A Lei do Sacrifício


Uma coisa permaneceu inalterada em todas essas ofertas: tudo o que se relacionava ao sacrifício mosaico estava centrado em Cristo. Assim como Cristo, o sacerdote agia como mediador entre as pessoas e seu Deus. Como Cristo, o sacerdote tinha que pertencer à linhagem correta para atuar em seu ofício. Como Cristo, a pessoa que oferecia o sacrifício por meio da obediência sacrificava voluntariamente o que era exigido pela lei.

A parte do sacrifício que mais fortemente se assemelhava com o Salvador era a oferta em si. Observem comigo alguns desses paralelos.

Primeiro, assim como Cristo, o animal era escolhido e ungido pela imposição de mãos. (Tanto o título hebraico Messias como o título grego Cristo significam “o Ungido”.) Segundo, o sangue do animal tinha de ser derramado. Terceiro, ele não podia ter mácula, mas devia ser totalmente desprovido de defeitos físicos — ser completo, ileso, perfeito. Quarto, o sacrifício tinha que ser limpo e digno. Quinto, o sacrifício tinha que ser domesticado; isto é, não podia ser selvagem, mas dócil e útil ao homem. (Ver Levítico 1:2–3, 10; 22:21.) Sexto e sétimo, para o sacrifício original praticado por Adão e o sacrifício mais comum na lei de Moisés, o animal tinha de ser o primogênito e do sexo masculino. (Ver Êxodo 12:5; Levítico 1:3; 22:18–25.) Oitavo, o sacrifício de grãos tinha de ser moído e transformado em farinha e depois pães, o que nos faz lembrar do título de nosso Senhor de Pão da Vida. (Ver João 6:48.) Nono, as primícias que eram oferecidas nos lembram que Cristo seria o primeiro a ressuscitar. (Ver I Coríntios 15:20.) (Ver também Guia para Estudo das Escrituras, “Sacrifício”; Daniel H. Ludlow, editor, Encyclopedia of Mormonism, 5 volumes [1992], 3:1248 –1249.)

O Cumprimento Da Lei

A lei do sacrifício com seu sistema de ofertas dado a Moisés ainda estava sendo praticada na época do Novo Testamento. O Jesus Cristo do Novo Testamento era o Jeová do Velho Testamento — Ele próprio que concedera a lei de Moisés, determinando os elementos da lei que especificamente apontavam para Seu futuro sacrifício expiatório. Então, Ele era o único com autoridade para cumprir essa lei, e Suas palavras finais — “Está consumado” (João 19:30) — indicam que isso foi feito.

Amuleque explicou o cumprimento da lei da seguinte maneira:

“Assim sendo, é necessário que haja um grande e último sacrifício; e aí haverá (…) um fim para o derramamento de sangue; então será cumprida a lei de Moisés. (…)

E eis que este é o significado total da lei, cada ponto indicando aquele grande e último sacrifício; e aquele grande e último sacrifício será o Filho de Deus, sim, infinito e eterno.” (Alma 34:13–14)

Agora, eis uma verdade muito importante: Devemos compreender que a lei de Moisés não é a mesma coisa que a lei do sacrifício. Ao passo que a lei de Moisés foi cumprida, os princípios da lei do sacrifício continuam a fazer parte da doutrina da Igreja. O propósito principal da lei do sacrifício ainda é testar-nos e ajudar-nos a vir a Cristo. Depois do sacrifício supremo do Salvador, fizeram-se dois ajustes na prática dessa lei. Primeiro, a ordenança do sacramento substituiu a ordenança do sacrifício de animais; e segundo, essa mudança alterou o foco do sacrifício: do animal pertencente a uma pessoa para a própria pessoa. De certa forma, o sacrifício mudou da oferta para o aquele que faz a oferta.

Ao pensarmos na substituição dos sacrifícios de animais pelo sacramento, é impossível não notar a forte relação entre os dois. Tanto os sacrifícios como o sacramento:

  • São afetados pela atitude e dignidade da pessoa. (Ver Amós 5:6–7, 9–10, 21–22; 3 Néfi 18:27–29; Morôni 7:6–7.)

  • Foram concebidos para serem realizados por sacerdotes que oficiem no Sacerdócio Aarônico. (Ver D&C 13:1; 20:46.)

  • Estão centrados em Cristo. (Ver Lucas 22:19–20; Alma 34:13–14.)

  • Usam emblemas que representam a carne e o sangue de Cristo. (Ver Lucas 22:19–20; Moisés 5:6–7.)

  • Proporcionam um meio pelo qual as pessoas podem fazer e renovar convênios com Deus. (Ver Levítico 22:21; D&C 20:77, 79.)

  • São realizados regularmente no Dia do Senhor, bem como em outras ocasiões especiais. (Ver Levítico 23:15; D&C 59:9–13.)

  • Estão associados com refeições que simbolicamente representam a Expiação. (Ver Levítico 7:16– 18; Mateus 26:26.)

  • São as únicas ordenanças de salvação nas quais os membros participam por si mesmos mais de uma vez.

  • Proporcionam um passo importante no processo do arrependimento. (Ver Levítico 19:22; 3 Néfi 18:11; Moisés 5:7–8.)

O Presidente Joseph F. Smith disse que o propósito do sacramento é “que sejamos continuamente lembrados do Filho de Deus, que nos redimiu da morte eterna e nos trouxe novamente de volta à vida pelo poder do evangelho. Antes da vinda de Cristo à Terra, isso era lembrado (…) por meio de outra ordenança, que incluía o sacrifício de um animal, uma ordenança que simbolizava o grande sacrifício que ocorreria no meridiano dos tempos”. ( Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph F. Smith, p. 102)

O Sacrifício de Nós Mesmos

Depois de Seu ministério mortal, Cristo elevou a lei do sacrifício a um novo patamar. Ao descrever como a lei continuaria, Jesus disse a Seus apóstolos nefitas que Ele não aceitaria mais holocaustos, mas que Seus discípulos deveriam oferecer “um coração quebrantado e um espírito contrito”. (3 Néfi 9:19–20; ver também D&C 59:8, 12.) Em vez de exigir animais ou grãos, o Senhor agora deseja que renunciemos a tudo que seja impuro. Essa prática mais elevada da lei do sacrifício chega às profundezas da alma da pessoa. O Élder Neal A. Maxwell, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: “O sacrifício real, pessoal, nunca foi colocar-se um animal sobre o altar, mas, sim, o desejo de se colocar o animal que existe em nós sobre o altar, para que seja consumado!” (“‘Negai-vos a Toda Iniqüidade’”, A Liahona, julho de 1995, p. 73)

Como podemos mostrar ao Senhor que nos colocamos simbolicamente sobre o altar de sacrifício de hoje? Demonstramos a Ele ao vivermos o primeiro grande mandamento: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”. (Mateus 22:37) Quando vencermos nossos próprios desejos egoístas e pusermos Deus em primeiro lugar em nossa vida e fizermos convênio de servir a Ele a despeito do custo, então estaremos vivendo a lei do sacrifício.

Uma das melhores maneiras de termos certeza de estar cumprindo o primeiro grande mandamento é se guardarmos o segundo grande mandamento. O próprio Mestre ensinou: “quando o fizestes a um destes meus pequeninos, a mim o fizestes”. (Mateus 25:40) O rei Benjamim ensinou: “Quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus”. (Mosias 2:17) O grau de nosso amor ao Senhor e a nosso próximo pode ser medido pelo que estamos dispostos a sacrificar por eles. O sacrifício é uma demonstração de amor puro.

Às vezes, a maneira mais eficaz de ensinarmos um princípio é dar um exemplo de seu uso na prática. Vou usar dois exemplos com os quais estou familiarizado, sabendo como sei que muitos outros membros da Igreja poderiam contar histórias igualmente significativas de sacrifício de sua própria experiência familiar.

Meu bisavô, Henry Ballard, filiou-se à Igreja na Inglaterra, imigrou para os Estados Unidos e sofreu grandes privações em sua viagem rumo ao oeste, com destino a Utah. Da mesma forma, minha bisavó, Margaret McNeil Ballard, enfrentou muitas tribulações ao atravessar as planícies quando tinha apenas 11 anos de idade. Ao passar pela trilha dos pioneiros com minha família alguns anos atrás, fiquei a perguntar-me como meus bisavós fiéis sobreviveram àquela jornada e como conseguiram fazer tudo o que fizeram no decorrer de sua vida. Certamente, eles conheceram a Deus e Seu Santo Filho ao darem voluntariamente tudo o que tinham a fim de servir-Lhes. Henry Ballard serviu fielmente como bispo da Ala Logan II por quase 40 anos (apenas alguns meses menos do que isso). Sua dedicada esposa Margaret serviu como presidente da Sociedade de Socorro por 30 anos.

Nosso comprometimento para com o reino deve estar à altura do de nossos antepassados fiéis, ainda que nossos sacrifícios sejam diferentes. Hoje na Igreja, podemos achar muitos exemplos que nos ajudam a compreender que o sacrifício pelo evangelho ainda é essencial e que vir a Cristo exige tanto comprometimento e dedicação agora quanto sempre exigiu.

Não faz muito tempo, por exemplo, recebi a designação de presidir uma conferência regional em La Paz, Bolívia. Alguns membros vinham de pequenas cidades e vilas muito distantes, mostrando grande sacrifício e dedicação para poderem assistir às reuniões. Antes do treinamento de liderança do sacerdócio, cumprimentei os irmãos à medida que chegavam. Percebi que a camisa de um irmão mais velho apresentava uma cor diferente da metade do peito para baixo; a parte de cima era branca, enquanto que a parte de baixo era de um marrom avermelhado. Ele e três de seus companheiros, todos portadores do Sacerdócio de Melquisedeque, haviam viajado por muitas horas, caminhando a maior parte do caminho e cruzando dois rios onde a água barrenta chegava à altura do peito. Eles haviam pedido carona num caminhão e viajado na carroceria nas últimas duas horas da jornada.

O sacrifício deles e sua atitude acerca disso fizeram com que eu me sentisse extremamente humilde. Um desses homens fiéis disse-me: “Élder Ballard, o senhor é um dos Apóstolos do Senhor. Eu e meus irmãos estamos dispostos a fazer qualquer coisa que o senhor nos ensinar”.

Será que temos uma atitude semelhante quando somos convidados para participar de reuniões de liderança da estaca e ala ou ramo e distrito?

As Bênçãos Do Sacrifício

Lemos em várias passagens das escrituras que o sacrifício traz bênçãos. Esse é um princípio verdadeiro. Deixem-me ilustrar com uma experiência pessoal.

Fui chamado como bispo de uma ala no subúrbio de Salt Lake City em 1958, na época em que os membros locais pagavam 50 por cento dos custos envolvidos na construção das capelas. Uma das experiências de liderança mais importantes de minha vida aconteceu várias semanas antes da dedicação de nossa capela. Nossa ala, formada por famílias jovens que estavam sempre fazendo esforços sobre-humanos para equilibrar o orçamento doméstico, ainda precisava angariar 30.000 dólares. Jejuei e orei para saber o que eu deveria dizer a eles a respeito dessa obrigação. Nós já lhes havíamos pedido muito.

Quando os irmãos estavam reunidos para a reunião do sacerdócio, fui inspirado a ler para eles o testemunho que o Élder Melvin J. Ballard, meu avô, prestou quando foi ordenado ao Quórum dos Doze Apóstolos em 7 de janeiro de 1919. Cito uma pequena parte em que ele relatou sua experiência em 1917 quando havia buscado ao Senhor fervorosamente numa situação em que não havia precedentes para orientá-lo:

“Naquela noite, recebi uma manifestação e impressão maravilhosa que nunca me saiu da mente. Fui transportado a este lugar — para esta sala. Vi a mim mesmo aqui com vocês. Foi-me dito que havia outro privilégio que eu viria a receber e fui conduzido a uma sala onde me informaram que eu iria conhecer alguém. Ao adentrar o recinto vi, assentado numa plataforma elevada, o ser mais glorioso que eu jamais poderia conceber, e fui levado adiante para ser apresentado a Ele. Quando me aproximei, Ele sorriu, chamou-me pelo nome e estendeu as mãos em minha direção. (…) Ele colocou os braços em volta de mim, beijou-me e, ao encostar-me contra Seu peito, abençoou-me até fazer vibrar cada fibra de meu ser. Quando Ele terminou, caí a Seus pés, e então vi as marcas dos cravos; e ao beijá-los, com profunda alegria irradiando-se por todo o meu ser, senti que eu estava verdadeiramente no céu. O sentimento que me sobreveio ao coração naquele momento era: Oh! Se eu pudesse viver digno (…) para que no fim, ao terminar a jornada, voltasse a Sua presença e desfrutasse o sentimento que tive naquele momento em Sua presença, eu daria tudo o que sou e que espero vir a ser!” (Melvin R. Ballard, Melvin J. Ballard: Crusader for Righteousness [1966], p. 66)

O Espírito do Senhor tocou o coração dos irmãos fiéis na reunião do sacerdócio da ala naquele dia. Todos sabíamos que, com maior fé em Jesus Cristo, nosso Salvador e Redentor, poderíamos atingir nossa meta. Naquele mesmo dia, várias famílias vieram ao bispado com dinheiro, fazendo sacrifícios pessoais que iam muito além do que eu, o bispo, jamais lhes pediria. Antes das 20h de domingo, o secretário da ala havia preparado recibos relativos a uma quantia ligeiramente superior a 30.000 dólares.

O sacrifício verdadeiramente trouxe as bênçãos do céu para os membros de nossa ala. Nunca morei no meio de pessoas mais unidas, mais atenciosas, mais preocupadas umas com as outras do que aqueles membros. Em nosso maior sacrifício, unimo-nos no verdadeiro espírito do evangelho do amor e do serviço.

O sacrifício ainda é necessário para desenvolvermos uma fé forte o suficiente para alcançarmos a vida eterna. Creio que devemos aumentar nossa devoção espiritual e serviço ao Senhor e ao próximo para demonstrarmos nosso amor a Ele e a nosso Pai Celestial.

O Teste Da Abundância

Ao refletirmos sobre a lei do sacrifício em nossa vida, reflitamos sobre o ambiente em que vivemos. As bênçãos que recebemos em nossa época são extraordinárias. Precisamos ter muito cuidado para não incorrermos em ingratidão. O Senhor declarou: “E em nada ofende o homem a Deus ou contra ninguém está acesa sua ira, a não ser contra os que não confessam sua mão em todas as coisas e não obedecem a seus mandamentos”. (D&C 59:21) O espírito da lei do sacrifício promove a gratidão.

Estamos vivendo num período de grande prosperidade que pode, quando a história for escrita, provar-se tão devastador para nossa alma quanto os efeitos das perseguições físicas foram para nossos antepassados pioneiros. O Presidente Brigham Young (1801–1877) advertiu: “Suportamos a pobreza, a perseguição e a opressão; muitos de nós sofremos a perda de todas as coisas do ponto de vista do mundo. Mas dê-nos prosperidade e vejamos se conseguiremos suportá-la e estar dispostos a servir a Deus. Vejamos se estaríamos dispostos a sacrificar milhões assim como sacrificaríamos em comparativa pobreza”. ( Deseret News Weekly, 26 de outubro de 1870, p. 443)

Devemos recordar o ciclo de prosperidade encontrado no Livro de Mórmon quando as pessoas abençoadas por sua retidão se tornaram abastadas e então se esqueceram do Senhor. Não nos esqueçamos do Senhor em nossos dias de prosperidade. Mantenhamos o espírito da lei do sacrifício e sempre agradeçamos a Ele pelo que temos, mesmo que não seja tanto quanto algumas outras pessoas têm.

Vejamos a linguagem das escrituras ao descreverem o nível de sacrifício que o Senhor exige de nós: “Ofertai [a Deus] toda a vossa alma”. (Ômni 1:26; ver também Mosias 2:24.) “Que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. (Romanos 12:1) O próprio Senhor disse que devemos guardar nossos “convênios por meio de sacrifício — sim, todo sacrifício que eu, o Senhor, ordenar”. (D&C 97:8) O sacrifício que o Senhor pede a nós é que nos despojemos do “homem natural” (Mosias 3:19) e de toda a impureza que isso acarreta. Quando nos submetemos totalmente ao Senhor, então Ele provocará uma grande mudança em nós, e nos tornaremos uma nova pessoa, justificada, santificada e nascida novamente com Sua imagem em nosso semblante. (Ver Mosias 5:2; Alma 5:14; Moisés 6:59–60.)

Assim como em todas as coisas, nosso Senhor e Salvador deixou o supremo exemplo de sacrifício. O ápice de Sua missão divina foi quando Ele deu Sua vida para redimir-nos. Por meio de Seu sacrifício pessoal, Ele propiciou um meio para que nossos pecados fossem perdoados e voltássemos à presença de nosso Pai.

Hoje presto um testemunho especial desse que foi o acontecimento mais singular de todos os tempos. Testifico dos efeitos de longo alcance dessa que foi a mais sagrada e todas as ofertas. Futuramente, em outra vida, quando nosso raciocínio finito for expandido, compreenderemos melhor os poderes intensos da Expiação e sentiremos ainda mais gratidão, admiração, adoração e amor por nosso Salvador, de maneiras que nem nos são possíveis neste estado atual.

Um temor que tenho é o de estarmos perdendo a visão da importância do princípio do sacrifício. Esse princípio é uma lei de Deus. Devemos compreendê-la e praticá-la. Caso ser membro da Igreja se torne fácil demais, o testemunho das pessoas se tornará mais superficial, e as raízes do testemunho não se aprofundarão no solo da fé como o fizeram com nossos antepassados pioneiros. Que Deus conceda a cada um de nós a compreensão da lei do sacrifício e a convicção de que ela é necessária hoje. É imprescindível que compreendamos esta lei e a vivamos.

De um discurso dirigido a educadores do Sistema Educacional da Igreja na Universidade Brigham Young em 13 de agosto de 1996.

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