Como Aprendemos – Benedict Carey – Resumo


Como Aprender de Maneira INTELIGENTE – COMO APRENDEMOS – Benedict Carey – Resumo Completo Audiobook

1 – formação da memória – sinapses, sinais eletricos – hipocampo, neo-córtex

2 – dormir para consolidar memórias, sono rem, estudar até tarde e depois dormir bem

3 – varie a rotina de estudos

4 –

Aprender é uma atividade natural a todos nós. Diariamente recebemos e armazenamos informações e conteúdo nos nossos cérebros e descartamos as que não são relevantes para o nosso futuro. Por mais cotidiano que o aprendizado seja, poucos estudam a fundo como funciona este processo de retenção de informações, e formas de aprimorá-lo.

No livro Como Aprendemos, Benedict Carey faz um apanhado de diversos estudos sobre  aprendizado e retenção de informações, e dá dicas de como podemos memorizar conteúdo com mais facilidade.

Como o cérebro aprende

O primeiro capítulo do livro é uma interessante leitura sobre como nossos cérebros não só são programados para aprender como também também para classificar a importância das informações diariamente. Neste processo de classificação, informações importantes são retidas, porém as que parecem pouco importantes são suprimidas.

Daí surge a importância da revisão: quando estudamos um assunto novamente e re-acessamos essa informação, o cérebro trabalha a sua retenção – quanto maior a frequência de uso, mais acessível a informação fica.  Exemplo: você pode ser apresentado a um vizinho novo, porém rapidamente seu cérebro pode suprimir o nome. Ao checar uma correspondência destinada ao vizinho, a informação contendo o nome é reativada e a retenção aumenta.

O sono tem um impacto interessante na retenção. Quando dormimos, nosso cérebro ‘reprograma’ as informações e conexões que fizemos durante o dia, suprimindo memórias menos importantes e focando nas informações mais relevantes que devem estar mais acessíveis. Por isso a prática do ‘sleep on it’ é uma boa forma de deixar sua mente reorganizar sua mente em busca de uma resposta.

Outro ponto importante: nossos cérebros fazem conexões subconscientemente. Muitas vezes a resposta para um problema é encontrada quando estamos distraídos ou realizando outra atividade. Por isso a importância de pausas no aprendizado.

Uma vez que entendemos como nosso cérebro funciona, o autor discorre sobre formas de aprimorar a retenção e compreensão:

  • Faça testes antes de estudar um assunto:

Fazer testes antes de estudar um assunto pode parecer loucura, mas é uma boa forma de entender quais são os pontos mais importantes a serem lembrados da matéria ou habilidade que estamos aprendendo, especialmente em testes de múltipla escolha, onde as respostas corretas estão visíveis entre as erradas.

Se um professor começa a falar sobre uma das perguntas que você não soube responder, ou você lê um parágrafo explicando a resposta de uma das perguntas, seu foco e atenção serão muito maiores.

  • Disperse seus estudos: 

Outra prática benéfica para retenção: evite estudar todo o conteúdo na véspera de uma prova. Dispersar os estudos permite ao cérebro esquecer parte da matéria e reaprender, o que ajuda a fixar o conteúdo.

Estudar o mesmo assunto em lugares diferentes também é benéfico: o cérebro registra o local onde acessamos a informação subconscientemente e faz associações do local ao conteúdo, e alguns estudos apontam que estudar em múltiplos locais estimula a criação de novas associações e tornam mais fácil o acesso a estas informações.

  • Faça pausas durante o aprendizado:

técnica pomodoro é uma boa forma de interromper a linha de pensamento e de deixar que seu subconsciente faça novas conexões sobre o objeto de estudo. Uma caminhada, a leitura de outro livro, um jogo ou interações sociais podem estimular a criação de novas associações trazendo respostas e novas ideias.

  • Explique para outras pessoas o que aprendeu: 

Uma forma de auto-testar seus conhecimentos é explicar para terceiros o que se aprendeu, não só estimula o processo de re-acessar a informação em seu cérebro, mas cria-se novas conexões ao explicar as informações retidas com suas próprias palavras.

  • Intercale atividades e exercícios:

Ao invés de fazer apenas um tipo de exercício ou testar um tópico por vez, estudos mostram que a retenção é maior no longo prazo quando alternamos exercícios de forma aleatória, como numa prova, forçando a busca informações em diferentes áreas do cérebro.

  • Aprendendo através da percepção:

Por fim, o autor escreve uma tática para aprender a reconhecer padrões em repetições: sem estudar sobre a história da arte e métodos de pintura, o autor conseguiu através de um jogo simples distinguir a qual movimento artístico uma obra de arte pertence. O jogo simplesmente mostrava um quadro e o jogador devia associar a um movimento (impressionismo, dadaísmo, barroco etc).

Através de tentativa e erro, ao longo do tempo os padrões foram ficando mais claros na mente do autor e ele passou a ter uma margem pequena de erro e ser capaz de classificar diferentes obras de arte.

Recomendo a leitura completa do livro para uma visão mais completa dos estudos feitos em cima do aprendizado e macetes para retenção do conhecimento.

Seja você um estudante, um professor, um aprendiz ou um especialista, há sempre algo novo para ser descoberto e aprendido.

Diversas vezes, o sucesso ou o fracasso, nos mais variados cenários, depende da nossa habilidade em captar e reter informações.
Um piloto aprendiz não pode deixar seus aprendizados entrarem por um ouvido e saírem pelo outro: centenas de vidas dependem da qualidade do seu aprendizado e da sua capacidade de reter informações.

Portanto, este pequeno livro, baseado na obra de Benedict Carey, “Como Aprendemos: A surpreendente verdade sobre quando, como e por que o aprendizado acontece”, o ajudará a obter o máximo de seus estudos e treinos. Você descobrirá como o cérebro realmente forma memórias e, então, usará essas informações para desenvolver rotinas e táticas para ter certeza de que você aprenderá e se lembrará daquilo que estudou.

Seja você um estudante, um professor, um aprendiz ou um especialista, há sempre algo novo que você pode aprender. Existe uma famosa frase de Epicteto, filósofo estóico que diz: “é impossível para uma pessoa aprender aquilo que ela acha que já sabe”. Na verdade, diversas vezes o sucesso ou o fracasso, nos mais variados cenários, depende da nossa habilidade criar conexões no cérebro e de reter informações. Um piloto de avião iniciante não pode deixar seus aprendizados e informações importantes entrarem por um ouvido e sairem pelo outro: centenas de vidas estão em jogo e dependem da qualidade do seu aprendizado e da sua capacidade em reter informações. Este resumo do livro Como Aprendemos, de Benedict Carey, o ajudará a extrair o máximo de seus estudos e treinos. Você descobrirá como o cérebro realmente forma memórias, e então usará essas informações para desenvolver rotinas e táticas para ter certeza de que, quando estudar e praticar, você impulsionará seu aprendizado e se lembrará daquilo que estudou. Compreenda que o mais importante não é necessariamente estudar mais, mas sim, estudar de forma inteligente para poder aprender qualquer coisa.

 

http://youtube.com/watch?v=uG2Y-aLpcko

 

 

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