É preciso aceitar que nem tudo é como queremos, diz vidente


Os caminhos do mundo são complexos e, ouso dizer, insondáveis. Amadurecer espiritualmente é lidar progressivamente melhor com essa realidade, nem sempre alentadora, nem sempre satisfatória. Precisamos encarar corajosamente as coisas e aceitar que elas não são exatamente como gostaríamos, que elas não são exatamente como sonhamos.

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Os fios que tecem os destinos humanos são múltiplos e se enovelam de maneiras bastante intrincadas. Nessa dimensão de imperfeições, experiência terrena, estamos todos, sempre, pelos corredores de um vasto labirinto. Circulamos, visitamos e tornamos a visitar percursos que se repetem exaustivamente.

Como não é possível compreender as relações de causa e efeito em sua integridade, melhor tomar o conjunto todo como uma longa travessia, marcha para propósitos espirituais mais elevados que nos esperam logo ali, depois da curva, quando poderemos colher os progressos de amor que conquistamos nessa dimensão.

A vida é assim mesmo, uma gigantesca montanha, íngreme escalada, marcada por desafios e obstáculos. As coisas só parecem ser o que são quando entreolhadas na superfície. Se detivermos nossa avaliação, apreciando mais detalhadamente, mudando a escala da atenção, nos confrontaremos com considerações desconcertantes, compreensões que ultrapassam largamente, como disse Shakespeare, “nossa vã filosofia”.

Tomo, por exemplo, um tema que mexe profundamente com nossa imaginação coletiva: um desastre aéreo. Ele, sem dúvida, faz brilhar os olhinhos de qualquer jornalista, trepida de emoção o apresentador da televisão, torna-se conversa miúda no balcão da padaria ao engolirmos um cafezinho forte para começar o dia. O tema revela, por si, a provisoriedade de tudo, cativa-nos ao explicitar a força incontrolável das coisas que vulgarmente chamam de destino – embora, por obrigação de compreensão e ofício, eu me refira a ele como carma.

Bem, analisemos. Quando um avião cai, pode ser complicado apontar a causa específica. Pode-se remontar a catástrofe a um funcionário meio cansado na torre de controle de tráfego aéreo. Mas por que ele estava desatento? Teria ele ficado acordado durante toda a noite, por causa do cachorro do seu vizinho latindo para a lua? E, se foi assim, tudo não seria culpa do vizinho? Ou do cão? Ou da lua? E, aliás, quem colocou aquela lua brilhante em pleno céu?

Podemos puxar os cordões de uma coisa para sempre e não conseguir desvendar a verdade. Mas, no universo espiritual, os encaixes são perfeitos, sem aresta, sem sobressaltos.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold, ou entrar em contato com ela, clique aqui.

A vida é assim mesmo, uma gigantesca montanha, íngreme escalada, marcada por desafios e obstáculos
A vida é assim mesmo, uma gigantesca montanha, íngreme escalada, marcada por desafios e obstáculos

Foto: Getty Images

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