Introdução ao Mercado de Derivativos


Os instrumentos de investimentos estudados até aqui são chamados de ativos financeiros.
A partir de agora, estudaremos os instrumentos de investimentos que derivam de um
ativo – por isso o nome “derivativo”.
Esses instrumentos possibilitam que o investidor tenha acesso a um ativo, via de regra,
com outro ativo ou até mesmo por uma fração do preço do ativo objeto. O objetivo de um
derivativo é a transferência de risco. Quando um investidor procura se proteger de algum
risco específico, ele contrata um derivativo que o manterá posicionado com a proteção.
Achou complicado? Calma, explico melhor cada um desses instrumentos. Antes, porém,
deixe-me explicar quais são os tipos de derivativos e seus agentes.

Tipos de derivativos:
⯀ Derivativos agropecuários: têm como ativo objeto commodities agrícolas, como
café́, boi, milho, soja e outros;
⯀ Derivativos financeiros: têm seu valor de mercado referenciado em alguma taxa ou
índice financeiro, como taxa de juros, de inflação, de câmbio, índice de ações ou outros;
⯀ Derivativos de energia e climáticos: têm como objeto de negociação energia elétrica,
gás natural, créditos de carbono e outros.
Tipos de transações no mercado de Derivativos
⯀ Mercado de Swap;
⯀ Mercado a Termo;
⯀ Mercado de Opções;
⯀ Mercado Futuro.

Participantes (players)
⯀ Hedger: opera nesse mercado buscando proteção contra oscilações de preços dos
ativos;
⯀ Especulador: assume o risco da operação com o objetivo de auferir ganhos com
a oscilação dos preços;
⯀ Arbitrador: obtém vantagens financeiras em função de distorções nos preços do
ativo nos diferentes mercados.
Agora que já temos uma introdução sobre os contratos, tipos de derivativos e os players
desse mercado, trarei um exemplo tangível para ajudar na sua compreensão.
Imagine que você é um produtor de milho e irá começar uma plantação hoje. A colheita
do milho se dá entre 90 e 100 dias. Entre seus custos, você tem sementes, insumos, arrendamento
da terra, funcionários, colheita, armazenagem e transporte até a trading que vai
exportar seu milho. Esse custo total é de R$ 40,00 por saca de milho – assim, para que
você obtenha lucro, é necessário que venda o milho por R$ 50,00 a saca.

Acontece que, assim como você, existem milhares de outros produtores mundo afora
com o mesmo objetivo. Se, por qualquer razão, tivermos uma supersafra de milho, o
preço da saca pode cair e você terá de vender sua saca por R$ 30,00, amargando um
prejuízo de R$ 10,00 por saca.
O que você, que “manja dos paranauê” do mercado, pode fazer? Nesse caso, você pode
vender um contrato futuro de milho na B3. Assim, você trava o preço de R$ 50,00 hoje e,
aconteça o que acontecer no mercado, você vai ter resultado financeiro de R$ 50,00 por saca.
O que temos aqui? Um contrato de derivativo agrícola onde você fez um hedge (proteção)
de sua posição de milho.
Agora, troque a produção de milho por uma dívida em dólar. Nesse caso, como você precisa
pagar algo em dólar no futuro, você deve comprar um contrato futuro de dólar.
Podemos, de outro modo, trocar a dívida em dólar por ações da Petrobrás, que estão com
tendência de queda de preço. Nesse caso, você pode comprar uma opção de venda das
ações para garantir seu lucro.

O que quero enfatizar com esses exemplos é que os derivativos, de um modo geral, são
usados para proteção contra a queda ou alta de preços dos ativos. Agora, estamos aptos
para entender de fato cada um dos contratos.

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