Analistas dão dicas de como comprar ações de segunda linha


Postado por  em jul 28, 2010 em Na mídia |

Matéria publicada no UOL Economia em 28/07/2010
Por: Anne Dias
Link para a matéria original aqui.

Muito investidor tem medo das ações de segunda linha, as chamadas “small caps”. Até com alguma razão.

“As ações de empresas de segunda linha têm pouca cobertura dos analistas e dos jornalistas e, por isso, exigem um maior esforço dos investidores”, afirma Rogério Bastos, sócio da consultoria de planejamento financeiro FinPlan.

O que não significa que esses papéis não sejam indicados, explica Bastos. “É preciso olhar o balanço das empresas e ficar de olho no volume negociado por dia. Mas há boas opções no mercado.”

Como são papéis com menor negociação, ou seja, há pouca gente comprando e vendendo, a liquidez é baixa.

“O problema desses papéis é a falta de liquidez. O risco é o investidor ter de vender suas ações com lucro menor do que o esperado”, afirma Bruno Lembi Neto, sócio da M2 Investimentos.

Uma alternativa para o investidor é aplicar em fundos que reúnem essas ações com menor movimentação. Esses fundos agrupam diversos desses papéis. Assim, o investidor não precisa acompanhar o desempenho de cada uma das ações, mas apenas do fundo em que aplicou.

A Bolsa de Valores tem o Índice Small Cap, que mostra o retorno da carteira com 65 papéis de segunda linha. Estão na lista empresas como Randon, BicBanco, Gafisa.

“São alternativas para quem queira diversificar a carteira. Algumas pagam dividendos, mas é preciso garimpar”, diz Lembi Neto.

Ranking

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) tem uma lista com 34 fundos de “small caps”.

Entre eles, o que teve a maior rentabilidade de janeiro a junho deste ano  foi o Máxima Participações Institucional FIA, administrado pela BNY Mellon, com 34,91%. No extremo oposto, a maior baixa desse período foi o Safra Small Cap FI Ações, do Banco Safra, que teve perda de 14,77% no mesmo período.

Riscos

O consultor financeiro André Massaro, sócio da MoneyFit, afirma que ações de segunda linha não oferecem riscos maiores do que as das empresas mais negociadas da Bolsa.

“Elas não são inferiores que as ações de primeira linha. Mas os volumes são menores. Então, pode acontecer uma maior distorção no preço”, diz Massaro.

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