OBRA DE DEUS OU ACASO DO DESTINO?


Como seres humanos, procuramos consciente e inconscientemente colocar as coisas em ordem. Tudo tem que ter nexo para nos sentirmos bem. O fato de não entendermos algo nos deixa extremamente incomodados. Quando isso acontece gastamos energia (pensando, filosofando, rezando, etc.) para compreender e acalmar nossa alma. Se não conseguimos, colocamos estas “coisas” em uma área (caixa preta) do cérebro destinado a “Deus” ou ao “Destino”.

O fato é que uma parte de nós deseja um mundo previsível, lógico, simples e sem grandes surpresas. Esta parte está preocupada em manter as coisas como elas são e como elas estão, e economizar energia (lei dos menores números). Criamos hábitos, costumes e tradições para isso. Mas existe outro lado eternamente insatisfeito que quer inovações, mudanças, adrenalina e fortes emoções. Este é o lado “jovem e adolescente” do nosso cérebro que não se preocupa com os riscos.

A verdade é que o mundo dentro e fora de nossas mentes é um caos. Temos dificuldades em nos concentrar, não conseguimos definir o que pensamos, o que queremos ou o que sonhamos. Tudo é regido pela teoria da aleatoriedade. Essa palavra é comumente utilizada para exprimir a quebra de ordem, de propósito, de causa, ou previsibilidade em uma terminologia não científica. Um processo aleatório é o processo repetitivo cujo resultado não descreve um padrão determinístico, mas pode seguir uma distribuição de probabilidade.

De acordo com diversas interpretações da mecânica quântica, fenômenos microscópicos são aleatórios. De acordo com a teoria da relatividade, fenômenos mega macroscópicos também são aleatórios. Não estamos preparados para o mundo das “coisas” muito pequenas e também não estamos preparados para as “coisas” muito grande.  Segundo o físico Leonard Mlodinow nossa vida também é regida por fenômenos aleatórios. Mas então, porque é que temos essa necessidade de ordenar as coisas?

Vivemos constantemente comparando o que está acontecendo, com o que já aconteceu, e assim imaginando o que irá acontecer. Administramos o tempo comparando o presente, com o passado e assim tentando imaginar e prever o futuro. Tudo isso consumindo energia, procurando encontrar as respostas. Consumindo muito mais energia. Como diz um amigo: “desejamos a vida eterna, mas não sabemos o que fazer no final de semana”.

Na verdade o que devemos que fazer é tentar avaliar o percentual de risco que estamos correndo nas análises das opções e nas decisões que fazemos, seja na simples escolha da marca do próximo refrigerante ou na mulher que tomamos como esposa para ser a mãe de nossos filhos. Tudo isso visando uma pseudo tranquilidade, em um mundo que só existe no nosso cérebro.

A grande questão da vida, é a luta constante em determinar o certo e o errado, em prever o futuro, em imaginar os cenários paralelos de nossas alternativas não vividas… Como se tudo isso fosse possível.

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