CONVERSA-PROFUNDA É SINÔNIMO DE FELICIDADE, RESSALTA PESQUISA


Para cientista, discussões impõem ordem ao mundo cada vez mais caótico

Por RONI CARYN RABIN| THE NEW YORK TIMES24/03/10 – 18h26

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Diálogo. Conversas sérias podem ser a chave da felicidade, de acordo com estudo publicado na revista "Ciência Psicológica"

Para cientista, discussões impõem ordem ao mundo cada vez mais caótico

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NOVA YORK, EUA. Você ficaria mais feliz se passasse mais tempo discutindo o estado do mundo e o significado da vida e gastasse menos tempo falando sobre a previsão do tempo? Isso pode soar contraintuitivo, mas pessoas que gastam mais tempo do seu dia tendo discussões profundas e passam menos tempo com conversa-fiada parecem mais felizes, disse Matthias Mehl, psicólogo da Universidade do Arizona, que publicou um estudo sobre o assunto.PUBLICIDADE

“Achamos isso muito interessante, porque poderia ser completamente o oposto – poderia ser ‘Deixo a vida me levar’”, disse Mehl. “A maioria das pessoas achava que nos níveis superficiais da vida você é feliz, e que nas profundezas existenciais você seria infeliz. Mas é o contrário”, completa.

Segundo ele, a conversa elaborada parece ser a chave da felicidade por dois motivos principais: porque os seres humanos são impelidos a encontrar e criar significado em suas vidas e porque somos animais sociais que querem e precisam se conectar com outras pessoas.

“Ao participar de conversas cheias de significado, conseguimos impor ordem em um mundo bastante caótico”, disse Mehl. “E de forma interpessoal, você cria laços com seu parceiro interativo, e sabemos que a conexão e integração interpessoal é uma fundação central e fundamental da felicidade”.

O estudo de Mehl foi pequeno e não prova uma relação de causa e efeito entre os tipos de conversas que a pessoa tem e a sua felicidade. Mas esse será o próximo passo, no qual ele pedirá às pessoas para aumentarem o número de conversas elaboradas diárias e diminuírem a conversa fiada, e vice-versa.

O estudo, publicado na revista “Ciência Psicológica”, envolveu 79 universitários – 32 homens e 47 mulheres – que concordaram em usar na lapela um microfone ativado eletronicamente que gravou trechos de 30 segundos de conversa a cada 12,5 minutos durante quatro dias, criando o que Mehl chamou de “diário acústico dos seus dias”.

Os pesquisadores então analisaram as gravações e classificaram os trechos das conversas como conversa- fiada (sobre o tempo atmosférico ou ter assistindo a um programa de TV) ou conversas mais elaboradas (sobre atualidades, filosofia, as diferenças entre evangélicos e católicos ou o papel da educação). Entretanto, uma conversa sobre um programa de TV nem sempre foi considerada conversa-fiada. Ela poderia ser categorizada como elaborada se os interlocutores analisassem os personagens e suas motivações, por exemplo.

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