KARMA – A ORIGEM DA DOR


 

 

O Karma, termo que tem origem na palavra sânscrita “Karman”, possui o significado de destino imutável. De acordo com o texto, o conceito de Karma é abordado sob diversas perspectivas. Partindo-se da premissa que o Karma é o resultado acumulado de várias atrações e aversões em muitas existências, depreendemos que sua finalidade é o aperfeiçoamento gradual do espírito. Dessa forma, cada indivíduo recebe a oportunidade de entrar em contato com seus elos kármicos, para então ir se depurando em busca da eliminação do Karma e sua consequente evolução. Para atingir essa finalidade são necessárias muitas fases e acontecimentos adquiridos em muitas vidas.

Em uma perspectiva lógica, o Karma representa uma equação na qual ele será a soma de todas as atitudes e sofrimentos causados a terceiros, logo a principal verdade a ser extraída do Karma é que a pessoa receberá tudo aquilo que ofertou e em medida proporcional. Por meio de boas atitudes, esclarecimento e caridade é possível que o Karma seja amenizado, mas ainda assim todos receberão proporcionalmente ao que ofertaram.

Devemos compreender que o Karma não é ocasionado apenas pelo ódio, pois muitas vezes o amor exacerbado que causa dependência e sofrimento pode ser um fator gerador de Karma, porque todos os sentimentos que são incorretamente canalizados podem acumular energia prejudicial. Daqui podemos tirar a lição de que devemos controlar nossos sentimentos de modo que sejam sempre voltados para o bem maior, nosso e de nossos semelhantes, pois tudo que é desmedido, por mais que não tenhamos consciência, pode ser maléfico.

O Karma na perspectiva energética representa o acúmulo de massa fluídica energética composta pela carga de nossos sentimentos. Em sua forma mais gravosa pode acarretar doenças, castigando o corpo físico e até mesmo influenciando em doenças psicológicas como a depressão, desregulando a sexualidade e ainda influenciando a vida financeira das pessoas. Vemos assim que o Karma pode influenciar diversos setores da vida.

Podemos entender o Karma também como a distância que nos separa de Deus. Diante da eterna sabedoria e condescendência do Pai Maior, o Karma sempre poderá ser modificado, ou seja, não estamos fadados a sofrer a amargura do Karma sem possibilidade de revertê-lo ou amenizá-lo. Através do exercício eficiente de nossas escolhas por meio do livre-arbítrio, a modificação do Karma é possível, o resultado será transformar o sofrimento em aprendizado. O Karma nunca é facultativo, não sendo dado o direito de escolha aos homens entre escolher ou não passar pelo Karma. Cada ser por mais sofrido e injustiçado que pense ser deverá sempre servir a Deus e aos seus semelhantes na caridade, pois ao servir se aproxima do Pai e tem uma chance de modificar o seu Karma e se aproximar de Deus. Se um indivíduo não aceita seu Karma e não extrai nenhum aprendizado dele é bem provável que ele se repita na experiência em outra vida para que então o obstáculo seja superado.

Ainda em vida, o espírito, por meio da dor, expurga o sofrimento necessário para a depuração espiritual. A dor, física ou espiritual, é sempre um processo de purificação pelo qual se realiza a eliminação kármica necessária ao espírito que se contaminou. O homem ao sentir dor se assusta e sua alma se abate diante de algo que não pode compreender. A dor espiritual é muito semelhante à dor dos exercícios físicos. Ela é um alerta. Vem para avisar que o Karma está ativado, que há algo a aprender ou experimentar, mostrando que a depuração está ocorrendo.

A ideia de que cada sofrimento depura a alma está correta, mas a ideia de total entrega à dor já não é completamente válida. Todos possuem capacidades materiais, habilidades mentais e força espiritual para mudar qualquer Karma. Muitas vezes, a dor é experimentada pela resistência às mudanças que são necessárias. Outras vezes, a dor é apenas piedade de si mesmo, um sentimento negativo, pois gera facilmente a acomodação para quem sofre à espera da ajuda de alguém, quando deveria estar buscando em si mesmo as soluções. O homem perde a capacidade de usar os recursos mentais que o ajudariam a sair do sofrimento causado pela solidão, pela frustação, pela perda ou por qualquer outro fator negativo que o acometa.

A dor deve ser entendida sempre como um alerta que ajuda a acordar o espírito adormecido, avisando-o de que é hora de trabalhar para se desenvolver. É a perda daquilo que se possuía: família, casa, nome, dinheiro, sucesso. O mau uso das condições favoráveis também gera Karma, e pela sua perda, o consequente sofrimento provoca a dor. Toda pessoa que está envolvida pelo Karma tem ajuda espiritual para superar o obstáculo e poderá receber instruções de guias espirituais para ser esclarecida a respeito de sua situação. Dentre os tipos de reencarnação, a espécie de reencarnação da dor é uma das mais complexas e a que mais necessita de apoio para sua superação. A ajuda pode vir em forma de exemplos, lutas diárias, conselhos, gestos e demonstrações de amor.

Todo Karma recebido deve ser visto como uma lição a ser aprendida por nós mesmos, pois sendo assim nenhum sofrimento terá sido em vão. Não aprender com a dor, como por exemplo, a perda de familiares, dinheiro, sucesso, casa é sofrer sem razão, é perder um tempo de vida que poderia estar sendo usado para o desenvolvimento do espírito.

Quanto mais uma pessoa está em um caminho onde ela planta rosas e flores, a decoração será linda, apesar de algumas tempestades e tropeços. Plantemos o bem, semeemos o bem. Dizemos o bem, que com um tempo indeterminado a ascensão irá surgir e finalmente juntos, poderemos evoluir.

O sacrifício do Mestre Jesus, que por um ato de amor se deixou crucificar, pode e deve servir como exemplo e amparo para todos aqueles que julgam que estão sofrendo mais do que deveriam e/ou poderiam suportar. Absolutamente tudo que vem do Karma é planejado para nossa evolução espiritual. Desta forma, todos recebem a parcela de situações kármicas com as quais podem lidar. Sem injustiças.

Atenção, porém, aos efeitos do Karma. Nem tudo o que nos acontece na vida é Karma. Não devemos usar o Karma como “bode expiatório” para todas as nossas dificuldades e dores. Não podemos nos acomodar e imputar ao Karma a culpa por tudo. Muitos dos nossos sofrimentos são provocados por preguiça e inércia, que podem parecer inofensivas, mas são motivos de acumulação de Karma. Se uma situação se repete em nossas vidas devemos verificar onde estamos errando, ou melhor, repetindo o erro, isso porque uma das características do Karma é repetir a lição, nessa encarnação, ou no futuro, tantas vezes quantas forem necessárias, até que a lição seja aprendida em toda a sua totalidade. Sofrer sem aprender a lição é perda de tempo, um tempo valioso onde o encarnado poderia se adiantar enormemente em sua evolução.

As existências mais atribuladas são evidência de que o Karma está sendo eliminado mais intensamente, o que apesar de causar dor no presente é motivo para satisfação e alívio futuro. Tudo o que vem através do Karma é para a evolução espiritual. A alma que se libertou do Karma usa seus efeitos como um impulso para avançar mais rapidamente. Livre da confusão mental e do sofrimento consegue mudar o padrão dos seus pensamentos e enxergar além das ilusões, medos e fantasias que tantos atrasos causam a este mundo. Assim, a alma livre pode finalmente manifestar suas qualidades divinas e seguir o caminho para ela criado por Deus.

Diante dos argumentos apresentados na leitura, partindo-se da premissa que o Karma é o resultado acumulado de várias atrações e aversões em muitas existências, depreendemos que sua finalidade é o aperfeiçoamento gradual do espírito. Dessa forma, cada indivíduo recebe a oportunidade de entrar em contato com seus elos kármicos, para então ir se depurando em busca da eliminação do Karma e sua consequente evolução.

Para atingir essa finalidade são necessárias muitas fases e acontecimentos adquiridos em várias vidas…

 

Trabalho dos Irmãos do 4º Grau 2016:

Anastácia Fifas, Anna Luiza Lima Nascimento, Carlos Eduardo Coutinho, Marlúcia de Fátima Fernandes Cordeiro e Sophia Rodrigues Laranja, com base no livro Karma, a Origem da Dor, de Celina Fioravanti, Editora Pensamento.

[*clique aqui e volte ao menu anterior*]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s