5 Gênios criativos cujo autismo contribuiu para alcançarem o sucesso


Você sabia que há várias histórias gênios criativos relacionadas com o autismo?

Você assiste American Idol como seu guilty pleasure favorito e torce junto com a plateia quando ninguém está na sala?

Ao assistir os eternos clássicos dos anos 80, como Os Caças Fantasmas ou Os Irmãos Cara-de-pau, você reclama que não fazem mais filmes tão bons como esses?

gênios criativos
via GIPHY

Você possui o DVD do filme Edward Mãos de TesouraAs Grandes Aventuras de Pee-Wee ou O Estranho Mundo de Jack? Ah, os DVDs são para os seus filhos, é claro.

O que tudo isso em comum?

Pois, você deve estar se perguntando o motivo de estarmos te questionando sobre os programas de TV, os DVDs dos seus filhos e os filmes mais marcantes da sua infância, certo?

Bem, esses trabalhos criativos realmente têm algo em comum: desde as mentes magistrais por trás de criações cinematográficas visionárias até o finalista do seu reality show favorito – algumas das pessoas mais talentosas, criativas, inspiradoras e fascinantes nas artes (e ciências) encontram-se no espectro autista. Sim, muitos gênios criativos tem TEA.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) não impede que esses gênios criativos alcancem os seus potenciais. Na verdade, é justamente o contrário, pois é a própria natureza do distúrbio que pode ter contribuído para a genialidade deles.

Como é possível?

Apenas por um segundo, pense em como isso é incrível: um distúrbio, muitas vezes caracterizado por uma incapacidade de socialização e de comunicação com outras pessoas, pode ser o que ajuda a inspirar filmes e músicas com os quais milhões e milhões de pessoas se identificam, tornando-as mais próximas. Então, não é maravilhoso?

Essas celebridades são exemplos para pessoas autistas em todo o mundo e inspirações para todos nós, antes mesmo de sabermos que são autistas. Mas, quem são alguns desses gênios criativos?

Pois, se você for um garoto ou uma garota dos anos 80, ou da geração do millennial, certamente reconhecerá pelo menos alguns desses ícones da cultura popular.

5 gênios criativos

1. Temple Grandin

Você provavelmente já ouviu falar da Dra. Temple Grandin – pois, essa incrível mulher construiu o seu nome na última década como autora, palestrante e autista educadora.

Ela também trabalha como professora e consultora de comportamento animal. Dessa forma, ela contribuiu com ideias que mudaram a forma como o gado é gerenciado, além de inspirar novos modelos de equipamentos usados ​​para contê-los.

Além disso, ela escreveu “O cérebro Autista: Pensando em Todo o Espectro” e participou de um documentário autobiográfico…

Ah, sim! Ela também se apresentou no Ted Talk e o seu vídeo foi visto milhões de vezes… E sem mencionar o fato de Claire Danes tê-la interpretado no filme biográfico de 2010, sobre a sua vida… Que tal tudo isso para uma carreira de sucesso?

O autismo

Grandin não disse uma palavra até ter três anos de idade e foi submetida à terapia da fala para facilitar o desenvolvimento normal da linguagem. Aos cinco anos, ela conseguiu se juntar ao sistema educacional tradicional.

Existem livros e mais livros publicados sobre autismo, mas poucos oferecem a narrativa pessoal de Grandin.

A contribuição de Grandin

Ela refere-se aos indivíduos autistas como tendo “cérebros com capacidades diferentes”. Além disso, defende a integração de crianças autistas na sala de aula e em ambientes sociais, afastando a ideia de que um programa educacional especial atende às necessidades de crianças com TEA.

Em vez disso, ela diz que as crianças autistas precisam de uma oportunidade para aprender as habilidades sociais e outras necessárias para serem produtivas na vida. Da mesma forma que qualquer outra criança precisa.

Do New York Times à Forbes e Fox and Friends, a Dra. Temple Grandin foi reconhecida muitas vezes pelo público, e é uma inspiração para os indivíduos autistas e não-autistas. Como ela diz, mesmo se fosse encontrada uma cura para o autismo, ela preferiria continuar do jeito que é.

2. Tim Burton

Os incríveis e misteriosos filmes de animação de Tim Burton – de Os Fantasmas se Divertem ao O Estranho Mundo de Jack, entre dezenas de outras obras obscuras – conquistaram a imaginação de milhões de crianças e adultos. Por isso, é inegável que ele é um dos maiores gênios criativos.

Acredito que Johnny Depp teria tido uma ótima carreira por conta própria, mas certamente não seria a estrela que é sem todos aqueles filmes sombriamente deliciosos de Burton que você e seus filhos tanto amam. Como, por exemplo, Ed WoodEdward Mãos de TesouraA Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua FleetAlice no País das MaravilhasA Fantástica Fábrica de Chocolate

Tim é autista?

Porém, que a maioria dos fãs pode não saber é que Burton acredita ter síndrome de Asperger.

Embora não tenha sido diagnosticado quando criança, aqueles que o conheceram o descrevem como introvertido e recluso.

Muitas vezes, ele escolhia atividades solitárias como, por exemplo, pintar, desenhar e assistir filmes. O que levaria ao seu amor pelo cinema e, consequentemente, dando início ao que seria uma das carreiras mais bem-sucedidas da cinematografia na era moderna.

Não muito depois, a esposa de Burton, a atriz Helena Bonham Carter, mencionou a possibilidade de Asperger para Burton.

Pois, ao assistir um documentário sobre o autismo, Burton explicou que era como ele se sentia quando criança, passando seus dias solitários e trabalhando em suas paixões.

Burton recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Daytime Emmy Award para Melhor Programa Animado Infantil e o National Board of Review Award de Melhor Diretor. Inegavelmente, seus filmes apresentam uma qualidade fora do normal, que é difícil de explicar – só assistindo para entender.

3. Matt Savage

Se você conhece o mundo dos pianistas de jazz e de concertos, já ouviu falar de Matt Savage.

Quando Savage tinha apenas 13 anos de idade, ele impressionou o mundo do jazz com a sua habilidade virtuosa, por isso muitos o compararam a alguns dos grandes nomes da música de todos os tempos.

Savage foi diagnosticado com autismo aos três anos de idade – mais especificamente, ele foi diagnosticado com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. Quando era apenas um bebê, sua mãe tocava piano para acalmá-lo.

A música

Porém, quando mais velho, Savage passou por um período em que a música provocava muita sobrecarga sensorial. Mas ele acabou aprendendo a processá-la por meio da teoria da integração de áudio. Sem a terapia de integração de áudio, nunca teríamos ouvido esse prodígio do jazz e um dos grandes gênios criativos.

Dessa forma, Savage começou a estudar piano depois de completar a terapia, e inclusive conseguiu se apresentar ao vivo em uma feira de artesanato, improvisando algumas músicas em seu teclado. Em 2005, ele começou a viajar pelo mundo para se apresentar, superando a forte aversão ao barulho que teve durante a infância.

4. Dan Aykroyd

Dan Aykroyd é um escritor e ator, mais conhecido como um dos membros do elenco original do programa de TV norte-americano Saturday Night Live (SNL), antes de seguir para uma carreira de sucesso no cinema e escrever os roteiros para os hilariantes e misteriosos Os Caças Fantasmas e os atrevidos Os Irmãos Cara-de-pau, com um elenco estrelado, contando com alguns dos maiores músicos de R&B de todos os tempos – quem, além de um dos grandes gênios criativos, poderia ter juntado Aretha Franklin, Ray Charles e Cab Calloway com Carrie Fisher e John Belushi para um filme de comédia!

Aykroyd foi diagnosticado com Tourette aos 12 anos, mas, aos 14, foi capaz de gerenciar os seus rompantes graças às intervenções terapêuticas. Ele não foi diagnosticado com Asperger até muito mais tarde na vida.

Com terapia craniossacral e shiatsu, bem como tratamentos de cupping, Aykroyd diz que é capaz de gerenciar os sintomas e as dificuldades sociais relacionados à Asperger.

No entanto, sem a síndrome de Asperger, talvez nunca tivéssemos tido a chance de conhecer algumas das esquetes cômicas mais amadas do SNL, como Spies Like Us, The Great Outdoors e Trading Places.

5. James Durbin

Se você é fã do American Idol, definitivamente reconhecerá o nome de James Durbin. Na décima temporada do programa norte-americano, Durbin chegou à final. Emtão, você provavelmente conhece a melodia do seu single, “Parachute”.

Diagnosticado com as síndromes de Asperger e de Tourette aos dez anos de idade, a mãe de James Durbin certificou-se de que ele tinha muitas grandes paixões: a música, a arte e o teatro.

Ele é normalmente citado por ter dito “Eu acredito que a música é como um remédio e pode ser benéfica para qualquer um, não importa o gênero”.

Os benefícios da música

Durbin usa a sua música como uma válvula de escape para as suas frustrações, o que faz com que as pessoas consigam se identificar com as suas músicas, especialmente aquelas com TEA.

Por exemplo, em “Screaming”, Durbin fala de sofrer bullying e não se encaixar: “tenho um monte de amigos que vale a pena perder / eu tenho um monte de amigos apenas me usando”.

No American Idol, para o mundo inteiro ver, ele compartilhou a sua história de ter sido diagnosticado com Asperger e Tourette. Então, nos anos seguintes, muitos fãs e pais passaram a lhe procurar para falar sobre como é viver com TEA.

A vulnerabilidade e a disposição de Durbin para ser um exemplo é inspiradora. Pode-se dizer que o seu maior sucesso é a capacidade de ser um exemplo positivo para as crianças com TEA, mas, principalmente, os fãs simplesmente o amam por sua personalidade eclética e pela sua voz incrível.

Então, você já conhecia a história de algum desses grandes gênios criativos? Impressionante, não é mesmo? Caso conheça outras pessoas com histórias impressionantes e que também tem TEA, comenta aqui embaixo!

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