Como relaxar a sua mente e ter mais paz interior


30, março 2016 em Psicologia8 Compartilhados
Alcançar a paz interior

Ter paz interior implica ter harmonia e bem-estar emocional, sentir-se satisfeito consigo mesmo apesar das lutas do dia a dia. Entretanto, não é fácil liberar a mente quando estamos sempre ocupados em um entorno agitado, e às vezes perturbador.

Alcançar a paz interior é para muitos um desejo sem esperança, mas isso não precisa ser assim. Pequenas mudanças e estratégias podem ajudá-lo a relaxar a mente e a alcançar essa paz da qual você tanto precisa. Ela será benéfica tanto para você quanto para as pessoas do seu entorno.

Contudo, o caminho em direção à paz interior não é simples. Alcançar a paz interior é um processo que exige estar disposto a deixar partir o que é inútil e a aceitar todas as suas emoções. Alcançar a paz interior implica estar disposto a descobrir quem você é de verdade, e perceber que só você é capaz de controlar as suas respostas e reações emocionais.

Estabeleça limites

Se a sua vida estiver muito saturada, você terá que estabelecer limites. É possível que você tenha que deixar de fazer algumas coisas menos importantes. Seja sincero consigo mesmo e elimine aquilo que você realmente não precisa. Simplifique a sua vida.

“A simplificação da vida é um dos passos para a paz interior. Uma simplificação persistente criará um interior e exterior de bem-estar que proporcionarão harmonia.”
-Peace Pilgrim-

Alcançar a paz interior

Escolha uma técnica de relaxamento que funcione para você

Existem diversas formas eficazes de relaxar, algumas delas muito rápidas. Escolha aquelas que funcionam para você e aplique-as. Desde ouvir música a sair para passear ou correr, até praticar ioga ou fazer meditação, treinar a respiração profunda, pintar, etc.

O importante é contar com um repertório amplo de formas de relaxamento para que você possa aplicar a que melhor se encaixar em cada situação. Além disso, estabelecer um momento do dia para realizar alguma atividade de relaxamento ajudará a manter o equilíbrio.

Não faça uma montanha de um grão de areia

Transformar pequenas coisas em grandes problemas só traz uma quantidade desnecessária de estresse. Todos os dias aparecerão problemas, alguns mais importantes do que outros. Você não deve tratar todos do mesmo jeito; é preciso aprender a selecionar e a não se deixar levar pelo estresse gerado por todo o resto.

Uma das melhores formas de tornar a vida cotidiana mais fácil, mais leve, mais positiva e menos estressante é aprender a evitar criar problemas onde eles não existem. Quando estamos estressados ou muito cansados é fácil dramatizar os problemas e extrapolar a sensação de urgência.

Para relaxar a sua mente frente a tudo que parecer um problema, pense se isso realmente importa e para quem, se é tão relevante a ponto de continuar sendo um problema daqui a 5 semanas, 5 meses ou 5 anos. Olhe ao seu redor e preste atenção nos outros. Com certeza você vai perceber que existem pessoas que encaram uma situação mais complicada de forma mais objetiva, e que são capazes de encontrar paz apesar da muralha que estão enfrentando.

Reduza a velocidade

Viver depressa faz com que as nossas emoções disparem, se confundam. Se você diminuir a velocidade das suas ações físicas ao se mexer, ao falar ou ao fazer as coisas (incluindo dirigir, comer, ou trabalhar no seu escritório), o seu nível de estresse automaticamente diminuirá.

Reduzindo a velocidade você irá acumular menos coisas na sua cabeça e poderá perceber melhor os detalhes. A redução da fadiga mental e física permitirá que você esteja em sintonia consigo mesmo.

Organize o seu mundo e elimine o que sobrar

Organizar o seu entorno ajudará você a manter a sua mente organizada. Um espaço limpo, arrumado e simples traz clareza e ordem para a sua mente. Dedicar alguns minutos diários para organizar e limpar a sua casa e o seu espaço de trabalho é muito benéfico para relaxar a mente.

flor

Enquanto você arruma e limpa, não se esqueça de eliminar tudo o que não for imprescindível, especialmente aquilo que trouxer lembranças ruins ou gerar pensamentos que sobrecarreguem a sua mente. Não se esqueça de que quanto mais simples for o seu entorno, menor é a chance de que o seu ambiente se torne caótico.

Aceite e deixe ir embora

O que se foi, se foi. Aceite e deixe ir embora. Não importa de quem foi a culpa ou o que poderia ter acontecido em outras circunstâncias. Você precisa deixar que esses sentimentos se afastem. Para relaxar a sua mente, você precisa banir todos esses pensamentos negativos e lembranças desagradáveis que o perturbam.

Concentre-se no presente, nas oportunidades que você tem agora. Encare o futuro livre de culpa e de rancor.

Resolva os seus problemas agora

Se você tem um problema, resolva-o. Não deixe que seja o tempo a decidir por você ou quem irá ditar a sua sentença. Solucionar um problema nos liberta do estresse e permite deixar ir embora o que nos faz mal. Você precisa encarar os seus problemas, inclusive quando a solução não for muito agradável ou for difícil de aceitar.

Quanto mais tempo passar, mais difícil será tomar decisões ou aceitar as consequências.

Como Alcançar a Paz Interior


3 Métodos:Cuidando de si mesmo em pazDesenvolvendo uma perspectiva tranquilaIrradiando paz em seus relacionamentos

Quer ter tranquilidade e sossego? Por sorte, a paz é para todos e você não é exceção! Livre-se da tensão e dos conflitos da vida cotidiana, dedique tempo apenas a existir. É importante lembrar que alcançar a paz interior é um processo, portanto viva um dia depois do outro!

Método1

Cuidando de si mesmo em paz

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    Apazigue e recarregue seu espírito. Sente-se sossegado em um lugar tranquilo e esvazie sua mente, silenciando seus pensamentos.

    • Descanse sempre que puder. Escolha um lugar confortável para relaxar e até tirar um cochilo. Para estar sempre em sua melhor forma física, emocional e mental, é necessário ter disposição.[1]
    • Medite. Praticar a consciência plena é uma boa maneira de se concentrar em seu bem estar espiritual, reduzir a ansiedade e o estresse que impedem a paz interior.[2]
    • Abra mão do estresse e das preocupações cotidianas.
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    Seja o mais simples que puder. É mais fácil ter paz interior se a vida e as obrigações forem descomplicadas. Com isso em mente, não faça tudo de uma vez; faça tudo que quiser, mas com método e sempre seguindo um passo após o outro, nunca ao mesmo tempo.
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    Não tenha pressa. Alcançar a paz interior é um processo, portanto use esse tempo para sentir e curtir sua própria jornada. O processo pode ser mais demorado do que parece e está tudo bem; a transformação por si só é linda de acompanhar.

    • Isso é particularmente importante se você estiver se recuperando de um trauma. Permita-se passar pelo processo de cura, ele é necessário para uma vida plena e independente.[3]

Método2

Desenvolvendo uma perspectiva tranquila

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    Tenha paciência. A paz interior só se desenvolve com o tempo e oscilações durante o dia são normais.

    • Em determinados momentos, você se sentirá mais em paz do que em outros. Você é um trabalho em andamento; lembre-se de que mesmo mudando constantemente, você sempre será belo, mas de acordo com cada momento.
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    Viva o momento presente. Pense apenas no que está acontecendo agora, concentre-se menos no passado e no futuro; o dia de hoje é diferente de ontem e amanhã também será diferente.

    • Estar atento a cada momento pode ajudá-lo a se sentir centrado, calmo e em paz.
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    Tente não fazer pré-julgamentos. A negatividade se instala quando esperamos pelo pior ou sentimos medo do desconhecido. Deixe o preconceito e a expectativa para lá, mantenha-se aberto a novas experiências e descobertas.

    • Abrir mão do controle o ajudará a permanecer tranquilo quando imprevistos surgirem.[4]
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    Seja feliz. Arrume tempo para fazer o que o anima e deixa feliz, satisfaça suas vontades.

    • Seguir seu próprio caminho é a estrada para a paz interior. Tente se conectar com as pessoas à sua volta para se sentir tranquilo e satisfeito.[5]
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    Tenha orgulho. Você é você e se orgulhar de sua individualidade é fundamental para ser feliz consigo mesmo.

    • Aceite-se por ser quem é, e isso deve ser incondicional. Com todas as suas fraquezas, forças, características positivas e negativas – você merece se amar.[6]
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    Sinta-se satisfeito. Encontre alegria no lugar em que está, em ser quem você é e em tudo que fizer.

    • Aceitar sua vida como ela é já é um bom começo para sentir paz interior.[7]
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    Assuma responsabilidades. Corrija seus erros sempre que possível e apazígue sua consciência.

    • Todos cometemos erros. Para sentir paz, admita quando errar. Além disso, perdoe-se; livre-se da culpa, prefira evoluir corrigindo seus erros a ficar remoendo o que fez.[8]
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    Seja otimista. Suas preocupações podem impedi-lo de viver em paz, portanto foque no lado positivo da vida para ficar tranquilo e equilibrado.

Método3

Irradiando paz em seus relacionamentos

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    Seja reservado. Não tem problema guardar certas coisas para você. Falar muito sobre os próprios problemas pode deixá-lo mais tenso e, embora desabafar seja benéfico e alivie a pressão, você não é obrigado a falar sobre seus problemas e aventuras se não quiser. Não deixe que ninguém interfira em suas necessidades pessoais.

    • Evite fofocas. Pessoas que gostam muito de falar dos outros pelas costas são tóxicas e podem drenar sua energia emocional e física.[9]
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    Seja agradável. Ser gentil e educado são qualidades que acabam por enternecer o coração também.
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    Veja as belezas da vida. Observe a beleza de tudo e todos que puder. Note o que há de bom nas outras pessoas em vez de reparar nos erros e sinta-se em paz com o mundo.
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    Apaixone-se. Caia de amores por cada pessoa que conhecer, curta o espírito dos outros.

    • Cuidar de pessoas, animais, plantas e tudo que carecer de cuidado o fará sentir-se amado e necessário.[10]
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    Evite pessoas negativas. Limite o contato com pessoas que o fazem se sentir mal, pesado ou negativo de qualquer forma.

    • Lembre-se do famoso ditado: “Quem o irrita, o controla.”

Dicas

  • Faça terapia. Pense sobre a necessidade de falar com alguém sobre seus sentimentos mais profundos. Existem excelentes terapeutas, particulares e públicos. Outra opção é conversar com seus amigos íntimos sobre as coisas que o aborrecem.
  • Não espere a gratidão de ninguém além de si mesmo.
  • Lembre-se de que você é importante para o mundo e tem muito a oferecer.
  • Seja lindo à sua maneira.
  • A paz interior é um estado mental. Em qualquer situação, esfrie a cabeça, reflita com cautela e só depois tome uma atitude.

Como Ter Paz de Espírito


2 Partes:Desenvolvendo paz de espíritoTrabalhando nas áreas difíceis

De vez em quando você sente que a vida é complicada demais? Você se sente sobrecarregado? Isso pode acontecer com qualquer pessoa. Felizmente, existem coisas a serem feitas para se livrar de influências negativas em sua vida e cultivar a paz de espírito. Muitas pessoas não sabem por onde começar, mas existem diversos passos a serem seguidos imediatamente para ter mais paz na sua vida. Descubra como ter uma vida mais tranquila, seja fazendo pequenas mudanças de atitude ou grandes mudanças no estilo de vida.

Parte1

Desenvolvendo paz de espírito

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    Respire. A respiração consciente é uma atividade simples, mas é uma das formas mais poderosas de se criar paz de espírito. As emoções estão fortemente conectadas a ela. Ao respirar devagar e aprender a respirar de forma uniforme e completa, é possível acalmar as emoções. Foi comprovado que algumas técnicas de respiração reduzem os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Elas também ativam a parte do sistema nervoso conhecida por sistema nervoso parassimpático. [1] Veja alguns passos a serem seguidos: [2]

    • Encontre um local confortável para sentar.
    • Coloque uma mão na barriga e a outra no peito.
    • Inspire profundamente mantendo o ar na barriga, de modo que o estômago se expanda, mas o peito permaneça no lugar.
    • Segure a respiração por alguns segundos e expire.
    • Repita essa sequência até encontrar um ritmo estável. Tente realizar essa prática por 10 minutos todos os dias.
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    Exercite-se. O exercício físico regular é uma das melhores coisas a se fazer para o corpo e a mente. Você deve realizar de 30 a 60 minutos de exercício aeróbico (caminhar, correr, andar de bicicleta, nadar, etc.) de três a cinco vezes por semana para obter melhores resultados. Veja alguns dos benefícios do exercício físico: [3]

    • Melhora no estado de humor devido à liberação de endorfina e serotonina (“substâncias químicas da felicidade”) no cérebro. [4]
    • Aumento nos níveis de energia e diminuição da fadiga. [5]
    • Melhora do sono, até mesmo em casos de insônia crônica. [6]
    • Redução do risco de contração de doenças, como doença cardiovascular ou diabetes tipo 2. [7]
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    Receba uma quantidade adequada de luz do sol. A luz solar produz vitamina D no corpo, o que pode aumentar os níveis de serotonina. Não é possível obter os mesmos efeitos com as luzes do interior da sua casa, então tente passar um tempo ao ar livre se possível. [8] Veja algumas atividades que você pode fazer:

    • Praticar um esporte.
    • Nadar.
    • Fazer um piquenique.
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    Busque o “estado de fluxo”. Uma das melhores formas de sentir paz de espírito e felicidade é adotando um estado de fluxo. Ele faz com que você consiga se envolver completamente em uma atividade sem pensar demais nas coisas. É possível entrar no estado de fluxo fazendo coisas que você ama e sendo desafiado de forma adequada às suas habilidades. [9]

    • Faça o que dá prazer. Isso pode ser representado por qualquer coisa, como jogar dardo no final de semana ou buscar o emprego dos seus sonhos.
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    Seja generoso. A generosidade pode causar a felicidade e aumentar a paz de espírito. [10] Doar dinheiro pode diminuir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Isso também pode aumentar a expectativa de vida e até mesmo promover a saúde mental. As pessoas mais generosas são menos propensas a ficarem deprimidas. [11] A forma como deseja ser generoso depende de você, mas veja algumas sugestões:

    • Faça algum tipo de serviço voluntário.
    • Faça uma doação para uma instituição de caridade.
    • Ofereça-se para ajudar amigos e familiares com problemas financeiros, afazeres domésticos ou cuidar de alguma criança.
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    Cultive a gratidão. [12] Ser grato pelo que temos na vida é uma ótima forma de desenvolver a paz de espírito. A gratidão diminui os níveis de estresse e aumenta, além de outras coisas, o otimismo e a satisfação pela vida. Nem é preciso ter muito pelo que ser grato; mas sempre há algo a agradecer. Veja algumas ideias de como ser mais grato:

    • Mantenha um diário de gratidão. As pessoas que fazem isso se sentem melhores em relação às suas vidas de forma geral. Escreva diariamente as coisas pelas quais você é grato.
    • Veja o lado positivo dos desafios. Por exemplo, se você tem um vizinho barulhento, isso pode servir para melhorar seus níveis de paciência e a habilidade de lidar com irritações.
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    7

    Entre para uma comunidade. Geralmente, as pessoas preferem estar acompanhadas a estarem sozinhas. Além disso, conectar-se com outras pessoas fornece uma quantidade sem fim de paz e felicidade. Muitas atividades que prometem felicidade ou tranquilidade ‘”imediata” tendem a desaparecer pouco tempo após darmos início a elas, mas passar tempo com pessoas próximas parece ser uma exceção. [13]

    • Por exemplo, se você se identifica com alguma religião em particular, frequente algum tempo, mesquita, igreja ou sinagoga.
    • Um outro exemplo seria entrar para um grupo de leitura ou algum time de algum esporte.
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    Seja mais expressivo. A criação artística pode ser uma fonte poderosa de felicidade e paz de espírito. [14] Formas diferentes de se expressas artisticamente podem ajudá-lo a se sentir melhor sobre sua vida. Veja algumas sugestões:

    • Desenhar, colorir ou pintar. Você não precisa ser incrível; é possível obter os benefícios da catarse e ativar a imaginação da mesma forma.
    • Dançar. Entre para um grupo de dança ou crie o hábito de dançar dentro de casa ouvindo música.
    • Tocar um instrumento. Violão, piano e outros instrumentos são ótimas meios para você se expressar.

Parte2

Trabalhando nas áreas difíceis

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    Identifique as áreas de dificuldade. Se algo estiver impedindo que você atinja a paz de espírito, é sempre bom descobrir do que se trata. Dessa forma, você pode elaborar um plano para superar esses obstáculos e alcançar um estado de paz e tranquilidade. Tente fazer uma lista das coisas da sua vida com as quais você não está feliz. Anotá-las em um papel é uma boa maneira de ter boas ideias de forma mais eficiente.
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    Faça as pazes com seu passado. Você se sente caçado por algum evento passado da sua vida? Você cometeu um erro que pôs um fim na sua carreira ou não disse a alguma pessoa que você a amava? Tente fazer as pazes com o seu passado para exorcizar esses fantasmas que ainda o peseguem. Muitas vezes, a paz pode ser bloqueada por eventos passados com os quais você ainda não lidou. [15]

    • Se for ocaso, perdoe a si mesmo. Você provavelmente não tinha o conhecimento que tem hoje em dia. [16]
    • Liberte-se da sua raiva. Escreva privadamente sobre a sua raiva interior. Não contenha ou censure esses pensamentos; ninguém vai ter acesso a eles. É importante não reprimir os sentimentos de raiva e a raiva interior para evitar o agravamento da negatividade. [17]
    • Aceite o que aconteceu. Reviver os acontecimentos na sua mente por várias vezes somente vai criar um ciclo de dor. Aceitar o que aconteceu e seguir em frente pode ajudá-lo a dar início ao processo de recuperação, permitindo que você se concentre no futuro. [18]
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    Melhore os seus relacionamentos. Se o seu relacionamento familiar ou amoroso estiver complicado, repare-o para que você possa aceitar a si e a sua vida de forma mais completa. Às vezes, a melhor forma de ter paz de espírito é resolvendo os problemas atuais que criam obstáculos em nossa vida. Os relacionamentos mais próximos são as fontes mais importantes de felicidade e paz de espírito, então vale a pena tentar resolver os problemas relacionados a eles. [19]

    • Busque uma terapia de casais caso sinta que seu casamento esteja desmoronando.
    • Peça perdão se você machucou alguma pessoa. É preciso também aceitar as responsabilidades dos seus atos.
    • Escreve uma carta à pessoa expressando sua vontade de reatar o contato com ela.
    • O isolamento social é uma enorme fonte de descontentamento na vida de uma pessoa. Evitar isolar-se para que você possa ter as conexões sociais necessárias para atingir a verdadeira paz de espírito. Participar de atividades em grupo é uma ótima forma de interagir com outras pessoas. Você pode fazer trabalho voluntário, algum curso, entrar para um clube do livro ou praticar exercícios em grupo. [20]
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    Perdoe outras pessoas. É comum guardar mágoas e ressentimentos, mas perdoar as pessoas que nos machucaram é de extrema importância para ter uma boa saúde mental e melhores relacionamentos. Se quiser ter paz de espírito, você vai precisar desapegar de todo o rancor que sente pelas pessoas do seu passado. Você não precisa necessariamente se reconciliar com essas pessoas se não quiser; o perdão é algo que acontece no interior, e não entre duas pessoas. [21]

    • Quando perdoamos, nos permitimos recuperar graças ao desapego do rancor e da negatividade. [22] Guardar rancor pode afetá-lo negativamente, já que isso só vai alimentar a raiva e amargura em situações novas, não permitindo que você desfrute do presente. Dessa forma, você pode perder sua conexão com outras pessoas, sentir que sua vida não tem significado e ficar deprimido e ansioso. [23]
    • Um bom exercício é escrever os nomes das pessoas com as quais você está bravo, bem como os motivos para isso. Você pode dizer “Eu o perdoo” para cada uma delas. A incapacidade de perdoar as pessoas pode machucá-lo mais do que a pessoa o machucou, então faça isso para o seu próprio bem.
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    Não seja materialista. Comprar coisas não é um método adequado para criar a paz de espírito. Você provavelmente pode sentir uma felicidade instantânea ao comprar algo novo, mas ela vai acabar mais rápido do que outras fontes de felicidade, como relacionamentos sólidos. [24] O materialismo aumenta a competitividade, e as pessoas que têm mais coisas tender a ter maiores índices de depressão e insatisfação conjugal. [25] Se quiser paz de espírito, evite a armadilha de comprar coisas para se sentir bem.
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    Faça mudanças sempre que for necessário. Pode ser preciso fazer mudanças significativas em sua vida para se sentir mais tranquilo. Por exemplo, morar em um bairro ruim pode afetar negativamente a sua mente, causando sentimentos como depressão. [26] Se estiver estressado com as circunstâncias da vida, como o seu emprego atual ou o local onde você mora, reserve um tempo para mudar essas situações. Um trabalho que não te deixa feliz ou viver em um bairro perigoso podem parecer coisas toleráveis, mas elas podem afetar intensamente sua saúde mental e evitar que você tenha paz de espírito. Veja algumas dicas de como fazer algumas mudanças duradouras: [27]

    • Elabore planos para as coisas as coisas que deseja. Ao fazer isso, tenha certeza de que é isso mesmo o que você quer. Por exemplo, se quiser mudar de casa, mude para um local onde você vai gostar de viver, em termos de cultura, alimentação, afiliação política, etc.
    • Comece com passos pequenos e razoáveis. Por exemplo, evite mudar para o outro lado do país já no próximo final de semana. Se quiser mudar de casa, comece pesquisando opções de acomodação, faculdade, e outros fatores relevantes.
    • Envolva mais pessoas na sua vida. Não faça tudo sozinho; peça ajuda aos amigos e familiares. Se decidir mudar, peça a opinião dessas pessoas e ajuda para encaixotar suas coisas.
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    Lide com pessoas tóxicas [28]. Os relacionamentos tóxicos podem ser um grande obstáculo para se atingir paz de espírito. Essas pessoas podem sugar todas as suas emoções sem nunca dar nada em troca e até querer tirar vantagem em cima de você. Pode parecer que tudo diz respeito a elas dentro do relacionamento e você pode se sentir desconfortável na presença delas. Veja algumas dicas de como lidar com esses tipos de relacionamentos tóxicos:

    • Evite a negação. É comum arrumar desculpas para ficar com as pessoas com as quais gostamos de estar juntos, mas pergunte a si mesmo como você se sente depois de passar tempo com elas. Você realmente quer passar tempo com essas pessoas ou você apenas sente que deve fazer isso? Você espera algo delas que nunca acontece?
    • Identifique o que esse relacionamento proporciona a você. Até mesmo os relacionamentos tóxicos possuem algumas vantagens, ou você não estaria em um deles. Talvez a pessoa deixe você confortável, mesmo se ela o machucar. Talvez ela compre presentes para compensar comportamentos negativos.
    • Encontre fontes alternativas. É bem provável que você possa encontrar outras formas de preencher seus desejos e necessidades. Você não precisa manter uma amizade ou um relacionamento amoroso caso ele seja tóxico. É possível encontrar as mesmas vantagens em outro lugar, sem todo esse peso. Tente conhecer novas pessoas.

Sobre o Artigo

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Trump afirma que vai trabalhar para paz duradoura no Oriente Médio


SSegundo presidente eleito dos EUA, acordo deve ser ser negociado entra as partes e não imposto por outros

POR O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

O presidente eleito dos EUA Donald Trump na festa da vitória no hotel New York Hilton Midtown, em Manhattan – Andrew Kelly / Reuters

 

JERUSALÉM – O presidente eleito dos EUA Donald Trump prometeu nesta sexta-feira, em seu primeiro comunicado sobre o conflito palestino-israelense, que trabalhará para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio.

“Creio que meu governo pode ter um papel significativo para ajudar ambas as partes a conseguir uma paz justa e duradoura”, asseguou Trump em sua mensagem publicada pelo jornal israelense “Hayom”.

Segundo Trump, “o acordo deve ser negociado entre as partes e não imposto por outros”.

 

A França promove atualmente um plano para convocar uma conferência internacional que revitalize o processo de paz, mas Israel assegura que não participará porque considera que as negociações devem ser bilaterais. A Rússia também se ofereceu para conduzir negociações diretas entre as duas partes, mas sem sucesso. Os palestinos querem que haja uma participação internacional porque acusa Israel de renegar acordos passados.

O presidente palestino Mahmud Abbas se reuniu nesta sexta com o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev, e, ao término do encontro, classificou a vitória de Trump como um assunto americano.

O líder palestino assegurou que comunicou a Medvedev sua vontade de participar em negociações na Rússia, mas indicou que a parte israelense pediu que isso seja adiado.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/trump-afirma-que-vai-trabalhar-para-paz-duradoura-no-oriente-medio-1-20453764#ixzz4dlBIvlOF
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Das flores vencendo canhões: Poder Penal e Psicopoder versus Poesia


Foto: Gravura do grafiteiro britânico Banksy

Tudo é tratado como mercadoria. O que caracteriza a mercadoria, mais do que a existência de um valor de uso, é a possibilidade de sua substituição e descarte. No momento em que o neoliberalismo foi alçado à condição de “nova razão de mundo”, como demonstraram Christian Laval e Pierre Dardot, os valores e princípios que condicionavam a atuação dos sujeitos, tanto na vida privada quanto na vida pública tornaram-se negociáveis e, portanto, descartáveis.

A rigor, no neoliberalismo desaparece o sujeito. O subjectum, aquele que depende e necessita se submeter a outro (e o primeiro outro é a mãe que alimente o ser frágil e impotente), passa a acreditar que não necessita do outro, que se basta e que sempre se bastou (o discurso da meritocracia é uma variante desse fenômeno). No plano imaginário, o sujeito transforma-se em um projeto empresarial. Em apertada síntese, cada um passa a se perceber como um empresário em luta permanente com os outros, tidos como adversários empresariais. Desaparece o diálogo, necessário à construção de vínculos, e, com ele, a possibilidade de um projeto coletivo ou mesmo a consciência da dimensão de classe.

Foi o neoliberalismo que levou à emergência do Estado Pós-democrático em substituição ao Estado Democrático de Direito. Foi o neoliberalismo que levou à percepção dos direitos e garantias fundamentais como obstáculos à eficiência do Estado e do Mercado. No Estado Pós-Democrático, desaparece a dimensão substancial da democracia (e mesmo a regra da maioria torna-se descartável). No Estado Pós-Democrático inexistem limites rígidos ao exercício do poder, de qualquer poder. Mas, não é só.

No Estado Pós-Democrático, que surge em atenção à razão neoliberal, o poder político cada vez mais se identifica com o poder econômico. O exercício concreto do poder passa a se manifestar ora na forma de poder repressivo, com uso constante da violência necessária à contenção e exclusão daqueles que não interessam ao projeto neoliberal, ora na forma de “psicopoder” (Byung-Chul Han), que se manifeste sem a necessidade do exercício de um poder externo, de forma silenciosa e sutil a penetrar na psique. É o psicopoder que faz com que o indivíduo, que se imagina como um empresário (e, portanto, como um órgão do Mercado, detentor imaginário de parte do poder político e do poder econômico), se submeta, sem perceber, ao poder econômico.

Os indivíduos submetidos ao psicopoder atuam de maneira voluntária, aderem ao projeto de dominação dos titulares do poder econômico sem perceber que também são explorados. No neoliberalismo, a parcela que se imagina livre do controle penal e da opressão de classe, na realidade, está submetida, vinte e quatro horas por dia, ao autocontrole e à autoexploração voltados aos interesses dos detentores do poder econômico. Assim, mesmo nos bairros mais pobres das cidades, os indivíduos consideram o Estado um inimigo de seus projetos empresariais, valorizam a meritocracia e desconsideram a dimensão estrutural da crise ética (acreditam, por exemplo, que a “corrupção” é um problema relacionado apenas ao mau comportamento individual).

Os efeitos da razão neoliberal são trágicos onde quer que se façam presentes. Pense-se, por exemplo, no Sistema de Justiça Criminal, que hoje se concretiza através de processos penais que abandonaram os valores “liberdade” e “verdade”, inerentes à jurisdição penal democrática. Liberdade e verdade, na pós-democracia, foram substituídos pelos valores “punição” e “informação”.

Tudo é tratado como mercadoria. O que caracteriza a mercadoria, mais do que a existência de um valor de uso, é a possibilidade de sua substituição e descarte.

A razão neoliberal constrói uma visão de mundo que reduz as complexidades e que aposta em construções discursivas vendidas como positividades. A realidade, complexa, é formada tanto por positividades quanto por negatividades. A informação, ao contrário, é pura positividade, é aquilo que se quer ouvir.

A liberdade, em especial daqueles que incomodam o funcionamento do Mercado e a lógica do poder econômico (pessoas sem poder de compra ou adversários políticos dos detentores do poder), pervertida pela visão neoliberal, passa a ser vista como uma negatividade, algo de ruim (a eventual absolvição de um réu acaba “vendida” como sinônimo de impunidade), enquanto a prisão e a exclusão de sujeitos (não-empresários) como uma ação positiva do Estado.

A verdade, sempre complexa e parcial, sempre positividade e negatividade em relação dialética, é abandonada na jurisdição neoliberal. A impossibilidade da descoberta da verdade, também vista como uma negatividade, fez com que esse valor acabasse substituído pelo valor “informação”. A informação, sempre uma positividade que tem valor de uso e, ao mesmo tempo, pode ser descartada, revela-se mais adequada ao regime das mercadorias próprio da razão neoliberal.

Registre-se que a informação é mera positividade e, portanto, apta a ser tratada como mercadoria na jurisdição neoliberal. Não por acaso, nas “delações premiadas”, as informações selecionadas a partir de critérios subjetivos (não raro, condicionados por perversões inquisitoriais e desejos de punir) dos agentes encarregados da persecução penal, são mais importantes do que a descoberta da verdade. A descoberta da verdade torna-se acidental (a verdade deixa de ser uma meta, ou melhor, desaparece o objetivo de se aproximar da verdade no processo penal). Por “verdade” (poder-se-ia dizer aqui “pós-verdade”) passa a ser entendida a confirmação discursiva da hipótese acusatória.

Na realidade, a informação rara (a “raridade” é uma qualidade que se constrói a partir da relação oferta-procura), entendida aquela que comprova a hipótese acusatória, revela-se a de maior valor, uma mina de ouro tanto para os acusadores quanto para o acusado que quer fazer jus a uma compensação (antiética) pelas declarações prestadas.

A informação tornou-se o objeto de uma declaração despida de qualquer complexidade inerente aos acontecimentos naturalísticos. Mais importante do que retratar a verdade, a informação deve constituir uma positividade, isto é, aos olhos dos agentes da persecução penal e do juiz, confirmar a hipótese acusatória e permitir a imposição de uma pena construída também como uma positividade. No procedimento probatório, o que importa para os atores estatais tomados pela razão neoliberal é a positividade consistente em confirmar a hipótese acusatória. E, não raro, a hipótese acusatória não passa de uma certeza delirante do acusador. A negatividade própria da improcedência da pretensão punitiva deve ser afastada, mesmo que para tanto direitos e garantias fundamentais necessitem ser afastados e que informações que não interessem à construção discursiva da condenação precisem ser abandonadas.

Em resumo, a informação “obtida” nas delações premiadas, muitas vezes fruto de prisões e coações ilegítimas em um quadro no qual direitos e garantias fundamentais estão afastados em nome da lógica neoliberal, não guarda qualquer relação necessária com a verdade. Trata-se de um mero negócio no qual o valor “verdade” também é descartável enquanto o significante “verdade” passa a ser manipulado.

Mas, o que fazer em um mundo no qual desapareceram os valores (e os princípios democráticos)? Como agir em um mundo no qual tudo é tratado como mercadoria? Hoje, a reação possível encontra-se no campo ético-poético. Para reagir ao subjetivismo criado pelo neoliberalismo, resta a redescoberta do outro e a poiesis: ações marcadas pelo reconhecimento e compromisso com o outro, visto em sua complexidade, como um ser com positividades e negatividades; e ações que criam o novo, a criatividade posta a serviço da produção de uma nova subjetividade, uma produção que não ecloda em si-mesmo, mas no outro e permita a identificação de um comum pelo qual vale a pena lutar.

O exemplo do movimento da Primavera Literária Brasileira (Printemps Littéraire Brésilien), coordenado pelo professor brasileiro Leonardo Tonus da Universidade Paris-Sorbonne, mostrou ser possível resgatar a dimensão política, ética e poética em tempos de pós-democracia. Os romancistas, dramaturgos, poetas e ilustradores que integram o movimento demonstraram que é possível resistir através da arte (o saber-fazer que mais se aproxima da complexidade do real), mesmo nas condições adversas de um pais (re)tomado pela razão neoliberal. Em suas manifestações e performances, sujeitos unidos pela arte resgataram a dignidade do resto, das sobras, dos excluídos, das diferenças e das negatividades que são a matéria-prima da literatura.

O Movimento Primavera Literária é composto por artistas (poder-se-ia dizer “militante literários”) que atuam tanto no Brasil quanto no Exterior, em regra sem qualquer apoio estatal, e produzem verdadeiros atos de resistência à lógica da mercantilização do mundo. Os integrantes da Primavera Literária defendem uma arte que não pode ser resumida a uma mercadoria. Em diversas feiras literárias, encontros e seminários, do interior do Brasil às mais festejadas capitais europeias, romancistas, dramaturgos, poetas e ilustradores promovem o resgate dos valores que tornam a literatura (e, portanto, a vida para além dos limites impostos pelo poder econômico) possível.

Se a literatura brasileira, com todas as dificuldades impostas à leitura no Brasil, resiste ao produzir um significado estético, ético e histórico, através de variadas linguagens, há esperança. Talvez, inspirados pelos escritores brasileiros, seja o momento de criar as condições para um florescer democrático. Talvez seja a hora de militantes da democracia, que ainda são capazes de fazer da flor o seu mais forte refrão, saírem às ruas, escolas, campos e instituições, tanto no Brasil quanto no exterior, em defesa da construção uma cultura democrática, que permita a compreensão da importância tanto da participação popular informada na tomada das decisões políticas quanto da necessidade de limites rígidos ao exercício de qualquer poder, e assim, depois de mais de um século, finalmente se consiga superar a tradição autoritária, que aposta nos canhões, no uso da força, em detrimento do conhecimento, da leitura e da poesia, e que impende a verdadeira primavera.

Rubens Casara é Doutor em Direito, Mestre em Ciências Penais, Juiz de Direito do TJ/RJ e escreve a Coluna ContraCorrentes, aos sábados, com Giane Alvares, Marcelo Semer, Marcio Sotelo Felippe e Patrick Mariano.

Bancário é demitido após publicar vídeo com noivo


Um funcionário do banco Itaú foi demitido em março após publicar em redes sociais um vídeo no qual é pedido em casamento pelo noivo. O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo acusa o banco de homofobia que, por sua vez, afirma que o desligamento, no entanto, foi exclusivamente “fruto de sua conduta junto a clientes”.

O caso aconteceu no Núcleo de Relacionamentos de Gerentes, no ITM. Com um ano e seis meses trabalhando no banco, o então gerente de relacionamento Uniclass/PF diz ter recebido 10 prêmios por cumprimento de metas, sempre com resultados bem acima da média.

O ex-gerente é, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, formado em administração, tem pós-graduação em gestão. Com o destaque, vieram também as primeiras reações discriminatórias. “Me repreendiam dizendo que eu me ‘soltava demais’ quando ganhava um prêmio, e que esta postura não é adequada. Também diziam que minhas roupas não eram as ideais para o trabalho, que meus ternos não estavam dentro dos padrões”, relembra o trabalhador.

A discriminação homofóbica teve seu estopim quando o homem voltou de férias, em 10 de março, após período em que ficou noivo e postou vídeos e fotos sobre o tema nas redes sociais. O trabalhador conta que foi chamado pelo gestor da área e informado que a demissão se devia a sua postura, que não era adequada.

Eu me senti profundamente indignado, um banco desse tamanho ainda usa homofobia como critério de demissão, e não os resultados dos trabalhadores”, critica. Sem clima para voltar para o Itaú, ele não quer ser readmitido. “É preciso que eles paguem para que nenhum outro trabalhador LGBT tenha de passar por isso novamente.

O Sindicato já repassou a denúncia ao setor de Recursos Humanos do banco e espera uma resposta sobre o caso. “Não é a primeira vez que isso acontece no Itaú e, recentemente, denunciamos demissões de pessoas com deficiência. É preciso que o banco reveja suas posturas, e nós cobramos que esse tipo de coisa não aconteça novamente”, explica o dirigente sindical Fábio Pereira.

Outro lado

Em nota, o banco Itaú afirmou que repudia todo tipo de discriminação e preconceito. “O respeito e a individualidade são valores para nossa organização. Da mesma forma, a ética é um valor essencial para nós e a relação com clientes deve seguir as normas do banco. O caso foi investigado com total isenção e se enquadra na conduta inadequada com os nossos clientes, em relação à qual o colaborador já havia sido advertido anteriormente. Seu desligamento foi exclusivamente fruto de sua conduta junto a clientes, e nada tem a ver com sua orientação sexual”.

Com informações do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, , Osasco e Região

As razões da paz duradoura (100 anos da 1ª Guerra Mundial)


Por Maristela Basso.

Os efeitos econômicos e desenvolvimentistas aparecem instantaneamente ao examinarmos as consequências da paz nos períodos que se seguiram à Primeira e à Segunda Guerras Mundiais. A Primeira foi oficialmente encerrada com a assinatura do Tratado de Versalhes, em 1919, pelas potências europeias, após seis meses de negociações, em Paris, como continuação do acordo de armistício de novembro de 1918, celebrado em Compiègne (França), o qual tinha posto fim aos confrontos armados. Diferentemente, a Segunda Guerra foi encerrada com a assinatura por parte dos países beligerantes (e de outros) da Carta de São Francisco, em 1945, muito mais promissora e que deu origem à Organização das Nações Unidas (ONU).

A “paz de Versalhes” foi uma reedição da “paz cartaginesa”, ou seja, da humilhação imposta por Roma no âmbito das guerras púnicas, em que até o solo da velha colônia fenícia era coberto de sal, para que nada mais aí pudesse ser semeado e crescer. O que não correu com a “paz de São Francisco”.

No Tratado de Versalhes os termos impostos à Alemanha incluíam, além da indenização pelos prejuízos causados durante a guerra aos países da Tríplice Entente (aliança entre Reino Unido, França e Império Russo), a perda de uma parte de seu território para nações fronteiriças, de todas as colônias sobre os oceanos e sobre o continente africano. A Alemanha também ficou obrigada a abrir mão de todos os seus grandes navios de carga e a entregar suas principais minas de carvão. Recursos financeiros e bens particulares e privados de cidadãos alemães em outros países foram confiscados, o que nunca havia sido feito em nenhum outro tratado internacional anterior. O Tratado de Versalhes obrigou a Alemanha a entrar no túnel do tempo e retroceder ao tomar dela suas três principais fontes de riqueza: a indústria metalúrgica associada à exploração de ferro e do carvão, o comércio externo e o sistema de transporte.

Versalhes fora manipulado pelos interesses de uma França decadente e sob a ótica dos interesses ingleses. Na Alemanha, o Tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar, em 1933, e a ascensão do nazismo.

Contudo, logo apareceu uma voz em defesa do continente europeu: John Maynard Keynes, membro da comitiva inglesa de negociações para a paz, que discordou frontalmente dos termos impostos à Alemanha, referindo-se ao Tratado de Versalhes como a imposição de uma “paz cartaginesa”. Foi, então, que escreveu as razões de sua revolta no brilhante panfletário “As Consequências Econômicas da Paz”, publicado no fim de 1919, que chegou como um tsunami na Europa e nos Estados Unidos.  Segundo Keynes, as exigências do Tratado de Versalhes não prostraria apenas a Alemanha, mas colocaria de joelhos toda a Europa Central que caminharia em direção à ruina econômica e à instabilidade política.  Versalhes traria consigo o radicalismo político vingativo, a instabilidade psicológica das classes operária e capitalista, a desvalorização do dinheiro, a inflação acelerada na Europa (e em particular na Alemanha), gastos superiores ao fluxo de novas divisas e um novo (futuro) confronto bélico.

No ínterim entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais os europeus viveram tempos sombrios, com a estagnação do comércio e da economia, protecionismo, desemprego, inflação e pobreza.

A história não demorou a demonstrar que Keynes foi profético. O Tratado de Versalhes não previa nenhum mecanismo de recuperação e ascensão da Europa e, quando nos anos 20 os preços dispararam, a Alemanha já não escondia suas chagas econômicas e sociais e o nazismo não encontrou obstáculos para se infiltrar e cronificar na sociedade fragilizada. Vinte anos depois, as tropas nazistas não encontraram resistência para marchar sobre a Polônia abrindo as comportas da Segunda Guerra Mundial.

Quando terminou o segundo grande conflito, a Europa nada mais era do que um cenário em ruinas. Era preciso alimentar, vestir e alojar populações famintas e, na (re)construção da paz, os erros do Tratado de Versalhes não poderiam ser repetidos. O ideal agora não era mais apenas buscar a paz e punir os responsáveis, e sim evitar que outra guerra ocorresse. Para tanto, os beligerantes vitoriosos passaram a difundir a noção da “paz duradoura por meio da coexistência pacífica e da cooperação econômica”. Daí por que, são celebrados os Acordos de Bretton Woods, como incentivo à recuperação comercial e econômica, à abertura dos mercados, ao reescalonamento das dívidas entre aliados e ao equilíbrio monetário e cambial. As lições de Keynes foram, portanto, retomadas. A palavra de ordem após Bretton Woods e São Francisco passou a ser a reabilitação de todos e a reconstrução da Europa. Foi neste contexto que se inseriu o Plano Marshall de Reconstrução Europeia, tão bem administrado pela Organização Europeia de Cooperação e Desenvolvimento (hoje OCDE), precursora das Comunidades Europeias – hoje União Europeia.

Portanto, diferentemente da “Falsa Paz (Cartaginesa) de Versalhes”, a “Paz da Cooperação Econômica dos Acordos de Bretton Woods e da Carta de São Francisco” fez a Europa prosperar e, a reboque, o resto do mundo – uns mais, outros menos, mas, ao final, ganhamos todos.