2014 – Livro ‘A vida do bebê’ ganha edição atualizada: o que mudou e o que permanece igual nos 73 anos da bíblia das mães


Familia Consuelo, que usuou o livro " A vida do bebê" do pediatra Rinaldo de lamare por varias gerações
Familia Consuelo, que usuou o livro ” A vida do bebê” do pediatra Rinaldo de lamare por varias gerações Foto: Extra / Rafael Moraes
Camilla Muniz
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Desde 1941, muitas crianças vêm sendo criadas com a ajuda das orientações de um mesmo pediatra. Naquele ano, Rinaldo De Lamare lançou “A vida do bebê” e, 73 anos depois, o livro segue sendo a bíblia das mamães brasileiras. Com mais de seis milhões de exemplares vendidos, a obra acaba de ter lançada sua 43ª edição, revisada e atualizada pelo professor de infectologia Edimilson Migowski, diretor geral do Instituto de Pediatria da UFRJ.

Segundo o médico, a atualização foi necessária para incluir novas orientações advindas dos avanços na ciência. Muita coisa mudou desde a edição de 1941. Outras permanecem inalteradas (veja o quadro ao lado). O livro segue focado nos primeiros mil dias do bebê, que vão da gestação aos 2 anos de vida.

— É nesse período que devem ser criados hábitos saudáveis, que vão ajudar na prevenção de doenças na infância e na fase adulta — diz Migowski. — O livro não substitui o pediatra bem informado e atualizado, mas atua como coadjuvante.

“A vida do bebê” traz informações sobre os marcos evolutivos do desenvolvimento infantil, que permanecem os mesmos desde 1941.

— Os pais passam a entender e a perceber o que é normal ou anormal dentro de cada faixa etária, e podem falar com o pediatra sobre possíveis alterações — salienta Migowski.

Já a preocupação de que a comida da criança seja preparada com o mínimo de açúcar, sal e óleo é uma das atualizações da nova edição.

— A alimentação nos dois primeiros anos de vida é essencial para diminuir os riscos de diabetes e hipertensão, entre outros problemas, na vida adulta — explica.

A suplementação de ácido fólico passa a ser indicada para mulher em idade fértil, garantido o nutriente nos 20 primeiros dias da gestação, quando o tubo neural do feto se forma.

Linguagem simples é um trunfo do manual

Por causa da linguagem simples, “A vida do bebê” se tornou referência entre as mães e, em muitas famílias, passa de geração em geração. Grávida de um menino, a biomédica Maria Theresa Accioly, de 43 anos, já começou a ler a obra, emprestada pela cunhada, a analista de sistemas Consuelo Petersen, de 48.

— Ela já tinha me emprestado quando tive a Maria Eduarda, que vai fazer 10 anos em fevereiro. Eu era inexperiente e insegura, e o livro me ajudou muito a esclarecer todas as dúvidas. Estou relendo para relembrar — conta Maria Theresa.

Para Consuelo, “A vida do bebê” é útil, principalmente, para acompanhar a evolução do comportamento das crianças, de acordo com a idade. Ela comprou o livro há 19 anos, quando sua filha Caroline nasceu, e o utilizou novamente na criação de Nicholas, de 15.

— Fui mãe pela primeira vez aos 21 anos. Um dia, fui a uma livraria e vi “A vida do bebê”. Comprei porque não sabia de nada. Não pude contar com minha mãe para cuidar das crianças. O livro ensina muita coisa, dá dicas para identificar doenças e é bastante importante na parte comportamental. O Rinaldo De Lamare foi pediatra dos meus filhos. Era um médico fora de série — lembra a dona de casa Carmen Martins, de 70 anos, mãe de Consuelo.

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