Os que Fracassam ao Triunfar – Freud


 

Autossabotagem é o medo de usufruir as vitórias alcançadas, deste modo, as pessoas passam a fazer de tudo para que suas vitórias dêem errado, por medo de ser feliz e ter satisfação. Com isso, garantem que nenhuma grande mudança ocorra e abale o equilíbrio que aparente ter sobre sua vida.

Sua origem está relacionada a traumas, sentimentos de abandono, de rejeição, de culpa, que são obtidos por referências construídas na base familiar ou na escola.  Desde modo, toda vez que me deparava com uma oportunidade de avanço em minha vida, eu fugia, não sabendo o motivo desta ação. Meu subconsciente repetia reflexos marcados pela minha infância.

A autossabotagem me tornava a minha pior inimiga, sentia medo de aproveitar a vaga de emprego, de morar sozinha e construir meu futuro, eu fugia de oportunidades de crescimento e de ter responsabilidades, não acreditava ser capaz de realizar as coisas, de me relacionar com as pessoas e me desenvolver na faculdade e na escola.

Acabava me privando de estender minhas conquistas relevantes, por medo de sair da minha “zona de conforto”.

A base da minha autossabotagem era minha mentalidade infantil e cheia de traumas, que fugia de grandes responsabilidades e isso me satisfazia.

Tudo teve inicio pelo “abandono” sentimental de minha mãe, cresci pensando não ter seu amor de mãe.

Culpava-me toda noite por não ser, talvez, do jeito que ela poderia me amar.

Passei a pensar que todas as pessoas me rejeitariam, e que eu era a culpada de tudo que me acontecia, e me escondi atrás de uma pessoa fechada e isolada.

Precisei me desprender de todos os meus sentimentos de culpa e me dar à permissão de tentar, é apenas tentar. Foi quando vi através de uma criança com câncer, em um hospital, que meus problemas não poderiam me privar de viver, de poder ajudar as pessoas.

Hoje, procuro me esforçar, pois meu futuro somente poderá ser construído por mim.

A consciência de que eu precisava mudar e, que minhas atitudes estavam me privando de traçar meu destino e alcançar o que desejava, passaram a vir a tona e ficar claras. Levou um tempo até eu digerir as experiências e implementar novos objetivos na minha vida. Passei a participar mais das aulas e me posicionar diante dos acontecimentos, sabe por que? porque aprendi que sou capaz de faz o melhor que está ao meu alcance. Confesso que não foi fácil, precisei de mudanças significativas em meus hábitos.

Hoje, vejo a importância de tentar, mesmo que dê errado. Não nos permitir estacionar em uma “zona” ou momento de nossas vidas, precisamos ter determinação e mudanças de hábitos movidos pelo desejo de vitórias, só assim conseguiremos alcançar e executar o nosso melhor.

“A felicidade não é algo que alcançamos, e sim conduzimos”- Jean-Paul Sartre.

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