AINDA FALANDO DA PERDA DA FELICIDADE


Participante: é um limite muito tênue.

Sim. Mas, porque é tênue? Porque você acha que a sua felicidade depende dos outros. A sua felicidade só depende de você.

Depende do que? Do valor que você dá a ser feliz.

Se valoriza ser feliz mais do que um quarto arrumado, será feliz. Se não valoriza a sua felicidade mais do que um quarto arrumado, vai continuar sofrendo com os quartos desarrumados da vida.

Para ser feliz, é preciso ser feliz.

Participante: eu sofria muito com este assunto de casa porque eu tinha que limpar, tinha que estar tudo no seu lugar… Depois de algum tempo desencanei: quando der limpo. Mas, eu cheguei a conclusão que gosto de fazer a faxina. Quando olho a louça lavada, dá uma paz …

Isto não é paz, é prazer.

Participante: mas, passei a enxergar isso como algo bom. Só que tem dias que consigo fazer isso sem sofrer e é tranquilo; tem dias que acho um saco lavar a louça.

Nesses dias vai sofrer porque não fez.

Participante: exato. A pergunta é: eu superei ou não, já que tem dias que não sofro …

Não. Na verdade, trocou uma dependência por outra. Só vai superar esse sofrimento no dia que fizer ou não e estiver tudo bem. Aí superou. Enquanto precisar fazer para ter paz, não superou nada.

No dia que se revoltar porque não fez, essa dependência não vai dar paz e vai mostrar que lavar a louça, para você é mais importante que a sua paz.

Participante: acho que a maior dificuldade é conseguir identificar esse apego …

A maior dificuldade está em identificar a paz.

A paz não existe quando a coisa está do jeito que você quer. Isso não é paz.

Participante: mas para ter paz vou precisar resolver isso …

Não. É preciso se manter em paz, se resolver ou não. Para isso é preciso pensar: ‘se resolvi, resolvi; se não resolvi, não resolvi’. Mas, para chegar a isso, precisa se desligar da dependência de resolver.

Participante: com relação ao espelho … Ele é assim para mostrar que eu sou igual, exatamente como ele?

Não. Ele é seu espelho no sentido de mostrar aquilo que você precisa trabalhar.

O espelho é sempre o reverso. Se está de frente para o espelho, vê o contrário de você. Por isso digo que o espelho é para mostrar o que você precisa mudar.

Ele é o reflexo, mas sempre o reflexo ao contrário. Vou dar um exemplo para entender. Uma pessoa não fez o que você quer. Qual o reflexo disso? O que o espelho está mostrando? O que você quer que seja feito. Para quê? Para você dizer a si mesma: ‘vou ficar presa a esse querer e sofrer o resto da vida? Eu não … Queria que fizesse, mas não fez. Não vou perder minha paciência por isso

Participante: e quando o outro te agrada?

É a mesma coisa.

Se o outro lhe agrada e você se sente bem, isso aconteceu não porque ele quis agradar. É o espelho mostrando a sua dependência a determinada coisa para poder ser feliz.

Participante: com relação a doenças, você tinha dito que elas não fazem parte do espelho, porque estar doente é uma realidade que nós achamos que vivemos, mas estão relacionadas ao carma.

O carma nunca está em uma coisa física. Ele é sempre uma forma de viver.

O carma é o instrumento da evolução. Ele acontece como uma oportunidade para você reagir dentro de um padrão universal, ou seja, fora do padrão humano.

Por exemplo: quando não gosta de alguma coisa que aconteceu. Esse não gostar é motivado pelo carma. Ele existe para que se liberte dele. Só que para isso é preciso descobrir que não gosta de alguma coisa. Portanto, você sente o não gostar, mas ao senti-lo, ao invés de vive-lo, deve descobrir que está vivendo uma oportunidade de conhecer que existem coisas às quais dá mais importância do que a sua felicidade.

O carma é sempre isso: a reação a uma ação. Por isso, quando anteriormente não gostou de alguma coisa e perdeu a sua paz por causa daquilo, a situação volta a acontecer para ver se vai de novo não gostar e novamente perder a paz.

Repare bem: o ato físico não é o carma. Na verdade, o ato físico em si não é nada. Todo acontecimento físico é sempre acompanhado de uma avaliação mental. Ela é que é importante, ela que é o carma, pois é quem diz o que você está vivendo.

Você falou em doença. Quer estar doente?

Participante: não.

Como sabe disso? Como sabe que não quer? Porque existe um pensamento que afirma que é ruim ficar doente. Só que apesar disso, vai.

Sabia que vai ficar doente? Ou acha que daqui até a sua morte não vai ter doença nenhuma? Nem uma gripe, nem uma dor de cabeça, nada. Não estou falando de doenças trágicas não, MAS SIM de qualquer doença. Você vai ter uma doença qualquer, mais dia, menos dia.

Não adianta você querer ou não querer. Vai ter. E você precisa entender que vai ter e que quando tiver você vai ter que escolher. Você vai viver em paz com a doença que você tem ou vai sofrer por estar doente.

A partir dessa certeza, analise os seres humanos. Alguns têm notícia de estar com câncer e continuam a viver em paz. Alguns têm apenas uma unha encravada, mas perdem sua paz imaginando que estão com câncer na unha.

Compreendeu a diferença? A diferença é essa: achar que tem câncer na unha ou o achar que não tem nada ao ser diagnosticado com câncer. Esse pensamento que surge é o carma, não a unha ou o câncer. Essas coisas são apenas instrumentos do carma, pois ele, na verdade, é aquilo que a mente cria a respeito das coisas desse mundo. .

Participante: o carma é que comanda a sinapse?

Misturando as informações científicas humanas e espirituais, sim. Na realidade, o carma comanda a sinapse.

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