RUBOR FACIAL E ERITROFOBIA


Rubor facial

O fato de uma pessoa ficar com o rosto vermelho diante de uma situação que gere ansiedade ou nervosismo não significa necessariamente timidez. O rubor facial excessivo pode ocorrer por disfunção do nervo do sistema nervoso autônomo (SNA) que se localiza dentro do tórax.  A dilatação dos vasos sanguíneos causada por neurotransmissores liberados pelo SNA, de forma involuntária (ou seja, não é possível controlar ou deter a vermelhidão) pode provocar o rubor facial excessivo.  O mal estar pode ser generalizado, pois além da sensação de calor, queimação e formigamento que precede e acompanha o rubor, há sintomas sistêmicos como taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), taquipnéia (respiração acelerada), dificuldade de concentração e ansiedade excessiva.

Cerca de 0,2% da população mundial sofrem com o rubor facial por disfunção do sistema nervos autônomo. Há uma maior incidência em elementos da mesma família e caucasianos ( povos de origem européia, de pele clara). O rubor facial em excesso pode ocorrer sozinho ou pode também ser um dos sinais de hiperidrose, ou seja, do suor excessivo. Exercícios físicos, fatores emocionais, (como momentos de ansiedade), ingestão de álcool, uso de alguns medicamentos e aditivos alimentares, são os fatores precipitantes mais comuns.

O rubor facial desencadeado por algumas situações, como interações públicas ou situações constrangedoras em que ficamos envergonhados e que acontece poucas vezes em nossa rotina é considerado normal. A menopausa também pode causar ondas de calor e vermelhidão, o que não caracteriza rubor facial. Doenças crônicas da pele, como a rosácea, pode levar a eritema (vermelhidão) na face, porém não é um tipo de rubor facial.

Eritrofobia
É o sentimento de medo ou pânico de ruborizar-se diante de uma situação que gere ansiedade ou situação constrangedora. É um subgrupo de fobia social, onde o mal estar ou a vergonha da pessoa ruborizar-se é tão alta, que a leva a evitar diversas interações sociais, como trabalho, atividades físicas ou circunstâncias que que possam estimulá-lo a corar.  Na eritrofobia o indivíduo vê o estado de rubor de forma negativa, interpretando que outras pessoas também o vejam negativamente, sentindo que a situação pode trazer más consequêencias ao indivíduo. Os sentimentos negativos antecipatórios, aumentam as probabilidades que o rubor apareça e se intensifique.

Tratamento do rubor facial:  Pode ser amenizado ou curado através do bloqueio cirúrgico de gânglios da cadeia simpática ou por meio de medicamentos orais.

Tratamento da eritrofobia:  Acompanhamento psicológico é importante, podendo haver necessidade de medicamentos orais para controlar esta fobia social.

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