Manual de Risco XP


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FOLHA DE CONTROLE

Informações Gerais

Título

Manual de Risco

Número de Referência

002

Número da Versão

V42

Status

Atualização

Aprovador

Responsável pelo Risco

Data da Aprovação

02/03/2020

Data da Próxima Revisão

16/01/2021

Área Proprietária do Procedimento

Área de Risco

Escopo do Negócio

XP Investimentos CCTVM S.A.

Escopo da Geografia

Brasil

Procedimentos e Outros Documentos
Relacionados

NA

Dispensa do Procedimento

NA

Palavras-chave para Procura Rápida

Fração de Risco, Garantia Exigida XP, Exercício, Line,
Negociabilidade, Ordem Stop, Saldo Devedor,
Alavancagem;

Histórico de Versões

Versão

Motivo da
Alteração

Data da
Aprovação

Autor

Departamento

1

Versão Inicial

14/01/2014

Thiago Villela

Risco

2

Versão Revisada

31/01/2014

Julia Duarte

Jurídico

3

Versão Atualizada

03/07/2014

Aline Alves

Risco

4

Versão Atualizada

22/10/2014

Aline Alves

Risco

5

Versão Atualizada

22/02/2016

Thayná Guerra

Risco

6

Versão Atualizada

10/06/2016

Lauro Biolchini

Risco

7

Versão Revisada

08/07/2016

Lauro Biolchini

Risco

8

Versão Atualizada

06/09/2016

Lauro Biolchini

Risco

9

Versão Atualizada

14/10/2016

Lauro Biolchini

Risco

10

Versão Atualizada

25/10/2016

Lauro Biolchini

Risco

11

Versão Atualizada

08/11/2016

Lauro Biolchini

Risco

12

Versão Atualizada

03/01/2017

Lauro Biolchini

Risco

13

Versão Atualizada

26/01/2017

Lauro Biolchini

Risco

14

Versão Atualizada

06/03/2017

Lauro Biolchini

Risco


15

Versão Atualizada

05/04/2017

Lauro Biolchini

Risco

16

Versão Atualizada

02/05/2017

Lauro Biolchini

Risco

17

Versão Atualizada

21/06/2017

Lauro Biolchini

Risco

18

Versão Atualizada

28/07/2017

Lauro Biolchini

Risco

19

Versão Atualizada

02/10/2017

Lauro Biolchini

Risco

20

Revisão

31/10/2017

Paulo
Fernandes

Jurídico

21

Versão Atualizada

23/11/2017

Mateus Costa

Risco

22

Versão Atualizada

19/12/2017

Mateus Costa

Risco

23

Versão Atualizada

01/02/2018

Mateus Costa

Risco

24

Versão Atualizada

01/03/2018

Mateus Costa

Risco

25

Versão Atualizada

02/04/2018

Mateus Costa

Risco

26

Versão Atualizada

02/05/2018

Mateus Costa

Risco

27

Versão Atualizada

01/06/2018

Mateus Costa

Risco

28

Versão Atualizada

01/07/2018

Mateus Costa

Risco

29

Versão Atualizada

03/09/2018

Mateus Costa

Risco

30

Versão Atualizada

01/10/2018

Mateus Costa

Risco

31

Versão Atualizada

01/11/2018

Mateus Costa

Risco

32

Versão Atualizada

01/12/2018

Mateus Costa

Risco

33

Versão Atualizada

18/12/2018

Mateus Costa

Risco

34

Versão Atualizada

01/01/2019

Mateus Costa

Risco

35

Versão Atualizada

04/02/2019

Mateus Costa

Risco

36

Versão Atualizada

01/03/2019

Mateus Costa

Risco

37

Versão Atualizada

01/04/2019

Mateus Costa

Risco

38

Versão Atualizada

01/05/2019

Mateus Costa

Risco

39

Versão Atualizada

27/05/2019

Mateus Costa

Risco

40

Versão Atualizada

01/08/2019

Mateus Costa

Risco

41

Versão Atualizada

16/12/2019

Mateus Costa

Risco

42

Versão Atualizada

02/03/2019

Mateus Costa

Risco


SUMÁRIO

  1. OBJETIVO ……………………………………………………………………………………………………………. 5
  2. VIGÊNCIA ……………………………………………………………………………………………………………. 5
  3. DISPOSIÇÕES GERAIS …………………………………………………………………………………………. 5
    3.1 ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO …………………………………………………………. 5
    3.2 INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA …………………………………………………………………………. 6
  4. TIPOS DE RISCOS ……………………………………………………………………………………………….. 6
  5. ADMINISTRAÇÃO DE RISCO XPI ……………………………………………………………………………. 7
    5.1 DEFINIÇÕES GERAIS ……………………………………………………………………………………………. 7
    5.2 MODELO ……………………………………………………………………………………………………………. 10
    5.2.1 CONCEITOS UTILIZADOS PARA O CÁLCULO DAS GARANTIA PARA OPERAÇÃO: ………. 10
    5.2.2 OPERAÇÕES ALAVANCADAS PERMITIDAS PELA XPI ………………………………………………. 12
    5.2.3 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA GARANTIA EXIGIDA XP ……………………………………….. 15
    5.2.4 LIMITES DE EXPOSIÇÃO AO RISCO ……………………………………………………………………… 21
  6. MONITORAMENTO DE POSIÇÃO ………………………………………………………………………….. 26
    6.1 PROCEDIMENTOS EM CASO DE INSOLVÊNCIA, SALDO DEVEDOR OU
    DESENQUADRAMENTO POR ALAVANCAGEM …………………………………………………………. 26
    6.2 ENQUADRAMENTO COMPULSÓRIO ………………………………………………………………………. 26
  7. FRAÇÕES DE RISCO e GARANTIA MÍNIMA EXIGIDA……………………………………….27
    7.1 FRAÇÕES DE RISCO……………………………………………………………………………..27
    7.2 GARANTIA MÍNIMA EXIGIDA ……………………………………………………………………………….. 37
  8. EXERCÍCIO AUTOMÁTICO DE OPÇÕES SOBRE AÇÕES …………………………………………… 38
    8.1 EXERCÍCIO DE DIREITO DE SUBSCRIÇÃO ……………………………………………………………. 39
  9. CONTROLE DE RISCO PRÉ-NEGOCIAÇÃO (LINE EntryPoint)…………………………………… 39
  10. CONTROLE DE RISCO PRÉ-NEGOCIAÇÃO (LINE XP) ……………………………………………… 41
  11. OBJETIVO O Manual de Risco (“Manual”) tem como objetivo apresentar a metodologia de
    gerenciamento de risco adotada pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XPI” ou “XP
    Investimentos”), descrevendo a metodologia, controles, limites e modelo de execução.
  12. VIGÊNCIA
  13. Este Manual entra em vigor após sua aprovação e publicação, e não se
    pode justificar seu descumprimento alegando desconhecimento, no todo ou
    em parte. Este Manual deve ser revisado e aprovado pelo responsável de Risco da XPI, o
    qual deve garantir a exatidão do conteúdo e pela revisão anual mínima. Se no
    decorrer do período, houver mudança de legislação ou procedimento, o documento
    deverá contemplar a alteração.
  14. DISPOSIÇÕES GERAIS

3.1 ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO

A estrutura de gerenciamento integrado de riscos é parte integrante da estrutura de
governança da XP Investimentos e busca assegurar a existência de um processo efetivo para
gerenciamento dos riscos em todo o Conglomerado Prudencial XP, de forma a proporcionar
transparência e compreensão adequadas dos riscos existentes, emergentes, e garantindo uma
perspectiva holística dos riscos inerentes e residuais da XP Investimentos.

A XP Investimentos adota o modelo das 3 Linhas de Defesa, que é composto pelas áreas
de negócio, Compliance, Gestão de Riscos, Controles Internos e Auditoria Interna, cujas
funções incluem a identificação e gestão de riscos, cada um com papéis e responsabilidades
específicas dentro da estrutura de gerenciamento de riscos, de acordo com as melhores
práticas de mercado e legislação vigente.

Essas responsabilidades estão diretamente atreladas aos objetivos da XP Investimentos,
seus respectivos gestores, equipes e o programa de disseminação da cultura de riscos
enfatiza a necessidade do gerenciamento, tempestivo, dos riscos da empresa em todos os
seus processos, possibilitando efetivamente o funcionamento correto do modelo.

Os riscos inerentes da XP Investimentos são identificados, avaliados e gerenciados com
uma abordagem “bottom-up”, com avaliações periódicas de processos, riscos e controles no
nível dos departamentos. O Comitê de Riscos, que é presidido pelo CEO (Chief Executive
Officer), supervisiona as funções e as responsabilidades do CRO (Chief Risk Officer), além de
avaliar os resultados obtidos.

A estrutura de gerenciamento de riscos da XP Investimentos está sob responsabilidade
do CRO, o qual se reporta diretamente ao CEO e detêm a independência necessária para
cumprimento de suas funções. A Auditoria Interna também opera de maneira independente e
é responsável pela supervisão da estrutura de gerenciamento de riscos.

A equipe responsável pelo Risco Varejo a XPI conta com profissionais capacitados e
certificados que possuem autonomia operacional dentro dos limites das diretrizes de risco,
além do poder decisório para ajustar a posição de clientes com exposição elevada, conforme


predisposição prevista no Contrato de Intermediação da XP Investimentos, ao qual os
clientes aderem no primeiro acesso após a abertura de conta.

3.2 INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA

A XP Investimentos possui sistemas de monitoramento que mensuram e controlam as
exposições ao risco, de forma a garantir que o nível de exposição ao risco seja menor que o
total de garantia alocado.

Os procedimentos de monitoramento de Risco foram desenvolvidos para prover:

• O controle a exposição a risco da XPI;
• O controle e a solvência de seus clientes frente aos limites disponibilizados;
• A mensuração do Risco Direcional dos ativos e o seu valor como garantia para operações
alavancadas.

Por meio de sistemas estruturados para utilizar modelos de medição de exposição a risco
e da análise de cenários de estresse da carteira do cliente, a XP Investimentos analisa em
tempo real os dados de exposição, como os níveis de concentração e risco potencial em
diferentes mercados, a fim de antecipar possíveis impactos negativos no processo de
investimento.

  1. TIPOS DE RISCOS Analisando seu ambiente de negócios, a XP Investimentos considera quatro principais
    categorias de riscos: Mercado, Liquidez, Crédito e Operacional. Risco de Mercado É definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos
    valores de mercado. O risco de mercado inclui os riscos das operações sujeitas à variação
    cambial, taxa de juros, preços das ações e dos preços de mercadorias (commodities). Risco de Crédito É o risco de que o emissor do título possa não honrar o principal e/ou pagamento de
    juros. Risco de Liquidez É a capacidade de liquidação de um ativo ou carteira, levando-se em consideração
    aspectos como volume financeiro, quantidade e periodicidade transacionadas. Risco Operacional É o risco resultante de falhas operacionais (falha humana, falha de processo, falha de
    sistema, fraude e eventos externos).
  2. ADMINISTRAÇÃO DE RISCO XPI

5.1 DEFINIÇÕES GERAIS

a) Operações Alavancadas:

São operações em que a exposição financeira ou risco de perdas financeiras é superior
ao patrimônio empenhado, ou aquelas que, por essência, possuem natureza alavancada,
como: termo, opção e futuro.

b) Chamada de Margem B3:

A Chamada de Margem é a exigência de garantia em montante fixado pela B3 a ser
depositada em dinheiro, ativos ou valores mobiliários pelo cliente para realização de operações
de natureza alavancada.

A Chamada de Margem da B3 não se confunde com a Garantia Exigida XP, que é exigida
pela XPI em momento diferente da exigência feita pela Bolsa e em valores diferentes (podendo
ser ser maior ou menor).

Antes de realizar operações que acarretem Chamada de Margem, o Cliente deve buscar
informações precisas sobre o valor necessário à cobertura.

No site da B3 (http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/servicos/clearing/clearing-bm-
fbovespa/administracao-de-riscos/garantias/garantias-aceitas/), o Cliente pode consultar a
lista de ativos aceitos para cobertura de margem exigida pela Bolsa.

A Chamada de Margem da bolsa ocorre diariamente, com base nas posições de
fechamento do dia anterior, ou seja, após a alocação de todos os negócios realizados. Os
horários para movimentação de garantias podem ser consultados no site da bmfbovespa :
http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/regulacao/regulamentos-e-manuais/ em Pós-
negociação → Manual de Administração de Risco da Câmara de Compensação e Liquidação da
B3, página 111.

c) Garantia Exigida XP:

A Garantia Exigida XP é o montante que a XP Investimentos exige para a realização e
manutenção de operações alavancadas e podem ser classificadas de 2 formas:

Garantia Exigida XP para day-trade: é a garantia exigida do Cliente para abertura da posição
e é considerada, para fins de cálculo, entre o horário de abertura do mercado em questão até
30 minutos antes do seu encerramento. Nessa metodologia, considera-se que o cliente
encerrará a posição no mesmo dia.

Garantia Exigida XP para posição: é a garantia exigida do cliente para as posições que serão
carregadas de um dia para o outro e é calculada 30 minutos antes do encerramento do pregão
regular do mercado em questão.

Ativos Elegíveis para Cobertura de Garantia Exigida XP:

• Cotas de Fundos de Investimento;
• Cotas de Fundos de Investimento negociáveis em Bolsa (de acordo com a liquidez);
• Ativos de Renda Fixa Pública;
• Ativos de Renda Fixa Privada* – CDB, Títulos bancários custodiados na XP;
• Ações
• Dinheiro (saldo projetado em conta corrente positivo)

  • A avaliação da garantia para os casos de Debenture/CRI/CRA/LCI/LCA e Previdência será
    realizada conforme análise do emissor e liquidez esperada do ativa. A definição dos deságios
    será determinada conforme revisão e aprovação do Comitê de Risco.

Cabe destacar que esta lista pode ser modificada a qualquer momento, conforme revisão e
aprovação do Comitê de Risco, sem aviso prévio.

Chamada de Margem B3 x Garantia Exigida XP

O Departamento de Risco da XP Investimentos exige apenas as Garantias que, na sua
concepção, são necessárias à abertura e manutenção da posição. A Bolsa, por sua vez, pode
entender que a operação necessita de uma Chamada de Margem maior (ou menor) que a
Garantia Exigida XP.

Nas operações em que a Bolsa exige Chamada de Margem, o cliente deve, além de
possuir as Garantias Exigidas XP, possuir recursos suficientes para cobertura da Margem da
B3.

O débito de Chamada de Margem da B3 poderá levar a conta do cliente para o campo
negativo caso não haja saldo disponível, com a incidência de multa sobre saldo devedor (1%
ao dia), ou tarifa por alocação de Carta Fiança (0,30% ao dia sob o valor utilizado). Neste
caso, deverá o cliente realizar o imediato aporte de recursos para cobertura da chamada de
margem exigida pela bolsa.

O Manual de Procedimentos Operacionais da Câmara de Derivativos (03/2014), em seu
capítulo II, item 4, admite a emissão, pelos Bancos Emissores de Garantias, de Carta Fiança
Bancária como garantia do cumprimento de obrigações assumidas por seus participantes
perante a B3. Ou seja, a Câmara de Derivativos da B3 possibilita a substituição da Chamada
de Margem do Cliente retida em dinheiro por Carta Fiança.

A XP, visando possibilitar o cumprimento das obrigações de seus clientes assumidas
perante a bolsa, desenvolveu o serviço de intermediação de Carta Fiança, em consonância
com o previsto no art. 2º da Resolução CMN 1.655/89, inciso XVIII.

Procedimentos operacionais

Após o encerramento do pregão regular, a XP efetua a devolução de valor equivalente à
Chamada de Margem retida em dinheiro, mediante a alocação de Carta Fiança, em nome do
cliente. No pregão seguinte, antes da abertura do mercado, a Carta Fiança que foi alocada


para o cliente é retirada e a conta volta ao status inicial, aguardando regularização pelo
cliente. O procedimento de alocação pode ser repetido diariamente, sempre que o cliente não
possuir recursos para honrar com a margem em dinheiro retida junto à B3.

Este serviço tem um valor mínimo de alocação de R$ 200,00 (duzentos reais) e está
limitado ao estoque disponível de Cartas Fiança na XP. O custo pela prestação do serviço de
intermediação de Carta Fiança é de 0,30%, por dia, incidente sobre o valor da Margem
devolvida para a conta do Cliente. O pagamento é efetuado através de débito em conta do
cliente.

A XP poderá, ao seu critério, ajustar o preço do serviço de intermediação em razão da
alteração do custo da Carta Fiança. As eventuais alterações de preço serão comunicadas
previamente aos clientes pelos canais de comunicação.

d) Patrimônio Total Projetado:

O Patrimônio Total Projetado é o valor da posição disponível do Cliente (precificada a
mercado), acrescida da Posição Financeira Atualizada do cliente:

Posição Disponível dos Ativos:

Ações;

Opções de Ações;

Posições em Ouro;

Opções de Mercadorias e Futuros;

Fundos Negociáveis (Fundos Imobiliários e iShares);

Clubes de Investimentos

Fundos de Investimento;

Renda Fixa;

Valores alocados no Tesouro Direto; Valor dos termos flexíveis sem lastro, acrescido do
lucro/prejuízo projetado dos termos;

Posição em Previdencia

• Posição Financeira Atualizada:

Saldo inicial (financeiro em conta corrente na abertura);

Liquidações para dia (todos os lançamentos em conta corrente no decorrer do dia);

Projetado (liquidações em D+1, D+2)

Ajustes projetados de Contratos Futuros;

Total das compras dos ativos que compõem o patrimônio em Ações, Mercadorias e Futuros
(Ouro), e Opções de ambos;

Total das vendas dos ativos que compõem o patrimônio em Ações, Mercadorias e Futuros
(Ouro), e Opções de ambos;

Garantias em dinheiro alocadas para BM&F;

Garantias em dinheiro alocadas para Bovespa;


Valores dos proventos;

Financeiro projetado dos resgates de cotas de Fundos;

e) Garantias Disponíveis XP

Patrimônio Total Projetado – Garantia Exigida XP

5.2 MODELO

Procedimento operacional referente a Garantia Exigida XP:

No momento em que o cliente insere a ordem de compra ou venda nas plataformas de
negociação da XPI, a Garantia Exigida XP para aquela operação é informada no campo Garantia
Exigida (vale ressaltar que operação com opções não tem o cálculo de garantia exigida
mostrada no pré-trading, na boleta de negociação).

A ordem somente é enviada ao mercado se o investidor possuir garantias suficientes, e
rejeitada, caso as Garantias Exigidas XP sejam superiores ao Patrimônio Total Projetado do
cliente .

Todas as ordens rejeitadas ficam disponíveis para visualização nas plataformas de
negociação com o status de rejeitadas.

ATENÇÃO: O consumo de limite ocorre no momento do envio da ordem ao mercado, ou seja,
ordens abertas no mercado consomem limite, mesmo fora de preço.

Vale ressaltar que uma Ordem Stop consome limite SOMENTE no momento de sua
ativação, ou seja, as garantias disponíveis do cliente são verificadas no momento que a ordem
stop é disparada. Caso a ordem seja uma ordem de zerada, a mesma é enviada ao ambiente
de negociação, porém, caso não seja, a validação de garantias é feita normalmente – se as
garantias não forem suficientes, a Ordem Stop é rejeitada.

Trinta minutos antes do encerramento do pregão regular do mercado em questão, o
Departamento de Risco passa a considerar que a posição em aberto do cliente não mais se
destina a day-trade. Neste momento, a Garantia Exigida XP é recalculada levando-se em
consideração as exigências para operações de posição (Garantia Exigida XP para posição)

  • As informações referentes as Frações de Risco considerados para o cálculo da Garantia
    Exigida XP podem ser encontradas ao final desse documento.

5.2.1 CONCEITOS UTILIZADOS PARA O CÁLCULO DAS GARANTIA PARA OPERAÇÃO:

a) Deságio do Ativo (B3):


O Deságio do Ativo é a diferença entre o preço de mercado do ativo e o valor aceito
como depósito de margem pela B3. O deságio é um percentual de redução do valor do título
para fins de aceitação do mesmo como garantia.

O Deságio do Ativo é calculado tomando-se por base um cenário hipotético de variação
de preço do ativo para um dia de negociação, ou seja, uma variação de segurança sobre a
desvalorização do ativo alocado para atender a Chamada de Margem da BM3

Tal percentual é definido pelo Comitê de Risco da B3, levando em consideração a
liquidez, a volatilidade e a representatividade do ativo.

b) Fração de Risco (XPI)

Análogo ao conceito descrito no ítem anterior, a Fração de Risco do ativo é um percentual
de desconto que incide no preço do ativo e é utilizado para calcular as Garantias Exigidas XP.

A área de Risco da XPI pode, ao seu exclusivo critério e sem aviso prévio, definir o
percentual para a Fração de Risco de cada ativo, assim com alterá-lo

AS ALTERAÇÕES DAS FRAÇÕES DE RISCO PODEM OCORRER A QUALQUER MOMENTO DO DIA
OU ANTES DO PREGÃO REGULAR. ISSO DEPENDE DIRETAMENTE DAS CONDIÇÕES VIGENTES
DE MERCADO OCASIONADAS POR FATOS RELEVANTES, NOTÍCIAS ECONÔMICAS, EVENTOS
OU QUALQUER OUTRO ASPECTO QUE EXIJA EQUILIBRAR O GRAU DE ALAVANCAGEM
CONCEDIDA PELA XPI PARA REALIZAÇÕES DE OPERAÇÕES E O RISCO DE MERCADO.

Os valores de Fração de Risco dos ativos podem ser encontrados ao final desse documento.

c) Teste de Estresse

Simulação no qual se busca encontrar a perda potencial máxima da carteira de ativos
do Cliente. É realizado com base na análise de diversos cenários de preço dos ativos
componentes da carteira, onde se encontra o pior retorno financeiro potencial.

• Estresse do Ativo

É equivalente a Fração de Risco do Ativo (item b acima).

d) Cenários de Estresse

Os Cenários de Estresse, Mínimo e Máximo, são definidos tomando-se como referência
o último valor atualizado do ativo, ajustado pela Fração de Risco adotada:

Cenário Mínimo = Preço Base x (1 – (Fração de Risco do Ativo))

Cenário Máximo = Preço Base x (1 + (Fração de Risco do Ativo))

e) Valor Atualizado dos Ativos

Considera-se o Valor Atualizado dos Ativos, o preço do último negócio.


Para ativos não negociados na data de referência, será considerado o preço de
abertura (ativos negociados na BOVESPA) ou do último ajuste (nos contratos do segmento
BMF).

No caso de ativos considerados “fora do preço” ou de difícil definição de preço (pela
baixa liquidez, por exemplo), o valor será definido pela área de Precificação da XP
Investimentos.

f) Exposição

Exposição é o somatório do volume financeiro das posições em todos os mercados em
que o investidor possuir posição aberta. A exposição pode ser calculada para a carteira total,
ou, individualmente, por ativo.

g) Risco Direcional

O Risco Direcional é calculado a partir de Cenários de Estresse predeterminados. Por
meio desses Cenários são simulados os possíveis resultados financeiros da carteira do cliente
com objetivo de identificar o pior resultado possível.

h) Hedge

A critério do departamento de Risco, uma posição é classificada como Hedge quando,
em conjunto com outras posições da carteira do cliente, reduz o risco global do investidor.
Considera-se, nesse caso, que o risco em conjunto dos ativos seja menor que o somatório do
risco individual de cada um deles.

i) Risco Potencial

Risco Potencial corresponde a diferença entre o somatório do Riscos Direcionais dos
Ativos e o valor do Hedge calculado para a carteira do cliente.

O valor do Risco Potencial da Carteira determina o volume de garantias exigido pela XP
Investimentos para operações alavancadas.

5.2.2 OPERAÇÕES ALAVANCADAS PERMITIDAS PELA XPI

a) Compra de ações e Fundos negociados em Bolsa

É a operação na qual as posições compradas em ações/fundos são realizadas com
exposição superior ao Patrimônio Total Projetado do cliente na XPI.

Risco da operação:

Por se tratar de operação alavancada, as perdas financeiras, caso ocorram, poderão ser
maiores que o patrimônio do cliente.

b) Venda a descoberto de ações


A venda a descoberto de ações consiste em vender a ação sem possuir o papel em
carteira para entrega. Para esta operação, faz-se necessário o aluguel da quantidade vendida
de ações.

Risco da operação:

O maior risco desta operação é o preço do ativo vendido a descoberto oscilar
positivamente, gerando a necessidade de maior gasto financeiro para encerramento da
operação e a eventual necessidade da complementação de Garantia Exigida XP e Margem B3.
As perdas nesta operação são ilimitadas.

Compra a Termo:

A operação de Compra a Termo é o compromisso de comprar uma quantidade de uma
mercadoria ou ativo financeiro, por um preço fixo, em data futura predeterminada.

Risco da operação:

Dado que a liquidação financeira das Compras a Termo ocorre somente em data futura
predeterminada, o preço do ativo-objeto poderá oscilar negativamente neste período, gerando
perdas e, eventualmente, a necessidade de aporte adicional de Garantia Exigida XP ou Margem
da B3.

c) Operações com Opções

As Opções são instrumentos financeiros derivativos que possuem seus preços atrelados
ao ativo-objeto definidos em contrato.

Nessa operação, o comprador adquire o direito de comprar (Opção de Compra ou Call)
ou de vender (Opção de Venda ou Put) uma quantidade específica de um determinado ativo
ou instrumento financeiro a um preço fixado (preço de exercício), em uma data (data de
vencimento) determinada (Opções de estilo europeu), ou durante o período que ela decorra
(Opções de estilo americano), pagando, por isso, um preço específico (prêmio).

Risco na Compra de Opções:

O contrato de Opções possui data de vencimento predefinida. Até esta data, as posições
compradas poderão perder totalmente o seu valor. Dessa forma, o risco máximo nessa
operação é a perda do prêmio pago.

Risco na Venda a Descoberto de Opções:

O contrato de Opções possui data de vencimento predefinida. Até esta data, as posições
vendidas poderão ser exercidas, obrigando o vendedor, no caso de Calls, a vender o ativo-
objeto ao preço de exercício, ou, no caso de Puts, a comprar o ativo-objeto ao preço de
exercício.

O preço do ativo-objeto poderá oscilar neste período, gerando necessidade de aporte
adicional de Garantia Exigida XP ou aumento na Chamada de Margem da B3. A ausência de
aporte de garantias poderá levar ao encerramento antecipado das operações pela área de
Risco da XPI. As perdas nesta operação são ilimitadas.

d) Operações com Futuros:


Neste mercado são negociados contratos para liquidação em uma data futura
específica, previamente autorizada.

Diferentemente das demais operações, não há liquidação financeira na negociação, havendo
somente o ajuste diário de posição, mecanismo por meio do qual as posições mantidas pelos
clientes são corrigidas financeiramente todos os dias, conforme apresentem ganho ou perda.

Risco da operação:

O valor do ajuste do contrato poderá ocasionar perda financeira, gerando necessidade
de aporte adicional de Garantia Exigida XP e/ou aumento na Chamada de Margem da Bolsa. A
ausência de aporte de garantias poderá levar ao encerramento antecipado das operações pela
área de Risco da XPI.

e) Operações Alavancadas com Renda Fixa

Não é possível iniciar uma operação alavancada em Renda Fixa.

f) Operações Alavancadas com Fundos de Investimentos não negociados em
bolsa

Não é possível iniciar uma operação alavancada com Fundos de Investimentos.

g) Operações Alavancadas com Clubes de Investimentos

Não é possível iniciar uma operação alavancada com Clubes de Investimentos.

h) Operações com Swaps

São operações realizadas para a troca de fluxo de caixa, tendo como base a comparação
da rentabilidade entre dois indexadores.

Risco da Operação:

O risco dessa operação é a ponta ativa do cliente valorizar menos que a ponta passiva.

i) Operações em Termo de Moeda (NDF)

O contrato a termo de moedas possibilita a negociação de taxa de câmbio ou de paridade
futura. Dessa forma, é possível fixar antecipadamente o valor em reais correspondente a um
montante em moeda estrangeira que será liquidado futuramente.

No vencimento, a liquidação ocorre pela diferença entre a taxa a termo contratada e a
taxa de mercado definida como referência aplicada ao nocional da operação.

Diferentemente das operações com contratos futuros, não há ajuste diário de posição.

Risco da operação:

O Risco dessa operação é o movimento da moeda ir em direção oposta a posição do
cliente. Essa perda financeira ocorrerá efetivamente no vencimento da operação.


5.2.3 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA GARANTIA EXIGIDA XP

A XP Investimentos, através de sistema próprio e utilizando-se da metodologia descrita
abaixo, realiza a análise da posição global do investidor, tanto para o envio de ordens para a
B3, quanto para o monitoramento de risco da sua carteira.

A análise é feita de acordo com a relação Garantia Exigida XP e Patrimônio Total
Projetado do cliente.

Metodologia

A Garantia Exigida é o somatório do Risco Direcional individual de cada operação,
abatida a bonificação do hedge, conforme fórmula abaixo:

Garantia Exigida XP= ΣRisco Direcional das Operações (Garantia exigida operação)−Hedge1n

Vide “ → Garantias Exigidas XP por operação (Garantia exigida operação) ” no ítem abaixo

A XP Investimentos busca, a seu critério, indentificar as operações de proteção (Hedges)
entre diferentes ativos e mercados que funcionam como redutor das garantias exigidas.

Independente da garantia exigida da carteira, o risco direcional individual do ativo não
pode ultrapassar o patrimônio total do investidor na XP Investimentos.

O valor percentual das garantias exigidas em relação ao patrimônio total do cliente deve
ser igual ou menor que 100%, ou seja, a Garantia Exigida XP pode variar entre zero e o valor
total do patrimônio do Cliente (100% do patrimônio do cliente). A partir deste percentual, as
ordens são rejeitadas e a posição do cliente está sujeita a redução compulsória.

O cliente pode verificar a possibilidade de fazer operações alavancadas através do campo
“Garantias Disponíveis XP”. Se as Garantias Disponíveis chegarem a “zero”, a conta do cliente
pode ser bloqueada para abertura de novas posições e sofrer enquadramento aos níveis de
garantia exigidos pela XP Investimentos.

Como mencionado anteriormente, a metodologia do cálculo de Garantias Exigidas XP
diferencia as operações iniciadas e encerradas no mesmo dia, das operações realizadas para
serem carregadas de um dia para o outro.

As Garantias Exigidas XP para day-trade são, na maioria das vezes, inferiores às
Garantias Exigidas XP para posição. Nesse sentido, haverá a necessidade de complementação
de garantia para o cliente que desejar realizar operações alavancadas de posição.

Garantias Exigidas XP por operação (Garantia exigida operação)

(i) Garantias Exigidas para Operações a Vista e a Termo de Ações

A XPI permite que seus clientes realizem operações alavancadas de compra e venda de
ações a vista (day-trade e de posição) e compra a termo de ações.

A Garantia Exigida para essas operações é calculada com base na seguinte fórmula:

Garantia Exigida Operação = Quantidade * Preço Unitário * Estresse do Ativo

O Estresse do Ativo é ao valor considerado para a Fração de Risco do Ativo.

Os percentuais correspondentes às Frações de Risco são determinados diariamente pela
área de Risco da XP ao seu exclusivo critério e podem ser consultados ao final desse
documento.

  • Day-trade: Em regra, a Garantia Exigida XP para day-trade é inferior à Garantia Exigida para
    operação de posição.
  • Operação de posição: Para as operações de compra de ações, o cliente deve ter, no dia da liquidação, um
    saldo financeiro suficiente para o pagamento das obrigações (D+2 nas compras a vista ou data
    da liquidação para as compras a termo). Caso não haja recursos em conta nessa data, o saldo
    do cliente ficará negativo passando a incidir multa sobre saldo devedor e a possibilidade da
    liquidação compulsória da posição do cliente pela área de Risco da XPI. Especificamente na compra de ações a termo, a XP Investimentos calcula o lucro ou o
    prejuízo implícito da operação e, caso necessário, será exigida a apresentação de garantia
    adicional. Caso não haja o aporte adicional de garantias, a XP Investimentos poderá, a seu
    critério, liquidar a posição.

(ii) Garantias Exigidas para Operações com Mercadorias e Futuros

A XPI permite que seus clientes realizem operações alavancadas com contratos de
Mercadorias e Futuros, negociados na BM&F.

A Garantia exigida para essas operações é calculada com base na seguinte fórmula:

Garantia Exigida Operação = Quantidade * Lote * Preço Unitário * Estresse do Ativo

O Estresse do Ativo corresponde ao valor considerado para a Fração de Risco do Ativo.

Os percentuais de Fração de Risco são determinados pelo Comitê de Risco da XP
Investimentos, conforme metodologia própria e podem ser consultados ao final desse
documento.

Para os contratos futuros que tiverem negociação cotada em taxa, o cliente deverá
contatar o departamento de risco para cálculo da Garantia Exigida.

As operações no mercado futuro são feitas mediante liquidação diária. Desta forma, ao
final de cada pregão, será calculado o ajuste diário das posições do cliente. Caso o ajuste seja
negativo, o mesmo será debitado da conta do cliente no dia útil posterior à negociação. Se o
cliente não possuir recursos em conta nesta data, seu saldo ficará negativo passando a incidir
multa sobre saldo devedor e a possibilidade da liquidação compulsória da posição do cliente.

(iii) Garantias Exigidas para Operações com Opções

O cálculo da Garantia Exigida XP para uma operação com opções leva em consideração se o
cliente possui em carteira outras posições no ativo objeto (opções, à vista, Termo).

Considera-se também a metotologia de teste de estresse sobre o preço de mercado do ativo
para o cálculo do valor da garantia.

Premissas e considerações importantes:

• A XP efetua o cálculo do preço justo da opção utilizando a metodologia de Black&Scholes
como modelo.
• Os cenários de preços do ativo objeto no teste de estresse têm valores mínimos,
intermediários e máximos. Os valores mínimos e máximos são determinados pela Fração
de Risco do ativo. Os valores intermediários são determinados pelos preços de exercício
das opções que já existirem em carteira, desde que o preço de exercício se encontre
entre os cenários mínimos e máximos do teste de estresse acima descrito.
• O cliente não possui em carteira outras posições no ativo, a operação a ser realizada irá
reduzir o risco das outras posições no ativo ou a operação a ser realizada irá aumentar
o risco no ativo objeto.

Cálculo da Garantia Exigida XP:

Caso o cliente não possua em carteira outras posições no ativo objeto:

Garantia Exigida operação opção = (Preço hipotético da Opção¹ – preço Justo da opção²) *
Quantidade de opções

¹Preço hipotético da Opção: é o prêmio da opção dado a partir do estresse no ativo objeto.

² Preço Justo da Opção : Prêmio da opção dado pelo valor de mercado do ativo objeto.

Caso o cliente possua em carteira outras posições no ativo objeto e a operação a ser
relizada aumente o risco total no ativo (Ex: cliente possui o ativo objeto e realiza a venda de
uma put).

Garantia Exigida operação opção = (Preço hipotético da Opção¹ – preço Justo da opção²) *
Quantidade de opções + (Resultado do Pior cenário para outras posições no ativo objeto)

¹Preço hipotético da Opção: é o prêmio da opção dado a partir do estresse no ativo objeto.

² Preço Justo da Opção : Prêmio da opção dado pelo valor de mercado do ativo objeto.

Caso o cliente possua em carteira outras posições no ativo objeto e a operação a ser
relizada reduza o valor total do risco no ativo (Ex: Cliente financia posição comprada no ativo
com a venda de uma quantidade menor ou igual de Calls)


Garantia Exigida operação opção = 0

(iv) Garantia Exigida para Venda de Opções fora do Dinheiro

Operações de venda a descoberto de Opções fora do Dinheiro (out of the money – OTM)
possuem tratamento diferenciado das demais Opções dado ao alto risco da operação.

São consideradas Opções “Fora do Dinheiro” as Opções de Venda (Put) cujo preço de
exercício for menor que o Cenário Mínimo, ou Opções de Compra (Call) cujo preço de exercício
for maior que o Cenário Máximo.

A Garantia Exigida XP, para opções “Fora do Dinheiro” é determinada pela seguinte
fórmula:

Caso o cliente não possua em carteira outras posições no ativo objeto:

Garantia Exigida operação opção OTM= (Preço hipotético da Opção¹ – preço Justo da opção²
) * Quantidade de opções + (preço Justo da opção² * 10 * Quantidade de opções )

¹ Preço hipotético da Opção: é o prêmio da opção dado a partir do estresse no ativo objeto.

² Preço Justo da Opção : Prêmio da opção dado pelo valor de mercado do ativo objeto.

Caso o cliente possua em carteira outras posições no ativo objeto e a operação a ser
relizada aumente o risco total no ativo (Ex: Cliente possui posição no ativo e realiza a venda
de uma Put fora do dinheiro):

Garantia Exigida operação opção OTM= (Preço hipotético da Opção¹ – preço Justo da opção²
) * Quantidade de opções + (preço Justo da opção² * 10 * Quantidade de opções ) +
(Resultado do Pior cenário para outras posições no ativo objeto)

¹ Preço hipotético da Opção: é o prêmio da opção dado a partir do estresse no ativo objeto.

² Preço Justo da Opção : Prêmio da opção dado pelo valor de mercado do ativo objeto.

Caso o cliente possua em carteira outras posições no ativo objeto e a operação a ser
relizada reduza o valor total do risco no ativo (Ex: Cliente possui posição comprada no ativo e
vende uma quantidade menor ou igual de Calls fora do dinheiro):

Garantia Exigida operação opção = 0

OBS: Caso a posição vendida de opções fora do dinheiro seja maior que a posição no ativo
objeto, ou seja, a proporção não seja de 1×1, a quantidade descasada de opções vai exigir a
mesma garantia considerada para clientes que não possuem posição no ativo objeto, seja
comprado ou vendido (Ex: cliente possui 10 mil ações e vende 12 mil Calls fora do dinheiro. A
quantidade descasada de 2 mil opções é tratada de acordo com fórmula de venda a
descoberto).


Garantia Exigida operação opção OTM= (preço Justo da opção * 10) * Quantidade de opções
descasadas + (Resultado do Pior cenário para outras posições no ativo objeto)

(v) Garantias Exigidas para Operações em Renda Fixa

Independentemente da existência de Garantias Disponíveis XP, a execução da operação
de compra de títulos de Renda Fixa só é permitida mediante a suficiência de saldo disponível
em conta corrente.

(vi) Garantias Exigidas pela XP para Operações em Fundos de Investimento não
Negociados em Bolsa

Independentemente da existência de Garantias Disponíveis XP, a execução da aplicação
em Fundos de Investimentos não Negociados em Bolsa só é permitida mediante a suficiência
de saldo disponível em conta corrente.

(vii) Garantias Exigidas para Operações em Clubes de Investimentos

Independentemente da existência de Garantias Disponíveis XP, a execução da aplicação
em Clubes de Investimentos só é permitida mediante a suficiência de saldo disponível em
conta corrente.

(viii) Garantias Exigidas para Operações Alavancadas em Fundos de Investimentos
Negociados em Bolsa

A XPI permite que seus clientes realizem operações de compra alavancadas em Fundos
de Investimento negociados em Bolsa.

A Garantia Exigida XP corresponde ao valor resultante da multiplicação da quantidade
de cotas (Quantidade) pelo valor atualizado da cota (VC) do fundo pela sua Fração de Risco
(FRF), conforme a seguinte fórmula:

Garantia Exigida Operação = Quantidade * VC * FRF

Com exceção de ETFs, não são permitidas posições vendidas de Fundos de Investimento.

(ix) Garantias Exigidas para Operações de Swaps

As Garantias Exigidas XP para operações de swaps levam em consideração os
indexadores que rentabilizam cada ponta e são calculadas pelas seguintes fórmulas:

Swap Pré x CDI

Garantia Exigida Operação = Mínimo (Resultado do Pior cenário para a posição¹ do cliente
segundo teste de estresse² ; Garantia Mínima Exigida³)

Onde, Posição¹: contempla as posições já existente na carteira e a nova operação a ser
realizada.

Teste de estresse²: aplica-se a Fração de Risco sobre o preço de mercado do indexador.


Garantia Mínima Exigida²: Corresponde ao valor de margem mínima exigida pela XPI para
a(s) posição (ões) de swap Pré x Cdi.

O resultado de pior cenário é calculado utilizando-se a fórmula de Marcação a Mercado
(MaM) para swap Pré x CDI detalhada no ítem 7.1 desse documento. Na fórmula, substitui-se
o valor de mercado do indexador pelos valores encontrados para os cenários de mínimo e
máximo.

Swap Dólar Real x Pré

Garantia Exigida Operação = Mínimo (Resultado do Pior cenário para a posição¹ do cliente
segundo teste de estresse² ; Garantia Mínima Exigida³)

Onde, Posição¹: contempla as posições já existente na carteira e a nova operação a ser
realizada.

Teste de estresse²: aplica-se a Fração de Risco sobre o preço de mercado do indexador.

Garantia Mínima Exigida²: Corresponde ao valor de margem mínima exigida pela XPI
para a(s) posição (ões) de swap Dólar Real x Pré.

O resultado de pior cenário é calculado utilizando-se a fórmula de Marcação a Mercado
(MaM) para swap Dólar Real x Pré detalhada no ítem 7.1 desse documento. Na fórmula,
substitui-se o valor de mercado da taxa forward de dólar pelos valores encontrados para os
cenários de mínimo e máximo.

Os percentuais de Fração de Risco e os valores de Garantia Mínima Exigida para cada
tipo de swap são determinados pelo Comitê de Risco da XP Investimentos conforme
metodologia própria e podem ser consultados ao final desse documento.

(x) Garantias Exigidas para Operações em Termo de Moedas (NDF)

A Garantia Exigida XP para Termo de Moeda segue a seguinte fórmula::

Garantia Exigida Operação = Mínimo (Resultado do Pior cenário para a posição¹ do cliente
segundo teste de estresse² ; Garantia Mínima Exigida³)

Onde, Posição¹: contempla as posições já existente na carteira e a nova operação a ser
realizada.

Teste de estresse²: aplica-se a Fração de Risco sobre o preço de mercado do indexador.

Garantia Mínima Exigida²: Corresponde ao valor de margem mínima exigida pela XPI para a(s)
posição (ões) de swap Dólar Real x Pré.

O resultado de pior cenário é calculado utilizando-se a fórmula de Marcação a Mercado
(MaM) para Termo de Moeda detalhada no ítem 7.1 desse documento. Na fórmula, substitui-
se o valor de mercado da taxa forward de dólar pelos valores encontrados para os cenários de
mínimo e máximo.


Os percentuais de Fração de Risco e os valores de Garantia Mínima Exigida para Termo
de Moeda são determinados pelo Comitê de Risco da XP Investimentos, conforme metodologia
própria e podem ser consultados ao final desse documento.

Não obstante aos controles de risco da XP, o cliente deve honrar suas operações,
chamadas de margem, cobertura das garantias solicitadas e, em caso de perdas maiores que
o patrimônio, deve honrar suas obrigações junto à corretora.

5.2.4 LIMITES DE EXPOSIÇÃO AO RISCO

A XPI monitora a perda potencial máxima do cliente, buscando manter os riscos de sua
carteira de acordo com seu Patrimônio Total Projetado.

A cada operação, é determinado o Risco Potencial da carteira do cliente, que é o
resultado do somatório do Riscos Direcionais das posições menos a bonificação do hedge.

O Valor do Risco Potencial da carteira deve ser menor ou igual a 100% do Patrimônio
Total Projetado do cliente.
Risco Potencial da Carteira= ΣRisco Direcional das posições¹ −Hedge²
1n

¹ ver item 5.2.3, ² ver item 5.2.1 i)

Seguem metodologias de cálculo para os Riscos Direcionais de cada tipo de ativo:

a) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM AÇÕES

O cálculo do Risco Direcional para posição em ações é realizado da seguinte maneira:

Risco Direcional = Quantidade * PU (preço do ativo objeto) * Fração de Risco do Ativo

Os valores das Frações de Risco podem ser alterados a qualquer momento pela XP
Investimentos e estão disponíveis para consulta ao final desse documento.

b) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM CLUBES

Risco Direcional = Financeiro total da posição * 100% (+ 0% por cada dia útil de liquidação)

c) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM RENDA FIXA

A qualidade do crédito por emissor e tipo de ativo são preponderantes na análise do estresse
potencial de posições em ativos de renda fixa. Essa qualidade é mensurada pelo rating do
emissor nas principais agências de classificação de risco.

Outro fator importante é o risco de oscilação de preço conforme o fator de indexação e o prazo
de vencimento do ativo.

Dessa forma, o Risco Direcional referente a posições em Renda Fixa será composto pela Fração
de Risco referente à qualidade do crédito por tipo de ativo, somada a Fração de Risco por prazo
de vencimento e por tipo de indexador do ativo.


Risco Direcional= Quantidade * PU * (FRC + RD)

Onde: Quantidade: Quantidade de títulos

PU : Preço unitário do título na Curva

FRC: Fração de Risco de Crédito

RD : Fração de Risco por prazo de vencimento do tipo de indexador (Risco de
duração)

Os valores das Frações de Risco podem ser alterados a qualquer momento pela XP
Investimentos e podem ser consultados ao final desse documento.

d) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS NÃO
NEGOCIADOS EM BOLSA

O Risco Direcional referente a fundos de investimentos não negociados em bolsa se dá pelo
resultado da multiplicação do valor diário da cota (VC) pela Fração de Risco por Tipo de Fundo
(FRTF) somado à Fração de Risco Prazo de Resgate (FRPR).

Risco Direcional = VC * (FRTF + FRPR)

Na tabela abaixo, seguem os valores das Frações de Risco por tipo de Fundo e por prazo
de resgate:

TIPO DE FUNDO

FRAÇÃO DE RISCO
por TIPO DE FUNDO

FRAÇÃO DE RISCO
por DIA ÚTIL PARA
Cotização

FUNDO DE INVESTIMENTOS RENDA FIXA

1,00%

0,10%

FUNDO DE INVESTIMENTOS MULTIMERCADO

0,39%

0,25%

FUNDO DE INVESTIMENTOS EM AÇÕES

0,78%

0,30%

FUNDO CAMBIAL

2,00%

0,30%

CLUBE DE INVESTIMENTOS

100%

0%

FUNDO DE INVESTIMENTOS REFERENCIADO

1,50%

0,00%

Fração de Risco por Tipo de Fundo busca avaliar o risco potencial inerente à cada
modalidade de Fundo de Investimento. A Fração de Risco de Prazo de Cotização representa
um adicional à Fração de Risco por Tipo de Fundo em função do tempo, em dias úteis, exigidos
para cotização do fundo de modo que, quanto maior for o prazo, maior será a Garantia Exigida
XP.

Os valores da tabela acima podem ser alterados a qualquer momento pela XP
Investimentos e sem aviso prévio.

e) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS NEGOCIADOS EM
BOLSA


O cálculo do Risco Direcional destes fundos é dado pela seguinte fórmula:

Risco Direcional = Quantidade * VC * FRF

Onde: Quantidade : Quantidade de cotas do fundo

VC: Valor da Cota do fundo

FRF: Fração de Risco do Fundo

Considera-se como Fração de Risco dos fundos os valores percentuais determinados pela
XPI a partir metodologia própria. Esses valores podem ser consultados ao final desse
documento.

Não são permitidas posições vendidas em fundos de investimentos imobiliários em
operações day-trade nem em operações de montagem de posição.

  • As posições para day-trade devem ser encerradas até 30 minutos anteriores ao fechamento
    do pregão regular do mercado em questão. A partir desse momento, as exigências são
    calculadas levando-se em consideração que a posição será carregada de um dia para o outro.

g) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM CONTRATOS FUTUROS

A XPI permite que seus clientes realizem operações alavancadas em futuros de Índice
IBOVESPA, Dólar, Boi Gordo, Café, Etanol, Milho, Soja, Ouro e S&P.

Para o cálculo do Risco Direcional destes contratos são consideradas como Frações de
Risco os valores percentuais determinados pela XPI conforme metodologia própria.

Risco Direcional= Quantidade * Lote * P * FR

Onde: Quantidade : Quantidade de contratos

Lote: Lote padrão

P: Preço

FR: Fração de Risco do contrato

Os percentuais referentes as Frações de Risco dos contratos futuros podem ser
consultados ao final desse documento.

As posições para day trade devem ser encerradas até 30 minutos anteriores ao
fechamento do pregão regular do mercado em questão. A partir desse momento, as exigências
são calculadas levando-se em consideração que a posição será carregada de um dia para o
outro.

h) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM OPÇÕES

O Risco Direcional para posições em opções corresponde ao resultado do pior cenário
para a carteira de opções do cliente de acordo com a metodologia de teste de estresse sobre
o preço do ativo objeto. Nesse cálculo, também são consideradas outras posições no ativo,
como à vista e à termo, caso o cliente possua.


O Estresse do ativo objeto determina o valor mínimo, intermediário e de máximo que
são utilizados para calcular os preços hipotéticos das opções que compõem a carteira do
cliente.

O cenários são calculados da seguinte forma:

Cenário Mínimo = Preço do Ativo x (1 – Fração de Risco)

Cenário Máximo = Preço do Ativo x (1 + Fração de Risco)

O Cenário Intermediário é dado pelos preços de exercícios das opções que se encontram
entre o cenário mínimo e máximo.

O Risco Direcional é o resultado do pior cenário das 3 possibilidades acima consideradas.
Em cada cenário, soma-se os resultados de todas as posições em opções, independente do
vencimento, com os resultados das posições à vista e a termo, caso exista.

O risco isolado de uma posição em opção é calculado pela fórmula:

Risco opção = (Preço hipotético da Opção¹ – preço Justo da opção²) * Quantidade de opções

¹ Preço hipotético da Opção: é o prêmio da opção dado a partir do estresse no ativo objeto.
(Cenário Mínimo e Cenário Máximo).

² Preço Justo da Opção : Prêmio da opção dado pelo valor de mercado do ativo objeto.

Ou, caso o investidor opte por realizar uma venda a descoberto de opções fora do
dinheiro (out of the money – OTM), o valor de risco é calculado pela seguinte formula:

Risco opção OTM = (Preço hipotético da Opção¹ – preço Justo da opção²) * Quantidade de
opções + (preço Justo da opção² * 10) * Quantidade de opções

¹ Preço hipotético da Opção: é o prêmio da opção dado a partir do estresse no ativo objeto.
(Cenário Mínimo e Cenário Máximo).

² Preço Justo da Opção : Prêmio da opção dado a partir do valor de mercado do ativo objeto.

A Área de Risco da XPI, por considerar que posições vendidas em opções “Fora do
Dinheiro” (Call ou Put) ou com prêmios próximos a zero, possam acarretar em perdas
significativas aos clientes, poderá, de acordo com a liquidez dos contratos e quando julgar
necessário, ajustar compulsoriamente tais posições, sem a necessidade de aviso prévio ao
cliente.

Observação:

As posições para day trade devem ser encerradas até 30 minutos anteriores ao
fechamento do pregão regular do mercado em questão. A partir desse momento, as exigências
são calculadas levando-se em consideração que a posição será carregada de um dia para o
outro.

i) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM SWAPS


O Risco Direcional para posições em swaps é dado pelo menor valor entre o resultado
de pior cenário obtido pelo teste de estresse para as posições por tipo de swap e o valor de
Garantia Mínima Exigida para aquele tipo.

• Swap Pré x CDI

Risco Direcional = Mínimo (Resultado do Pior cenário para a(s) posição(ões) do cliente segundo
teste de estresse¹ ; Garantia Mínima Exigida²)

Onde, Teste de estresse¹: aplica-se a Fração de Risco sobre o preço de mercado do indexador.

Garantia Mínima Exigida²: Corresponde ao valor de margem mínima exigida pela XPI para a(s)
posição (ões) de swap Pré x Cdi.

O resultado de pior cenário é calculado utilizando-se a fórmula de Marcação a Mercado
(MaM) para swap Pré x CDI detalhada no ítem 7.1 desse documento. Na fórmula, substitui-se
o valor de mercado do indexador pelos valores encontrados para os cenários de mínimo e
máximo.

• Swap Dólar Real x Pré

Risco Direcional = Mínimo (Resultado do Pior cenário para a(s) posição(ões) do cliente segundo
teste de estresse¹ ; Garantia Mínima Exigida²)

Onde, Teste de estresse¹: aplica-se a Fração de Risco sobre o preço de mercado do indexador.

Garantia Mínima Exigida²: Corresponde ao valor de margem mínima exigida pela XPI para a(s)
posição (ões) de swap Dolar Real x Pré.

O resultado de pior cenário é calculado utilizando-se a fórmula de Marcação a Mercado
(MaM) para swap Dólar Real x Pré detalhada no ítem 7.1 desse documento. Na fórmula,
substitui-se o valor de mercado da taxa forward de dólar pelos valores encontrados para os
cenários de mínimo e máximo.

Os percentuais de Fração de Risco e os valores de Garantia Mínima Exigida para cada
tipo de swap são determinados pelo Comitê de Risco da XP Investimentos conforme
metodologia própria e podem ser consultados ao final desse documento.

j) RISCO DIRECIONAL PARA POSIÇÃO EM TERMO DE MOEDA

O Risco Direcional para Termo de Moeda (NDF) é dado pelo menor valor entre o
resultado de pior cenário obtido pelo teste de estresse para todas as posições e o valor de
Garantia Mínima Exigida para Termo de Moeda.

Risco Direcional = Mínimo (Resultado do Pior cenário para a(s) posição(ões) do cliente segundo
teste de estresse¹ ; Garantia Mínima Exigida²)

Onde, Teste de estresse¹: aplica-se a Fração de Risco sobre o preço de mercado do indexador.

Garantia Mínima Exigida²: Corresponde ao valor de margem mínima exigida pela XPI para a(s)
posição (ões) de Termo de Moeda.


O resultado de pior cenário é calculado utilizando-se a fórmula de Marcação a Mercado
(MaM) para Termo de Moeda detalhada no ítem 7.1 desse documento. Na fórmula, substitui-
se o valor de mercado da taxa forward de dólar pelos valores encontrados para os cenários de
mínimo e máximo.

Os percentuais de Fração de Risco e os valores mínimos de garantia exigida para Termo
de Moeda são determinados pelo Comitê de Risco da XP Investimentos, conforme metodologia
própria e podem ser consultados ao final desse documento.

  1. MONITORAMENTO DE POSIÇÃO

6.1 PROCEDIMENTOS EM CASO DE INSOLVÊNCIA, SALDO DEVEDOR OU
DESENQUADRAMENTO POR ALAVANCAGEM

A XP Investimentos disponibiliza, por meio de suas plataformas de negociação (XP Pro
e outras), a possibilidade do cliente acompanhar seus limites de risco de acordo com as suas
posições alavancadas.

De forma conjunta, o investidor deve acompanhar também o lucro ou prejuízo implícito
de cada operação e, caso necessário, depositar na XP Investimentos os valores excedentes da
garantia exigida, buscando sempre manter o Risco Potencial de sua carteira igual ou menor do
que 100% do seu Patrimônio Total Projetado.

Clientes com essa relação acima de 100% são classificados como Clientes com Risco
Iminente de Insolvência.

A falha de um cliente no cumprimento de suas obrigações, de forma integral ou parcial,
é caracterizada pela XPI como situação de devedor operacional ou de insolvência.

• Cliente Insolvente: É considerado insolvente o cliente cujo Patrimônio Total Projetado
estiver negativo.
• Cliente Saldo Devedor: são clientes com a conta corrente negativa há mais de um dia.
• Cliente desenquadrado dos níveis de garantia exigidos pela XP: É considerado cliente
desenquadrado dos níveis de garantia exigidos pela XP aquele cujo Risco Potencial de
sua carteira for maior que o seu Patrimônio Total Projetado.

Não obstante ao acompanhamento dos clientes aos resultados de suas operações, a XP
Investimentos monitora aqueles classificados como Risco Iminente de Insolvência e, conforme
escala de perdas, poderá enquadrar as suas posições, reduzindo os Riscos Potenciais de suas
carteiras para dentro dos padrões aceitáveis dos limites exigidos pela XPI.

6.2 ENQUADRAMENTO COMPULSÓRIO

Caso a posição do cliente esteja alavancada acima do permitido pela XPI e/ou sua conta
corrente com saldo negativo em desacordo com as regras de saldo devedor, a XPI poderá, a
seu critério, reduzir total ou parcialmente a posição do cliente, sem aviso prévio, em
conformidade com as regras aqui estabelecidas.


Nesse caso, a XPI poderá, também, bloquear a conta do cliente para abertura de novas
posições, permitindo somente que o mesmo efetue a zeragem de sua carteira.

Obs: durante a atuação de enquadramento por alavancagem o cliente poderá ter as ordens
bloqueadas de forma momentânea (10s) e assim evitar a duplicidade de execuções.

i) METODOLOGIA DE ENQUADRAMENTO POR ALAVANCAGEM

Para efeito de enquadramento das carteiras acima dos limites permitidos (Garantias
Exigidas XP > Patrimônio Total Projetado), o departamento de risco adota os seguintes
procedimentos:

• Escolha do ativo a ser liquidado:

  1. Mercado: -> Derivativos / à Vista / RF / Fundos (com ordem de prioridade da esquerda
    para a direita)
  2. Maior Garantia Exigida XP
  3. Liquidez (menor prazo de liquidação)

• Registro de operações opostas a posição em aberto, a preço de mercado, com intuito de
minimizar a exposição ao risco;
• A liquidação da posição pode ser total ou parcial, dependendo do nível de exposição ao
risco;

ii) METODOLOGIA DE ENQUADRAMENTO – INADIMPLÊNCIA (SALDO DEVEDOR)

• Clientes

Com o objetivo de atender a atual regulamentação sobre o saldo devedor, notadamente
ao artigo 12º, inciso I, da Resolução CMN 1655/1989; ao parágrafo único do artigo 1º e artigo
39º da Instrução CVM 51/1986; e o Roteiro Básico do Programa de Qualificação Operacional
– PQO, o Cliente que vier a ficar com o saldo em conta negativo por mais de 1 dia, estará
sujeito a liquidação de ativos de sua carteira (enquadramento pelo risco) nos pregões
seguintes.

No dia em que a conta estiver negativa, o cliente terá até o final do expediente bancário
(17:00hrs) para regularizar a situação. Caso o saldo devedor se mantenha, o
departamento de risco poderá iniciar a liquidação total ou parcial da carteira do
cliente com o objetivo de gerar recursos/liquidez para cobertura do saldo devedor.

As janelas de liquidação seguirão conforme abaixo:

Ativos com liquidação D+0: serão resgatados até o 4º dia útil em saldo devedor;
Ativos com liquidação D+1: serão resgatados até o 3º dia útil em saldo devedor;
Ativos com liquidação D+2: serão resgatados até o 2º dia útil em saldo devedor;
Ativos com liquidação D+3: serão resgatados no 1º dia útil em saldo devedor.


Importante: Clientes vinculados a corretora serão obrigatoriamente enquadrados
no 1º dia útil em saldo devedor.

Podem ser consideradas para fins de enquadramento de saldo provisionamentos futuros
(débitos) que impactem no ciclo de liquidação.

O Cliente ficará, ainda, com a conta bloqueada para abertura de novas posições até a
efetiva liquidação da posição zerada. Por exemplo: para regularização do saldo devedor do
Cliente, foram vendidas cotas de fundos de investimento que possuem prazo de resgate igual
a D+10. A conta do Cliente, neste caso, ficará bloqueada até o valor do resgate efetivamente
“cair” em sua conta, regularizando o saldo.

Caso o cliente permaneça insolvente após o processo de enquadramento, a XPI poderá
adotar as seguintes providências:

→ Inclusão do cliente no rol de inadimplentes da B3;

→ Inclusão do cliente no Serasa;

→ Bloqueio de operações do cliente (CPF/CNPJ) em outras empresas do Grupo XP.

• Clientes Pessoas Vinculadas

Não é aceita, em nenhuma hipótese, a falha de liquidação de clientes pessoas vinculadas
à XPI. Nesse caso, a caracterização do cliente como cliente em saldo devedor, levará o
departamento de Risco a realizar os procedimentos acima descritos no cumprimento as regras
aqui estabelecidas.

São consideradas pessoas vinculadas ao Grupo XP, de acordo com a regulamentação
vigente:

a) Administradores, empregados, estagiários, operadores e demais prepostos do intermediário
que desempenhem atividades de intermediação ou de suporte operacional;

b) Agentes autônomos que prestem serviços ao intermediário;

c) Demais profissionais que mantenham, com o intermediário, contrato de prestação de
serviços diretamente relacionados à atividade de intermediação ou de suporte
operacional;

d) Pessoas naturais que sejam, direta ou indiretamente, controladoras ou participem do
controle societário do intermediário;

e) Sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo intermediário ou por pessoas a
ele vinculadas;

f) Cônjuge ou companheiro e filhos menores das pessoas mencionadas nas alíneas “a”,
“b”, “c” e “d”;

g) Clubes e fundos de investimento cuja maioria das cotas pertença a pessoas vinculadas,
salvo se geridos discricionariamente por terceiros não vinculados.


h) As pessoas mencionadas nas alíneas “a” a “g”;

i) Ascendentes (pai e mãe);

j) Colaterais (irmãos).

• Cobrança de Multa Sobre Saldo Devedor

  • Saldo de -R$0,01 a -R$200,00: ISENTO
  • Saldo de -R$ 200,01 a -R$ 999,99: Multa Fixa de R$9,90
  • Saldo Devedor maior que -R$ 1.000,00: 1% ao dia.

➢ METODOLOGIA DE ENQUADRAMENTO – SALDO DEVEDOR
• O critério de escolha do ativo a ser liquidado para enquadramento por Saldo Devedor é
dado pelo prazo de liquidação do mesmo, ou seja, ativos com prazo de liquidação menor
possuem prioridade na execução.
• Registro de operações opostas a posição em aberto, a preço de mercado;
• A liquidação da posição pode ser total ou parcial, limitando-se ao valor do saldo devedor;
• A liquidação dos ativos seguirá a ordem abaixo:

  1. Fundos de Investimentos com liquidação em D0;
  2. Ativos de Emissão Bancária com liquidez no mercado primário (CDBs, LCs, LCI/LCA):
    i. Prazo mais curto;
    ii. CDI > PRE > IPCA;
    iii. Posição livre (Não vinculada);
  3. Títulos Públicos Federais com liquidez no mercado secundário;

i. Tesouro Selic (“LFT”)

ii. Prazo mais curto;
iii. CDI > PRE > IPCA;
iv. Posição livre (Não vinculada);

  1. Fundos de Investimentos com liquidação em D1;
  2. Títulos Públicos Federais negociados no Tesouro Direto (Liquidez D1);
  3. Opções sobre ações;
  4. Fundos de Investimentos com liquidação em D2;
  5. Ações;
  6. Fundos Imobiliários Negociados em Bolsa;
  7. Fundos de Investimentos com liquidação em D3;
  8. Ativos de Emissão Bancária sem liquidez (CDBs, LCs, LCI/LCA);

a. Prazo mais curto;
b. CDI > PRE > IPCA;
c. Posição livre (Não vinculada)

  1. Ativos de Crédito Privado: CRAs/CRIs/Debêntures*;

a. Prazo mais curto;
b. CDI > PRE > IPCA;

  • sujeito a condições de mercado

Obs. 1: Vale ressaltar que, para os casos de saldo devedor por falha de liquidação de oferta
de renda fixa, o ativo objeto da oferta poderá ser liquidado independente da lista de prioridades
acima descrita;

Obs. 2: Operações de renda variável executadas pelo Departamento de Risco podem ter a sua
cobrança classificada como Assessor/Mesa.

Obs. 3: Clubes administrados pela XP Investimentos poderão ser enquadrados por saldo
devedor independente do valor.

  1. FRAÇÕES DE RISCO e GARANTIA MÍNIMA EXIGIDA

7.1 FRAÇÕES DE RISCO

• Fração de Risco BMF

Na tabela abaixo, seguem valores das Frações de Risco dos principais ativos negociados na
B3.

Asset

Fração de Risco para
Day trade

Fração de Risco para
Posição

BGI

2,10

2,10

CCM

6,50

6,50

DI1

1,00

1,00

DOL

0,14

6,00

IND

0,26

10,00

OZ1

14,00

14,00

OZ2

100,00

100,00

OZ3

100,00

100,00

SJC

14,00

14,00

WDO

0,14

6,00

WIN

0,26

10,00

Valores em %

• Fração de Risco de Posição: Ações e Fundos Imobiliários negociados em Bolsa

% Deságio do Ativo

Instrumento

XP DT
(%)

XP Pos
(%)

Ações com
índice de

CMIG4

10,00%

17%

SUZB3

10,00%

19%


negociabilidade
acima de 0,5%

CIEL3

10,00%

20%

BRFS3

10,00%

19%

LREN3

10,00%

20%

BBSE3

10,00%

20%

LAME4

10,00%

20%

ESTC3

10,00%

20%

UGPA3

10,00%

18%

PCAR4

10,00%

16%

BRKM5

10,00%

20%

VIVT4

10,00%

15%

BRAP4

10,00%

20%

FIBR3

11,00%

22%

KROT3

12,50%

25%

RENT3

12,50%

25%

CCRO3

12,50%

25%

BRML3

12,50%

25%

KLBN11

12,50%

25%

MRFG3

12,50%

25%

QUAL3

12,50%

25%

WEGE3

12,50%

25%

ELET3

13,00%

26%

TIMP3

14,00%

28%

MRVE3

15,00%

30%

RAIL3

17,50%

35%

GOLL4

17,50%

35%

VVAR11

22,50%

45%

BTOW3

22,50%

45%

Instrumento

XP DT
(%)

XP Pos
(%)

Ações com
índice de
negociabilidade
abaixo de 0,5%

ABCB4

50,00%

50%

ALPA4

50,00%

50%

ALSC3

50,00%

50%

ALUP11

45,00%

45%

AMAR3

50,00%

50%

ANIM3

50,00%

50%

ARZZ3

50,00%

50%

AZUL4

45,00%

45%

BBDC3

18,00%

18%

BEEF3

25,00%

25%

BOVV11

15,00%

15%

BRPR3

50,00%

50%

BRSR6

25,00%

25%

CAML3

50,00%

50%


CESP6

30,00%

30%

CMIG3

25,00%

25%

CPFE3

50,00%

50%

CPLE6

18,00%

18%

CRFB3

25,00%

25%

CSAN3

25,00%

25%

CSMG3

30,00%

30%

CVCB3

50,00%

50%

CYRE3

29,00%

29%

DIRR3

50,00%

50%

DTEX3

25,00%

25%

ECOR3

25,00%

25%

EGIE3

18,00%

18%

ELET6

30,00%

30%

EMBR3

20,00%

20%

ENBR3

15,00%

15%

ENGI11

50,00%

50%

EQTL3

20,00%

20%

EZTC3

50,00%

50%

FJTA4

65,00%

65%

FLRY3

20,00%

20%

GFSA3

35,00%

35%

GRND3

50,00%

50%

HGTX3

30,00%

30%

HYPE3

40,00%

40%

IBOV11

17,00%

17%

IGTA3

20,00%

20%

IRBR3

35,00%

35%

ITUB3

50,00%

50%

JHSF3

50,00%

50%

LAME3

25,00%

25%

LEVE3

50,00%

50%

LIGT3

25,00%

25%

LINX3

55,00%

55%

MAGG3

50,00%

50%

MDIA3

20,00%

20%

MEAL3

50,00%

50%

MILS3

30,00%

30%

MOVI3

50,00%

50%

MPLU3

50,00%

50%

MULT3

25,00%

25%

MYPK3

35,00%

35%

NATU3

15,00%

15%

ODPV3

20,00%

20%


OMGE3

55,00%

55%

PARD3

50,00%

50%

PDGR3

60,00%

60%

PMAM3

50,00%

50%

POMO4

21,00%

21%

PSSA3

16,00%

16%

QGEP3

35,00%

35%

RADL3

20,00%

20%

RAPT4

20,00%

20%

RLOG3

50,00%

50%

SANB11

20,00%

20%

SBSP3

19,00%

19%

SEER3

40,00%

40%

SLCE3

30,00%

30%

SMTO3

25,00%

25%

STBP3

50,00%

50%

SULA11

20,00%

20%

TAEE11

25,00%

25%

TCSA3

50,00%

50%

TEND3

35,00%

35%

TGMA3

50,00%

50%

TIET11

20,00%

20%

TOTS3

20,00%

20%

TRPL4

20,00%

20%

VLID3

20,00%

20%

WIZS3

50,00%

50%

Obs.: Os ativos não mencionados nesta lista foram considerados como deságio de
100% na data de atualização. Caso existam dúvidas pontuais sobre o ativo
procurado, por favor, entre em contato com risco@xpi.com.br .

Índice de Negociabilidade

Para que sejam determinados os valores das Frações de Risco das ações e dos fundos
imobiliários negociados em bolsa, o sistema de Risco leva em consideração o índice de
negociabilidade de cada um deles. Esse índice nada mais é do que a média geométrica entre
a participação em negócios e a participação em volume de uma empresa/fundo no total do
mercado.

nx = número de negócios da ação/fundo “i” no mercado à vista;


Va = volume financeiro gerado pelos negócios com a ação/fundo “i” no mercado à vista;

N = número total de negócios no mercado a vista da BOVESPA.

V = volume financeiro total do mercado à vista da BOVESPA

P = número de pregões a serem considerados

Caso IN seja:

IN <= 0,05%: Fração de Risco = 100%

0,05% < IN <= 0,10%: Fração de Risco = Máximo entre 50% e o deságio da Bolsa

0,10% < IN: Fração de Risco = Deságio considerado pela Bolsa.

As ações com IN>0,05% podem ter suas Frações de Risco reduzidas no Intraday de
forma que se permita uma maior alavancagem operacional dos clientes. Esses valores de
Frações de Risco para Daytrade são mantidos até 30 minutos antes do encerramento do
mercado à vista, quando os valores de deságio retornam aos seus valores originais (Fração de
Risco de Posição) segundo a metodologia acima descrita.

Os valores das Frações de Risco para Daytrade serão 50% dos valores das Frações de
Risco de Posição (Tabela acima), limitados a 10%. Esses valores podem ser alterados a
qualquer momento pela área de Risco, e sem aviso prévio.

Para os ativos da tabela abaixo, o departamento de Risco trata as Frações de Risco para
Daytrade como exceções e os valores de alavancagem podem ser alterados de forma mais
dinâmica, de acordo com as condições vigentes do mercado.

Exceções:

Alavancagem específica

Classe

Instrumento

XP DT
(x)

XP Pos (%) – VaR 1 dia com 95%

Ações com
alavancagem
diferenciada

PETR4

25

5%

MGLU3

25

5%

CSNA3

25

5%

VALE3

25

5%

ABEV3

25

5%

BBDC4

25

5%

ITUB4

25

5%

GGBR4

25

5%

B3SA3

25

5%

BOVA11

25

5%

BBAS3

25

5%

PETR3

25

5%

GOAU4

25

5%

USIM5

25

5%


JBSS3

25

5%

ITSA4

25

5%

ITUB3

3

50%

Ações com
eventos

OIBR3

2

80%

OIBR4

2

80%

FIIs

BBPO11

2

85%

BRCR11

2

85%

KNCR11

2

85%

KNRI11

2

85%

Para esses ativos, a classificação de opções OTM é baseada no valor do deságio da bolsa.

Margem exigida durante o processo de Oferta Pública de Ações: Para ativos que não possuam
histórico de negociação, caso de novos ativos no mercado, o deságio considerado será de 50%
até que alcance 30 dias de histórico e assim estará elegível para cálculo de Índice de
Negociabilidade.

• Fração de Risco: Swaps

Swap Pré x CDI

O Fração de Risco utilizada para o cálculo da garantia exigida de swap Pré X Di
é determinado pelo período da operação, ou seja, quanto mais longa a operação,
maior o percentual a ser considerado no teste de estresse sobre o valor de mercado
da taxa de juros:

Período (Até e entre)

Fração de Risco para o
período

Choque em BPS
ao Ano

3m

0,70%

280

6m

1,40%

280

1y

3,30%

330

2y

7,40%

370

3y

11,10%

370

4y

14,80%

370

5y

18,50%

370

6y

22,20%

370

7y

25,60%

366

8y

29,10%

364

9y

32,10%

357

10y

35,00%

350

11y

38,00%

345

12y

40,60%

338

13y

43,20%

332


Exemplo: Se a operação for de 1 ano e a taxa de juros para o período for de 16%, a fração
de Risco a ser considerada, segundo a tabela acima, é de 3,30%, ou seja, no teste de estresse
o Cenário Mínimo = 16% -3,30% e o Cenário Máximo 16% + 3,30%.

Obs.: Marcação a Mercado (MaM) do Swap Pré X CDI:

Ponta Pré: Noc * [ (1 + TxOpe) ^(Du / 252) ]

Ponta CDI: Noc * ( (1 + TxMerc) ^( Du / 252 ) ) * ( (FatCdiAcum -1 ) * %CdiOpe + 1)

De acordo com a ponta em que o cliente está ativo no swap, realiza-se o cálculo:

MaM = ( Ponta Ativa – Ponta Passiva ) / ( (1 + TxMerc) ^( Du / 252 ) )

Onde,

Noc: Nocional em Reais da operação.

TxOpe: Taxa de Juros Pré da operação expressa ao ano (base 252).

DU: Dias úteis até o vencimento da operação.

TxMerc: Taxa de Juros de mercado expressa ao ano (base 252).

FatCdiAcum: Fator do CDI acumulado desde o início da operação.

%CdiOpe : % do cdi da operação.

No cálculo da Garantia Exigida XP, para se chegar ao pior cenário para uma posição de
swap Pré X Cdi é necessário substituir a variável TxMerc na fórmula da Ponta CDI pela taxa
encontrada a partir da fração de Risco utilizada. Se o cliente estiver ativo em %CDI, a taxa a
ser utilizada é a taxa encontrada no Cenário Mínimo, ou, se estiver passivo em %CDI, a taxa
a ser utilizada é a do Cenário Máximo.

Swap Dólar Real x Pré

O Fração de Risco utilizada no cálculo da garantia exigida de swap Dólar Real X Pré
possui o mesmo valor considerado para o asset DOL na tabela Fração de Risco BMF (Fração
de Risco para posição).

Sobre o valor do contrato futuro de dólar negociado na BMFBovespa, aplica-se esse
Fração de Risco para calcular os Cenários Mínimo e Máximo.

Obs: Marcação a Mercado (MaM) do Swap Dólar Real X Pré:

MaM = ( ( Fwd – Dolar_Ope) * NocUSD) / ( (1 + TxMerc) ^( Du / 252 ) )

Onde,

NocUSD : Nocional em dólares da operação.

Dolar_Ope: Taxa Real/Dólar da operação.

DU : Dias úteis até o vencimento da operação.


TxMerc: Taxa de Juros de mercado expressa ao ano (base 252).

FWD: Taxa Real/Dólar estimada para o vencimento da operação.

%CdiOpe : % do cdi da operação.

No cálculo da Garantia Exigida XP, para determinar o pior cenário para uma posição de
swap Dólar Real X Pré é necessário substituir a variável Fwd pelas taxas encontradas nos
cenários de máximo e mínimo.

• Fração de Risco: Termo de Moeda (NDF)

O Fração de Risco utilizada no cálculo da garantia exigida para termo de moeda (NDF)
possui o mesmo valor considerado para o asset DOL na tabela Fração de Risco BMF (Fração
de Risco para posição).

Sobre o valor do contrato futuro de dólar negociado na BMFBovespa, aplica-se esse Fração de
Risco para calcular os Cenários Mínimo e Máximo.

Obs: Marcação a Mercado (MaM) do Termo de Moeda (NDF):

MaM = ( ( Fwd – Dolar_Ope) * NocUSD) / ( (1 + TxMerc) ^( Du / 252 ) )

Onde,

NocUSD: Nocional em dólares da operação.

Dolar_Ope: Taxa Real/Dólar da operação.

DU: Dias úteis até o vencimento da operação.

TxMerc: Taxa de Juros de mercado expressa ao ano (base 252).

FWD: Taxa Real/Dólar estimada para o vencimento da operação.

%CdiOpe : % do cdi da operação.

No cálculo da Garantia Exigida XP, para determinar o pior cenário para uma posição de
Termo de Moeda é necessário substituir a variável Fwd pelas taxas encontradas nos Cenários
de Mínimo e Máximo.

7.2 GARANTIA MÍNIMA EXIGIDA

Swap Pré x CDI

A Garantia Mínima Exigida para uma posição de Swap Pré X Cdi é calculada sobre o
nocional em reais do contrato e corresponde a 25% da Fração de Risco para o período da
operação.

Swap Dólar Real x Pré e Termo de Moeda

A Garantia Mínima Exigida para uma posição de Termo de Moeda corresponde à 6% do
nocional em reais do contrato (Nocional em USD * Taxa a termo de dólar do contrato).

  1. EXERCÍCIO AUTOMÁTICO DE OPÇÕES SOBRE AÇÕES No dia do vencimento de opções sobre ações, a XPI realiza automaticamente o exercício
    das posições compradas de seus clientes. O processo leva em consideração o tipo da opção (call ou put) e a distância do strike em
    relação ao preço do ativo objeto (Dist), definindo dessa forma os contratos que serão exercidos
    e seus respectivos horários de exercício.

Dist: É a distância do strike da opção em relação ao preço do ativo objeto, no dia do vencimento
e no momento da análise, que determina o exercício da opção e o horário inicial do processo
de exercício, segundo tabela abaixo.

Essa regra é calculada quando, em caso de Call, o preço da ação for superior ao preço de
exercício e, em caso de PUT, o preço da ação for inferior ao preço de exercício.

Dist = Valor Absoluto (Strike / Preço -1)

Horário de Exercício
Automático

Opções que serão exercidas

Dist – Distância do Strike em relação ao Preço do
Ativo objeto*

A partir das 10 hs até 12:50 hs

Dist >= 4,00%

A partir das 11 hs até 12:50hs

Dist >= 2,00%

A partir das 12 hs Até 12:50hs

Dist >= 1,00%

De 12:30 hs até 12:50 hs

Dist >= 0,75%

Exemplo:

-CALL: Se o cliente possui 10 mil quantidades de uma call strike 9,90 e o preço do ativo objeto,
no dia do vencimento e no momento da análise, for de 10,00, sua posição vai ser exercida a
partir das 12 horas:

Preço da ação é superior ao preço de exercício?

Sim, Então:

Dist = Abs ( 9,90 / 10 -1 ) = 0,01 = 1,00 %

Dist > = 1,00%

  • PUT: Se o cliente possui 10 mil quantidades de uma Put strike 11,75 e o preço do ativo
    objeto, no dia do vencimento e no momento da análise, for de 11,50, sua posição vai ser
    exercida a partir das 11 horas da manhã:

Preço da ação é inferior ao preço de exercício?

Sim, Então:

Dist = Abs ( 11,75 / 11,50 -1 ) = 0,021 = 2,17 %

Dist > = 2,00%

Observações:

1 – No dia do vencimento, posições que estiverem dentro da regra de exercício são exercidas
automaticamente.

2 – Clientes que optarem por não ter alguma opção exercida automaticamente pela XPI, devem
entrar em contato com o Departamento de Risco ou enviar um e-mail para o grupo
ExercicioOpcoes@xpi.com.br especificando a série da opção e a respectiva quantidade. No
dia do vencimento, contudo, os clientes devem se atentar aos horários dos exercícios
automáticos como mostra a tabela acima.

Vale ressaltar que, opções dentro do dinheiro cujos Dists sejam >= 2,00%, podem
ser exercidas compulsoriamente por decisão do departamento de Risco.

3 – Clientes que ficarem desenquadrados pelo exercício (de acordo com as regras descritas
nesse manual), podem ter suas posições liquidadas, total ou parcialmente, a partir de 15:00
hs do mesmo dia.

4 – O Exercício automático realizado pela XPI se encerra às 12:50hs do dia do exercício, ou
seja, 10 minutos antes do término do exercício da bolsa.

8.1 EXERCÍCIO DE DIREITO DE SUBSCRIÇÃO

Para realizar o exercício de um direito de subscrição, o cliente deve possuir em conta,
no último dia da reserva, Garantias Disponíveis XP suficientes para atender a 100% do
financeiro total do exercício, ou seja, não é permitido que o cliente exerça um direito de forma
alavancada.

Exemplo: Se o financeiro a ser pago no exercício do direito for de R$ 100 mil, o cliente
deverá ter pelo menos R$ 100 mil de Garantias Disponíveis XP em conta no último dia da
reserva.

Ressaltando que clientes com insuficiência de Garantias XP terão suas reservas rejeitadas.
(para maiores informações: ofertasrv@xpi.com.br)

  1. CONTROLE DE RISCO PRÉ-NEGOCIAÇÃO (LINE EntryPoint) O Line EntryPoint (“Line”) da BmfBovespa é uma ferramenta de controle de risco pré-
    negociação que permite às corretoras estabelecerem de forma bastante simplificada e com
    elevada performance computacional, limites de negociação para os participantes que operam
    através de uma das diversas modalidades de acesso direto ao mercado.
    A XPI utiliza o Line como mais uma camada de controle de Risco de seus clientes em
    operações com contratos Futuros. A utilização dessa ferramenta garante uma redução
    expressiva de prejuízos causados por erros de digitação na inclusão de ordens (por exemplo:
    cliente digita uma quantidade muito superior a desejada em uma ordem e envia para o
    mercado).

• Configuração de Limites no Line:

A área de Risco da XPI é responsável por atribuir aos clientes os limites no Line, por
instrumento, e de acordo com os valores da tabela abaixo.

Todos os clientes são configurados com os mesmos limites, porém, é possível alterá-los sob
requisição do próprio ou de seu assessor.

Tabela com os limites dos principais contratos negociados:

Ativo

Tamanho Máximo de
Ordem

Limite de
Posição

WDO

400

400

DOL

80

80

WIN

400

400

IND

80

80

Agrícolas*

50

50

DI1

100

100

ISP

100

100

Agricolas*: Milho, Boi, Soja, Café

Os limites operacionais dos contratos de WIN, WDO, IND e DOL são atribuídos
automaticamente. Para os demais contratos, é necessário que o cliente, ou seu assessor,
requisite a atribuição de um limite junto a Área de Risco, caso contrário, as ordens inseridas
para o instrumento em questão serão rejeitadas pela bolsa. Os limites seguirão o padrão da
tabela acima.

➢ Conceitos – Como funciona:

Tamanho máximo de ordem: é a quantidade máxima de contratos que o cliente pode
inserir em uma única ordem.

Se o cliente inserir uma ordem com uma quantidade superior a esse limite, essa
ordem sofrerá rejeição.


Limite de Posição: é o limite máximo, ou posição máxima, por instrumento, que o
cliente pode ter em um único dia.

Se a quantidade de uma nova ordem, somada a posição do cliente aberta no
dia, ultrapassar o Limite de Posição configurado no line, a ordem do cliente sofrerá
rejeição. É importante ressaltar também que o Line não carrega qualquer posição em
custódia, ou seja, se a posição de D-1 do cliente, em determinado instrumento,
superar também o Limite de Posição configurado no line, as ordens sofrerão rejeição
da mesma forma.

Para maiores informações sobre a ferramenta, segue o Link no site da
BMFBovespa.

http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/servicos/negociacao/puma-trading-system-bm-fbovespa/para-participantes-e-traders/ferramentas-para-traders/risco-pre-negociacao-line/

  1. CONTROLE DE RISCO PRÉ-NEGOCIAÇÃO (LINE XP) Semelhante ao Line EntryPoint da BmfBovespa, o Line XP tem como objetivo determinar
    a exposição máxima de um cliente em uma ação em um único dia de operação. Essa exposição é um valor financeiro absoluto utilizado para se definir o que chamamos
    de túnel de exposição, que significa a máxima posição vendida ou comprada que um cliente
    pode ficar no ativo em um mesmo pregão. Ao valor do túnel soma-se também a posição em custódia que o cliente possuía na ação
    no fechamento do dia anterior, de forma a permitir que o ele consiga aumentar essa mesma
    posição até o valor equivalente de exposição máxima. Por exemplo, se o limite de exposição definido para a ação ABC for de R$750 mil, isso
    significa que um cliente poderá montar uma posição vendida ou comprada nessa ação, em um
    dia de pregão, dentro de um intervalo financeiro de -R$750 mil e +R$750 mil. Porém, caso o
    cliente tenha fechado D-1 com o equivalente a R$ 500 mil dessa ação em custódia, o túnel de
    limites de exposição definido para esse cliente no início do próximo dia de operações será de:
    -R$ 750 mil e +R$1,250 milhão. Em ambos os exemplos acima, em um mesmo pregão, o cliente poderá negociar até
    alcançar um limite de exposição no dia equivalente a R$ 750 mil (vendido ou comprado),
    sempre levando em consideração que operações destinadas a zeragem de posição não entram
    nesse cálculo (ou seja, se o cliente fechou com R$500 mil de custódia no dia anterior, o mesmo
    pode vender no dia até o equivalente a R$ 1,250 milhão em ações para atingir -R$750 mil de
    exposição). O limite de exposição de uma ação é definido com base no volume negociado por dia
    dessa ação aplicando-se a regra descrita na tabela abaixo:

Volume Negociado por
dia

Exposição Max Diária para a ação

Acima de R$15MM

R$5MM


Abaixo de R$15MM

Menor entre R$5MM e 30% do Volume

Obs1: o limite de negociação pode ser limitado a 1% do Market Cap da empresa.
Aos valores acima, soma-se a posição em custódia do cliente na ação em D-1 e define-se o
túnel de exposição para o próximo pregão.

Obs 2: O limite diário para exposição pode ser alterado em caso de eventos corporativos ou
movimentos de mercado.

Obs3: O piso de limite será de R$50.000

A cada envio de ordem, o sistema de Risco verifica se a exposição do cliente no dia,
para aquela ação, está dentro do túnel definido. Se sim, a ordem segue para o ambiente de
negociação, caso contrário, a mesma é rejeitada.

Vale ressaltar que os valores de exposição máxima podem ser alterados a qualquer
momento pelo departamento de Risco e sem aviso prévio. Uma alteração pode ocorrer em
função do aumento da alavancagem praticada no intraday para determinado ativo (>= a 10
x) ou pela necessidade de ajustar os riscos de exposição às condições vigentes de mercado
(alta volatilidade) – a alteração pode ser feita durante o pregão, inclusive.

• Controle de Exposição em Opções e Futuros

Na mesma linha da exposição de ações, o LINE XP também pode controlar a
exposição máxima por quantidade de opções para cada série e de futuros por
instrumento (e suas opções), conforme tabelas abaixo:

Caso o contrato não esteja listado na tabela abaixo, entre em contato com o
departamento de Risco da XPI no caso de dúvidas:risco@xpi.com.br.

AtivoExp QtdeQtde DerivWIN4000WDO4000IND800DOL800CCM500BGI500DI11000OZ1500OZ2500OZ3500ISP1000ICF500SJC500DAP00DDI00FRP00DR1800WD14000

Opções sobre Ações

Volume da ação
Negociado por dia

Exposição Max em
quantidade por série
de Opção

De R$5MM a R$20MM

Até 15 mil opções

Acima de R$ 20MM

Até 50 mil opções

Obs1: O cliente pode realizar operações com opções diretamente no mercado, até o 3º
vencimento para compra e venda, e até 6 meses para compra para determinados
ativos objetos. Para vencimentos além dessas datas, é preciso entrar em contato com
seu assessor de investimentos. Esta regra pode ser alterada em caso de demanda ou
analise individual.

Obs 2: Opções relacionadas ao produto Ibov11 podem ser bloqueadas nos meses
ímpares, devido ao ativo apresentar menor liquidez no período mencionado.
Obs 3: O limite diário para exposição pode ser alterado em caso de eventos
corporativos ou movimentos de mercado

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