O amor na maturidade


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19 Nov 2015 por Miriam Goldenberg em Relacionamento

Tenho buscado compreender o significado do amor nas diferentes fases da vida. Muitos homens e mulheres, após inúmeras experiências afetivas e sexuais, afirmam que encontraram o amor quando já tinham desistido de viver essa experiência.

Uma médica de 65 anos disse:
“Eu já não acreditava mais no amor. Fui casada quatro vezes e sofri muito com cada separação. Mas, sem procurar, encontrei o grande amor da minha vida depois dos 60 anos. Temos um amor com reciprocidade, respeito, admiração e muita intimidade. Ele me estimula a ser a melhor versão de mim mesma. Nunca fui tão feliz.”

Ela afirmou que o mais importante no casamento é o fato de conversarem sobre tudo e darem muitas risadas.

“Sempre quis ter uma relação como a nossa: leve, gostosa, sem complicações. Acho que é porque somos mais maduros. Não gastamos tempo brigando por bobagens, com disputas de poder e joguinhos de dominação. Nosso tempo é um bem precioso e queremos curtir cada momento. Saboreio cada beijo como se fosse o primeiro. Precisei ficar velha para ter um amor de verdade”.

O marido, um engenheiro de 69 anos, disse que todas as suas ex-mulheres queriam mudar tudo nele, desde a forma de se vestir até o modo de se relacionar com a família.

“Quando nos encontramos eu já tinha filhos adultos e netos. E eu queria uma mulher exatamente como ela é: inteligente, independente, compreensiva, carinhosa, atenciosa, apaixonada pelo que faz, e, principalmente, muito divertida. Estava cansado de mulheres infantis, reclamonas, exigentes, insatisfeitas, chatas, pesadas. Todo mundo diz que tem muito mais mulher do que homem, mas só agora eu consegui encontrar uma mulher que me faz realmente feliz”.

E mais:
“Muita gente é mesquinha no amor, economiza demais nas demonstrações de carinho, tem medo de se entregar e levar um fora. Não tenho mais tempo para só dar e receber migalhas, para viver uma relação mequetrefe, onde tudo parece ser um sacrifício. Cansei de ser censurado, criticado, de viver com alguém que só enxerga meus defeitos e não reconhece o meu valor”.

Ele conclui: “Com tantos preconceitos associados aos velhos, como eu poderia imaginar que iria encontrar o amor verdadeiro justamente nesta fase da minha vida?”.

Matéria extraída da Folha de São Paulo: clique aqui
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