativa – porque as ações são necessárias nesse momento. Seja otimista. Mesmo em uma situação econômica difícil, procure resultados positivos. Por exemplo, uma nova aquisição de cliente ou lançamento de um novo produto podem servir como um estímulo moral para seus funcionários.

  5. 5

    Planeje a distribuição. Identifique o pessoal-chave e aloque os recursos necessários. Por exemplo, para implementar um novo sistema de tecnologia de informação, talvez seja necessário planejar várias aulas e sessões de treinamento em rede. Isso também pode envolver sessões de treinamento de instrutores para o grupo de treinadores que preparará os outros funcionários.

  6. 6

    Avalie a eficácia do seu plano de comunicação. Uma simples votação online ou questionário postado na intranet corporativa pode ser suficiente. Algumas organizações contratam empresas externas para realizar a pesquisa junto aos colaboradores em iniciativas-chave de comunicação corporativa. Você também pode obter a opinião de todos, conversando com os gerentes e funcionários e avaliando se eles ouviram e entenderam os principais elementos da sua mensagem. Ouça com atenção as respostas e faça perguntas de acompanhamento, para conseguir ajustar o plano de comunicação

Como resolver um dilema ético


Escrito por Jared Lewis | Traduzido por Rodrigo Gammaro Alves Nunes
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Resolver um dilema ético pode ser uma tarefa difícil dependendo da natureza do dilema em si. Eles podem surgir em casa, na escola e no local de trabalho. A ética é o estudo filosófico da moral, mas pode ser mais estreitamente definida para se referir a um conjunto de regras ou código de conduta. Esses códigos de conduta podem variar, já que diferentes tipos de profissão podem ter diferentes tipos de regras que podem criar uma questão ética por si mesmas. Por definição, um dilema ético coloca a questão de como você deve agir em face de circunstâncias ambíguas de acordo com as normas acordadas.

Nível de dificuldade:
Moderadamente desafiante

Instruções

  1. 1

    Avalie a situação. Resolver um dilema ético exige que você seja capaz de dar um passo para trás na situação vê-la como um todo. Isso é o equivalente a obter uma “vista aérea”. Você precisa entender quem é afetado pelo dilema para além de você mesmo, o potencial de decisões e quais os resultados dessas decisões para todos os envolvidos. Ao ganhar uma perspectiva mais ampla do problema como um todo, você vai estar mais informado e capaz de tomar uma decisão que talvez seja justificável com base na avaliação das circunstâncias. Caso seja possível, aja de uma maneira que seja a única possível, dada a situação em mãos. Avaliar a situação o ajudará a fazer isso.

  2. 2

    Faça uma lista de prós e contras das decisões possíveis. Por vezes, ver qual decisão supera outra com base em um grande número de implicações positivas pode ser suficiente para fazer com que se aja de forma ética. No entanto, lembre-se que a criação de uma hierarquia simples dos preceitos éticos não garante necessariamente a capacidade de tomar a decisão certa. Às vezes, as ações que teriam parecido positivas em uma situação, dado o número de implicações positivas, pode vir a resultar em um resultado indesejável em um conjunto diferente ou até mesmo semelhante de circunstâncias. Certifique-se de considerar o impacto de cada resultado positivo e negativo sobre outras pessoas afetadas pela decisão final do dilema.

  3. 3

    Pratique o “imperativo categórico”. O filósofo alemão Immanuel Kant defendeu essa ideia como forma de tomar decisões quando confrontado com dilemas morais. O mesmo deve ser verdade em dilemas éticos mais restritamente interpretados. Em essência, você deve se lembrar que qualquer pessoa envolvida na decisão tem direitos próprios. A pergunta que você deve fazer antes de tomar sua decisão é se ela viola ou não os direitos de terceiros. Kant redigiu: “Aja apenas de acordo com aquela máxima através da qual você pode ao mesmo tempo querer que se torne uma lei universal”. Você só pode se considerar eticamente “certo” quando os direitos de terceiros não forem violados.

Técnicas de debate


Escrito por Kristyn Hammond Google | Traduzido por Jesse Mourao
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Técnicas de debate
A refutação de um debate é a oportunidade para abordar diretamente o caso do oponente(Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Um debate envolve argumentar contra os pontos do oponente. O objetivo é derrotar a lógica dele, seja de um tema construído individualmente ou em grupo. Uma refutação é bem-sucedida quando se consegue mostrar como os pontos do outro não têm argumentos fortes o suficiente. As refutações são reativas e os argumentos do seu oponente são questionados usando técnicas sistemáticas e cuidadosas.

Temáticas

As refutações temáticas envolvem agrupar ideias similares as do seu oponente, em alguns temas específicos. Uma vez agrupadas, você pode tratar cada tema isoladamente e com mais amplitude. Refutações temáticas eficazes permitem abordar vários pontos simultaneamente. Evite subestimar os temas do seu oponente e certifique-se de explicar a lógica por trás de seus agrupamentos, além de compreender como o tema é universal dentro de cada um dos pontos desenvolvidos por seu oponente.

Lógica

Refutações lógicas mostram que o plano ou declaração do seu oponente não conseguem abordar o tema do seu debate, ou que os pontos individuais não conduzem logicamente à solução que ele propôs. Por exemplo, se ele afirma que um programa governamental de reciclagem diminuiria a poluição global, pode-se argumentar que seu plano não se sustenta logicamente, porque não se fornece o incentivo adequado para os cidadãos reciclarem ativamente.

Refutação direcionanda

A refutação direcionada concentra-se em alguns pontos específicos do caso do seu oponente. Nota: Essa pode ser uma técnica perigosa, porque se você escolher os pontos que são menos significativos, pode perceber que o caso total pode ainda ser forte. Em vez disso, concentre-se em pontos fundamentais, áreas específicas do caso do seu oponente que são necessárias para consideração. Um argumento que apoie o teste de medicamentos em animais, por exemplo, pode ser fraco se estiver centrado em torno de técnicas de testes alternativas que podem produzir resultados de teste de qualidade superiores. No entanto, se você pode mostrar que os métodos alternativos têm resultados precisos, os quais sejam tão altos quanto os resultados com animais, sua refutação poderia eliminar o resto do caso do seu oponente.

Saídas alternativas

Uma refutação de desfechos alternativos sobre as possíveis ramificações do caso do seu oponente sugere que existem várias possibilidades de resultado além das sugeridas por seu oponente. Para apoiar sua refutação, você precisará mostrar uma conexão lógica entre os resultados que está sugerindo e suas metodologias específicas. Em um debate sobre a educação sexual para adolescentes, por exemplo, você poderia mostrar que a falta de tal educação pode levar a um aumento na gravidez na adolescência.