O Ho’oponopono – limpando as memórias para uma vida mais plena – Parte 1


Leticia Vidigal
Escrito por Leticia Vidigal

Você acredita em tudo que escuta de sua própria mente? Alguma vez parou para pensar de onde vêm alguns pensamentos como: “Não sou bom o bastante”, “Não vou conseguir fazer isso”, “Ele/ela é muito melhor que eu”?

Quando paramos para avaliar aquilo que se passa em nossa mente, percebemos que muito do que ouvimos em nossa cabeça não tem origem na conclusão de um fato. Quando dizemos: “Não sou o bom o bastante”, não significa que definimos este algo como um objetivo a ser alcançado, estabelecemos metas a curto, médio e longo prazo para alcançá-lo e que, após todas as tentativas possíveis, fracassamos. Significa apenas que, antes mesmo de tentar, antes mesmo de fracassarmos uma única vez, já definimos que não somos bons o bastante para termos algo.   

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Como exemplo, vamos imaginar que eu deseje ser skatista.

Na minha cabeça, não penso: andar de skate demanda tempo e dedicação do skatista. Demanda disponibilidade para cair e se machucar. E, por fim, demanda um skate.

Ao invés disso, penso apenas: “Nunca vou conseguir andar nisso”. E ponto final.  Coloco, antes mesmo de tentar, uma limitação na minha capacidade de aprender algo novo, de conseguir me dedicar a algo que demanda tempo e disposição para me machucar.

Não seria mais honesto, portanto, pensar: “Não tenho tempo para aprender e não quero me machucar ao invés de dizer a mim mesma que nunca vou conseguir fazer isso?”

O exemplo do skate é muito simples, mas, no meu caso, tenho que ficar sempre muito atenta, pois minha mente constantemente me prega as mesmas peças em vários outros aspectos da minha vida.

Outro exemplo simples: cozinhar. Como nunca aprendi a fazer nada na cozinha, ainda não consegui vencer a barreira do arroz para arriscar prepará-lo um dia. Há uma história na minha cabeça que se repete: “Você não sabe fazer isso.”

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O estranho é que uma parte de mim pensa que, para que eu possa chegar a essa conclusão, deveria ter ao menos aprendido a preparar algo e ter me saído muito mal repetidas vezes. Entretanto, nunca preparei nada além de uma simples omelete, mas parece que minha mente já definiu que cozinha não é para mim.

E, inexplicavelmente, minha mente ainda controla minhas ações. Portanto, passo longe do fogão e das panelas.

Isto pode ser surpreendente e até decepcionante para vocês, mas a verdade é que como ainda não domino a capacidade de me tornar uma observadora dos meus pensamentos faz com que eu ainda seja uma vítima deles. Isto significa que, muitas vezes, são eles que controlam meus atos – ainda.

Andar de skate e cozinhar fazem parte de um forte paradigma que se estabeleceu em algum momento da minha vida e que limitou – e ainda limita – o que sou capaz de fazer bem e a minha (falta) de coragem de aprender coisas novas.

Não são paradigmas que foram construídos de um dia para o outro, mas que possuem sua semente em histórias ouvidas enquanto eu ainda era uma criança. Histórias que os adultos presentes em minha vida contaram uns aos outros e também para mim.

Quando uma criança ouve de um adulto em quem confia que ela não é corajosa o suficiente para aprender coisas novas, esta história “não sou corajosa o suficiente para aprender coisas novas” vai reverberar em vários momentos de sua vida adulta fazendo com que ela se sinta paralisada ou sempre numa eminente expectativa de fracasso diante de algo novo – fracasso este que acaba sempre vindo.

 

E o que isso tem a ver com o Ho’oponopono? Bom, praticamente tudo.

 

Ho’oponopono é um método de cura criado pelos nativos havaianos que tem, como objetivo principal, realizar curas internas através da limpeza de memórias de infância, gerando assim, transformações na vida das pessoas e no mundo que as rodeiam.

Portanto, no Ho’oponopono, as conquistas não são apenas para a pessoa que o pratica, mas também para o mundo externo. Porque, para os criadores deste método e, especialmente para Morrnah Nalamaku Simeona, criadora e primeira mestre principal do Ho’oponopono da Identidade Própria (uma espécie de Ho’oponopono moderno), o mundo externo nada mais é que um reflexo do que levamos dentro de nós. Portanto, se o que vemos neste mundo é algo que não nos faz bem, a causa disto está dentro de nós mesmos.

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O Ho’oponopono se tornou mundialmente famoso quando um autor americano, Joe Vitale, resolveu contar em seu livro Limite Zero a história de um médico havaiano que curou toda uma ala de doentes psiquiátricos perigosos praticando o Ho’oponono nele mesmo.

Isso mesmo! A história do Dr. Ihaleakala Hew Len ficou famosa por ele nunca ter se encontrado com um paciente qualquer durante todo o processo de cura.

Então, como se deu este processo?

Aguardem em nosso próximo texto mais informações sobre este incrível método de cura e sobre a diferença que ele pode fazer em nossas vidas.

Leia a segunda parte deste artigo aqui.

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