Autismo e Interação no Mundo


Neste mundo da era digital, globalizado, precisamos olhar a todos como sujeitos singulares, buscando fugir de rótulos, diagnósticos e preconceitos. Na velocidade das mudanças na configuração social e familiar, será que ainda temos tolerância para a convivência com pessoas diferentes daquilo que se espera? Temos tempo para olhar os outros e a si próprios nos olhos e enxergar além do padrão esperado de comportamento e emoções?

Na defesa das pessoas portadoras de algum transtorno mental, podemos traçar algumas linhas de cuidado e atenção especializada para milhares de crianças e adolescentes portadores de uma síndrome denominada Autismo, bem como para aqueles que compartilham o dia a dia com essas pessoas. Uma campanha mundial instituiu o dia 02 de abril como Dia Mundial da conscientização do AUTISMO (World Autism Awareness Day).

Para começar poderíamos traçar alguns sinais e sintomas característicos do Autismo e que devem servir de alerta para pais, professores, familiares e interessados no tema, visando uma intervenção o mais precoce possível, garantindo uma maior possibilidade de desenvolvimento, integração social, familiar e contribuir para a diminuição do estigma e sofrimento do portador das síndromes autísticas.

Podemos destacar alguns sinais e sintomas, que afetam de forma única cada criança, podendo variar na qualidade ou intensidade, comprometendo a capacidade de socialização, comunicação e imaginação.

  • Resistente a métodos normais de ensino;
  • Risos e gargalhadas inadequadas;
  • Ausência de medo em perigos reais;
  • Não se aninha;
  • Aparente insensibilidade;
  • Brinca de forma estranha;
  • Dificuldade em manter contato visual;
  • Conduta distante e retraída;
  • Ecolalia – Repetição da fala do outro ou da TV;
  • Age como se fosse surdo;
  • Crises de choro por razões não discerníveis;
  • Gira objetos de maneira peculiar;
  • Apego inadequado a objetos;
  • Resistência a mudanças de rotina;
  • Hiperatividade física ou passividade marcante;

Podemos encontrar desde o retardo mental severo à inteligência normal, com evidências de altas habilidades em algumas áreas.

É preciso estar atento e procurar um profissional para o diagnóstico diferencial o quanto antes, visando a identificação e intervenção o mais precocemente possível. Geralmente, é possível estabelecer a conduta profissional adequada entre 2 e 4 anos de idade, período em que a criança já deve ter alcançado a aquisição da linguagem e pode ser avaliada a capacidade de socialização . Para o Autista a intervenção precoce é fundamental!


Ana Paula de Mello Granja Costa
Psicóloga Clínica de Crianças, Adolescentes, Adultos, Idosos, Dependentes Químicos, Síndrome de Down e Autismo.
Curso de Formação: Psicanálise – Formações Clínicas do Campo Lacaniano.


A divulgação dos textos é permitida desde que sejam mantidas informações do autor e da Unipsico-Rio

Central de Atendimento: (21) 2542-6545 | (21) 2244-3712 |  +55 21 96639-4173
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 195, loja 228 – Copacabana • CRPPJ 05/403
Responsável Técnica: Marlene Dias da Silva CRP 05/202

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s