Budismo: entenda o que é a lei do carma


Palavra mais famosa dessa doutrina, o carma se constitui na chave do Budismo. Entenda definitivamente no que consiste essa lei!

Budismo: entenda o que é a lei do carma

Por Victor Santos – 18/01/2017

FOTO: Shutterstock.com

Pode uma crença religiosa não fazer nenhuma referência a deuses ou divindades? Na mentalidade de alguém que foi criado num ambiente cristão, por exemplo, trata-se de uma perspectiva bem difícil de se imaginar. Porém, é exatamente isso que aparece, ou melhor, não aparece nas bases do Budismo.

A partir dos ensinamentos de Sidarta Gautama, o homem se viu, pela primeira vez, sem nenhuma figura para orar, sem divindade alguma para fazer reverências, sem rituais ou cultos. Os ensinamentos de Buda focavam totalmente no humanismo – era o próprio indivíduo o responsável pela sua natureza mental e emocional. Assim, o Budismo é visto como um verdadeiro sistema filosófico, ético e também religioso, em que qualquer pessoa é capaz de se tornar responsável por sua capacidade de purificação e transcendência.

 

Budismo: entenda o que é a lei do carma

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A chave do Budismo: lei do carma

De acordo com os ensinamentos de Buda, o homem é regido por uma série de renascimentos. O que fazemos em um determinado período de tempo, mais cedo ou mais tarde, tem uma consequência, como causa e efeito. Assim, vivemos num ciclo de nascimento/morte/renascimento. É justamente essa lei que estabelece que, mais cedo ou mais tarde, toda ação terá uma reação, que consiste na lei do carma (que em sânscrito significa “ação”).

Ou seja, na perspectiva budista, o agora é resultado de situações anteriores. “Boas intenções geram bons frutos, más intenções geram frutos maus”. Sejam pensamentos, sentimentos ou sensações, tudo está preso nessa cadeia universal em que nada se cria ou se destrói, e sim se transforma eternamente.

Desse modo, Sidarta desconstrói totalmente a visão de que o homem possui uma alma, já que, na sua visão, ela seria passageira – como tudo em nossa existência. Afinal, sua crença era no Samsara, que consiste na já mencionada trajetória de renascimentos. Uma vez que um ser humano possui um carma, ele está fadado a renascer. E, para o Budismo, a salvação constitui-se no ato de se libertar do círculo vicioso dos renascimentos e alcançar o Nirvana.
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