SIMULADO Previdência


1. Carlos, 23 anos, acabou de se formar em odontologia e pretende abrir um consultório
próprio. Ele está em dúvida entre contribuir ou não para a Previdência
Social e para previdência privada. Conversando com um amigo sobre o tema,
esse amigo fez as seguintes a afirmações:
I. A Previdência Social oferece uma série de benefícios como auxílio-doença, auxílio
acidente e pensão por morte;
II. A previdência privada é estruturada no regime de repartição simples;
III. A previdência privada é facultativa e pode complementar o sistema oficial;
Está correto o que se afirma em:
A. I e II, apenas;
B. II e III, apenas;
C. I e III, apenas;
D. I, II e III.
2. Comparando um plano de previdência privada com a previdência oficial:
I. O benefício pago pela Previdência Social tem um teto máximo.
II. O benefício que o participante receberá na previdência privada dependerá das
contribuições do indivíduo e da taxa de retorno dos investimentos realizados
com os recursos acumulados.
III. A contribuição da previdência oficial é obrigatória para os trabalhadores registrados
formalmente a partir da assinatura da Carteira de Trabalho.
Está correto o que se afirma em:
A. I e II, apenas;
B. II e III, apenas;
C. I e III, apenas;
D. I, II e III.

3. Um gerente de conta, sabendo que seu cliente faz declaração de imposto de
renda por meio de formulário completo, explica a seu cliente que caso ele venha
a investir em um Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) ele poderá:
A. deduzir até 12% da renda bruta anual tributável na Declaração Anual de Ajuste do
Imposto de Renda da pessoa física;
B. ganhar isenção tributária para os rendimentos das aplicações com mais de 10 anos;
C. deduzir até 20% da renda bruta anual tributável na Declaração Anual de Ajuste do
Imposto de Renda da pessoa física;
D. ser tributado apenas sobre os rendimentos do plano quando resgatar os recursos.
4. Os Planos de Previdência Complementar do tipo Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL:
A. têm incidência de Imposto de Renda sobre o valor total do resgate durante o período
de diferimento ou no período de concessão de benefícios;
B. permitem dedução na base de cálculo do Imposto de Renda até o limite de 12%
da renda bruta anual tributável;
C. têm incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos das aplicações no
momento do resgate ou no período de concessão de benefícios;
D. são indicados para indivíduos que realizam a Declaração de Ajuste Anual do Imposto
de Renda no modelo completo.
5. Um cliente entrou em dois planos de previdência em 05/02/2005. Um dos
planos é do tipo PGBL, com regime de tributação de definitivo (regressivo)
na seguradora X. O outro plano também é PGBL, com regime de tributação
compensável (progressivo) na seguradora Y. Hoje, este participante pretende
realizar a portabilidade do plano da seguradora X para o plano da seguradora Y.
Nesse caso, essa portabilidade:
A. será feita normalmente por se tratar de um plano do tipo PGBL para outro do tipo PGBL;
B. não será permitida porque um plano de regime de tributação de definitivo (regressivo)
não pode ser transferido para um plano de regime de tributação compensável
(progressivo);
C. não será permitida, pois não existe portabilidade para planos do tipo PGBL;
D. será permitida desde que ocorra a tributação de Imposto de Renda, pois os regimes
de tributação dos planos são diferentes.

6. Um cliente que possui um plano de previdência complementar do tipo Vida
Gerador de Benefício Livre – VGBL perguntou a seu gerente se ele pode fazer a
portabilidade de seus recursos para sua mãe. Seu gerente respondeu que ele:
A. pode fazer a portabilidade, mas terá de pagar imposto de renda;
B. não pode fazer a portabilidade, pois é permitida apenas para o mesmo participante;
C. pode fazer a portabilidade e não terá de pagar imposto de renda;
D. pode fazer a portabilidade e mudar para um plano do tipo PGBL, caso queira.
7. Um cliente contratou um plano de previdência complementar do tipo Plano
Gerador de Benefício Livre – PGBL indicando sua esposa como beneficiária.
Passados 20 anos, com um montante acumulado de R$ 500.000,00, ele resolveu
transformar o seu plano em renda e contratou a renda mensal temporária por
10 anos. Após três anos da contratação ele veio a falecer. Nesse caso:
A. a sua esposa receberá a mesma renda mensal por mais 7 anos;
B. a sua esposa receberá a mesma renda mensal por mais 10 anos;
C. a renda mensal cessará, não sendo devido nenhum outro valor ao beneficiário;
D. a sua esposa receberá o saldo do valor total acumulado no plano.
8. Um cliente contratou um plano de previdência complementar do tipo Vida
Gerador de Benefício Livre – VGBL. Ele decidiu contratar o benefício de renda
mensal por prazo certo por 12 anos, indicando seu filho como beneficiário da
apólice. Passados 25 anos, com um montante acumulado de R$ 500.000,00, ele
resolveu transformar o seu plano em renda. Após cinco anos da contratação ele
veio a falecer. Nesse caso, seu filho:
A. receberá a mesma renda mensal, por mais sete anos;
B. receberá a mesma renda mensal, por mais 12 anos;
C. não receberá a renda mensal, não sendo devido nenhum outro valor ao beneficiário.
D. receberá o saldo do valor total acumulado no plano.
9. Uma das diferenças entre o Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL e o Vida
Gerador de Benefício Livre – VGBL é o fato de que apenas no:
A. PGBL há garantia de rentabilidade;
B. VGBL há garantia de rentabilidade;
C. PGBL é possível deduzir as contribuições na declaração anual de imposto de
renda da pessoa física;
D. VGBL é possível deduzir as contribuições na declaração de imposto de renda
anual da pessoa física.

10. Um cliente foi até a sua agência para perguntar se a previdência tem alguma
garantia de remuneração. Seu gerente explicou que:
A. existem alguns planos antigos do tipo VGBL e PGBL que têm rentabilidade
garantida de inflação mais 6% ao ano;
B. o VGBL e o PGBL são estruturados como fundos de investimento e não há
garantia de rendimento;
C. apenas o plano do tipo PGBL tem garantia de rendimento;
D. apenas o plano do tipo VGBL tem garantia de rendimento.
11. Um cliente perguntou ao seu gerente qual é o órgão responsável por fiscalizar
os planos de previdência complementar abertos. Nesse caso, o gerente deverá
orientá-lo a procurar a:
A. Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc);
B. Superintendência de Seguros Privados (Susep);
C. Comissão de Valores Mobiliários (CVM);
D. Secretaria da Receita Federal (SRF).
12. A Taxa de Carregamento de um Plano de Previdência Complementar é:
A. uma taxa cobrada pelo administrador do Fundo de Investimento Exclusivo e
descontada da rentabilidade diária;
B. um percentual que incide sobre as contribuições realizadas para custear as
despesas administrativas do plano;
C. um valor fixo cobrado do participante na adesão ao plano;
D. um percentual que incide sobre a carteira de investimento do plano.

GABARITO
1. C. Justificativa: I – a afirmação I está correta. A Previdência oferece uma série de
benefícios para o trabalhador e sua família, como aposentadorias, salário-maternidade,
salário-família, auxílio-doença, auxílio-acidente e pensão por morte. II – II – a afirmação
II está incorreta. É o modelo da Previdência Social brasileira que adota o Regime de
Repartição Simples, ou seja, os trabalhadores atuais financiam o capital para pagar
os aposentados de hoje. III – a afirmação III está correta. Os planos de previdência
complementar são facultativos e podem complementar os benefícios da Previdência
Social.
2. D. Justificativa: I – a afirmação I está correta. A Previdência Social tem teto máximo.
Em 2017, o valor máximo pago em benefício da Previdência Social foi R$ 5.839,45.
II – A afirmação II está correta. O valor acumulado na previdência privada dependerá
do valor que o investidor guardou durante toda a fase de acumulação de recursos e
dos rendimentos que incidiram sobre esse montante. III – a afirmação III está correta.
Todo trabalhador com carteira assinada que presta serviços de natureza não eventual
a empregador, mediante recebimento de salário, contribui obrigatoriamente para
o INSS.
3. A. Justificativa: As contribuições realizadas em determinado ano podem ser deduzidas
da base de cálculo do IR na Declaração de Ajuste Anual, observado o limite de até
12% da renda bruta anual tributável.
4. C. Justificativa: No VGBL o valor das contribuições não é dedutível na Declaração
de Ajuste Anual. Quando do pagamento do benefício ou resgate, a alíquota do IRRF
incidirá sobre a diferença entre o valor recebido e o valor aplicado (rendimento), sendo
adotado o regime de tributação conforme a opção do contribuinte.
5. B. Justificativa: O regime de tributação regressivo (definitivo) é irretratável e por
esse motivo não pode ser feita a portabilidade para um plano de regime progressivo.
6. B. Justificativa: É vedada a portabilidade (transferência) de recursos entre
diferentes participantes.

7. C. Justificativa: Renda mensal temporária consiste em uma renda paga temporária e
exclusivamente ao participante. O benefício cessa com o falecimento do participante
ou o fim da temporariedade contratada, o que ocorrer primeiro.
8. A. Justificativa: A renda mensal por prazo certo consiste em uma renda mensal a ser
paga por prazo pré-estabelecido ao participante/assistido. Na proposta de inscrição,
o participante indicará o prazo máximo, em meses, contado a partir da data de
concessão do benefício, em que será efetuado o pagamento da renda. Se durante o
período de pagamento do benefício ocorrer o falecimento do participante/assistido
antes da conclusão do prazo indicado, o benefício será pago ao beneficiário (ou aos
beneficiários) na proporção de rateio estabelecida pelo período restante do prazo
determinado. O pagamento da renda cessará com o término do prazo estabelecido.
9. C. Justificativa: O VGBL e o PGBL são bastante semelhantes e diferem basicamente em
função do benefício fiscal e da base de cálculo do IR no momento do resgate do plano.
10. B. Justificativa: Os PGBL e VGBL são estruturados como fundos de investimento,
não adotam remuneração fixa e não há garantia de rendimentos.
11. B. Justificativa: O órgão que fiscaliza os planos de previdência complementar
aberta é a Susep.
12. B. Justificativa: A taxa de carregamento é o percentual incidente sobre as contribuições
pagas pelo participante para fazer face às despesas administrativas, às de corretagem
e às de colocação do plano. Essa taxa poderá ser cobrada quando do pagamento
das contribuições.

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