5 coisas que aprendi com apenas UM capítulo de ‘A sutil arte de ligar o foda-se’, de Mark Manson — Parte 1


Amanda Araujo

Amanda Araujo

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Mar 13, 2018 · 4 min read

Uma pequena introdução sobre como tenho sido uma péssima leitora… se você é mais objetivo pule para o meio do texto agora

De uns tempos para cá, ando deixando a desejar quando o assunto é leitura. Sempre gostei muito de ler e era visitante assídua da biblioteca municipal — se procurar meu nome vai encontrar meu registro por lá — e das bibliotecas da escola onde cursei os longos anos de ensino fundamental e médio. Por alguma razão desconhecida e absurda, perdi esse hábito e confesso que existem livros que ganhei de aniversário que até hoje não li.

Ano passado comprei um Kindle com a mágica sensação que voltaria ser a leitora das leitoras. Pobre presunção. Devo ter lido uns 4 livros inteiros ao longo de quase 18 meses, enquanto o tio Mark Zuckerberg, termina um a cada duas semanas. Mas se soubermos aproveitar as oportunidades e boas companhias de conversa, surgem recomendações de livros que você começa e não quer parar mais, é o caso do avulso ‘A sutil arte de ligar o foda-se’, de Mark Manson.

Segunda confissão do texto: comecei o livro hoje e li apenas um capítulo, mas minha animação com o que li me fez correr aqui e registrar o que já aprendi. Aproveitando uma das minhas metas de voltar a escrever mais, resolvi não procrastinar e aqui estou.

Agora sim o que eu aprendi com apenas um capítulo

“… você se preocupa tanto em fazer a coisa certa o tempo todo que começa a se preocupar com seu nível de preocupação. Ou se culpa tanto por seus erros que começa a ficar culpado por carregar tanta culpa. Ou se sente triste e sozinho com tanta frequência que só de pensar nisso acaba triste e sozinho mais uma vez.”

1. Como o óbvio não parece o óbvio

Meu Deus, como assim eu não tinha parado para pensar nisso? Parece tão óbvio quando paramos para analisar, mas na correria do dia a dia e da vida continuamos errando na mesma coisa e só aumentando aquilo que mais queremos nos livrar e que se pudéssemos gostaríamos de nunca sentir.

Em outro trecho parecido, o autor diz: “Ficamos mal por estarmos mal; nos culpamos por nos culparmos. Ficamos irritados com a nossa irritação e ansiosos com a nossa ansiedade. Qual é o seu problema?

“Nossa crise não é mais material; é existencial, espiritual. Temos tanta tralha e tantas oportunidades que nem sabemos mais o que realmente importa.

2. Não sabemos mais o que realmente importa, e isso é ruim cara, muito ruim

Quantas vezes você já pensou que algo material fosse preencher alguma “falta” recorrente na sua vida? E quando digo material nem me refiro a algum objeto tipo o iPhone do ano ou aquele carro dos sonhos. Vou além, acho que coisas como “um emprego x”, “um salário y”, “um cargo de gerência” e tantas outras coisas que não são a primeira vista ‘materiais’ que insistimos em perseguir sem saber bem o por quê, só perseguimos por pura vaidade e ainda por cima vaidade dos outros e não porque é um objetivo seu, um gosto seu, um sonho só seu.

“… ao mesmo tempo que temos infinitos meios de ver e aprender coisas novas, temos também infinitos meios de descobrir que não estamos à altura das expectativas, que não somos bons o suficiente, que nossa situação não é satisfatória quanto poderia ser. E isso nos corrói por dentro.

3. Nossos fontes para comparações estão muito distorcidas e isso está acabando com as pessoas

A internet veio para revolucionar a comunicação e as relações humanas, eles disseram. E claro que veio, quanta coisa boa surgiu desde então mas ao mesmo tempo — e como resultado de qualquer coisa nessa vida — veio também um lado obscuro e ruim: começamos a achar que a grama do vizinho ou daquele youtuber com 8 milhões de seguidores é muito melhor que a minha vida de 200 seguidores, dos quais devo ter falado de verdade com 80 e ter amizade com 6.

Constantemente somos colocados em uma posição que nos mostra que não somos bons o suficiente, porque sempre tem alguém com uma vida mais incrível que a minha, um namorado mais perfeito que o meu, uma viagem mais dos sonhos do que meu passeio em família para Parisbuna. Mas quer saber? F***-se, diz aqui no livro.

“O desejo de ter mais experiências positivas é, em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiência negativa é, em si, uma experiência positiva.”

4. Praticar a”Lei do Esforço Invertido”

O filósofo Alan Watts tinha a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo, mais insatisfeitos ficamos, “pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos”.

“Tudo que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele.”

5. Montar meu ‘Hall da Fama do Foda-se”

“Esses momentos em que jogamos tudo para o alto são os mais decisivos na vida. As maiores guinadas na carreira; a decisão espontânea de largar a faculdade e formar uma banda de rock; a iniciativa de finalmente dar um pé na bunda daquele namorado parasita”

Tem nem o que dizer, gente. A verdade está aí. Observe as guinadas que teve na vida e veja se automaticamente não têm relação com algum acionamento espontâneo do botãozinho F***-se.

“… escolher o que é importante e o que não é, com base em seus valores pessoais.”

É meus amigos, foi só um capítulo e já levei 5 tapas com luva de pelica. Convido você a fazer o mesmo hahaha

14 claps

Amanda Araujo

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