O vício da felicidade e os passos que lhe tornam um viciado


<strong>Artigo revisado</strong> peloArtigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

As pessoas acreditam que dependem totalmente das outras para serem felizes, e isso não deixa de ser mentira, mas se torna crônico quando você vive correndo em busca de felicidade.

22 Out 2017 · Leitura: 2 min.

 

O vício da felicidade e os passos que lhe tornam um viciado

O que acontece que faz uma pessoa viva correndo em busca de um instante de felicidade? É uma patologia? É o fato de ela acreditar e não conseguir mudar as coisas em si, que só são esquecidas no convívio com o outro? Podem ser algumas dessas respostas ou todas juntas.

Acontece que a vida é um emaranhado de coisas sem sentido, quando o sentido não é dado por você; o que causa transtorno até na vida dos que convivem com você!

O vício é caracterizado por tudo aquilo que causa dependência, seja por um motivo ou outro qualquer. A dependência, quando excessiva, te impede de raciocinar, e destrói, inclusive, a vida das pessoas próximas, pois o viciado age sem pensar, age de forma a perturbar o ambiente do outro, a configuração de paz e a estrutura organizada existente.

Assim sendo, fica mais difícil que as coisas se organizem, porque o viciado não sabe o que quer e não ter força para insistir naquilo que quer e rejeitar aquilo que não quer.

Quando se vê um pessoa que sempre topa tudo, pode parecer normal, e em alguns casos é assim. Em outros, pode ser sempre uma eterna fuga desesperada, de si mesmo, do chamado tédio, de um momento em que ele tenha que optar e se responsabilizar pela sua escolha, etc.

Quanto mais se sabe gerenciar a vida, menos necessidade de correr se tem, com exceção, é claro, de atividades que sejam remuneradas e necessitem que sua realização demande imediaticidade. Viver com qualidade também requer planejamento!

Você começa devagarinho a se tornar um viciado, e sem perceber, ao não se questionar sobre seus atos e sobre as coisas que te definem, suas opiniões, seus limites, vai aceitando ser o que for melhor, mas melhor para o outro, que te faça parecer mais aceitável, muita vezes esquecendo de si.

Há também o outro lado, aquele do vício em parecer ser sempre bem sucedido, bem resolvido, em estar sempre no melhor diante da visão dos outros, e isso também traz um custo pessoal e dificulta o que é a realidade da mesma forma que a outra postura.

Um vício nunca é bem-vindo, por que ele decorre de um desequilíbrio, e sempre, para esconder algo que não se quer ver, fazer, se responsabilizar e/ou refletir. Ser um viciado é ser amigo de algumas mentiras que contamos para nós mesmos, é gastar muita energia para esconder o que não queremos ver, até que nos esqueçamos do que está escondido ou do por que quisemos esconder.

Ao mesmo tempo, um vício é curado quando nos encontramos, quando podemos viver a realidade e nela descobrir e redescobrir o que é necessário para vivermos bem, satisfatoriamente.

Viver sem vício é viver de forma a se encontrar e encontrar no outro, convivendo de forma a respeitar os momentos e as possibilidades! É não viver por apoios, ou atrás de esconderijos que te impeçam de ser e enfrentar a vida, e os medos.

Foto: por MundoPsicologos.com

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