Grupo de cientistas reverte perda de memória em ratos com Alzheimer


Pesquisadores do Instituto de Neurociência da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) desenvolveram uma terapia genética que reverte a perda de memória em etapas iniciais

Publicação:23/04/2014 15:26
Atualização:23/04/2014 15:31

O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre idosos: com 40 milhões de afetados em todo o mundo, representa um desafio em escala mundial para os sistemas de saúde e para a ciência (sxc.hu)

O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre idosos: com 40 milhões de afetados em todo o mundo, representa um desafio em escala mundial para os sistemas de saúde e para a ciência

Cientistas espanhóis conseguiram pela primeira vez reverter a perda de memória em ratos com Alzheimer usando terapia genética. Pesquisadores do Instituto de Neurociência da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), “descobriram um mecanismo celular envolvido na consolidação da memória e conseguiram desenvolver uma terapia genética que reverte a perda de memória em etapas iniciais em ratos modelos com mal de Alzheimer”, explicou nesta quarta-feira a UAB em um comunicado.

A terapia consiste em injetar no hipocampo, região do cérebro que desempenha um papel importante na memória, um gene que provoca a produção de uma proteína bloqueada nos pacientes afetados pela doença, acrescentou a fonte, destacando que o estudo é capa da revista americana de referência The Journal of Neuroscience.

A proteína “Crtc1” (CREB regulated transcription coactivor-1) permite ativar os genes envolvidos na formação de memória de longo prazo.

Nas pessoas doentes, “a formação de agregados de placas amiloides, um processo conhecido que desencadeia o Alzheimer, impede que a proteína Crtc1 atue normalmente”, segundo a UAB. “Quando se altera a proteína Crtc1, não é possível ativar os genes responsáveis pela sinapse ou por conexões entre neurônios no hipocampo e o indivíduo não consegue realizar corretamente tarefas de memória”, explicou o doutor Carlos Saura, responsável pelo estudo, citado no comunicado.

Segundo ele, “este estudo abre novas perspectivas para a prevenção e o tratamento terapêutico do mal de Alzheimer”. Um dos desafios principais, segundo o estudo, será agora desenvolver terapias farmacológicas que permitam ativar esta proteína. Também será preciso assegurar-se de que é possível aplicar o tratamento em humanos.

O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre idosos: com 40 milhões de afetados em todo o mundo, representa um desafio em escala mundial para os sistemas de saúde e para a ciência, que ainda não encontrou nenhum remédio para a doença.

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