A vida no piloto automático


Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
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Uma das coisas mais perigosas na vida de qualquer pessoa é adentrar numa rotina em que ela se estagne no conformismo e no comodismo. Se o indivíduo ganha um salário razoável e não tem mais muitos objetivos de transformar mais suas relações, nem desafios para superar, ele tem grandes chances de levar a vida no “piloto automático”.

Para quem assistiu o filme ‘Click’, estrelado pelo ator Adam Sandler, deve se lembrar quando ele pede para que a sua vida adiantasse quatro meses para que conquistasse um objetivo que aspirava há algum tempo. Depois dos dias passarem “num piscar de olhos”, ele vê que nesse período ficou numa espécie de piloto automático, ou seja, o relógio da vida simplesmente andou, sem que ele vivesse ou apreciasse qualquer coisa que tenha acontecido nesse período. Fez o que estava programado para fazer e respirou nesse intervalo, simplesmente.

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Por mais que seja uma obra de ficção, muitas pessoas levam a vida dessa maneira. Não há necessariamente algo de errado com isso. Se o indivíduo está feliz e leva uma vida saudável, ele pode apreciar essa rotina. O problema é que muitas pessoas adentram o piloto automático por uma espécie de autodefesa, ou seja, o indivíduo está descontente, mas também não vê uma maneira de sair de uma determinada rotina, então, somente “empurra com a barriga”.

A sociedade capitalista nos impõe uma busca praticamente infinita em crescer na carreira profissional e conquistar cada vez mais altos salários e bens materiais. Quando se conquista algo, outro objetivo mais difícil surge e nem nos dá a oportunidade de apreciar o que conseguimos, afinal, será necessário mais fôlego ainda para conseguir alcançar o novo objetivo. Outros temem essas metas e esforços, que têm o seu lado positivo no sentido de transformar a vida das pessoas, então, preferem tolerar as adversidades do dia a dia.

Em tudo, é necessário um equilíbrio. Todos nós entramos no piloto automático algumas vezes. Então, é preciso fazer um balanço se esse tipo de situação nos acomoda ou nos prejudica, portanto, despertando a necessidade de fazermos alguma coisa para mudar o atual momento. Rotinas são inevitáveis, mas hábitos desgastantes precisam ser evitados, pois a nossa saúde vai sentir os efeitos mais para frente.


Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras

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