A NATUREZA DA MENTE DE ATENÇÃO


Meditação – viainterior

A NATUREZA DA MENTE DE ATENÇÃO

“Milhares de anos atrás os sábios e yogis meditavam nas cavernas onde reinava o silêncio absoluto. Retraindo suas mentes dos sons do corpo físico focalizavam nos centros de energia sutil que chamamos de sete chakras e podem ser percebidas e controladas na meditação, ouviram 50 diferentes vibrações dos 7 chakras e traduziram elas através das cordas vocais em 50 letras dando origem ao alfabeto da lingua sânscrito. O som de cada letra tem certa energia que ajuda controlar o performance (rendimento e atividade) dos determinados centros energéticos chamados de chakras. Cada aspecto ou manifestação da natureza seja grosseira ou sutil, física ou abstrata tem a sua própia vibração. Cada som traz a imagem de um fenômeno externo da natureza. Esta é base de todo o sentimento estético e da necessidade de expressão do mundo oriental que vincula os homens com a natureza e o cosmos através do som.

Não é uma tarefa simples afirmar o que é meditação. As pessoas “compram” a idéia de que a meditação é uma técnica que as libertará de seus pesares e dores, se executando uma entre tantas outras formas de meditação. Dirão que o praticante deverá sentar-se em uma posição fácil e confortável e com a coluna ereta, relaxar o corpo, respirar em determinada freqüência, concentrar-se em um ponto, pensamento, imagem ou mantra e procurar, com esforço de sua vontade, criar um estado de atenção tal que a mente não fuja do objeto sob foco da atenção. Assim tantos fracassam, desanimando-se após algumas tentativas. Abandonam, decepcionados, a grande via para a compreensão da realidade, acreditando-se incapazes para tal tarefa.

A Meditação é um estado natural da mente, ao qual se chega sem esforço da vontade, mas trabalhando com ternura e seriedade por estágios preliminares onde se estabelecem as condições necessárias para a maturidade de uma percepção e ação retas. Devemos observar o verdadeiro problema que não é a conquista da atenção a qualquer preço, mas simplesmente fazer desaparecer a desatenção. Podemos estabelecer uma nova relação entre a periferia da mente, onde ocorrem as distrações e o centro focal da mente.

A mente das pessoas divaga pela periferia, saltando de um pensamento para outro, obedecendo às leis de associação, sempre perdendo rapidamente o objeto focal, distanciando-se do centro de seu interesse produzido por um estímulo externo ou interno. Ao examinar a mente de uma pessoa, o que se encontra é a mente gafanhoto, a mente borboleta, caçando suas fantasias e impulsos do momento, uma simples presa de estímulos e reações emocionais. Reações que são, larga e permanentemente, condicionadas ou cenas. Uma cadeia de associações unidas, esperanças, medos, memórias. fantasias e lamentações jorrando constantemente através da mente. É uma busca cega e insaciável por satisfação, sofrimento sem finalidade e confusão.

O ESTADO MEDITATIVO

O estado meditativo é prestar atenção total às distrações da mente, perceber seu movimento do centro para a periferia e deste para o centro, sem conflitos, sem esforço, não há intenção nos movimentos. Neste estado há um total relaxamento da mente e a atenção acontece, dá-se por si mesma.

O primeiro passo é cortar a cadeia de conceitos e palavras associadas que inundam a mente, para que a mente fique atenta e concentrada no presente, naquilo que é. Disse Siddharta Gautama, o príncipe que descobriu esta fórmula cientifica para despertar os valores humanos contidos e adormecidos em todos nós: o “Buddha”:

“ Não corras atrás do passado, não busques o futuro 
O passado, passou, o futuro ainda não chegou. 
Vê claramente, diante de ti o Agora. 
Quando o tiveres encontrado, viverás o tranqüilo e imóvel estado mental ”.

Quando não há resistência à mente e a seus conteúdos, estes se esgotam por si mesmos, não é possível esvaziar a mente, a mente esvazia-se a si mesma.

Surge um silêncio natural e fecundo. Neste estado a percepção acontece sem deformações produzidas pelos conteúdos da mente, não há reações nascidas dos condicionamentos adquiridos; pode-se agir retamente, pois a realidade é percebida em sua inteireza. Cada olhar é um novo olhar, nada é velho, tudo é sempre novo para uma mente inocente. é possível que você já tenha estado nesta condições, ainda que por uma fração de segundo.. talvez olhando uma flor orvalhada pela manhã, ou ao ver uma criança sorrindo, um crepúsculo, ou quem sabe o seu próprio rosto ao espelho; neste instante atemporal não havia feio ou belo, certo ou errado, espiritual ou material, passado ou futuro, havia apenas Vida… Vida em abundância.

O que caracteriza um homem Espiritualizado é o fato dele ter autocontrole, e somente é possível o autocontrole através do auto-conhecimento, que é sabedoria, e nunca pela repressão dos desejos, impulsos e instintos naturais. O auto­conhecimento somente é possível através da prática de meditação ou cultura mental. “Conhece-te a ti mesmo, por ti mesmo”

O propósito da prática da Cultura Mental é reunir o indivíduo com a Realidade Divina da qual ele se afastou, devido à ilusão e ignorância. Esta realização individual ou regeneração interior é a preparação do caminho para a regeneração de toda a humanidade e será o grande acontecimento dessa virada de século e de ciclo, pois não é possível a felicidade nas sombras e ilusões da própria mente humana, nem numa estrutura social que é produto desta mesma mente.

A Meditação ou a que chamamos Cultura Mental se praticada diariamente com dedicação nos leva ao mesmo objetivo da cultura do corpo praticada regularmente com os exercicios físicos.

Ela faz com que o cérebro trabalhe numa onda elétrica mais sutil denominada de “alfa” (veja tabela abaixo); este estado mental é aquele em que estamos calmos, serenos, controlamos nossas emoções e sentimentos sem que eles nos afetem. A prática diária da meditação melhora a capacidade mental, estimula o vigor, melhora a disposição e, principalmente, nos faz consciente de nossa vida e do meio ambiente. Os valores humanos passam a ser praticados em sua essência.

 

Vista por alguns apenas como algo transcendente, o relaxamento ou a meditação possui sua fundamentação científica. Com a criação do eletroencefalograma, descobriu-se diferentes freqüências elétricas gerados pelo cérebro; divididos basicamente em 4 faixas distintas onde cada uma corresponde a um estado determinado de consciência. Observou-se que quando estamos conversando, trabalhando, o eletro oscila entre 13 e 30 Hz. Procuraram saber o que ocorria nas pessoas em coma e descobriu-se que o registro era de 0,5 Hz. Por regra, seria: quanto mais tensos, mais respirações são necessárias e maior será a freqüência cerebral; quando mais calmo melhor será o ritmo respiratório, diminuindo a freqüência cerebral.”

“Mais vale um dia na meditação profunda do

que cem anos na insenssatez e descontrole”

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