Vivianne Pasmanter


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Saltar para a navegaçãoSaltar para a pesquisa

Vivianne Pasmanter

Vivianne Pasmanter, na capa da trilha sonora da novelaFelicidade (1991).

Nascimento 24 de maio de 1971 (47 anos)
São PauloSP
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Atriz
Atividade 1990–presente
Outros prêmios
IMDb(inglês)

Vivianne Pasmanter (São Paulo24 de maio de 1971) é uma atriz brasileira de teatro, cinema e televisão. Conhecida nacionalmente por sua carreira em telenovelas, com personagens marcantes como a rebelde Malu em Mulheres de Areia, a vilã Laura de Por Amor, a mecânica Maria João de Uga Uga, a romântica fotógrafa Isabel de Páginas da Vida, a vilã cômica Shirley de Em Família, a sofrida Lili em Totalmente Demais, e a cômica Germana em Novo Mundo, dentre outras.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início: trabalhos na televisão e parceria com Manoel Carlos[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira nos anos 80 fazendo comerciais, como o das calças jeans Staroup. Um de seus primeiros trabalhos como atriz foi uma participação no papel de uma fada, em um dos episódios do quadro “Senta que lá vem história…”, do programa Rá-Tim-Bum da TV Cultura, no ano de 1990, mas sua primeira grande oportunidade na carreira ocorreu mesmo em 1991, quando se mudou para a cidade do Rio de Janeiro, a fim de desempenhar seu primeiro trabalho em novela, a Diabólica vilã Déborah de Felicidade, trama escrita por Manoel Carlos, um papel denso e de destaque que ela desempenhou com muita verdade. Ainda com o mesmo autor faria muitos outros trabalhos marcantes, como a inesquecível e grande vilã Laura de Por Amor[3] (1997), um dos papéis de maior projeção em sua carreira, a romântica fotógrafa Isabel de Páginas da Vida[4] (2006), e mais recentemente a espirituosa Shirley de Em Família (2014), cujo desempenho foi considerado um dos maiores acertos da trama.[5][6][7] Além da parceria profissional, Vivianne e Manoel Carlos tornaram-se amigos muito próximos, não foi a toa que o autor a convidou para ser madrinha de nascimento do seu filho caçula Pedro, que vinha ao mundo quando ela estreava na TV Globo. Maneco declarou diversas vezes ao público o carinho pela atriz que descobriu: “- Quando penso em Vivianne penso em conflito, é uma grande antagonista, por mim ela estaria em todas as minhas novelas!”, “- Desde o inicio sabia que ela seria uma estrela”.

Além dos trabalhos com Manoel Carlos, em sua carreira coleciona atuações de destaque em importantes telenovelas de diversos autores, como a rebelde Malu de Mulheres de Areia,[8][9] (1993), a “ovelha negra da família”, no remake da trama clássica de Ivani Ribeiro, teve também a estudante de direito metida a detetive Irene Ribeiro de A Próxima Vítima, novela escrita por Silvio de Abreu em 1995. Já 1996 a trouxe como a sem teto Lavínia de Anjo de Mim, novela escrita por Walther Negrão, cuja personagem fez sucesso entre as crianças. Em 1999, viveu Bete, a loira ambiciosa de Andando nas Nuvens trama de Euclydes Marinho, que transformou Vivianne na nova sex simbol do Brasil, devido ao impecável visual da personagem, rotulo que ela quebrou em 2000 no trabalho posterior como Maria João, que apesar de ser a mocinha da história, era uma mecânica desleixada, sonhadora e traumatizada em Uga Uga de Carlos Lombardi. Em 2010 ela vive Regeane Cordeiro, perua de Tempos Modernos, novela de estreia de Bosco Brasil, em 2016 a sofrida Liliane Bocaiuva Monteiro, no fenômeno de audiência Totalmente Demais, novela de Rosane Svartman e Paulo Halm.[10] Em 2017, encarna a impagável Germana Ferreira de Novo Mundo, novela de estreia de Thereza Falcão e Alessandro Marson, cuja transformação numa mulher feia deixou a atriz irreconhecível. Sua atuação foi tão elogiada que a personagem acabou por roubar a cena, e juntamente com Ingrid Guimarães e Letícia Colin, foram consideradas os grandes destaques femininos da novela.[11][12]

Teatro, Cinema e carreira internacional[editar | editar código-fonte]

“Sobre seus 25 anos de carreira feitos em 2016, Vivianne fez um balanço: “- Tive a oportunidade de fazer personagens muito diferentes, singulares e marcantes. Essa diversidade me desafiou e me estimulou como atriz, mas também trouxe muito aprendizado pessoal. Não se passa impune por um personagem”.”

— Vivianne Pasmanter, site Gshow em 24/05/2016

Além das tramas brasileiras Vivianne aventurou-se na carreira internacional com a novela Alén, luz de luna, gravada na Argentinaem 1996, ela ganhou o papel por dominar muito bem o idioma castelhano, mas apesar de ter amado a experiência e ter comprado lá sua cachorra labradora Aylin, que atuaria com ela anos mais tarde em Páginas da Vida, precisou abandonar a novela por falta de pagamento, o que anos mais tarde, conseguiu o ressarcimento do prejuízo num processo judicial contra os produtores da trama.

Sua carreira também se destaca no teatro, onde já viveu papéis muito diferentes, a exemplo da cafetina Madame Clessi, na peça teatral Vestido de Noiva, clássico de Nelson Rodrigues em montagem dirigida com êxito no Rio de Janeiro por Caco Coelho em 2012, ano que se comemorou o centenário do autor. E teve também a índia Domingas, personagem completamente avessa as suas feições, que viveu em 2008 no espetáculo Dois Irmãos[13] dirigido por Roberto Lage. A atuação foi muito elogiada inclusive por Miltom Hatoum, autor do romance que inspirou a peça. Em 2018 retorna aos palcos na pele de Hannah, judia ortodoxa que rompe o casamento de maneira traumática com o marido que abandona os dogmas religiosos em Amor Profano (Hard Love) [14] ,texto do israelense Motti Lerner.

No cinema sua diversidade como interprete marcou principalmente no filme Quase um Tango, onde viveu quatro personagens, o feito lhe rendeu o prêmio Kikito de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado[15] em 2009. Outro trabalho premiado foi a dona de casa Maria de Meninos de Kichute, longa que lhe rendeu o troféu de melhor atriz no Los Angeles Brazilian Film Festival em 2013.[16] A carreira de Vivianne na sétima arte percorre caminhos opostos aos da televisão, se na TV ela é lembrada geralmente por mulheres densas, no cinema ela vem se destacando pela leveza em comédias, a exemplo de filmes como Se eu Fosse Você 2. Outro projeto que vale destacar é o filme Rosa Morena de 2010, uma produção Brasil/Dinamarca em que ela atua falando em Inglês e português.

Uma curiosidade sobre o trabalho da atriz são suas famosas planilhas de analise de seus personagens, onde tudo é organizado desde sua primeira novela, itens como número da cena, atores envolvidos, intenções de fala, quem dirigiu entre outros, complementam não só um estudo profundo, como um arquivo onde ela consegue acessar tudo que já fez rapidamente folheando seus cadernos, sendo um para cada trabalho, e 15 cenas por página.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

De origem judaica, Vivianne é filha de Ricardo Pasmanter, engenheiro civil, e Berta Pasmanter, artista plástica (ambos naturais da Argentina).[17] Seu primeiro curso foi ainda criança na Escola Hebraica de Teatro, em São Paulo. Dentro de sua formação estão a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (EAD – USP), cursos com Antunes Filho e Miriam Mehler, dentre outros.

Uma característica de Vivianne é sua timidez, na época do colégio chegava a pedir para sair da sala quando tinha vontade de tossir para não chamar atenção de ninguém, os amigos daquela época se surpreenderam quando ela estreou como atriz, e ainda assim apostavam, baseados no seu jeito reservado, que ela só faria papéis de boa moça, o que logo caiu por terra desde a primeira novela. Sobre ser tímida e atriz, Vivianne afirma: “- Eu me escondo nos meus personagens, não me exponho neles”. Talvez ai a explicação também para poucas capas de revista, entrevistas, fotos e exposição em sites de fofocas, sua personalidade é completamente avessa a badalações.

Fato marcante de sua vida pessoal foi a perda de seu pai, Ricardo, vítima de câncer, quando ela ainda era adolescente, de relação muito intensa, a atriz declarou em diversas entrevistas que este é um amor e uma saudade para vida inteira.

Engajada nas causas sociais, Vivianne é ativa em movimentos contra o câncer, campanhas de doação de sangue e agasalho, dentre outras.

Casou-se em 2001 com o empresário Gilberto Zaborowsky, e na primeira tentativa de ser mãe sofreu um aborto espontâneo. A segunda gestação foi acompanhada de muita tensão, porém satisfatória com a chegada de Eduardo, seu primogênito. Lara, sua segunda filha, nascida em 2005, não foi planejada; quando ela pensava em voltar ao trabalho em televisão, descobriu-se grávida. Durante cinco anos curtiu a vida em família, voltou ao trabalho em teatro e cinema, com a peça Tartufo e o filme Viva Voz. Ficou casada com Gilberto durante sete anos, a separação confirmou-se em 2008.[18]

A atriz também namorou o diretor Ignácio Coqueiro, com que chegou a morar, e o roteirista Vinícius Vianna.[19]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s