Uma frase da monja Coen que me fez repensar a felicidade


TEMPO DE LEITURA: 2 MINUTOS

II Congresso Internacional de Felicidade proporcionou momentos intensos de reflexão, a cada novo palestrante, uma nova profunda perspectiva de como podemos viver mais felizes. Sem dúvidas, houveram frases e pensamentos que emocionaram os mais de 1600 participantes.

No meu caso, um instante especial foi ouvir a Monja Coen. Enquanto as palavras saiam lentamente de sua boca, o ambiente se tornava cada vez mais leve. Tudo era paz. Tudo era amor.

Monja Coen. Foto: Maria Isabel Miqueletto

O assunto central de sua palestra era o Nirvana, que, dentro da filosofia budista, significa o estado de libertação do sofrimento, calma, tranquilidade, elevação espiritual e o acordar à realidade. A monja relacionou esse estado com a felicidade.

Somos o resultado das circunstâncias da existência. Não só da genética que herdamos, como do processo intrauterino (dentro do útero), quanto ao processo de nascimento e das experiências que passamos.

Se quisermos um estado de bem-estar, que o budismo chama de nirvana. Não significa a ausência de dores e insatisfações, elas existem.”

— Monja Coen

Sofremos uma pressão social e interna que devemos ser felizes o tempo inteiro. O estado de euforia constante tornou-se obrigatório. Uma vida perfeita é aquela que somente coisas boas acontecem, sem preocupações.

Mas será mesmo que é assim?

Como a monja citou em sua fala: as insatisfações e as dores existem. Não vivemos em um mundo sem dor, não podemos controlar tudo o que está a nossa volta. Um sorriso estampado no rosto não significa felicidade plena.

Frequentemente, acompanhamos casos de figuras públicas, familiares e conhecidos passando por estados depressivos e de isolamento. Parecer bem é diferente de estar bem.

A alegria não diminui a tristeza.

Sei que não é uma tarefa fácil lidar com os medos e com as inseguranças, mas a felicidade não existe sem elas. O momento alegre é passageiro, e as sensações negativas que experimentamos também são.

Ainda, precisamos observar o contexto em que vivemos. Segundo a Monja Coen, os estímulos/energia que recebemos mesmo antes do nascimento e o processo das nossas experiências formam quem somos.

O contexto social, familiar e profissional impactam diretamente no bem-estar. Dessa forma, sugiro cuidar do ambiente em que você está ou evitar lugares que não te fazem bem. O equilíbrio e a harmonia são antídotos para situações adversas de pressão e estresse.

Portanto, tranquilize-se e lembre que a maré da felicidade passa por ondas boas e ruins, pelo marasmo e agitação, euforia e tranquilidade.

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