Por que felicidade?


Todos queremos viver vidas felizes e satisfatórias, e desejamos que as pessoas que amamos também sejam felizes. Então, felicidade é algo importante para todos nós.

A felicidade se refere a nossas vidas como um todo: inclui os sentimentos passageiros que vivenciamos todo dia e também nossa satisfação em geral com a vida. É influenciada por nossos genes, tipo de criação e nossas condições externas, como saúde, trabalho e situação financeira. Mas a felicidade também é bastante influenciada por nossas escolhas: nossas atitudes internas, ou como abordamos nossas relações, valores pessoais e nosso senso de propósito.

Há muitas coisas na vida que importam para nós — incluindo saúde, liberdade, autonomia e realizações. Mas se perguntarmos por que elas importam, em geral conseguimos responder — por exemplo, “importam porque elas fazem as pessoas se sentir melhores ou mais capazes de aproveitar a vida”.

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Nossos genes e tipo de criação determinam 50% de nossa felicidade. Condições (como renda ou ambiente) afetam apenas 10%. 40% vem de nossas atividades diárias, relacionamentos e escolhas conscientes. Então, a boa notícia é que nossas ações podem fazer a diferença!

Mas se perguntarmos por que se sentir melhor importa, não há respostas. É evidente por si mesmo que isso é algo desejável. Nossa felicidade geral — como nos sentimos em relação a nossas vidas — é o que mais importa para nós.

Nos últimos anos tem havido avanços substanciais na ciência do bem-estar, com uma vasta gama de novas evidências sobre os fatores que afetam a felicidade e maneiras de medir isso de modo mais efetivo. Agora temos a oportunidade de utilizar essa evidência para fazer escolhas melhores e aumentar o bem-estar em nossas vidas pessoais, lares, escolas, ambiente de trabalho e comunidade.

As pesquisas mostram que precisamos de uma mudança de prioridades, tanto no nível social quanto como indivíduos. Felicidade e satisfação vêm menos de bens materiais e mais de relações humanas; menos do foco em nós mesmos e mais de ajudar os outros; menos de fatores externos fora de nosso controle e mais do modo como escolhemos reagir ao que nos acontece.

Veja nossa lista de indicações e referências para encontrar livros úteis que resumem as mais recentes descobertas científicas de modo acessível.

Qual deve ser nosso foco como sociedade?

Se concordarmos que todos os seres humanos consideram importante ter felicidade e não sofrer, então logo se segue que a melhor sociedade é aquela com o menor sofrimento e a maior felicidade.

Nessa base, a felicidade de cada um conta igualmente. Isso inclui a felicidade de todas as pessoas hoje vivas assim como as de gerações futuras. Então, é importante agir de modo a levar em consideração a felicidade de todos. Se pudermos concordar sobre isso, então avançamos um passo em direção a uma sociedade mais feliz.

A felicidade pode ser medida?

Em anos recentes foram feitas muitas pesquisas sobre como medir a felicidade e identificar os fatores que a afetam. O modo mais simples de medi-la envolve perguntar às pessoas como elas se sentem em suas vidas — a resposta sendo um fator chamado de “bem-estar subjetivo”. Uma pergunta típica é: “Considerando tudo, quão feliz você está?” — com possíveis respostas variando de 0 (extremamente infeliz) a 10 (extremamente feliz).

"Ganhamos a vida com o que obtemos, mas ganhamos nossa vida pelo que doamos" -- Winston Churchill
“Ganhamos a vida com o que obtemos, mas construímos nossa vida através do que doamos” — Winston Churchill

Embora seja um fenômeno subjetivo, medido usando os depoimentos das próprias pessoas sobre sua experiência de vida, agora há evidências crescentes de que nossas experiências subjetivas têm uma realidade objetiva. Por exemplo:

  • A felicidade auto-reportada se correlaciona bem com medições corporais como pressão sanguínea, batimento cardíaco e reações do sistema imunológico.
  • As respostas das pessoas também se correlacionam com atividade cerebral — por exemplo, sentimentos positivos estão ligados à atividade eletroquímica no lado esquerdo do cérebro, e negativos no lado direito.
  • As respostas também correspondem ao que opiniões independentes fornecidas por amigos e famílias informam.

Filosofia da felicidade

A ideia de que felicidade importa é bem britânica em sua origem moderna. No século 18, o filósofo escocês Frances Hutcheson foi a primeiro o descrever a melhor sociedade como sendo a que tem “a maior felicidade do maior número” de pessoas.

Ideias similares foram expressadas por seus amigos Adam Smith e David Hume. Mas o gênio que levou a ideia bem mais adiante foi Jeremy Bentham, o advogado inglês que inspirou tantas das reformais legais e sociais do início do século 19. No final do mesmo século, a ideia foi poderosamente re-expressada por John Stuart Mill.

Ela também estava amplamente difundida em outros países. A ideia foi expressada por muitos dos intelectuais franceses do século 18 e por reformistas italianos como Beccaria. E fincou raízes profundas no Novo Mundo, onde Thomas Jefferson argumentou que “cuidar da vida humana e da felicidade… é o único objetivo legítimo de um bom governo”. Jefferson também elaborou as frases clássicas na declaração de independência americana sobre a vida, liberdade e a busca pela felicidade.

A filosofia da felicidade continua a ter influência profunda até hoje, tanto em círculos intelectuais quanto em discussões do dia-a-dia sobre o que é certo e errado. A maioria daqueles que a defendem hoje se preocupam não apenas com a média de felicidade, mas também com felicidade desigual: eles consideram mais importante reduzir o sofrimento do que aumentar a felicidade (embora ambos sejam desejáveis). Sobre as críticas a essa teoria da felicidade, leia o texto Respostas aos céticos.

Leia mais:
- 20 fatos sobre a felicidade
- Respostas para os céticos

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