FÉ E CULTURA


Fé e cultura para a vida e a pessoa humana

do cardeal Fiorenzo Angelini

Quando ouvi a homilia pronunciada pelo cardeal Joseph Ratzinger, decano do Sacro Colégio, por ocasião das exéquias em sufrágio de sua santidade João Paulo II, tive a forte sensação de que seria ele quem o sucederia numa tarefa que, mais tarde, realizada a eleição, ele mesmo definiria “inaudita”.
Na realidade, para mim, não se tratava de uma sensação simplesmente emotiva, mas objetivamente motivada, uma vez que em suas palavras, em sua bagagem espiritual e cultural e em sua comoção contida com grande esforço pelo falecimento do papa Wojtyla, se vislumbrava a confirmação do desígnio providencial da continuidade do magistério e do ministério petrino.
A insistência no “segue-me” evangélico, repetido – na citada homilia – nada menos que oito vezes, pareceu-me quase transferir visivelmente para aquele que o proferia diante do caixão do inesquecível Pontífice a imagem da passagem de testemunho na direção da Igreja.
Falei de desígnio providencial, uma vez que a eleição de Bento XVI quase automaticamente apagou o estereótipo caro à imprensa apressada, que durante anos havia definido Joseph Ratzinger como o “guardião” da fé, com todas as ambigüidades que uma definição como essa comporta.
O conclave, guiado pela inspiração do Espírito, não dava à Igreja um “guardião” da fé, mas um Pastor que o Senhor havia preparado longamente, tanto que, depois que tudo estava consumado, a eleição a pontífice de Joseph Ratzinger pareceu tão natural a ponto de ser vista até como óbvia. Mas as coisas de Deus nunca são tão simples, e a leitura que se faz delas nunca pode ser confiada a cálculos meramente humanos.
Quem, por razões de estudo e formação teológica e eclesiológica, lembra as primeiras e logo notórias publicações organizadas pelo professor Joseph Ratzinger quando ensinava Teologia Dogmática e Fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising e obtia a docência em Bonn, sabe que suas posições, tanto doutrinais quanto pastorais, eram abertas e corajosas. Mais ainda, usando uma linguagem imprópria que se consagrou nos anos do pré-concílio, até mesmo nos ambientes católicos, dir-se-ia que aos escritos do professor Ratzinger não faltaria um talhe progressista. Seja como for, graças a sua crescente notoriedade tanto em nível nacional quanto internacional, de 1962 a 1965 ele tomou parte e deu uma notável contribuição como “especialista” do Concílio Vaticano II, assistindo, na qualidade de consultor teológico, o cardeal Joseph Frings, arcebispo de Colônia.

O ponto firme do Concílio
O Concílio, que colheu o professor Ratzinger no meio do caminho de sua vida, premiou suas posições corajosas, mas rigorosamente equilibradas, a ponto de continuar a ser o ponto de referência constante de seu trabalho como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e de seu programa como pontífice. Um trabalho e um programa marcados por uma continuidade não estática, mas que se mantém em caminho cotidianamente. Ele, que vira o Concílio como uma meta de renovação da Igreja à qual não se podia renunciar, descobriu em seus documentos que a meta já havia sido alcançada em termos de uma visão eclesiológica mais aberta. Encerrado o Concílio, o que era preciso fazer nada mais era, portanto, que pôr em prática suas diretrizes. Esse pensamento e essa aspiração nunca o abandonaram. Suas obras, entre as quais Introdução ao cristianismo (1968), Dogma e anunciação (1973), Informe sobre a fé (1985), O sal da terra (1996), para citar apenas algumas, se inserem todas nessa linha de absoluta fidelidade ao Concílio. Eis por que, em sua primeira mensagem, ao final da concelebração eucarística com os cardeais eleitores na Capela Sistina, em 20 de abril de 2005, depois de lembrar que João Paulo II indicava o Concílio como “bússola” com a qual se orientar no vasto oceano do terceiro milênio (cf. Carta Apostólica Novo millennio ineunte, 57-58), Bento XVI disse: “Por conseguinte, também eu, ao preparar-me para o serviço que é próprio do sucessor de Pedro, desejo afirmar com vigor a vontade decidida de prosseguir no compromisso de atuação do Concílio Vaticano II, no seguimento dos meus Predecessores e em fiel continuidade com a bimilenar tradição da Igreja”. Não só isso, mas acrescentou que os documentos conciliares, com seus ensinamentos, “revelam-se particularmente pertinentes em relação às novas situações da Igreja e da atual sociedade globalizada”.
Também para Bento XVI o Concílio continua a ser a “bússola” de orientação para a Igreja, e a prova dessa sua escrupulosa adesão à doutrina e às indicações pastorais do Vaticano II nos é dada pelo fato de que, desde o dia de sua eleição até hoje, Bento XVI, impressionado com a onda de relativismo e de indiferença que invadiu a própria sociedade cristã em todos os níveis, não se cansa de chamar à discussão essa espécie de ferida aberta da cultura moderna e contemporânea que é a incapacidade de olhar com objetiva serenidade para o delicado, mas ineliminável, problema da relação entre fé e cultura, entre ciência e fé, numa palavra, entre religião e razão.

Bento XVI preside a santa missa por ocasião do quadragésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, em 8 de dezembro de 2005

Bento XVI preside a santa missa por ocasião do quadragésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, em 8 de dezembro de 2005

A relação entre religião e razão
De fato, eu gostaria de sublinhar de imediato que os chamados de atenção doutrinais, não apenas da primeira encíclica de Bento XVI, Deus caritas est, mas de suas alocuções aos expoentes de diversas conferências episcopais, aos responsáveis dos institutos religiosos masculinos e femininos, aos fiéis leigos de diversos grupos e associações, encaram justamente o tema e o problema da relação entre fé e cultura, entre religião e razão.
Quando li, na versão original e com as notas do próprio Santo Padre, o texto da conferência, ou melhor, da aula que ele deu na Universidade de Regensburg em 12 de setembro de 2006, dedicada à relação essencial entre fé e razão, pareceu-me que ouvia a esplêndida encíclica Fides et ratio (14 de setembro de 1998), que João Paulo II havia dedicado ao mesmo tema.
Como não perceber – por exemplo – a plena consonância da linguagem dos dois pontífices nas duas enunciações seguintes a respeito da relação entre fé e razão?
Escrevia João Paulo II na Fides et ratio: “Tanto a razão como a fé ficaram reciprocamente mais pobres e débeis. A razão, privada do contributo da Revelação, percorreu sendas marginais com o risco de perder de vista a sua meta final. A fé, privada da razão, pôs em maior evidência o sentimento e a experiência, correndo o risco de deixar de ser uma proposta universal. É ilusório pensar que, tendo pela frente uma razão débil, a fé goze de maior incidência; pelo contrário, cai no grave perigo de ser reduzida a um mito ou superstição. Da mesma maneira, uma razão que não tenha pela frente uma fé adulta não é estimulada a fixar o olhar sobre a novidade e radicalidade do ser” (Fides et ratio, nº 48).
Disse Bento XVI em Regensburg: “[…] a fé da Igreja sempre se ateve à convicção de que entre Deus e nós, entre o seu eterno Espírito criador e a nossa razão criada, existe uma verdadeira analogia, na qual por certo – como afirma, em 1215, o IV Concílio de Latrão – as diferenças são infinitamente maiores que as semelhanças, mas não até o ponto de abolir a analogia e a sua linguagem. Deus não se torna mais divino pelo fato de O afastarmos para longe de nós num voluntarismo puro e impenetrável, mas o Deus verdadeiramente divino é aquele Deus que se mostrou como logos [ou seja, como razão, ndr] e, como logos, agiu e age cheio de amor em nosso favor. Certamente o amor, como diz Paulo, ultrapassa o conhecimento, sendo por isso capaz de apreender mais do que o simples pensamento (cf. Ef 3, 19), mas aquele permanece o amor do Deus-Logos, motivo pelo qual o culto cristão, como afirma ainda Paulo, loghikè latreía – um culto que está de acordo com o Verbo eterno e com a nossa razão (cf. Rm 12, 1)”.
A encíclica de João Paulo II se abria com as palavras: “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”. Não se voa rumo à verdade com uma asa só, nem tão-somente com a fé nem tão-somente com a razão. Cabe à teologia, e marcadamente à “teologia fundamental”, como precisa o nº 67 da Fides et ratio, “manifestar a compatibilidade intrínseca entre a fé e a sua exigência essencial de se explicitar por meio de uma razão capaz de dar com plena liberdade o seu consentimento”.
Por sua vez Bento XVI frisa: “No mundo ocidental, é largamente dominante a opinião de que são universais apenas a razão positivista e as formas de filosofia dela derivadas. Mas as culturas profundamente religiosas do mundo vêem, precisamente nesta exclusão do divino da universalidade da razão, um ataque às suas convicções mais íntimas. Uma razão que diante do divino é surda e repele a religião para o âmbito das subculturas é incapaz de inserir-se no diálogo das culturas”.
É por isso que o Papa, com firmeza e rigor, fala de “patologias que ameaçam a religião e a razão – patologias que devem necessariamente eclodir quando a razão fica a tal ponto limitada que as questões da religião e do ethos deixam de lhe dizer respeito”.
Essas patologias, hoje, têm sobretudo o nome de integrismo e de fundamentalismo, ao passo que a mens sana comporta uma razão que diante das questões fundamentais da vida se abra à religião, e uma religiosidade que, da razão, extraia as motivações humano-científicas que tornem a nossa pietas um rationabile obsequium.
A conclusão da conferência de Regensburg é esclarecedora quando afirma: “Desde há muito tempo que o Ocidente vive ameaçado por esta aversão contra as questões fundamentais da sua razão, mas o único resultado seria sofrer um grande dano. A coragem de abrir-se à vastidão da razão, e não a rejeição da sua grandeza – tal é o programa pelo qual uma teologia comprometida na reflexão sobre a fé bíblica entra no debate do tempo atual”
As “sendas marginais” de que falava João Paulo II e as “patologias” lembradas por Bento XVI encaminham o percurso da razão na direção do relativismo que essa mesma razão, deixada à própria sorte e não iluminada pela fé, pretende garantia da liberdade, mas que, em vez disso, desemboca no arbítrio que elimina a “proposta universal”, condição irrenunciável da promoção e da defesa dos direitos humanos fundamentais baseados no direito à vida e na afirmação da dignidade e sacralidade da pessoa humana. O relativismo, que, em teoria, pretende defender os direitos de todos, na realidade mina em seus fundamentos os direitos irrenunciáveis de cada um.

O amor, núcleo do encontro entre fé e cultura
O Papa tem plena consciência de que o encontro entre religião e razão, entre fé e cultura se transforma em proposta e em resposta às questões fundamentais da vida somente quando o que solda a relação religião-razão e a torna operante de maneira eficaz é o amor, em sua dupla dimensão de amor de Deus e de amor ao próximo.
Na sociedade de hoje, ou melhor, no mundo de hoje, a essência do diálogo entre fé e razão, além de levar ao choque recíproco, multiplicou os “desertos” da existência, que são, na realidade, “desertos” de amor. O Papa falou disso na homilia da missa de imposição do pálio e entrega do anel do pescador, por ocasião do início do ministério petrino. São palavras de uma clareza e profundidade extraordinárias, premissa da “proposta universal” que Bento XVI quis lembrar também aos duzentos chefes de Estado e de governo presentes. “A santa preocupação de Cristo”, disse o Papa, “deve animar o pastor: para ele não é indiferente que tantas pessoas vivam no deserto. E existem muitas formas de deserto. Há o deserto da pobreza, o deserto da fome e da sede, o deserto do abandono, da solidão, do amor destruído. Há o deserto da obscuridade de Deus, do esvaziamento das almas que perderam a consciência da dignidade e do caminho do homem”.

Bento XVI em visita à Pontifícia Academia das Ciências

Bento XVI em visita à Pontifícia Academia das Ciências

Eis por que “a Igreja no seu conjunto, e os pastores nela, como Cristo, devem pôr-se a caminho, para conduzir os homens para fora do deserto, para o lugar da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida”. Não há alternativa, uma vez que Deus, que é amor, por amor salvou o mundo por meio do sacrifício do Filho. “O Deus”, diz o Papa, “que se tornou cordeiro diz-nos que o mundo é salvo pelo Crucificado e não por quem crucifica”.
Mas amar significa dar às almas “o alimento da verdade”; e, se o amor é verdadeiro e é amor pelo homem todo e por todos os homens, ele é a primeira verdade a defender e a promover. Uma verdade que, para ser realmente válida proposta universal, não é opinável e, portanto, também não é negociável.
Bento XVI, todavia, não se detém nos enunciados de caráter geral; sua catequese chega até as aplicações práticas com grande concretitude; cuida dos pormenores com a exatidão de seu nunca abandonado rigor de professor, como demonstra a segunda parte da encíclica Deus caritas est e, de modo particular, sua aflita mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2007, continuação lógica de sua mensagem para o Dia Mundial de 2006, que intitulou “Na verdade, a paz”. Não se constrói a paz sem defender a vida, cujo valor é síntese e núcleo de todos os direitos fundamentais do homem. A bela definição pontifícia de “paz”, “pessoa humana, coração da paz”, chega até a raiz do problema da paz, a qual não é apenas ausência de conflitos, mas encontro de uns com os outros, encontro da vida com a vida.
Pessoalmente, estou convencido de que o tema “fé e cultura a serviço da vida e da pessoa humana” seja uma chave de leitura exaustiva de toda a parábola conciliar, desde o discurso de abertura do Concílio, pronunciado pelo bem-aventurado João XXIII, até a mensagem aos homens de cultura e de ciência de Paulo VI, passando pelos repetidos chamados de atenção de João Paulo II ao Concílio e pelos recentíssimos discursos de Bento XVI. Uma chave de leitura que remete às palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6).

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Avaliação de Imóveis


• Os Três níveis na avaliação de Imóveis;
• Avaliação efetuada por corretores de imóveis;
• As normas ABNT;
• Os diversos métodos da avaliação;
• O método comparativo de dados do mercado;
• Como é feita a pesquisa de valores;
• Tratamento dos dados (homogeneização);
• Correção dos valores pelo fator de fonte;
• Redução para preço a vista;
• Cálculo do fator de transposição;
• Cálculo do fator de profundidade;
• Cálculo do fator de testada e de esquina;
• Cálculo do fator de topografia;
• Terrenos inclinados;
• Avaliação das Construções;
• Casas de padrão alto, médio e popular;
• As vantagens do imóvel pronto;
• As tabelas de custas de construção;
• Avaliação de aluguéis;
• As luvas como parte “por fora” do aluguel;
• A influência das despesas de condomínio;
• Avaliação de imóveis rurais;
• Classificação das terras pela capacidade de uso;
• Importância da localização do imóvel;
• Avaliação das construções rurais;
• Avaliação das culturas permanentes;
• Como elaborar um laudo de avaliação;
• Modelo de laudo – Avaliação expedita;
• Modelo de laudo – Avaliação em nível normal;
• Atuação em Juízo do perito avaliador;
• As provas;
• A nomeação do perito;
• O assistente técnico;
• A remuneração do perito;
• Quesitos, prazos, responsabilidades;
• Modelos de petições;
• E muito mais…

Açoes na Bovespa


 

Acao Dados Ofertas
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BISA3 BISA3 BISA3
BRAP4 BRAP4 BRAP4
BRKM5 BRKM5 BRKM5
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Paul Newman


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Paul Newman

Paul Newman em Gata em Teto de Zinco Quente

Nome completo Paul Leonard Newman
Outros nomes P.L. Neuman
King Cool
PL
Nascimento 26 de janeiro de 1925
Shaker Heights, Ohio
 Estados Unidos
Morte 26 de setembro de 2008 (83 anos)
Westport, Connecticut
Estados Unidos
Ocupação Ator
Cônjuge Joanne Woodward (19582008)Jackie Newman (1949 – 1958)
Atividade 19522008 (56 anos)
Oscares da Academia
Prêmio Humanitário Jean Hersholt

Melhor Ator

Honorário

  • 1985Pelo Conjunto da Obra
Prémios Golden Globe
Golden Globe icon.svg Melhor Ator (coadjuvante/secundário) em televisão

Golden Globe icon.svg Prémio Cecil B. DeMille

Golden Globe icon.svg Melhor Direção

Golden Globe icon.svg Henrietta Award

  • 1966World Film Favorite – Male
  • 1964World Film Favorite – Male

Golden Globe icon.svg Nova Estrela do Ano – Ator

SAG Awards
Melhor Ator em Minissérie ou Filme para Televisão

Prémio pela Conquista de Vida

Festival de Cannes
Melhor Ator

BAFTA
Melhor Ator Estrangeiro

Outros prêmios
Festival de BerlimUrso de PrataMelhor Ator

Página oficial
IMDb: (inglês) (português)

Paul Leonard Newman (Shaker Heights, 26 de janeiro de 1925Westport, 26 de setembro de 2008) foi um ator, dublador e diretor cinematográfico estado-unidense.

Filho de um bem sucedido comerciante de artigos esportivos, Newman começou a carreira em peças do colégio e, após obter a dispensa da marinha americana em 1946, foi estudar no Kenyon College. Após a formatura, ele passou um ano na Yale Drama School indo depois para Nova Iorque, onde entrou para a renomada escola de formação de atores Actors Studio, dirigida por Lee Strasberg.

Índice

Carreira

Depois de sua primeira aparição na Broadway em Picnic (1953), foi-lhe oferecido um contrato pela Warner Bros.. Seu primeiro filme, The Silver Chalice (br: Cálice Sagrado), de 1954, foi quase o seu último: considerou sua performance muito ruim e publicou um anúncio de página inteira num jornal pedindo desculpas a quem tivesse visto o filme.

Saiu-se muito melhor na sua segunda tentativa, em Marcado pela Sarjeta (1956), no Brasil, onde deu vida ao boxeador Rocky Graziano e foi aclamado pela crítica por sua grande atuação.

Com Cat on a Hot Tin Roof (br: Gata em Teto de Zinco Quente) e The Long Hot Summer (br: O Mercador de Almas), cuja atuação lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes,[1] estabelecendo-o como novo astro de Hollywood no fim da década de 1950, Paul tornou-se um líder de bilheterias da década seguinte estrelando filmes como The Hustler (br: Desafio à Corrupção, 1961), The Prize (br: Criminosos Não Merecem Prêmio), 1963), Hud (br: O Indomado, 1963), Cool Hand Luke (br: Rebeldia Indomável, 1967) e Hombre (1967), fechando os anos 1960 com o mega sucesso de crítica e bilheteria mundial Butch Cassidy and the Sundance Kid (br: Butch Cassidy / pt: Dois Homens e um Destino, 1969), ao lado de Robert Redford.

A dupla trabalharia junta quatro anos depois em Golpe de Mestre / A Golpada de George Roy Hill, outro grande sucesso de Newman e vencedor do Oscar de melhor filme de 1973.

Também produziu e dirigiu muitos filmes de qualidade, incluindo Rachel, Rachel (1968), estrelado pela esposa Joanne Woodward e com o qual foi premiado com o Globo de Ouro de melhor diretor. Indicado dez vezes pela Academia como melhor ator, finalmente venceu por sua atuação em The Color of Money (A Cor do Dinheiro, 1986). Por curiosidade, no ano anterior havia recebido um Oscar especial pelo conjunto da carreira.

Outros filmes importantes de Paul Newman são: Cat on a Hot Tin Roof (br: Gata em Teto de Zinco Quente, 1958), The Long Hot Summer (br: O Mercador de Almas, 1958), Exodus (1960), Sweet Bird of Youth (br: Doce Pássaro da Juventude), onde refez no cinema o mesmo papel que já havia feito na Broadway (1962), Torn Curtain (br: Cortina Rasgada, 1966), The Towering Inferno (br: Inferno na Torre / pt: Torre do Inferno, 1974), Absence of Malice (br: Ausência de Malícia, 1981) e The Verdict (br: O Veredicto, 1982).

Fazendo menos filmes na década de 1990, e se dedicando mais à sua fábrica de molhos e condimentos, Newman’s Own (com a qual ganhou mais dinheiro que no cinema, porém dedicou quase todo o lucro à caridade e à sua equipe de corridas), Paul reapareceu em grande estilo, já aos 77 anos, em Road to Perdition (br: Estrada para Perdição, 2002), trabalhando com Tom Hanks e o futuro James Bond, Daniel Craig, e foi novamente indicado ao Oscar, desta vez como ator coadjuvante. Em 1995, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim como melhor ator no filme Nobody’s Fool (br: O Indomável – Assim é Minha Vida)[2]

Indicações ao Oscar

Política e velocidade

Newman também foi conhecido por seu apoio a causas políticas liberais nos EUA. Nos anos 1960, esteve bastante envolvido na campanha de candidatos democratas à Presidência. Seu forte apoio à Eugene McCarthy em 1968, estrelando diversos comerciais de televisão a favor do candidato democrata, fez Richard Nixon, o adversário de McCarthy e que acabou sendo eleito, colocá-lo em 19º lugar numa lista de seus piores inimigos, o que fez Newman declarar que esta seria uma das maiores honras de sua vida.

Sua paixão pelo automobilismo e pela velocidade foram famosas. Apesar de daltônico, dos anos 1970 aos 1990 Newman se destacou como piloto amador, correndo em carros esporte nos EUA e na Europa, onde chegou a conseguir um segundo lugar na categoria esporte das 24 Horas de Le Mans com um Porsche 935. Nos anos 1980 se envolveu com a Fórmula Indy, onde se tornou sócio-proprietário da equipe Newman-Haas Racing, equipe vencedora dos quatro últimos títulos da Champ Car. Aos setenta anos, foi o mais velho piloto a vencer uma corrida de prestígio, ao fazer parte do time de pilotos do carro que venceu as 24 Horas de Daytona de 1995.

Câncer e morte

Newman, ex-fumante inveterado, padeceu por muito tempo de câncer do pulmão. Em maio de 2008, foi afastado da direção de uma versão de Ratos e homens, baseada no livro de John Steinbeck.[3] A doença havia sido diagnosticada pelo hospital Sloan-Kettering Cancer Centre, em Nova York.

Em março de 2008, Newman negou boatos de que estaria com câncer, depois de ter faltado a um evento beneficente da instituição infantil Hole in The Wall Gang, criada por ele. No mesmo mês, ele cancelou uma aparição no talk show The Late Show with David Letterman. Seu porta-voz, Warren Cowan, despistou sua hospitalização, insistindo que o ator estava “recebendo tratamento para pé-de-atleta e queda de cabelo“. O jornal New York Post divulgou que um paciente de câncer disse ter visto Newman em março de 2008 no oncologista regularmente.[4]

Em agosto, após encerrar as sessões de quimioterapia contra o câncer, o ator Paul Newman foi informado de que teria poucas semanas de vida e pediu aos médicos e a seus familiares para deixar o hospital e ser levado à sua casa, em Westport, no estado americano de Connecticut, onde morreu em 26 de setembro de 2008.[5]

Filmografia

Referências

  1. Sítio oficial do Festival de Cannes. Ficha de artista – Paul Newman (em inglês). Página visitada em 27 de setembro de 2008.
  2. Berlinale.de. Vencedores do Festival de Berlim (em inglês). Página visitada em 27 de setembro de 2008.
  3. Inicia. Paul Newman abandona una obra de teatro por problemas de saúde (em espanhol). Página visitada em 9 de junho de 2008.
  4. New York Post; Richard Johnson (13 de março de 2008). Back Keeps Newman Home (em inglês). Página visitada em 9 de junho de 2008.
  5. UOL Cinema. Ator Paul Newman morre aos 83 anos (em português). Página visitada em 27 de setembro de 2008.

Ligações externas

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Penhor


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Penhor é direito real de garantia vinculado a uma coisa móvel ou mobilizável. Genericamente, o penhor é qualquer objeto que garante o direito imaterial, não palpável. Por exemplo: o penhor do trabalho é o dinheiro; o da dívida é algo de valor dado como garantia (não necessariamente bens móveis).

Conceito[editar | editar código-fonte]

É um direito real de garantia sobre bens móveis. Deriva de uma expressão latina “pugnus”, que significa punho, ou seja, o penhor é um direito real de garantia que depende da tradição (transferência do bem), no caso, do bem ser levado pelo próprio punho. É importante ressalvar que o credor pignoratício tem o direito de guardar a coisa, mas ele não pode ficar com a coisa para si, em virtude de vedar a legislação pátria o instituto da cláusula comissória.

Concepção religiosa[editar | editar código-fonte]

Na Bíblia, o vocábulo aparece cerca de 24 vezes[1] e o seu sentido é de garantia geral de um direito não tangível, como na seguinte passagem:

Constituição do Penhor[editar | editar código-fonte]

O penhor surge através de um contrato formal e depende da efetiva tradição do bem, da efetiva entrega da posse. Cumpre ressaltar que não se usa o verbo “penhorar” mas “empenhar”, cujo significado é dar em penhor.

Espécies de Penhor[editar | editar código-fonte]

  • Penhor Rural – que pode ser agrícola ou pecuário. Tanto o penhor rural, quanto o industrial incidem sobre a agricultura ou bens de comércio. Num dado caso ele pode incidir sobre imóvel, que será o de produção agrícola, ou até mesmo maquinário industrial, que será considerado imóvel por acessão natural ou industrial. Possui prazos de renovação estipulados entre 3 e 4 anos (recente alteração do codigo civil, verificar), registrados em cartório imobiliários.
  • Penhor Industrial ou Mercantil.

No caso do penhor rural ou do penhor industrial, não haverá transferência do bem. Haverá uma transmissão ficta, uma posse indireta pelo constituto possessório. O que o credor pode fazer é inspecionar o bem dado em garantia para que possa fazer uso de uma cautelar, se necessário.

  • Penhor de Título de Crédito – é aquele em que o credor tem por garantia o seu título de garantia. Esse título pode ser empenhado quando ele é entregue a um terceiro através de tradição e depende de registro no cartório de títulos e de documentos.
  • Penhor de Veículos – Tem prazo máximo de dois anos e o veículo deve estar segurado para que possa ser dado em garantia. Além disso, deverá ser registrado no DETRAN para que seja oponível contra terceiros. Graças a exigência do seguro, a tradição é dispensada, haja vista que, se o bem sumir, o seguro cobrirá.
  • Penhor Legal – São as garantias instituídas por lei. Independe da vontade das partes.
  • Penhor Financeiro – É extra judicial não precisa ir ao Tribunal. A sua execução é feita apenas com o aviso ao cliente, visto que quando se faz o contraro em Penhor Financeiro a garantia é da instituição. Contraria ao Penhor.

Referências

  1. Ir para cima Na tradução denominada “Edição Pastoral da Bíblia“, o vocábulo é utilizado no singular 12 vezes (acesso em 05 de maio de 2013)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Exame de Aptidão Física


O candidato aprovado na Inspeção de Saúde (IS) será submetido ao Exame de Aptidão Física (EAF). A aptidão física dos(as) candidatos(as) ao ingresso no IME é expressa pelo conceito APTO ou INAPTO, e é avaliada de acordo com os índices mínimos abaixo discriminados.

1. ÍNDICES PARA OS CANDIDATOS DO SEXO MASCULINO

1º DIA 2º DIA
Flexão abdominal
(sem tempo)
Flexão dos braços
sobre o solo
(sem tempo)
Barra
(sem tempo)
Corrida livre
(12 minutos)
18 9 * 1800m
* apenas para efeito de avaliação diagnóstica

2. ÍNDICES PARA OS CANDIDATOS DO SEXO FEMININO

1º DIA 2º DIA
Flexão abdominal
(sem tempo)
Flexão dos braços
sobre o solo
(sem tempo)
corrida livre
(12 minutos)
14 6 1600m

As condições de execução das tarefas do EAF são as especificadas a seguir, as quais deverão ser realizadas em movimentos seqüenciais padronizados e de forma continuada pelo(a) candidato(a), utilizando o traje esportivo: camiseta, calção ou bermuda e tênis.

I – ABDOMINAL SUPRA

– posição inicial: o candidato deverá tomar a posição deitado em decúbito dorsal, joelhos flexionados, pés apoiados no solo, calcanhares próximos aos glúteos, braços cruzados sobre o peito, de forma que as mãos encostem no ombro oposto (mão esquerda no ombro direito e vice-versa). O avaliador deverá se colocar ao lado do avaliado, posicionando os dedos de sua mão espalmada, perpendicularmente, sob o tronco do mesmo a uma distância de quatro dedos de sua axila, tangenciando o limite inferior da escápula (omoplata). Esta posição deverá ser mantida durante toda a realização do exercício;

– execução: o candidato deverá realizar a flexão abdominal até que as escápulas percam o contato com a mão do avaliador e retornar à posição inicial, quando será completada uma repetição, e prosseguirá executando repetições do exercício sem interrupção do movimento. O ritmo das flexões abdominais, sem parada, será opção do candidato e não há limite de tempo.

II – FLEXÃO DE BRAÇOS

– Posição inicial: apoio de frente sobre o solo, braços e pernas estendidos; para a tomada da posição inicial, o candidato deverá se deitar, em terreno plano, liso, apoiando o tronco e as mãos no solo, ficando as mãos ao lado do tronco com os dedos apontados para frente e os polegares tangenciando os ombros, permitindo, assim, que as mãos fiquem com um afastamento igual à largura do ombro. Após adotar a abertura padronizada dos braços, deverá erguer o tronco até que os braços fiquem estendidos, mantendo-se os pés unidos e apoiados sobre o solo;

– execução: o candidato deverá abaixar o tronco e as pernas ao mesmo tempo, flexionando os braços paralelamente ao corpo até que o cotovelo ultrapasse a linha das costas, ou o corpo encoste no solo, estendendo, então, novamente, os braços, erguendo, simultaneamente, o tronco e as pernas até que os braços fiquem totalmente estendidos, quando será completada uma repetição. Deverá executar o número máximo de flexões de braços sucessivas, sem interrupção do movimento. O ritmo das flexões de braços, sem paradas, será opção do candidato e não há limite de tempo.

Observação: para os candidatos do sexo feminino, durante o exercício de “Flexão dos Braços sobre o Solo”, será permitido o apoio dos joelhos sobre o solo, ficando a candidata, durante a execução da tarefa, apoiada nas mãos, nos joelhos e na ponta dos pés.

III – FLEXÃO DE BRAÇOS EM BARRA HORIZONTAL FIXA

– Posição inicial: pegada na barra em pronação, com os dedos polegares envolvendo-a (palmas das mãos para frente) e braços totalmente estendidos. As mãos deverão permanecer com um afastamento entre si correspondente à largura dos ombros e o corpo deverá estar estático;

– execução: após a ordem de iniciar, o candidato deverá executar a flexão dos braços na barra até que o queixo ultrapasse completamente a barra (estando a cabeça na posição natural, sem hiperextensão do pescoço) e, imediatamente, descer o tronco até que os cotovelos fiquem completamente estendidos (respeitando as limitações articulares individuais), quando será completada uma repetição. O ritmo das flexões de braços na barra será opção do candidato.

Observações: não poderá haver nenhum tipo de impulso, nem balanço das pernas para auxiliar o movimento. A contagem de flexões será encerrada no momento em que o candidato largar a barra. Não há limite de tempo para execução.

IV – CORRIDA DE 12 MINUTOS

– Execução: partindo da posição inicial, de pé, cada candidato deverá correr ou andar a distância máxima que conseguir, no tempo de 12 minutos, podendo interromper ou modificar seu ritmo de corrida. A prova deverá ser realizada em piso duro (asfalto ou similar), e, para a marcação da distância deverá ser utilizada uma trena de 50 (cinquenta) ou 100 (cem) metros, anteriormente aferida.

Observações: é proibido o acompanhamento do candidato durante a tarefa, por quem quer que seja, em qualquer momento da prova. É permitida a utilização de qualquer tipo de tênis e a retirada da camisa.

Ações na Bovespa


 

 

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