Robô Pepper deve chegar ao Brasil em Abril


Distribuição exclusiva será feita pela Somai, que estima que custo final no país deve ser de US$ 60 mil; no exterior, humanoide é utilizado nas áreas de varejo, hotelaria, saúde, educação

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O empresário Artur Mainardi Jr está na fase final de negociações e trâmites burocráticos para trazer o robô Pepper, da Softbank, para o Brasil. Ele estima que entre o final de março e início de abril poderá comercializar, com exclusividade, no país o humanoide (como são chamados os robôs com cabeça, tronco e membros).

“O mercado potencial do Pepper no Brasil é grande. É um robô que pode ser utilizado para diversas funções e tem na sua tecnologia embarcada a agilidade de locomoção como um de seus grandes diferenciais. Já tenho 40 solicitações de orçamento para o Pepper, que não posso realizar ainda, pois estou na fase final para regularizar o produto para o Brasil ”, diz Mainardi.

Desde 2012, o empresário é o distribuidor para o mercado brasileiro dos produtos hoje desenvolvidos pela Softbank. A relação de Mainardi com os robôs começou por meio de um acordo comercial com a francesa Aldebaran Robotics, fabricante dos robôs Romeo, NAO e Pepper.  Em 2013, a Softbank comprou a Aldebaran. Com isso, após negociações com os japoneses, Mainardi se tornou o distribuidor exclusivo dos robôs para o mercado brasileiro.

O custo do Pepper para o mercado brasileiro, segundo estimativa Mainardi, será de US$ 60 mil. O valor ainda está sujeito a revisões. Em países onde já foi lançado, na Ásia e Europa, o Pepper é utilizado nas áreas de varejo, hotelaria, saúde, educação e entretenimento.

O Pepper não pretende substituir totalmente os profissionais que trabalham nestes mercados, mas sim complementá-los. “Acho que para o futuro muito próximo o que você verá com a robótica está mais relacionado à substituição e à automação de tarefas, em oposição a tarefas completas de diferentes funções e cargos”, disse a Wired, Steve Carlin, diretor de estratégia da SoftBank Robotics America.

Um robô mais próximo do humano

Com olhos gigantes, rosto de criança, cabeça articulada, uma tela no meio peito, braços e mãos, Pepper lê as emoções humanas ao julgar a expressão facial e o tom de voz das pessoas. Para identificar emoções e interagir de modo correspondente, o Pepper recebeu tecnologia de reconhecimento de voz, câmeras e sensores que o ajudam a fazer leitura corporal. Os dados obtidos são analisados por um sistema baseado em redes neurais artificiais. O Pepper mede 1,2 m e pesa quase 30 kg.

Apresentado em 2014, vendido em 2015 no Japão e em 2016 em alguns países ocidentais, o robô Pepper  tem como principal atrativo o reconhecimento de emoções humanas. O robô é autônomo e consegue se movimentar sozinho com suas rodas, interagindo com pessoas por meio de voz e com os braços.

Graças à aparência humanoide do robô, é possível ensiná-lo a atividades como dançar e brincar, basta fazer o download de aplicações que permitem sua evolução. E não é só na base dos arquivos baixados que Pepper se desenvolve, pois ele memoriza traços de personalidade e se adapta para interagir melhor com humanos.

 

O robô é capaz de identificar como pessoas estão se sentindo e sabe como é o melhor comportamento para lidar com a situação. Para se comunicar, ele modifica a voz, a cor dos olhos, mexe os braços e exibe imagens distintas no tablet que fica acoplado na altura do peito, reagindo de acordo com as emoções de quem o acompanha.

Limitações técnicas

De acordo com testes feitos com o Pepper pela Wired, o robô tem limitações de compreensão e ação. Encontrado na recepção de alguns hoteis da Europa, por exemplo, o Pepper é encarregado de funções básicas e pergunta questões simples, como “qual é o seu número de reserva?”.

No entanto, afirma a Wired, a compreensão do robô sobre reclamações e frases mais complexas ainda foge da capacidade de entendimento do Pepper, que ainda assim se destacou por se comunicar de uma forma mais engajada do que a Siri e a Alexa.

Só que ao contrário dos assistentes de voz do celular, o Pepper não sabe direito como reagir em seus primeiros encontros com pessoas. “A primeira interação que você tem com um robô será sempre a pior, porque ele deve aprender com as sucessivas interações dele com humanos”, diz Carlin, da Softbank Robotics.

Mainardi, da Somai, afirma ainda que a bateria do Pepper precisa ser melhorada, pois em testes do fabricante deu sinais de superaquecimento. “São limitações técnicas que serão contornadas à medida que a tecnologia for evoluindo, o que é bastante comum. Quando falávamos em humanoides há cinco anos era uma coisa absurda, fora da realidade. Hoje, tenho demandas de prefeituras no Brasil querendo introduzir robôs na área de educação”, diz o empresário.

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