Sebrae Como abrir empresa de reciclagem


Empresa de reciclagem (papel, plástico, garrafas pet, pneu)


 

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

O termo reciclagem tornou-se amplamente difundido na mídia brasileira no final da década de 1980, quando vários estudos publicados indicaram que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não-renováveis estavam muito escassas. Além disso, surgia uma nova situação, principalmente nas grandes cidades: falta de espaço físico adequado destinado a montagem de depósitos de lixo (lixões, aterros sanitários) e de outros dejetos produzidos pela sociedade.

Assim, diversas pesquisas científicas, realizadas por órgãos federais e privados, divulgaram os mecanismos e maneiras que possibilitam variadas formas de reciclagem. Esse processo é denominado de reaproveitamento dos materiais descartados: nele, o lixo se torna matéria-prima a ser transformada e destinada à fabricação de um novo produto. Existem inúmeros materiais recicláveis, mas neste trabalho serão tratados especificamente a reciclagem de papel, plástico, garrafa PET e pneu.

A principal vantagem da reciclagem é a sensível redução do consumo incontrolável das fontes naturais de matéria-prima, já que, na maioria das vezes, não são renováveis. Além disso, quanto maior for o número de produtos reciclados, menor será a quantidade de resíduos que necessitam de tratamento.

Os dejetos, quando não reciclados, são aterrados, incinerados ou ainda lançados em leitos de córregos, rios, entre outros, sem nenhum controle ambiental.

Nesta “Ideia de Negócio” serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de abrir uma Empresa de Reciclagem. Entretanto, este documento não substitui o Plano de Negócios, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso. Para a elaboração do Plano de Negócio deve ser consultado o Sebrae mais próximo.

 

A reciclagem já representa um importante setor da economia nacional. Embora muito ainda precisa ser feito, os progressos nos últimos anos mostra que o Brasil está no caminho da busca da sustentabilidade ambiental e social, apresentando indicadores bastantes significativos.

O alumínio é a matéria-prima mais reciclada no Brasil. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, divulgada em 2012, mais de 90% das latas de alumínios são recolhidas para reciclagem. As embalagens PET ficam em segundo lugar no ranking das reciclagens com mais de 60%, seguidas pelo vidro – 50%, e papel – 48%.

Com a melhoria das tecnologias, da qualidade dos produtos e da demanda por materiais ecologicamente corretos, as empresas de reciclagem ganham espaço no mercado atual. É cada vez maior o número de pessoas e empresas que buscam produtos reciclados, visando nessa diferenciação, reforçar sua contribuição para um desenvolvimento mais sustentável.

As empresas de reciclagem podem fazer parcerias com indústrias que produzem grande quantidade de rejeitos, que podem servir como matéria-prima para o negócio. Sendo assim, seus produtos serão diferenciados, pois, aliado a eles, existe uma ideia de consciência ecológica e esse deve ser o enfoque do marketing e da caracterização dos produtos.

Algumas dificuldades ainda persistem nesta atividade, e a principal é o serviço de coleta seletiva insuficiente, gerando dificuldade para reciclagem de alguns materiais. O Brasil perde cerca de R$ 8 bilhões por ano por falta de coleta e reciclagem adequada de matérias primas.

Entretanto, esse também é um aspecto que está melhorando significativamente, e as empresas de reciclagem tem um papel importante na motivação para a conscientização sobre a importância dessa atividade.

Antes de alugar um imóvel para abertura e montagem de sua empresa, o empresário deverá observar os seguintes detalhes:

– Certifique-se de que o imóvel em questão atende as suas necessidades operacionais quanto a` localização, capacidade de instalação, características da região ou bairro – se e´ atendido por serviços de água, luz, esgoto, telefone etc. —Verifique, ainda, se o local é de fácil acesso, se possui estacionamentos para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e se possui serviços de transporte coletivo.

– Cuidado com imóveis situados em locais sujeitos a inundações ou próximos a`s zonas de risco. Consulte a vizinhança a respeito.

– Verifique se o imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais que possam interferir ou impedir sua futura atividade.

– Confira a planta do imóvel aprovada pela prefeitura, e veja se não houve nenhuma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva, que devera´ estar devidamente regularizada.

– Verifique também na prefeitura municipal:

se o imóvel está regularizado, ou seja, se possui HABITE-SE;
se as atividades a serem desenvolvidas no local, respeitam a Lei de zoneamento do município, pois alguns tipos de negócios não são permitidos em qualquer bairro;
se os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia;

No caso de serem instaladas placas de identificação do estabelecimento, será´ necessário verificar o que determina a legislação local sobre o licenciamento das mesmas.

4 – Exigências Legais e Específicas

Para dar início ao processo de abertura da empresa é necessário que se cumpra os seguintes procedimentos:

1) Consulta Comercial
Antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa, o primeiro passo é realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender. Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo.
Órgão responsável:
– Prefeitura Municipal;
– Secretaria Municipal de Urbanismo.

2) Busca de nome e marca.
Verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada.
Órgão responsável:
– Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

3) Arquivamento do contrato social/Declaração de Empresa Individual
Este passo consiste no registro do contrato social. Verifica-se também, os antecedentes dos sócios ou empresário junto a Receita Federal, através de pesquisas do CPF.
Órgão responsável:
– Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples).

4) Solicitação do CNPJ
Órgão responsável:
– Receita Federal.

5) Solicitação da Inscrição Estadual
Órgão responsável:
– Receita Estadual

6) Alvará de licença e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda
O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido.
Órgão responsável:
– Prefeitura Municipal;
– Secretaria Municipal da Fazenda.

7) Matrícula no INSS
Órgão responsável:
– Instituto Nacional de Seguridade Social; Divisão de Matrículas – INSS.

8) Certidão de Uso do Solo.
Tal documento deve ser solicitado à prefeitura do município em que o empreendimento pretende instalar-se. A solicitação da certidão deve ser instruída de documentos básicos como planta de localização georreferenciada, termo de uso pretendido, etc. Cabe destacar que os procedimentos para a solicitação de certidão de uso do solo varia de município à município.
Órgão responsável:
– Prefeitura Municipal;
Legislação Complementar:
a) Lei 6.938/81. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, foi regulamentada pelo Decreto 99.274/1990, alterada pelas leis 7.804/1989, 8.028/1990, 9.960/2000, 9.966/2000, 10.165/2000 e 11.284/2006.
b) Lei 9.605/98. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Foi alterada pelas leis 9.985/2000 e 11.284/2006. e ainda pela Medida Provisória 2.163-41/2001.

A estrutura física de uma empresa de reciclagem dependerá do tipo de material a ser processado e é uma decisão do empresário, entretanto, sugere-se uma área mínima de:

a) 1.000m² para reciclagem de papel ondulado ou de escritório;
b) 1.500m² para reciclagem de plástico filme e pet;
c) 700m² para reciclagem de pneus.

As principais áreas a serem consideradas são:

Produção

a. Área para recepção do material para reciclagem;
b. Área de seleção;
c. Área destinada para a armazenagem de material para encaminhamento à linha de reciclagem/transformação;
d. Área para máquinas e processamento;
e. Área para estoques;
f. Área reservada aos resíduos não passíveis de reciclagem;
g. Área externa para manobra de entrada e saída de caminhões;
h. Plataforma de carga e descarga.

Comercial /Administrativo Financeiro

a. Espaço sugerido é de aproximadamente 40m², devendo ser estruturado com mesas, cadeiras, telefones, computadores.
b. Recepção para de clientes e fornecedores;

Descanso e Refeitório para funcionários

a. Deve contar com cozinha equipada e adequada ao volume de funcionários;
b. Refeitório, com mesas, cadeiras e utensílios;
c. Área de lazer e descanso.

Em qualquer negócio, a qualidade da mão de obra é fundamental. Além da preocupação com a quantidade de colaboradores, é importante que o empresário esteja atento para a qualificação de sua equipe, pois é através das pessoas que se obtém a qualidade dos produtos ou serviços prestados.

A quantidade de pessoas irá depender do volume de produção e das características das maquinas utilizadas.

Para uma empresa de reciclagem, recomendamos a contratação dos seguintes profissionais:

Administrador

– Ter capacidade para lidar com imprevistos;

– Reconhecer e definir problemas;

– Atuar preventivamente;

– Ter raciocínio lógico, crítico e analítico;

– Ter conhecimento de gestão empresarial;

– Possuir habilidade de relacionamentos;

– Possuir habilidade para negociar;

– Ser Proativo;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos;

– Possuir disciplina.

Encarregado de produção

– Conhecer as normas específicas de prevenção de acidentes;

– Agir preventivamente;

– Conhecer e sabe utilizar as máquinas e instrumentos de marcenaria;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos;

– Ser disciplinado;

– Possuir iniciativa e cooperação;

– Ser capaz de trabalhar em equipe;

– Ter capacidade de liderança;

– Possuir foco em resultados.

Operador de máquina

– Conhecer e saber utilizar as máquinas e instrumentos de reciclagem;

– Respeitar as normas de segurança;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos;

– Ser disciplinado;

– Possuir iniciativa e cooperação;

– Ser capaz de trabalhar em equipe;

– Possuir foco em resultados.

Auxiliar de produção

– Respeitar as normas de segurança;

– Possuir capacidade de planejamento e organização;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos;

– Possuir iniciativa e cooperação;

– Ter capacidade de trabalhar em equipe;

– Possuir foco em resultados.

Motorista

– Possuir atitude positiva em relação ao ato de dirigir automóvel;

– Possuir atitude positiva em relação ao cumprimento da legislação de trânsito;

– Possuir atitude positiva em relação à segurança no trânsito;

– Possuir conhecimento da legislação de trânsito;

– Possuir conhecimento de direção defensiva;

– Possuir grande habilidade na condução de automóveis;

– Manter bom relacionamento interpessoal;

– Manter asseio pessoal;

– Demonstrar flexibilidade;

– Zelar pelo bom estado das encomendas transportadas;

– Possuir força física (para carregar e descarregar o caminhão)

– Evidenciar ética profissional;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos;

– Ser disciplinado;

– Possuir capacidade de planejamento e organização;

– Possuir iniciativa e cooperação;

– Ser capaz de trabalhar em equipe.

Ajudante de carga e descarga

– Possuir capacidade de organização;

– Possuir iniciativa e cooperação;

– Ser capaz de trabalhar em equipe;

– Possuir força física;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos;

– Respeitar as normas de segurança;

– Ser disciplinado.

Vigia

– Efetuar controle de portaria e recepção de visitantes, orientando-os de acordo com suas necessidades;

– Manter a segurança de áreas de trabalho, orientando funcionários e eventuais visitantes quanto às normas de segurança interna, contribuindo para a manutenção da ordem e organização;

– Prestar atendimento cordial e diferenciado, mantendo postura profissional;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos;

– Ser disciplinado.

Representante Comercial

– Conhecer as características do produto;

– Ter uma ampla rede de relacionamentos;

– Ser simpático e empático;

– Saber ouvir;

– Possuir habilidade de negociação

– Possuir capacidade de organização;

– Ser disciplinado;

– Possuir inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos.

A capacitação de profissionais deste ramo de negócio deve estar direcionada para o desenvolvimento das competências citadas acima.

Os funcionários responsáveis pela reciclagem deverão ser orientados quanto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s. O controle sobre o uso desses equipamentos deve ser rígido, de forma a prevenir acidentes.

Os níveis salariais básicos são definidos pelos sindicatos de cada região e categoria, a partir daí o empresário deverá manter políticas que remunerem adequadamente os empregados, considerando-se os níveis de competências pessoais.

Recomenda-se a adoção de uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios de natureza financeiros ou outros. Assim, a empresa poderá diminuir os níveis de rotatividade e obter vantagens como a criação de vínculo entre funcionários e clientes e ainda a diminuição de custos com demissões e novas contratações.

Os equipamentos a serem instalados dependem do porte e do tipo de material a ser reciclado. Para as áreas comuns a qualquer tipo de reciclagem temos:

Escritório

1 mesa; 3 cadeiras; 1 telefone/fax; 1 computador; 1 impressora Multifuncional; 1 armário para guardar material de escritório.

Cozinha / Copa

1 fogão; 1 geladeira; Louças variadas; Talheres variados; Copos; 2 armários; 1 mesa; 2 Bancos ou 6 cadeiras;

Fábrica

Os equipamentos variam de acordo com o material que vai ser reciclado:

1) Papel ondulado ou papel de escritório:
calandra; corrugadeira; balanças; seladora; prensa hidráulica; guilhotina industrial;

2) Pneus;
trituradores; autoclaves; peneiras;

3) Plástico filme/PET;
prensa; moinho; extrusora; triturador; aglutinador; centrifuga e batedor.

O mercado de usados pode ser interessante para o empreendedor que está começando. Porém alguns cuidados devem der tomados ao comprar máquinas e equipamentos usados:

– Dar preferência a equipamentos que estejam em uso;
– Pedir a um especialista para avaliar as condições do equipamento antes de comprá-lo;
– Solicitar toda a documentação técnica da máquina, como os manuais de operação, instalação e manutenção;
– Contratar um profissional especializado em montagem e desmontagem caso seja necessário realizar tal procedimento.

O empresário deve avaliar se existe necessidade de instalação de sistema de alarmes, instalação de câmeras, bem como a contratação de seguro para os equipamentos, considerando os riscos pertinentes à região ou local em que a empresa está instalada.

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs.: Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Matéria prima para uma empresa de reciclagem de Papel ondulado ou Papel de escritório:

Os papéis que oferecem condições para serem reciclados são, basicamente: Papelão ondulado ou corrugado; Apara mista (rejeito de escritório e de tipografia colorida); Papel “kraft” (saco supermercado); Jornal; Sacos de cimento (que tem mais fibras que o papelão); Branco de primeira para off-set e impressão; Branco de segunda para escrita.

Papeis que não são recicláveis e que deverão ser considerados rejeito:

Papéis / papelões coletados em hospitais, farmácias e ambulatórios, como também qualquer tipo de plastificação ou película plástica e papel higiênico. Ou ainda, papéis vegetais, papel e papelão encerados, com substâncias impermeáveis, revestidos com camada metálica ou com colas à base de resina sintética, parafinados, papel carbono, fitas adesivas.

Matéria prima para reciclagem de Pneus:

Não existe restrição de reciclagem para pneus e, o produto resultante da reciclagem, normalmente, é utilizado em indústrias de : tapetes de automóveis; borracha de vedação; pisos industriais; solados de sapatos; composição de asfalto, etc.

Garrafas PET:

O produto resultante da reciclagem pode ser utilizado para a fabricação de: novas garrafas e frascos PET, desde que não sejam destinados a produtos alimentícios e fármacos; vassouras, escovas e cerdas; sacolas; baldes; cabides; e painéis para a construção civil.

Plásticos Filme:

Normalmente usado como sacolas de supermercados, sacos de lixo, embalagens de leite, lonas agrícolas e proteção de alimentos na geladeira ou micro-ondas. O produto resultante da reciclagem poderá ser utilizado nas indústrias de artefatos plásticos.

Plástico rígido:

É o material que compõe recipientes para produtos de limpeza e higiene e potes de alimentos. É matéria-prima básica de fibras têxteis, tubos e conexões, calçados, eletrodomésticos, além de baldes, utensílios domésticos e outros.

9 – Organização do Processo Produtivo

O processo produtivo irá variar conforme a matéria prima:

1. Papel ondulado

Deve-se proceder à seleção do papel ondulado recebido na indústria, pois vários produtos contaminam e inviabilizam sua reciclagem, tais como: cera, plástico, manchas de óleo, terra, pedaços de madeira, barbantes, cordas, metais, vidros, etc. Outro fator limitante a reciclagem desse material é a mistura com a chamada “caixa ondulada amarela”, que é composta por fibras recicladas que perderam a resistência original.

Para que as substâncias contaminantes não inviabilizem a reciclagem de papel ondulado, elas não podem exceder a 1% do volume e a perda total no reprocessamento não deve passar de 5%. Deve-se atentar ao excesso de umidade, tendo em vista que altera as condições do papel, o que dificulta e até mesmo inviabiliza sua reciclagem.

Alguns tipos de tintas usadas na fabricação do papelão tecnicamente impedem a reciclagem de papel ondulado. Também ocorre impossibilidade de aproveitamento se o papel tiver recebido tratamento anti-umidificação com resinas insolúveis em água.

Ressalta-se que o rendimento no processo de reciclagem de papel ondulado dependerá basicamente do sistema adotado no pré-processamento do material, que vai desde a seleção criteriosa da matéria-prima, limpeza e, finalmente, na forma que o aparista irá proceder à prensagem do produto.

2. Papel de Escritório

O lixo derivado do papel de escritório é formado por diversos tipos de papéis. Com isso, as empresas de reciclagem que processam esse material são forçadas a elaborar esquemas especiais de seleção e coleta de algumas categorias mais valiosas, como o papel branco e o de computador.

O papel mesclado é aquele composto por diferentes fibras e cores, e oferece condições de ser reciclado, embora seu valor de mercado seja relativamente baixo.

Os papéis destinados à higiene pessoal em ambientes sanitários (toalhas e higiênico) não são matérias-primas passíveis de reciclagem, portanto, nem mesmo devem ser coletados. Fato semelhante ocorre com os papéis parafinados, vegetais, carbono, plastificados e metalizados. Os papéis coletados devem passar por um rigoroso processo de seleção. As matérias-primas de maior valor no mercado são as isentas de impurezas como metais, vidros, cordas, pedras, areia, clips, elásticos e outros materiais que dificultam o reprocessamento.

Ressalta-se, no entanto, que avanços tecnológicos na área de limpeza do papel para reciclagem têm encontrado algumas soluções que minimizam o impacto de impurezas, o que possibilita um maior aproveitamento de materiais.

3. Pneu

Uma das alternativas mais utilizadas na reciclagem de pneus é a trituração para obtenção de borracha regenerada, fazendo a adição de óleos aromáticos e produtos químicos desvulcanizantes. A tecnologia vem avançando muito na reciclagem desse material, tanto que já existe no Brasil maquinário em escala industrial capaz de produzir borracha regenerada a frio, obtendo um produto reciclado com elasticidade e resistência semelhantes ao do material virgem.

Além do processo mecânico, existe também tecnologia que emprega solventes capazes de separar o tecido e o aço dos pneus, permitindo também o reaproveitamento de matérias-primas. Além do processo químico, há a possibilidade de reciclagem somente por intermédio de processo mecânico de granulação, por meio de um sistema de peneiras e aspiração que permite um custo bem menor e de reduzido impacto ambiental. O processamento ocorre em autoclaves giratórios, onde o material recebe oxigênio, calor e forte pressão, provocando o rompimento de sua cadeia molecular. Posteriormente, a borracha torna-se passível de novas formulações, já que nessa etapa ocorre o refino mecânico, ganhando viscosidade. Ao término, a matéria resultante pode ser prensada.

O pó resultante da reforma e dos restos de pneus moídos pode ser aplicado na composição de asfalto, pois gera elasticidade e durabilidade, além de atuar como elemento aerador de solos compactados e como pilha de composto orgânico.

4. Plástico Filme

O plástico filme reciclado, após seu reprocessamento, resulta em matéria-prima para a fabricação de artefatos plásticos, como conduítes e sacos de lixo. Até pouco tempo, sua reciclagem era relativamente complexa e baixa, pois as empresas de reciclagem conseguiam atuar apenas na cadeia industrial primária, ou seja, regenerando um único tipo de resina separadamente. Havia o aproveitamento de apenas 5% de todo o plástico consumido no país e era usado apenas na linha de produção industrial, denominada pré-consumo.

Já existe hoje uma tecnologia chamada reciclagem secundária que processa polímeros misturados ou não, entre os mais de 40 tipos existentes no mercado. Assim, pode-se usar simultaneamente diferentes tipos de resíduos plásticos sem que haja incompatibilidade entre os materiais, não ocorrendo perda de resistência e de qualidade do produto reciclado.

No processo de reciclagem, o plástico filme passa pelo aglutinador, uma espécie de batedeira de bolo grande, que aquece o plástico pela fricção de suas hélices, transformando-o em uma espécie de farinha. Em seguida, é aplicada uma pequena quantidade de água com finalidade de provocar um resfriamento repentino, resultando na aglutinação: as moléculas dos polímeros se contraem, aumentando sua densidade, transformando o plástico em grãos (extrusão). Logo depois os grãos passam a ter peso e densidade suficiente para descer no funil da estrutura, momento que a máquina funde o material e o transforma em tiras (spaghetti). Na última etapa, elas passam por um banho de resfriamento e são picotadas em grãos chamados “pellets”, que são ensacados e vendidos às fábricas de artefatos plásticos.

O material resultante do processo industrial indicado acima poderá resultar em produtos como: sacolas de supermercados, sacos de lixo, embalagens de leite, lonas agrícolas e também em embalagens de proteção de alimentos em geladeiras, freezeres ou microondas.

5. PET

O maior mercado para o PET pós-consumo atualmente no Brasil tem sido o da produção de fibra de poliéster para indústria têxtil (multifilamento), em que será aplicado na fabricação de fios de costura, forrações, tapetes, carpetes e mantas de TNT (tecido não tecido). É frequentemente usado na fabricação de cordas e cerdas de vassouras e escovas (monofilamento). O produto resultante da reciclagem do PET é ainda destinado à produção de filmes e chapas para boxes de banheiro, termo-formadores, formadores a vácuo, placas de trânsito e sinalização em geral.

Há um crescimento do uso de embalagens PET pós-consumo recicladas na fabricação de novas garrafas para produtos não-alimentícios. É possível também aproveitar os flocos resultantes do processo industrial de reciclagem do PET na fabricação de resinas alquídicas, usadas na produção de tintas e também de resinas insaturadas, para a produção de adesivos e resinas poliéster. Novas tecnologias têm possibilitado a aplicação desse material e estão relacionadas à extrusão de tubos para esgotamento predial (estilo PVC), cabos de vassouras e na injeção para fabricação de torneiras. Os principais elementos contaminantes do PET reciclado de garrafas de refrigerantes são os adesivos (cola) usados no rótulo e outros plásticos da mesma densidade, como o PVC, por exemplo. A maioria dos processos de lavagem não impede que traços desses produtos indesejáveis permaneçam no floco de PET. A cola age como catalisador da degradação hidrolítica quando o material é submetido à alta temperatura no processo de extrusão, além de escurecê-lo e endurece-lo. Fato semelhante pode ocorrer com o cloreto de polivinila (PVC), que compõe outros tipos de garrafas e não pode se misturar com a sucata de PET.

É imperioso que as empresas de reciclagem tenham atenção especial com os rótulos produzidos com o PVC termo-encolhível, material que, graças à sua versatilidade e apelo visual, vem sendo utilizado com frequência. O alumínio existente em algumas tampas só é tolerado com teor de até 50 partes por milhão no reciclado.

A matéria-prima empregada no processo de reciclagem deverá passar por uma seleção e pré-processamento extremamente rigorosa, garantindo a qualidade do produto final reciclado. A seleção pode ser feita pelo símbolo que identifica o material ou pelo produto que a embalagem continha. Por exemplo, 100% das garrafas plásticas para refrigerantes são de PET. Outra maneira prática de identificar uma embalagem de PET é através do birro, isto é, o ponto de injeção sempre presente no fundo da embalagem. A seleção do material para reciclagem pode ser feita manualmente ou mecanizada. A mecanizada é processada via sensores óticos de alta precisão.

O material reciclado irá apresentar maior revalorização após a prensagem, quando o produto estiver totalmente livre dos elementos contaminantes, separados por diferença de densidade em fluxo de água ou ar. Além do rótulo (polietileno ou papel) e tampa (polipropileno, polietileno de alta densidade ou alumínio), devem ser retirados da sucata os resíduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem.

9 – Organização do Processo Produtivo

O processo produtivo irá variar conforme a matéria prima:

1. Papel ondulado

Deve-se proceder à seleção do papel ondulado recebido na indústria, pois vários produtos contaminam e inviabilizam sua reciclagem, tais como: cera, plástico, manchas de óleo, terra, pedaços de madeira, barbantes, cordas, metais, vidros, etc. Outro fator limitante a reciclagem desse material é a mistura com a chamada “caixa ondulada amarela”, que é composta por fibras recicladas que perderam a resistência original.

Para que as substâncias contaminantes não inviabilizem a reciclagem de papel ondulado, elas não podem exceder a 1% do volume e a perda total no reprocessamento não deve passar de 5%. Deve-se atentar ao excesso de umidade, tendo em vista que altera as condições do papel, o que dificulta e até mesmo inviabiliza sua reciclagem.

Alguns tipos de tintas usadas na fabricação do papelão tecnicamente impedem a reciclagem de papel ondulado. Também ocorre impossibilidade de aproveitamento se o papel tiver recebido tratamento anti-umidificação com resinas insolúveis em água.

Ressalta-se que o rendimento no processo de reciclagem de papel ondulado dependerá basicamente do sistema adotado no pré-processamento do material, que vai desde a seleção criteriosa da matéria-prima, limpeza e, finalmente, na forma que o aparista irá proceder à prensagem do produto.

2. Papel de Escritório

O lixo derivado do papel de escritório é formado por diversos tipos de papéis. Com isso, as empresas de reciclagem que processam esse material são forçadas a elaborar esquemas especiais de seleção e coleta de algumas categorias mais valiosas, como o papel branco e o de computador.

O papel mesclado é aquele composto por diferentes fibras e cores, e oferece condições de ser reciclado, embora seu valor de mercado seja relativamente baixo.

Os papéis destinados à higiene pessoal em ambientes sanitários (toalhas e higiênico) não são matérias-primas passíveis de reciclagem, portanto, nem mesmo devem ser coletados. Fato semelhante ocorre com os papéis parafinados, vegetais, carbono, plastificados e metalizados. Os papéis coletados devem passar por um rigoroso processo de seleção. As matérias-primas de maior valor no mercado são as isentas de impurezas como metais, vidros, cordas, pedras, areia, clips, elásticos e outros materiais que dificultam o reprocessamento.

Ressalta-se, no entanto, que avanços tecnológicos na área de limpeza do papel para reciclagem têm encontrado algumas soluções que minimizam o impacto de impurezas, o que possibilita um maior aproveitamento de materiais.

3. Pneu

Uma das alternativas mais utilizadas na reciclagem de pneus é a trituração para obtenção de borracha regenerada, fazendo a adição de óleos aromáticos e produtos químicos desvulcanizantes. A tecnologia vem avançando muito na reciclagem desse material, tanto que já existe no Brasil maquinário em escala industrial capaz de produzir borracha regenerada a frio, obtendo um produto reciclado com elasticidade e resistência semelhantes ao do material virgem.

Além do processo mecânico, existe também tecnologia que emprega solventes capazes de separar o tecido e o aço dos pneus, permitindo também o reaproveitamento de matérias-primas. Além do processo químico, há a possibilidade de reciclagem somente por intermédio de processo mecânico de granulação, por meio de um sistema de peneiras e aspiração que permite um custo bem menor e de reduzido impacto ambiental. O processamento ocorre em autoclaves giratórios, onde o material recebe oxigênio, calor e forte pressão, provocando o rompimento de sua cadeia molecular. Posteriormente, a borracha torna-se passível de novas formulações, já que nessa etapa ocorre o refino mecânico, ganhando viscosidade. Ao término, a matéria resultante pode ser prensada.

O pó resultante da reforma e dos restos de pneus moídos pode ser aplicado na composição de asfalto, pois gera elasticidade e durabilidade, além de atuar como elemento aerador de solos compactados e como pilha de composto orgânico.

4. Plástico Filme

O plástico filme reciclado, após seu reprocessamento, resulta em matéria-prima para a fabricação de artefatos plásticos, como conduítes e sacos de lixo. Até pouco tempo, sua reciclagem era relativamente complexa e baixa, pois as empresas de reciclagem conseguiam atuar apenas na cadeia industrial primária, ou seja, regenerando um único tipo de resina separadamente. Havia o aproveitamento de apenas 5% de todo o plástico consumido no país e era usado apenas na linha de produção industrial, denominada pré-consumo.

Já existe hoje uma tecnologia chamada reciclagem secundária que processa polímeros misturados ou não, entre os mais de 40 tipos existentes no mercado. Assim, pode-se usar simultaneamente diferentes tipos de resíduos plásticos sem que haja incompatibilidade entre os materiais, não ocorrendo perda de resistência e de qualidade do produto reciclado.

No processo de reciclagem, o plástico filme passa pelo aglutinador, uma espécie de batedeira de bolo grande, que aquece o plástico pela fricção de suas hélices, transformando-o em uma espécie de farinha. Em seguida, é aplicada uma pequena quantidade de água com finalidade de provocar um resfriamento repentino, resultando na aglutinação: as moléculas dos polímeros se contraem, aumentando sua densidade, transformando o plástico em grãos (extrusão). Logo depois os grãos passam a ter peso e densidade suficiente para descer no funil da estrutura, momento que a máquina funde o material e o transforma em tiras (spaghetti). Na última etapa, elas passam por um banho de resfriamento e são picotadas em grãos chamados “pellets”, que são ensacados e vendidos às fábricas de artefatos plásticos.

O material resultante do processo industrial indicado acima poderá resultar em produtos como: sacolas de supermercados, sacos de lixo, embalagens de leite, lonas agrícolas e também em embalagens de proteção de alimentos em geladeiras, freezeres ou microondas.

5. PET

O maior mercado para o PET pós-consumo atualmente no Brasil tem sido o da produção de fibra de poliéster para indústria têxtil (multifilamento), em que será aplicado na fabricação de fios de costura, forrações, tapetes, carpetes e mantas de TNT (tecido não tecido). É frequentemente usado na fabricação de cordas e cerdas de vassouras e escovas (monofilamento). O produto resultante da reciclagem do PET é ainda destinado à produção de filmes e chapas para boxes de banheiro, termo-formadores, formadores a vácuo, placas de trânsito e sinalização em geral.

Há um crescimento do uso de embalagens PET pós-consumo recicladas na fabricação de novas garrafas para produtos não-alimentícios. É possível também aproveitar os flocos resultantes do processo industrial de reciclagem do PET na fabricação de resinas alquídicas, usadas na produção de tintas e também de resinas insaturadas, para a produção de adesivos e resinas poliéster. Novas tecnologias têm possibilitado a aplicação desse material e estão relacionadas à extrusão de tubos para esgotamento predial (estilo PVC), cabos de vassouras e na injeção para fabricação de torneiras. Os principais elementos contaminantes do PET reciclado de garrafas de refrigerantes são os adesivos (cola) usados no rótulo e outros plásticos da mesma densidade, como o PVC, por exemplo. A maioria dos processos de lavagem não impede que traços desses produtos indesejáveis permaneçam no floco de PET. A cola age como catalisador da degradação hidrolítica quando o material é submetido à alta temperatura no processo de extrusão, além de escurecê-lo e endurece-lo. Fato semelhante pode ocorrer com o cloreto de polivinila (PVC), que compõe outros tipos de garrafas e não pode se misturar com a sucata de PET.

É imperioso que as empresas de reciclagem tenham atenção especial com os rótulos produzidos com o PVC termo-encolhível, material que, graças à sua versatilidade e apelo visual, vem sendo utilizado com frequência. O alumínio existente em algumas tampas só é tolerado com teor de até 50 partes por milhão no reciclado.

A matéria-prima empregada no processo de reciclagem deverá passar por uma seleção e pré-processamento extremamente rigorosa, garantindo a qualidade do produto final reciclado. A seleção pode ser feita pelo símbolo que identifica o material ou pelo produto que a embalagem continha. Por exemplo, 100% das garrafas plásticas para refrigerantes são de PET. Outra maneira prática de identificar uma embalagem de PET é através do birro, isto é, o ponto de injeção sempre presente no fundo da embalagem. A seleção do material para reciclagem pode ser feita manualmente ou mecanizada. A mecanizada é processada via sensores óticos de alta precisão.

O material reciclado irá apresentar maior revalorização após a prensagem, quando o produto estiver totalmente livre dos elementos contaminantes, separados por diferença de densidade em fluxo de água ou ar. Além do rótulo (polietileno ou papel) e tampa (polipropileno, polietileno de alta densidade ou alumínio), devem ser retirados da sucata os resíduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem.

O empreendedor do segmento empresarial de reciclagem deverá ter em mente que, por se tratar de indústria, há diversas fases em sua cadeia produtiva, existindo o potencial de automatização de vários os processos.

É importante ter um cadastro eletrônico dos catadores autônomos e as suas cooperativas de catadores.

Além registrar os materiais recebidos por qualidade, espécie, quantidade por fornecedor, etc., o controle dos custos industriais, operacionais e administrativos, serão fundamentais para validar o preço de venda de cada produto, considerando o valor agregado na cadeia produtiva.

Para auxiliar na gestão da indústria o mais indicado é que o empresário invista em softwares específicos para o seu segmento industrial, para permitir uma gestão eficiente do negócio. Dentre as funções que um software de gestão pode oferecer, pode-se citar alguns.

– PPCP – Planejamento, Programação e Controle da Produção;

– Gestão de estoques;

– Apontamento eletrônico da produção;

– Controle de documentos, registros e normas;

– Projeção de faturamento e custos;

– Formação do preço de venda;

– Rentabilidade por pedido;

– Rentabilidade mensal;

– Gerenciamento de estoques;

– Estatística de vendas;

– Contas a receber;

– Contas a pagar;

– Ponto eletrônico;

– Folha de pagamento;

– Cargos e salários.

Os equipamentos industriais também oferecem níveis diferenciados de automação, indo dos completamente manuais, até aqueles com sensores e programação. Na medida em que os volumes de produção aumentem, e consequentemente a necessidade de mais mão de obra, os equipamentos mais sofisticados podem ser uma boa alternativa para aumentar a produtividade da empresa.

11 – Canais de Distribuição

O principal canal de distribuição do material reciclado é via venda direta, cabendo ao empreendedor dotar sua empresa com uma estrutura comercial que viabilize a venda de toda a sua produção no menor espaço de tempo possível.

Entende-se como fundamental que para cada produto que seja processado na empresa de reciclagem já se tenha o comprador final identificado, o que significará a venda líquida e certa de toda a sua produção, fator que poderá gerar entrada de recursos em caixa de forma mais segura.

Ressalta-se, no entanto, que a venda direta, vinculada a um único comprador funciona como um limitador de mercado, já que o valor de seu produto estará sendo ditado pelo consumidor e não pelo vendedor. Claro que esse processo poderá ser amplamente negociado, mas mesmo assim existirá a relação de dependência. Além disso, outra desvantagem de se ter apenas um único comprador é que qualquer imprevisto com essa empresa compradora, poderá acarretar em uma dificuldade financeira para o negócio.

Assim sendo, é importante que sejam abertos canais de distribuição para vários clientes. Claro que isto depende do montante de produto que a recicladora irá conseguir disponibilizar para as indústrias consumidoras, por isso será fundamental no início das atividades da empresa de reciclagem mapear todos os possíveis compradores de seu produto final.

11 – Canais de Distribuição

O principal canal de distribuição do material reciclado é via venda direta, cabendo ao empreendedor dotar sua empresa com uma estrutura comercial que viabilize a venda de toda a sua produção no menor espaço de tempo possível.

Entende-se como fundamental que para cada produto que seja processado na empresa de reciclagem já se tenha o comprador final identificado, o que significará a venda líquida e certa de toda a sua produção, fator que poderá gerar entrada de recursos em caixa de forma mais segura.

Ressalta-se, no entanto, que a venda direta, vinculada a um único comprador funciona como um limitador de mercado, já que o valor de seu produto estará sendo ditado pelo consumidor e não pelo vendedor. Claro que esse processo poderá ser amplamente negociado, mas mesmo assim existirá a relação de dependência. Além disso, outra desvantagem de se ter apenas um único comprador é que qualquer imprevisto com essa empresa compradora, poderá acarretar em uma dificuldade financeira para o negócio.

Assim sendo, é importante que sejam abertos canais de distribuição para vários clientes. Claro que isto depende do montante de produto que a recicladora irá conseguir disponibilizar para as indústrias consumidoras, por isso será fundamental no início das atividades da empresa de reciclagem mapear todos os possíveis compradores de seu produto final.

13 – Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.

O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.

Uma Empresa de Reciclagem requer um montante de capital de giro que pode ser considerado médio, entre 15 e 20% do investimento inicial. A principal preocupação será o prazo de pagamento dado aos clientes, visto que a compra da matéria prima é, em geral, feita com pagamento à vista.

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas comerciais, insumos consumidos no processo de prestação e execução de serviços, depreciação de maquinário e instalações.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, prestação e venda de serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para abrir uma empresa de reciclagem podem ser estimados considerando os itens e valores referenciais indicados abaixo:

1. Salários, comissões (caso a remuneração de serviço de colaboradores seja feita com base em desempenho) e encargos: – R$ 10.000,00;

2. Tributos, impostos, contribuições e taxas: R$ 3.000,00;

3. Aluguel, taxa de condomínio, segurança: R$ 2.500,00;

4. Água, luz, telefone e acesso a internet: R$ 3.000,00;

5. Manutenção de software: R$ 500,00;

6. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários: R$ 500,00;

7. Recursos para manutenções corretivas e preventivas de maquinários, equipamentos e instalações: R$ 1.000,00;

8. Propaganda e publicidade da empresa: R$ 1.000,00;

9. Aquisição de matéria-prima, além de outros produtos e materiais para a operacionalização da empresa de reciclagem de papel: R$ 30.000,00;

10. Despesas comerciais para desenvolvimento do negócio: R$ 1.000,00.

O empreendedor deve primar pelo controle de todos os gastos envolvidos no desenvolvimento do negócio, de forma criteriosa, mantendo em níveis pré- estabelecidos no Plano de Negócio, as despesas e os custos, buscando alternativa para minimizar esses dois elementos, mas sem comprometer a desempenho comercial.

Consulte o Sebrae mais próximo para uma orientação mais específica sobre a elaboração de um Plano de Negócios e o Controle de Custos Industriais.

Como diz o ditado popular, “a propaganda é a alma do negócio”. Por meio da propaganda o empreendedor dará destaque ao seu estabelecimento no mercado.

É possível a utilização de formas simples e baratas de divulgação. Com criatividade pode-se e buscar alternativas que atraiam os clientes. Entre as alternativas que demandam menos investimento pode-se citar:
– Utilização de mala direta com mensagens que lembram e divulgam a Empresa de Reciclagem
– Site na Internet com portfólio de serviços;
– Participação em feiras e eventos;
– Cartões de visita.

O bom atendimento aliado a qualidade dos produtos é uma receita de sucesso para qualquer Empresa de Reciclagem. Clientes satisfeitos tendem a comentar com outros e não existe melhor propaganda que a tradicional “boca- a-boca”, barata e eficiente.

17 – Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de EMPRESA DE RECICLAGEM, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 3831-9/01, 3831-9/99, 3832-7/00 e 3839-4/99 como atividade de reciclagem de sucatas de alumínio, materiais metálicos (exceto alumínio), materiais plásticos, borracha, madeira, papel e vidro, poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
• CSLL (contribuição social sobre o lucro);
• PIS (programa de integração social);
• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4,5% a 12,11%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 – Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ). Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado
• 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária do empreendedor;
• R$ 1,00 mensais de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias;

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:
• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

Feiras e eventos de negócios são oportunidades para o empreendedor realizar e fechar parcerias, fazer contatos e manter-se atualizado sobre as novidades.

A seguir uma relação de alguns eventos do setor:

Ambiental Expo – Feira Internacional de Equipamentos e Soluções para o Meio Ambiente
Site: http://www.reciclaveis.com.br

Portal Sebrae
Realização: SEBRAE
Site: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae

MinasPlast – Feira Internacional de Embalagens e Processos
Site: http://www.greenfield-brm.com

PlastShow
Site: http://www.arandanet.com.br

Expo Sucata – Feira Internacional de Negócios da Indústria de Reciclagem
http://www.exposucata.com.br/

Expo Lixo – Feira Internacional da Negócios de Resíduos Urbanos e Industriais
http://www.expolixo.com.br/

20 – Normas Técnicas

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1.Normas específicas para uma Empresa de Reciclagem:

Papel:

ABNT NBR 15483:2009 – Aparas de papel e papelão ondulado – Classificação

Esta Norma define uma classificação para as aparas de papel e papelão ondulado.

ABNT NBR 15484:2007 – Aparas de papel e papelão ondulado – Determinação do teor de umidade – Método por secagem em estufa

Esta Norma especifica um método por secagem em estufa para a determinação do teor de umidade de amostras de aparas de papel e papelão ondulado.

ABNT NBR 15769:2009 – Aparas de papel e papelão ondulado — Comercialização de aparas

Esta Norma estabelece as condições de fornecimento e recepção das aparas de papel e papelão ondulado, classificadas conforme a ABNT NBR 15483.

Plástico:

ABNT NBR 13230:2008 – Embalagens e acondicionamento plásticos recicláveis – Identificação e simbologia

Esta Norma estabelece os símbolos para identificação das resinas termoplásticas utilizadas na fabricação de embalagens e acondicionamento plásticos, visando auxiliar na separação e posterior reciclagem dos materiais de acordo com a sua composição.

Garrafa Pet:

Não existem normas específicas para este produto.

Pneu:

ABNT NBR NM 225:2000 – Critérios mínimos de seleção de pneus para reforma e reparação – Inspeção e identificação

Esta Norma estabelece as condições mínimas para a classificação (aceitação) de pneus para reforma e/ou reparação, e os critérios de identificação dos pneus reformados.

Nota do técnico: Esta norma auxilia na avaliação de uma possível recauchutagem do pneu.

2. Normas aplicáveis na execução de uma Empresa de Reciclagem:

ABNT NBR 15842:2010 – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 – Instalações elétricas de baixa tensão

Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR ISO IEC 8995-1:2013 – Iluminação de ambientes de trabalho Parte 1: Interior

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR 5419:2005 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas

Esta Norma fixa as condições de projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), para proteger as edificações e estruturas definidas em 1.2 contra a incidência direta dos raios. A proteção se aplica também contra a incidência direta dos raios sobre os equipamentos e pessoas que se encontrem no interior destas edificações e estruturas ou no interior da proteção impostas pelo SPDA instalado.

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 – Sistemas de alarme – Parte 1: Requisitos gerais – Seção 1: Geral

Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento (controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade e do ambiente.

Apara – sobra de papel.

Autoclave – é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor húmido sob pressão. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoclave).

Elementos químicos desvulcanizantes – tem a função de dar tratamento à borracha oriundas de pneus, visando eliminar o processo de vulcanização.

Hidrolítca – reação da água sobre um composto com fixação de íons, hidrogênio e/ou hidroxila.

PET – Politereftalato de etileno – é um polímero termoplástico.

O candidato a empresário no segmento de reciclagem deve entrar neste negócio consciente de que terá que estar dedicado em tempo integral, principalmente no início das atividades do novo empreendimento, tanto na parte comercial, quanto operacional e na gestão financeira do negócio.

Com a tendência mundial de preservação ambiental, o empreendedor deverá inserir-se nesse mercado visando a valorização do meio ambiente, respeitando as leis que regulamentam esse setor, transformando o processo de reciclagem em uma atividade rentável econômica e financeiramente, aproveitando o grande apelo popular de praticamente todas as nações mundiais.

Assim o empreendedor deverá vincular sua empresa às oportunidades requeridas pela sociedade como um todo, ou seja, o empreendimento deverá estar inserido no conceito de despoluição e descontaminação ambiental por meio da reciclagem de produtos, que até então, eram descartados em lixo comum ou mesmo em aterros sanitários. Criando desta forma uma empresa com fins lucrativos, mas com forte apelo sócio ambiental.

O empreendedor que pretende iniciar uma empresa de reciclagem, deve apresentar algumas características básicas, tais como:

1. Ter conhecimento específico sobre reciclagem e suas diversas variações tecnológicas e de tipos de produtos a serem reciclados. Esse conhecimento poderá ser adquirido por intermédio de serviços prestados em empresas do segmento ou via participação em cursos e eventos sobre reciclagem;

2. Este conhecimento requer habilidades para analisar os materiais recebidos para reciclagem, de forma a conseguir selecionar os passíveis de serem processados e reciclados daqueles que não oferecem tal condição. Todo esse processo tem o intuito de elevar a qualidade dos materiais a serem reciclados e valorizar o produto resultante da reciclagem de papel;

3. Estar atualizado quanto às tendências de mercado e ser capaz de identificar o que as indústrias esperam das empresas de reciclagem, agregando valor ao seu produto final;

4. Ser uma pessoa que sempre busca melhorar o nível de seu negócio, tanto com a participação em cursos específicos sobre reciclagem, biodiversidade, ambivalência de produtos, quanto de gestão empresarial, pois não basta ter conhecimento de reciclagem, é necessário também estar preparado para gerir o seu empreendimento;

5. Ter habilidade no tratamento com pessoas tanto com seus colaboradores quanto com clientes, fornecedores/catadores/cooperativas, enfim com todos que de forma direta ou indireta tenha ligação com a empresa;

6. Ser empreendedor com visão prospectiva, atuando com antecipação de tendências, ter visão de futuro quanto ao interesse de mercado das indústrias, além de estar sempre atento às inovações tecnológicas e de mercado de seu setor de atuação;

7. Entender que reciclar “lixo” não significa ter um empreendimento desorganizado, sujo, com mau cheiro, dentre outros adjetivos, por isso deverá manter seu empreendimento limpo e bem organizado, fazendo com que este requisito seja um ponto positivo a mais em seu segmento empresarial;

8. Além destas características acima listadas o empresário de reciclagem tem que ser uma pessoa extremamente criativa, sempre com capacidade de sugerir ou mesmo criar formas inovadoras de uso de seus produtos ou incrementar novas matérias-primas que possam ser inseridas na produção de papel, tendo como foco e objetivo de estar sempre a frente de seus concorrentes.

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26 – Planejamento Financeiro

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