Finanças pessoais


Falamos durante este módulo sobre perfil do investidor e, como podemos deduzir, ser
investidor é somente para os agentes superavitários, isto é, para quem tem dinheiro
sobrando. O ponto é que nosso papel, enquanto profissional certificado ANBIMA, vai
além da recomendação de investimento: vai também de encontro à propagação da
educação financeira na sociedade.

Quanto melhor for o nível de educação financeira, mais agentes superavitários teremos.
Ou seja, você tem o papel de, através da educação financeira, ajudar os agentes deficitários
a se tornarem agentes superavitários.
Podemos resumir as finanças pessoais em três etapas:
1. A elaboração de um balanço patrimonial pessoal: nesse balanço devem constar
os ativos (direitos, propriedades e aplicações financeiras) do indivíduo (ou da
família), bem como os passivos (dívidas). Se o saldo dos ativos for maior que o saldo
dos passivos, essa pessoa possui um patrimônio líquido positivo. O contrário, se
o indivíduo possuir mais passivos que ativos, representa um patrimônio líquido
negativo. Ainda sobre a elaboração do balanço pessoal, é importante mensurar o
índice de endividamento pessoal. Basicamente, ao dividir os passivos pelos ativos,
chegamos ao índice de endividamento pessoal;
2. Elaborar um fluxo de caixa: o fluxo de caixa deve apontar as receitas e despesas
correntes do indivíduo (ou família). Do lado das receitas, o fluxo de caixa deve mostrar
a renda com o trabalho assalariado, os rendimentos (juros e dividendos) obtidos com
aplicações financeiras, as distribuições de lucro de empresas das quais o indivíduo seja
sócio e quaisquer outras rendas recebidas. Do lado das despesas, o fluxo de caixa deve
incluir todos os gastos pessoais ou familiares em itens como aluguel, mensalidades
de escola, transporte, prestação de financiamento de veículo ou de imóvel, plano de
saúde, alimentação e quaisquer outras saídas de caixa relevantes. Se as despesas
superarem as receitas, o agente econômico é deficitário; se as receitas forem maiores
que as despesas, o agente econômico é superavitário;
3. Elaborar um orçamento doméstico: Este orçamento é bastante parecido com a
etapa anterior, mas o foco aqui é no futuro, e não no passado ou no presente. É com
base neste orçamento que o planejamento financeiro pessoal pode, efetivamente,
acontecer. As informações sobre receitas e despesas do passado e do presente
subsidiam a elaboração desse orçamento, mas cabe ao indivíduo e à família definir
como pretendem lidar com suas finanças dali em diante. Somente diante de informações
claras sobre a sua situação financeira – incluindo o cálculo do patrimônio
líquido, a elaboração do fluxo de caixa de receitas e despesas mensais bem como a
criação do orçamento doméstico – é que o indivíduo poderá enxergar o caminho a
ser seguido caso deseje se tornar um agente econômico superavitário ou acelerar
a sua poupança para a realização de investimentos e geração de renda por meio
de aplicações financeiras.

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