6 palavras perigosas que nos limitam


 junho 30, 2020

A linguagem é a base do pensamento. Por esse motivo, devemos estar muito conscientes de que as palavras que usamos diariamente determinam as nossas vidas.

A programação neurolinguística é uma abordagem que nos ajuda a entender o impacto que a linguagem tem em nossos pensamentos e como os termos que usamos nos programam para experimentarmos a realidade de uma certa maneira. Nesse sentido, um aspecto básico consiste em evitar determinadas palavras perigosas que nos limitam.

Existem certas expressões de uso diário que têm uma carga conceitual importante e não muito positiva. No entanto, não temos conhecimento do seu impacto e, portanto, continuamos a usá-las. A seguir, explicaremos quais são e como afetam a nossa psique.

Mulher pensando em oportunidades

6 palavras perigosas que nos limitam

Não

Essa é uma palavra que, paradoxalmente, tende a nos aproximar dos resultados dos quais queremos nos afastar. É uma palavra ambígua que a mente não registra. Se, por exemplo, eu lhe disser: “não pense em um elefante amarelo”, provavelmente essa é a imagem que vai surgir na sua mente.

Quando usamos expressões desse tipo, inconscientemente eliminamos o “não” e focamos no que se segue. Então, quando dizemos “não fique nervoso” ou “não quero ficar doente”, na verdade estamos nos programando para o nervosismo e a doença.

Seria muito mais conveniente usar afirmações positivas, como: “mantenha a calma” ou “quero me manter saudável”.

Tenho que

Quando dizemos que “temos que” fazer algo, estamos dizendo que é algo desagradável, imposto ou que nos dará trabalho. “Eu tenho que trabalhar”, “Eu tenho que ser mais sociável”, “Eu tenho que perder peso“. Imediatamente assumimos essas ações como difíceis e negativas.

Portanto, é preferível usar as expressões “eu quero” ou “eu vou”. Por exemplo, é melhor dizer: “eu quero ser mais sociável” ou “eu vou trabalhar” (nesse último caso, dizer “eu quero” pode soar muito falso ou contraditório). Com essas expressões, nos programamos para que realizar essas tarefas seja mais fácil e leve.

Mas

Quando usamos a palavra “mas” para vincular duas ideias, estamos removendo instantaneamente o valor da primeira. Dessa forma, a mensagem que chega é a afirmação negativa que colocamos no final. “Eu amo você, mas discutimos demais”, “Consegui uma boa nota, mas poderia ter feito melhor”.

Para evitar esse fenômeno, podemos substituir o “mas” por um “no entanto”. Dessa forma, a mensagem principal permanece intacta, mesmo se adicionarmos outras informações posteriormente. Também podemos reverter a ordem das ideias: “Discutimos demais, mas eu amo você”. Sem dúvida, assim a mensagem será melhor recebida.

Coitadinho: ​​uma das palavras mais perigosas

Essa é uma expressão que usamos diariamente para expressar empatia e compaixão pela situação dos outros ou de nós mesmos. “Coitadinho, eles o demitiram”, “Coitadinho, o seu parceiro o deixou”.

Embora o façamos com a melhor intenção, usando essa palavra prestamos um desserviço à pessoa que a recebe. Dessa forma, acabamos programando-a para se sentir uma vítima desamparada das circunstâncias. Vamos tentar substituir essa palavra por outras expressões que capacitem a pessoa e façam com que ela se lembre da sua capacidade de seguir em frente.

Nunca, sempre, ninguém, todos

Quando usamos essas palavras, sentenciamos e favorecemos o pensamento rígido e dicotômico. “Você sempre faz tudo errado”, “ninguém me ama”, “nunca serei feliz”. Esses pensamentos e afirmações são bastante prejudiciais e nos condicionam a continuar experimentando mais do mesmo, sem uma possível saída.

Use expressões mais próximas da realidade e, acima de tudo, que permitam uma margem de mudança e melhoria. “Eu fiz aquilo da forma errada” e “Não me sinto feliz nesse momento” enfatizam que esses são eventos específicos, mas transitórios, que nos permitem agir para modificá-los.

Os dois lados da mente humana

Logo, amanhã, um dia: evite essas palavras perigosas

Esses termos que se referem ao tempo com ambiguidade nos impedem de agir em nossos projetos. Eles nos levam a procrastinar indefinidamente. “Logo eu começo a estudar.” Quando é logo? “Um dia desses eu vou começar a comer de forma mais saudável”. Que dia?

Se você realmente deseja cumprir os seus propósitos, evite pensar e falar nesses termos. Defina uma data ou hora exata para começar.

Em resumo, lembre-se sempre de que a linguagem é a base dos nossos pensamentos, da comunicação conosco e com os outros. Quando raciocinamos, o fazemos a partir de frases e declarações. Portanto, a decisão de usar uma ou outra palavra condicionará a nossa maneira de perceber o mundo.

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