Heurística da Representatividade


A heurística da representatividade afirma que as pessoas avaliam a probabilidade de um
evento “B” pelo nível em que um evento “A” se assemelha de “B”. Um exemplo dado por
Tversky e Kahneman (1974) ajuda na compreensão desta heurística:
Representatividade é a tendência em utilizar estereótipos para realizar julgamentos.
Considere um indivíduo que é muito tímido e retraído, está sempre pronto a ajudar, porém
possui pouco interesse nas pessoas e no mundo a sua volta; ele é tranquilo e organizado,
tem necessidade de ordem e estrutura, e uma paixão por detalhes. Além disso, podemos
supor que este indivíduo é engajado em uma profissão específica.

Dessa forma, com base nas características do indivíduo, as pessoas tendem a imaginar a
possível profissão dele utilizando o estereótipo de diversas profissões (como por exemplo,
físico, matemático, bibliotecário, vendedor, médico ou fazendeiro). Contudo, utilizar esta
abordagem de julgamentos de probabilidade pode conduzir a sérios erros, pois a similaridade
(ou representatividade) não é influenciada por diversos fatores que deveriam afetar
um julgamento de probabilidade.
Em outras palavras, representatividade é a tendência em utilizar estereótipos para realizar
julgamentos. Um exemplo desta heurística no campo das finanças é crer que o desempenho
brilhante de uma organização no passado é “representativo” de um desempenho
geral que a empresa continuará a obter no futuro (Boussaidi, 2013).

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