Nova lei: Itália proíbe crianças que não foram vacinadas de ir à escola


Por , em 13.03.2019

Uma nova lei que torna obrigatória para todas as crianças receber uma série de vacinas, incluindo contra sarampo, poliomielite, catapora e caxumba, entrou em vigor na Itália nesta semana.

Os pais tiveram até 10 de março para garantir que seus filhos fossem vacinados. Passado este prazo, as escolas começaram a enviar crianças de volta para casa caso elas não tivessem mostrado provas de vacinação, conforme divulgou a BBC.

Como funciona a lei

Crianças menores de seis anos não poderão frequentar o jardim de infância sem comprovação de vacinação. Crianças entre 6 e 16 anos são tecnicamente autorizadas a ir à escola, mas seus pais podem ter que pagar uma multa de US$ 560 (no câmbio atual, cerca de R$ 2.135) se elas permanecerem não vacinadas.

No Brasil, atualmente, a apresentação da carteirinha de vacinação é cobrada por parte das redes de ensino durante a matrícula dos alunos, mas não há uma regra federal sobre o tema.

Ano passado, o governo estudou tornar obrigatória a exigência da carteira nacional de imunização como requisito para a matrícula nas escolas. Não está claro, porém, se a exigência impediria o acesso do aluno à escola.

Perigo mundial: uma atitude necessária

O tópico tem sido altamente controverso na Itália, onde cidadãos têm expressado seu descontentamento com a nova lei há meses como parte de um esforço contra a vacinação global.

Em setembro do ano passado, cerca de 1.000 crianças italianas com sistema imunológico debilitado foram forçadas a ficar em casa, já que não tinham certeza de que seus colegas de classe haviam sido vacinados ou não.

Pesquisas sugerem que as taxas de vacinação contra sarampo na Itália caíram abaixo dos 95% – a taxa recomendada pela Organização Mundial da Saúde – nos últimos dois anos. Quando as taxas de vacinação ficam acima de 95%, a “imunidade de rebanho” entra em ação: a disseminação da doença torna-se tão improvável que protege até mesmo aqueles que não podem ser vacinados por razões médicas.

Apesar de as vacinas terem se provado uma das formas mais econômicas de evitar doenças na história humana, diversas condições anteriormente erradicadas estão retornando por todo o mundo graças ao movimento antivacinação.

A OMS declarou essa uma das maiores ameaças à saúde mundial em janeiro, de forma que a atitude do governo italiano é, no mínimo, justificável. [FuturismAgênciadeNotíciasdaAIDS]

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