Movidos pela paixão


santaPor Michelly Nunes

Uma coisa que me deixa admirada é conseguir perceber quem faz as coisas por paixão. Um sentimento difícil de administrar, pois além de efêmero, é também mutável. Uma hora você está apaixonado… Outra não. Calma, eu não estou louca. Confesso que passei dias pensando em algo bacana para a minha estreia, mas a paixão derrubou todas as minhas pautas.

Paixão de uma torcida que a pouco não tinha série, muito menos jogos interessantes, mas inventava um domingo na piscina só para não perder o tradicional fim de semana no Arrudão. Vocês devem estar pensando: eita que a jornalista é tricolor…. Não, não mesmo. Mas depois de cinco anos de longa espera, foi emocionante ver e ouvir mais de sessenta mil torcedores apaixonados fazendo o que sempre fizeram, mas desta vez, tendo o resultado esperado. Finalmente santinha!

Então sejamos objetivos: sabe o que aconteceu no mundão do Arruda? Foi preciso ter humildade e atitude de olhar para dentro do clube e tirar tudo que não funcionava. Este é hoje o maior problema de alvirrubros e rubro-negros, que preferem esvaziar os estádios e esperar a maré baixar. Coitados, seguem vítimas da negligência.

Paixão pela paixão não resolve, embora muitos sejam movidos desta maneira. Espero não ter começado pegando pesado, mas quer saber não se pode confundir paixão com gestão. E se ilude quem acha que sofrimento é prova de amor.

Vão na bola!

Michelly Nunes – jornalista

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