Favelas do RJ se mobilizam para combater o coronavírus


Por Jornal Nacional

 


Favelas do RJ se mobilizam para combater o coronavírus

Favelas do RJ se mobilizam para combater o coronavírus

No Rio de Janeiro, há 61 casos suspeitos de coronavírus em comunidades carentes e um confirmado na Cidade de Deus.

Para conter a proliferação da doença, voluntários estão indo de porta em porta para oferecer ajuda.

O primeiro caso confirmado de Covid-19 em comunidades do Rio de Janeiro foi registrado na Cidade de Deus. Há 61 casos suspeitos em 16 favelas da cidade; 19 deles na Cidade de Deus, o que preocupa autoridades e moradores, que começaram a se mobilizar.

O objetivo é disseminar informações que ajudem a conter a Covid-19.

“A única forma de reduzir o risco de infecção pelo coronavírus é a higiene pessoal e o distanciamento pessoal. Tem que lavar as mãos com água e sabão e fazer a higiene com álcool em gel quando possível”, explica Mário Dal Poz, médico e professor da UERJ.

Carros de som para todos os lados. Cartazes, faixas e campanhas de doações. Na Cidade de Deus, fazem arrecadações de objetos e itens de higiene pessoal. “Sociedade civil está fazendo esse papel. Tem procurado fazer esse papel desde que o processo começou, mas é preciso que o poder público entre de maneira massiva e dê respostas”, afirma Eliana Silva, do Redes da Maré.

Em São Gonçalo, Douglas, que apareceu no Jornal Nacional sexta-feira passada (20), recebeu doações nesta segunda-feira (23). A entrega é feita sem contato físico. As sacolas são higienizadas com álcool e os sabonetes deixados nos muros das casas de quem precisa.

“A gente está mantendo essa fila aí com mais ou menos dois metros de distância um do outro. Vamos higienizar a cesta que você vai pegar”, conta.

Na Rocinha, kits para higiene pessoal com sabão líquido e em barra estão sendo distribuídos em todas as casas da favela. As residências onde vivem idosos estão sendo marcadas com um cartaz. “Isso é para os mais jovens ajudarem os mais velhos”, fala a voluntária Jaqueline Neves.

Na maior favela da cidade, onde moram mais de cem mil pessoas, ruas estavam vazias. Está quase todo mundo em casa.

Aos 76 anos, dona Maria do Socorro se movimenta: ocupa o tempo, criou uma rotina agitada: “Meu filho, tem tanta coisa para a gente fazer. Eu arrumo, costuro, faço comida para mim e minha filha que ela trabalha. Tudo eu faço.”

Tempos difíceis que o pintor de paredes Reinaldo Soares encara com serenidade: “Se deus quiser. Atravessei tantas na vida!”

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