Restrições do investidor: idade, horizonte de investimento, conhecimento do produto e tolerância ao risco


 

Dentro da proposta de uma conduta ética que visa zelar pela relação de longo prazo
com os clientes, o sistema financeiro e seus profissionais devem, independentemente
de qualquer imposição regulatória, calibrar as recomendações que fazem aos clientes a
necessidades, anseios e limitações deles.
Nesse sentido, importa analisarmos quatro variáveis comuns a qualquer cliente: idade,
horizonte de investimento, conhecimento do produto e tolerância ao risco.
⯀ Idade: para uma recomendação assertiva de um produto de investimento, levamos
em consideração a idade do investidor. Um jovem que está em fase de acumulação
de capital e tem renda ativa, teria mais disposição a assumir alguns riscos
que um senhor de 80 anos, aposentado.
⯀ Horizonte de investimento: a palavra “horizonte” em nosso mercado pode ser traduzida
por “tempo”. Por isso, horizonte de investimento seria o tempo que o investidor irá
precisar do seu recurso. Se o investidor está investindo recursos para uma viagem que
acontecerá em 3 meses, não se pode alocar os recursos desse investidor em produtos
com vencimento mais longo e sem possibilidade de resgate. Ao passo que um investidor
jovem que investe para sua aposentadoria, que está programada para acontecer em 30
anos, estará mais disposto a assumir um produto de investimento com vencimento maior.
⯀ Conhecimento do produto: não se pode esperar que o cliente tenha um conhecimento
prévio do produto que está adquirindo. No entanto, espera-se que você, enquanto profissional
do mercado financeiro certificado pela ANBIMA, informe ao cliente todas as
condições do produto. Em razão disso, é inadequado sugerir produtos de maior complexidade
para clientes com conhecimentos e experiência de investimentos limitados.
⯀ Tolerância ao risco: eu tenho pavor de altura e, por isso, pular de paraquedas é uma
experiência que eu não recomendo. No entanto, essa adrenalina pode fazer muito bem
a algumas pessoas. No mercado financeiro a lógica é a mesma. Ao passo que alguns
investidores têm um apetite maior para produtos mais arrojados, temos investidores
que são conservadores e não estão dispostos a assumir riscos com investimentos

Para ajudar no mapeamento do investidor e ser uma ferramenta importante na adequação,
à CVM, através da instrução normativa 539, vai regular a análise do perfil do
investidor, tema do nosso próximo tópico.

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