12 passos para quem quer alcançar a liberdade financeira


Apesar de ser o sonho de consumo de muitos, a independência financeira, infelizmente, não é um objetivo que será atingido por todos. Isso porque a liberdade financeira não é alcançada com os recursos provenientes do trabalho de uma pessoa.

Traduzindo: quanto maior a necessidade de trabalhar para pagar seu custo de vida, mais distante você estará da liberdade financeira que tanto sonha.

Isso em nada tem a ver com pobreza; apenas significa que o indivíduo está mais longe de alcançar a liberdade financeira quando não há outra fonte de renda que não seja o trabalho.

Na contramão dessa situação, liberdade financeira significa ser totalmente capaz de cobrir os custos de sustento com rendimentos que vêm de outras fontes que não seja a da força de trabalho. Essa é, sem dúvida, a definição mais próxima.

Quando existe independência financeira, o indivíduo faz o que quer com o seu maior ativo: o tempo. Ele não precisa vendê-lo em troca de dinheiro para pagar suas contas, por exemplo.

Confira 6 passos para alcançar sua liberdade financeira

1. Tenha um orçamento

Esse primeiro passo é essencial. Por isso, ele está aqui no topo. Um orçamento dá condições para você saber em qual degrau está sua vida financeira.

Você não precisa de um sistema muito elaborado para isso, apenas de uma planilha simples com três colunas, no máximo. Nesse controle devem constar absolutamente todas as entradas e saídas de dinheiro do seu orçamento, desde as despesas relativas a parcelas de um financiamento até os gastos com o cafezinho da tarde.

Muitas das pessoas que estruturam um orçamento acabam se assustando com a quantidade de gastos desnecessários e ganhos que só existiam na cabeça delas. Então, mãos à obra!

planilha-de-gastos-financeiros

2. Pague suas dívidas

Para parar de se afundar no poço, é preciso parar de cavar. É simples! Então, o segredo é: pague as atuais e não faça novas dívidas, ou seja, a primeira medida que deve ser tomada por quem está se afundando dia após dia por não conseguir honrar compromissos financeiros, é parar de fazer dívidas.

Pode não parecer muito coerente, mas separe uma pequena quantia para investir em sua liberdade financeira, mesmo que você esteja endividado. Você verá que são duas sensações muito diferentes: trabalhar para pagar dívidas e trabalhar pela sua liberdade. E, então, você escolherá qual sensação quer ter com mais frequência. Sim, é uma questão de escolha.

3. Enxugue custos

Enxugar os custos não significa passar por privações nem abrir mão das coisas que você gosta. É fazer escolhas, entendendo o que pode ficar para depois. Uma boa estratégia é criar uma lista, separando itens essenciais do que pode ser considerado um luxo.

Por exemplo: você não precisa abrir mão da TV por assinatura; você pode ficar com o pacote de R$145 e deixar o de R$400 para outro momento. A mesma lógica se aplica a outras situações. Sair com os amigos ou com a família é essencial; sair todo fim de semana é luxo e pode aguardar um pouco. Simples, não é mesmo?

Existem diferentes formas de fazer cortes no orçamento, como comprar com mais consciência, evitando compras por impulso, evitar desperdícios, pesquisar preços e condições de pagamento, planejar as compras com antecedência, comprar à vista, pedir desconto, entre outras.

A vida é feita de escolhas e isso também se aplica à vida financeira.

4. Defina seus objetivos

Trabalhar com objetivos definidos é essencial para ajudar na organização e para ter clareza do motivo de cada decisão do seu dia a dia. Para isso, comece desde a etapa mais básica, estabelecendo o valor do seu objetivo — por exemplo, quanto pretende juntar para se aposentar —, qual é a quantia que pode guardar por mês e quando deseja alcançá-lo.

Os objetivos precisam ser planejados no seu orçamento financeiro mensal e devem ser priorizados. Anote-os em notas autoadesivas e fixe-as em um lugar que veja com frequência, para ajudar a fortalecer sua intenção.

Aproveite e convide sua família para conversar sobre os objetivos e participar ativamente do processo, para que todos os integrantes busquem juntos a realização dos sonhos.

Não esqueça: seu comportamento financeiro muda quando você tem um objetivo e se compromete com ele. Logo, é preciso ter muita disciplina, foco e perseverança. Com um objetivo claro, você pensará duas ou mais vezes antes de gastar com algo que desvie você do caminho para alcançar o que tem em mente.

5. Plante um pé de dinheiro

Dinheiro não dá em árvore, mas é possível criar uma fonte de renda recorrente — aquela em que você emprega esforço e tempo uma única vez para estruturá-la e passa a caminhar por si só, sem que haja a necessidade constante da sua interferência.

Isso acontece muito no desenvolvimento de produtos digitais. Há um esforço inicial imenso para criá-los e divulgá-los. Porém, eles começam a caminhar sozinhos em algum tempo, sendo necessário que você faça manutenções em algumas áreas apenas uma vez ou outra.

Outra ideia de fonte recorrente é alugar um imóvel para terceiros. Nesse caso, o dinheiro entra sem que você precise empregar seu tempo. Outra opção é adquirir uma franquia e entregar a gestão do negócio a um administrador experiente e competente.

6. Crie uma fonte de renda extra

A orientação do passo 5 se resume à criação de uma fonte de renda recorrente. Ou seja, você está dormindo, viajando, cuidando da sua vida, e o dinheiro está entrando.

Agora, o assunto é fazer mais dinheiro. A renda extra é um passo importantíssimo, principalmente se você estiver endividado. Para acelerar o pagamento das suas dívidas, você pode pensar em um modo de levantar uma graninha a mais. Pode ser dar aulas particulares, traduzir textos, passear com cachorros, trabalhar com transporte executivo, entre outros.

Algo muito importante para colocar esse passo em ação é não se esquecer dos prazos. Caso contrário, você terá a dura sensação de estar trabalhando arduamente para pagar contas.

Então, você pode refletir e estabelecer, por exemplo, o seguinte: eu farei essa atividade por três meses para levantar o valor “x” do qual preciso. Esse valor pode ser tanto para pagar uma dívida quanto para juntar uma quantidade de dinheiro.

7. Poupe para investir

Seguindo as dicas de enxugar seus gastos mensais, agora você pode direcionar o dinheiro economizado para futuros investimentos. Defina metas de valores poupados mensalmente e adquira o hábito de automatizar depósitos para aplicar o valor estabelecido com a finalidade de atingir seus objetivos.

Lembre-se de que não existe liberdade financeira sem poupar e que você precisa passar por esse passo antes de começar a investir. Para isso, uma boa prática pode ser a de estabelecer um percentual da sua renda que será poupado.

Comece separando cerca de 10 a 15% do seu salário para fazer um investimento de longo prazo, que seja capaz de gerar retornos que superem a inflação com o passar do tempo.

8. Conheça o seu perfil de investidor

Tenha em mente que o que vale para uma pessoa pode não servir para outra. Portanto, um investimento que faz sentido para um parente, por exemplo, pode não ser a melhor opção para levar você a atingir os objetivos que traçou anteriormente.

Ou seja, cada investidor precisa entender suas necessidades e deve passar por um momento de autoconhecimento para definir se aplicar em um determinado produto vai deixá-lo dormir sossegado ou vai exigir muito da sua capacidade de tolerância a risco.

Normalmente, são considerados os seguintes perfis de investidores: conservador, moderado e arrojado. Cada perfil trabalha com objetivos, rentabilidades e níveis de riscos diferentes. Conhecer o seu pode fazer toda a diferença para que você invista nas melhores oportunidades.

9. Estude o mercado

Finalmente, o passo anterior ao de investir de fato é o de conhecer o mercado de investimentos. Mesmo sem ser um especialista em finanças, é interessante saber quais são as opções disponíveis e como o seu dinheiro pode render em cada uma delas.

É verdade que o mercado é complexo e oferece uma gama muito grande de produtos, mas, ao mesmo tempo, também é bastante democrático pela variedade de opções e pelos valores exigidos para começar.

Você pode procurar informações na internet (dando sempre preferência a sites confiáveis e com boa reputação), junto a amigos experientes, especialistas ou mesmo a instituições financeiras consolidadas. O importante é buscar orientação e, a partir do seu perfil de investidor, definir como investir.

10. Invista seu dinheiro

Essa é aquela parte em que você começa a ver a mágica dos juros compostos acontecer a seu favor. Juros só são ruins se você estiver pagando juros; eles só ótimos quando estão trabalhando para você!

Se você quer mesmo liberdade financeira, não pode nunca ignorar as leis de acumulação de dinheiro; caso contrário, você começa a perder até o que já ganhou.

Quando falamos de investimentos, três fatores são importantíssimos: tempo, taxa de juros e montante investido. Por isso, não pense que investindo R$ 30 por mês estará rico em um ano.

Taxa de juros

Se você comparar alguns números, perceberá o quanto é indispensável conseguir uma taxa alta de juros para a sua aplicação.

Vamos fazer um breve cálculo. Vamos supor que você invista R$ 100 por mês durante 35 anos. Veja a diferença de retorno de acordo com algumas taxas de juros:

• 7% — R$ 166.722,00;

• 12% — R$ 524.785,00;

• 15% — R$ 1.078.249,00.

Há muita diferença, não é mesmo?

Tempo e valor investido

Digamos que você poupe R$ 400 por mês a partir de seus 30 anos e queira acumular riqueza até os 65 anos. Vamos imaginar, também, que seu dinheiro esteja rendendo 12% ao ano. Aos 65, você terá acumulado R$ 2.099.140,00. Dessa forma, seu dinheiro trabalhou para você por 35 anos.

Agora, imagine alguém que comece a investir aos 45 anos. Esse investidor só teria 20 anos para atingir os mesmos R$ 2,1 milhões, ou seja, teria que investir R$ 2,4 mil por mês.

E, por último, digamos que a pessoa tenha 55 anos e queira atingir o mesmo valor mencionado. Ela só teria 10 anos para isso e teria que economizar R$10 mil por mês. Não é algo impossível mas, quanto antes começar, melhor!

11. Diversifique seus investimentos

Depois de começar a investir e entender como esse mundo funciona, é hora de focar uma etapa crucial para a sua liberdade financeira: diversificar seus investimentos. Você dificilmente colocaria todos os seus ovos na mesma cesta, certo? Com o seu patrimônio as coisas não podem ser diferentes.

A diversificação é a melhor recomendação para trazer segurança e rentabilidade a sua carteira de investimentos. Ao aplicar suas economias em diferentes modalidades, você consegue trabalhar com prazos e rentabilidades que se adequem as suas metas de curto, médio e longo prazos.

Além disso, um portfólio diversificado garante uma maior proteção caso fatores externos afetem determinados títulos e papéis, permitindo que você construa uma alternativa para lidar com a imprevisibilidade do mercado financeiro.

12. Calcule sua independência financeira

Agora você deve estar se perguntando de quanto precisa para sair por aí gritando que, enfim, alcançou a liberdade financeira.

Bem, tem uma conta muito simples que você pode fazer para ter uma ideia aproximada desse número: multiplique por 200 o seu custo de vida, para ter uma ideia de quanto precisará ter investido. Não é em bens nem guardado; precisa ser investido, para que você possa viver da renda.

Vamos supor que seu custo de vida seja de R$ 2,5 mil. Multiplicando por 200, chega-se ao resultado de R$ 500 mil. Se você tem um custo de vida de R$ 5 mil, vai precisar ter R$ 1 milhão investido.

Sim, ter liberdade financeira é a melhor coisa deste mundo. Graças a ela, você pode, por exemplo, ter tempo livre para as atividades e pessoas que você mais ama, ajudar pessoas, criar projetos e por aí vai.

Porém, antes de começar esse percurso, pergunte a si mesmo se é isso que você quer e tome a decisão de forma consciente. É um processo que vai exigir tempo, paciência e muita disciplina!

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