Cidades Circulares – A economia circular – sistema linear de “extração – produção – consumo – descarte”


A economia circular dá uma nova definição ao nosso modelo tradicional de economia – baseado no sistema linear de “extração – produção – consumo – descarte” – que atingiu já os seus limites. Uma cidade circular ao mesmo tempo que preserva e valoriza os seus recursos, promove o crescimento, cria empregos, assegura as suas fontes de recursos e reduz as suas emissões de CO2. Através de redes locais de partilha, encoraja os agentes económicos locais e os próprios munícipes a reciclar e estender o tempo de uso dos materiais. Promove ainda a partilha de infraestruturas e serviços numa lógica de eficiência.

GERAR CRESCIMENTO, CRIAR EMPREGOS E ECONOMIZAR RECURSOS

A economia circular é uma solução eficiente para preservar e renovar localmente os recursos hídricos, energéticos e materiais diversos.

São exemplos de processos de recuperação de recursos a reciclagem de materiais (plástico, papel, vidro, metais preciosos), o desenvolvimento de energia de base renovável a partir de subprodutos de outras atividades (biomassa, biogás resultante do tratamento das águas residuais ou dos resíduos) e a transformação dos resíduos em fertilizante agrícola.

São exemplos de processos de preservação de recursos a redução de consumos e a eficiência energética, bem como outras abordagens mais sistémicas (economia funcional, ecologia industrial e eco-design).

Como modelo de desenvolvimento, a economia circular dá um contributo para a criação de empregos a nível local. A este respeito a Comissão Europeia estima a criação de 2,8 milhões de empregos na Europa nos próximos anos no âmbito da economia circular.

UM MODELO COLABORATIVO

A economia circular é também economia colaborativa. Assim, a Veolia otimiza a gestão do fluxo a nível local. Por exemplo, em Durban, na África do Sul, onde os recursos hídricos são escassos, as águas residuais dos habitantes são recicladas de forma a corresponder às necessidades de consumo de água da indústria local. Essa solução beneficia todos: a cidade prossegue o seu desenvolvimento económico evitando conflitos por causa do consumo de água entre os seus habitantes e as indústrias; a indústria paga menos pelas águas residuais tratadas e, por último, alguns dos lucros são canalizados para o financiamento do acesso à água por parte dos mais desfavorecidos. Uma parceria com a qual todos ficam a ganhar.

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