“ Amar demais ? “


Vocês já ouviram pelas ruas alguém falar que “ama demais” e “sofre por amor” ? Algumas mulheres dizem se sentir assim. E elas podem estar se referindo a algo que realmente existe: o amor patológico.

É importante diferenciar um relacionamento saudável e construtivo de um que não é. Geralmente quando o amor gera comportamentos prejudiciais, apesar de estar sofrendo, essa pessoa não consegue identificar o que esta fora do lugar. Afinal, em seu pensamento, ela apenas ama. Como amar pode estar errado?

A principal diferença entre essas formas de relacionamentos, é que naquele identificado como disfuncional , o ser amado, ou seja, o outro, se torna o único foco de na vida da pessoa, e não mais uma parte, como seria o mais saudável. Posso assim, ousar a dizer que o outro, se torna, na linguagem popular, uma “obsessão”. Onde ele está? Com quem falou? O que fez hoje? Falo no feminino, pois a maior parte de casos já estudados e registrados, são com mulheres.

As principais características nessas mulheres são: a baixa autoestima e o medo constante de serem abandonadas. Essa sensação, não pode ser confundida com o ciúmes, que também é muito frequente nesses casos, mas não define um relacionamento como disfuncional. Muitas pessoas podem sentir ciúmes dentro de relacionamentos funcionais.

Quando o amor se torna excessivo, como falei anteriormente, a pessoa passa a cuidar mais da vida do parceiro, do que da própria. Quando o “amado” está longe, pode ter sintomas físicos (calafrios, taquicardia, tensão muscular). Mente, briga e “sai de si”. Os amigos dizem que ela está irreconhecível desde que o “fulano” entrou em sua vida. Muitas vezes ela não gostaria de cuidar tanto dele, preferiria sair com uma amiga, mas não consegue. Pensa imediatamente que “se não estiver em casa esperando ele chegar do trabalho, com as coisas arrumadas ou até com o presente do dia, ele não a amará mais” . Quando ela consegue ir ao shopping com uma amiga, não para olhar no celular, de ligar ou de pensar nele. Chega a gastar mais do que seu orçamento comporta e a se prejudicar em seus outros afazeres rotineiros. Tudo que não está relacionado a ele fica sempre para depois.

Apesar dos muitos problemas com os amigos, na família, ou no trabalho, ela não abandona essa relação ou essas atitudes. Se tenta, não consegue manter por muitos dias. Inúmeras vezes ela só percebe que esse foi um relacionamento totalmente disfuncional depois que o relacionamento terminou.

Existem muitas entidades de grupo anônimos que podem ajudar. O MADA (Mulheres que Amam Demais) é o mais conhecido. Além disso, existem muitas leituras e a terapia. O foco do tratamento não é o relacionamento em si, mas a forma de se relacionar. Se você se identificou ao ler esse texto, acredite que há um novo caminho… Existem diferentes e saudáveis formas de amar.


Fabiane Gori Curvo
Fabiane Gori Curvo
Atendimento à Adultos, Adolescentes e Casais
Curso de Formação: Terapia Cognitiva Comportamental.


A divulgação dos textos é permitida desde que sejam mantidas informações do autor e da Unipsico-Rio

Central de Atendimento: (21) 2542-6545 | (21) 2244-3712 |  +55 21 96639-4173
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