Peregrinação rumo ao contentamento e à felicidade


Desapego: Amor versus apego

Bem vindo ao Player Audima. Clique TAB para navegar entre os botões, ou aperte CONTROL PONTO para dar PLAY. CONTROL PONTO E VÍRGULA ou BARRA para avançar. CONTROL VÍRGULA para retroceder. ALT PONTO E VÍRGULA ou BARRA para acelerar a velocidade de leitura. ALT VÍRGULA para desacelerar a velocidade de leitura.Play!Ouça este conteúdo0:00100%AudimaAbrir menu de opções do player Audima.

Quem acha difícil ou até uma utopia conquistar a condição de contentamento talvez ainda não saiba que trilhar esse caminho é mais simples do que se imagina. Basta apenas que se queira de coração ir em busca desse estado de verdadeira paz interior. Aqui eu proponho alguns dos caminhos já trilhados por aqueles que reconheceram sua iluminação.

Para você ser uma pessoa mais feliz neste mundo, sinto que um mandamento básico é o desapego. Não importa em que momento da vida essa atitude se realize, desapegar-se é a chave para uma vida mais feliz, de contentamento. Nós sabemos que tudo em nossa vida passa, tudo em nossa vida é impermanente. Portanto, as pessoas apegadas, que não aceitam que tudo é impermanente, com certeza terão uma vida de muita tristeza e depressão, pois sempre estarão sofrendo com perdas, mesmo antes que elas aconteçam. Um dos maiores problemas do apego é quando ele se confunde com amor. O

amor e o apego são duas energias muito distintas. O apego mata o amor. O apego está relacionado com a possessividade, com o limite, com o falso amor, com a castração do sentir.

Muitas pessoas apegadas necessitam, por exemplo, de que a pessoa amada seja como elas querem. Não dão liberdade. No apego queremos controlar as outras pessoas. Há casais que dizem amar-se, mas quando se separam, um quer prejudicar o outro às vezes por longo período.

Amar significa se relacionar por inteiro com a pessoa amada, um mergulho sem limites: quando amamos de verdade, amamos até quem “não nos pertence” ou não está conosco.

Segundo o mestre Osho, o amor lembra muito “um mergulhar no outro como se fosse uma pequena morte, porque é no verdadeiro amor que nós experimentamos a morte. A pessoa que souber amar certamente saberá morrer também”. O amor é uma experiência muito intensa em que passamos sinceridade, amorosidade, generosidade, comunicação, aceitação da outra pessoa. O amor real não permite o “tem que isso ou aquilo”, “tem que me fazer feliz”, “tem que sair comigo”, “tem que fazer amor comigo todo dia”, “tem que fazer esse ou aquele sacrifício”, etc.

O apego está relacionado com o egocentrismo no sentido mais perverso da palavra. O ego sempre diz “possua”; o amor sempre diz “liberte”.

Em uma de suas prováveis origens, a palavra amor vem do grego, onde a = sem (anormal, apolítico, ateu, anarquista); mors = morte. Portanto, amor = algo que transcende a morte (duradouro ).

Essa dimensão do amor como eternidade surge quando somos mais tolerantes conosco e com o próximo. O apego faz com que tudo se torne “coisas”: o filho se torna uma “coisa”, um cachorro se torna uma “coisa”, um marido se torna uma “coisa”. Eu tenho sempre oportunidade de presenciar relacionamentos afetivos em que as pessoas se tornaram “coisas”, são tratadas como “coisas” de forma autoritária e sem liberdade.

“Eu sou sua mãe, por isso você tem que me amar.”
“Você é minha mulher e tem que me amar.”
“Você é meu cachorro e tem que me amar.”
“Você é meu funcionário e tem que me amar.”
“Brasil, ame-o ou deixe-o.” ( Esse lixo foi utilizado na década de 70 ).

O quarto mandamento bíblico ( Êxodo, cap. 20 ) diz:
“Honra teu pai e tua mãe”. Por que honrar e não amar? Porque ninguém é obrigado a amar.

O amor nasce pela espontaneidade. Comece honrando, respeitando, aí sim você terá um manto de amor o acompanhando. Persiste ainda hoje em algumas religiões o costume de arrumar casamento para mulheres, obrigando-as a amar o marido. Isso jamais será amor. Você pode me respeitar. Você não é obrigado a me amar, mas de nosso respeito mútuo pode surgir o amor.

O amor nasce com liberdade. Ele nasce de você, enquanto o apego não. Você pode ser treinado, educado na escola, na sua sociedade, na família para se apegar, mas o amor é algo que nasce dentro de nós com a aceitação espontânea do outro. Não existe escola onde possamos aprender a amar. É só no viver com liberdade. Sempre.

Leia também: Como separar o amor do apego?

Fonte: Quero mesmo é ser feliz Autor: Otávio Leal Editora Alfabeto

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s