Choque térmico pode provocar rinite alérgica


28 de junho de 2006 • 08h06 • atualizado em 29 de junho de 2006 às 08h02
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Estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) afirma que o choque térmico é responsável por provocar rinite alérgica. Segundo o levantamento, o ambiente mais propício para a doença é o local de trabalho, onde normalmente o ar é resfriado de forma forçada, ainda mais em países tropicais.De acordo com a Agência Fapesp, a pesquisa avaliou 1,5 mil pessoas que trabalhavam sob sistemas de climatização central e outras 500 expostas apenas à ventilação natural. Os que estavam diariamente em local com ar condicionado tinham 40% a mais de risco de ter o problema. Segundo Gustavo Graudenz, professor da Faculdade de Medicina, não se sabe exatamente porque o ar condicionado causa maior suscetibilidade aos problemas respiratórios. “O ar condicionado não acumula alérgenos que possam explicar o problema. Tudo está relacionado à mudança drástica de temperatura. O que podemos dizer é que, quanto mais velho for o aparelho, maior é o risco de as pessoas apresentarem rinite alérgica”, disse ele à Agência Fapesp.

O trabalho reuniu dois pesquisadores de áreas distintas, Graudenz e Arlindo Tribess, professor da Escola Politécnica (Poli). “A engenharia é a ciência capaz de controlar os fatores físicos em ambientes climatizados e a medicina analisa a resposta do organismo humano em frente a esses fatores. Essa aproximação é importante para propormos intervenções, seja por meio de novos medicamentos ou por meio de alterações nos sistemas de ar condicionado”, disse Graudenz.

O estudo reproduziu um ambiente de escritório, com controle total do clima. Os voluntários, 32 portadores de rinite e 16 sem o problema, foram expostos a diferentes níveis de temperatura e material da mucosa do nariz foi coletado após a mudança. “Os portadores de rinite apresentaram uma inflamação no nariz mais acentuada e prolongada, o que mostra que indivíduos alérgicos têm capacidade diminuída de lidar com as mudanças drásticas de temperatura”, afirmou Graudenz.

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